bookmark_borderO que é clarividência

clarividência | s. f.
cla·ri·vi·dên·ci·a
nome feminino

Sagacidade; penetração.


substantivo feminino Propriedade de clarividente, que vê claramente, com clareza.
[Espiritismo] Capacidade do médium de perceber, sem a ajuda dos sentidos, o mundo que o rodeia.
Visão clara e penetrante das coisas.
Discernimento correto, claro, adequado; sagacidade.
[Popular] Capacidade para perceber o mundo espiritual, entidades espirituais, auras.
Etimologia (origem da palavra clarividência). Claro + i + vidência; pelo francês clairvoyance.


Clarividência, segundo a parapsicologia, é a capacidade de obter conhecimento de evento, ser ou objeto, sem a utilização de quaisquer canais sensoriais humanos conhecidos e sem a utilização de Telepatia. O termo “Clarividência” também é aplicado, em certas escolas de espiritualismo e ocultismo, à chamada “visão espiritual”, que permite enxergar planos espirituais ou pelo menos algo pertencente a tais planos. No caso específico do Espiritismo, clarividência, dupla vista e segunda vista são sinônimos. Já lucidez refere-se de modo especial à clarividência sonambúlica.


bookmark_borderO que é consciência

consciência | s. f.
cons·ci·ên·ci·a
(latim conscientia, -ae )
substantivo feminino

1. Faculdade da razão julgar os próprios actos ou o que é certo ou errado do ponto de vista moral.

2. [Figurado]   [Figurado]   Sinceridade.

3. Acção que causa remorso.

4. Probidade, honradez.

5. Opinião.

6. Cuidado, atenção, esmero.

7. [Medicina]   [Medicina]   Estado do sistema nervoso central que permite pensar, observar e interagir com o mundo exterior.

consciência colectiva • Conjunto dos modos de pensar ou agir de um grupo alargado.

em consciência • Com sinceridade ou honestidade; na verdade.

má consciência • Estado de quem sente remorsos ou mal-estar em relação a um estado ou a uma acção .


substantivo feminino Percepção dos fenômenos próprios da existência; opõe-se à inconsciência: perder a consciência.
Capacidade para discernir; discernimento, bom senso: o juiz deve julgar com consciência.
Noção do que se passa em nós; conhecimento: atriz teve consciência de que seu sucesso era passageiro.
Sentimento do dever; moralidade: um homem sem consciência.
Conjunto de valores morais que definem certos julgamentos, ações ou intenções relacionadas com alguém ou com si próprio: a corrupção machuca sua consciência.
[Medicina] Condição do sistema nervoso central que ocasiona a caracterização precisa, o pensamento lógico e o comportamento coerente: ele perdeu a consciência e enlouqueceu.
Compreensão ou interesse sobre certo ponto de vista, geralmente, refere-se ao contexto social e político.
Etimologia (origem da palavra consciência). Do latim conscientia.ae.


A consciência ou consciez é uma qualidade da mente, considerando abranger qualificações tais como subjetividade, autoconsciência, senciência, sapiência, e a capacidade de perceber a relação entre si e um ambiente. É um assunto muito pesquisado na filosofia da mente, na psicologia, neurologia e ciência cognitiva.
Alguns filósofos dividem consciência em consciência fenomenal, que é a experiência propriamente dita, e consciência de acesso, que é o processamento das coisas que vivenciamos durante a experiência (Block, 2004). Consciência fenomenal é o estado de estar ciente, tal como quando dizemos “estou ciente” e consciência de acesso se refere a estar ciente de algo ou alguma coisa, tal como quando dizemos “estou ciente destas palavras”.
Consciência é uma qualidade psíquica, isto é, que pertence à esfera da psique humana, por isso diz-se também que ela é um atributo do espírito, da mente, ou do pensamento humano. Ser consciente não é exatamente a mesma coisa que perceber-se no mundo, mas ser no mundo e do mundo, para isso, a intuição, a dedução e a indução tomam parte.


bookmark_borderO que é fenomenologia

fenomenologia | s. f.
fe·no·me·no·lo·gi·a
(fenómeno + -logia )
substantivo feminino

Tratado sobre os fenómenos .


substantivo feminino Tratado dos fenômenos; análise comparativa ou estudo descritivo dos fenômenos, de tudo que se pode observar na natureza.
[Filosofia] Descrição filosófica dos fenômenos, em sua essência aparente e ilusória, observados a partir do contato com os sentidos individuais.
[Filosofia] William Hamilton (1788-1856). Demonstração instantânea anterior à compreensão teórica das situações, ações ou fatos psíquicos.
[Filosofia] E. Husserl (1859-1938). Metodologia filosófica que sugere uma descrição da experiência praticada pela consciência, sendo suas manifestações analisadas no âmbito da generalidade essencial.
Etimologia (origem da palavra fenomenologia). Fenômeno + logia.


Fenomenologia (do grego phainesthai – aquilo que se apresenta ou que mostra – e logos explicação, estudo) é uma metodologia e corrente filosófica que afirma a importância dos fenômenos da consciência, os quais devem ser estudados em si mesmos – tudo que podemos saber do mundo resume-se a esses fenômenos, a esses objetos ideais que existem na mente, cada um designado por uma palavra que representa a sua essência, sua “significação”. Os objetos da Fenomenologia são dados absolutos apreendidos em intuição pura, com o propósito de descobrir estruturas essenciais dos atos (noesis) e as entidades objetivas que correspondem a elas (noema).
Edmund Husserl (1859-1938) – filósofo, matemático e lógico – é o fundador desse método de investigação filosófica e quem estabeleceu os principais conceitos e métodos que seriam amplamente usados pelos filósofos desta tradição. Ele, influenciado por Franz Brentano- seu mestre – lutou contra o historicismo e o psicologismo. Idealizou um recomeço para a filosofia como uma investigação subjetiva e rigorosa que se iniciaria com os estudos dos fenômenos, como estes aparentam à mente, para encontrar as verdades da razão. Suas investigações lógicas influenciaram até mesmo os filósofos e matemáticos da mais forte corrente oposta, o empirismo lógico. A Fenomenologia representou uma reação à eliminação da metafísica, pretensão de grande parte dos filósofos e cientistas do século XIX.
Husserl foi professor em Gotinga e Friburgo em Brisgóvia, e autor de “Ficar Sem Estudar” – 1906. Contrariamente a todas as tendências no mundo intelectual de sua época, quis que a filosofia tivesse as bases e condições de uma ciência rigorosa. Porém, como dar rigor ao raciocínio filosófico em relação a objetos tão variáveis como as coisas do mundo real?
O êxito do método científico está no estabelecimento de uma “verdade provisória” útil, que será verdade até que um fato novo mostre outra realidade. Para evitar que a verdade filosófica também fosse provisória Husserl propõe que ela deveria referir-se às coisas como se apresentam na experiência de consciência, estudadas em suas essências, em seus verdadeiros significados, de um modo livre de teorias e pressuposições, despidas dos acidentes próprios do mundo real, do mundo empírico objeto da ciência. Buscando restaurar a “lógica pura” e dar rigor à filosofia, argumenta a respeito do princípio da contradição na Lógica.
No primeiro volume de “Investigações lógicas” – 1900-01, sob o título Prolegomena, Husserl lança sua crítica contra o Psicologismo. Segundo os psicologistas, o princípio de contradição seria a impossibilidade de o sistema associativo estar a associar e dissociar ao mesmo tempo. Significaria que o homem não pode pensar que A é “A” e ao mesmo tempo pensar que A é “não A”. Husserl opõe-se a isto e diz que o sentido do princípio de contradição está em que, se A é “A”, não pode ser “não A”. Segundo ele, o princípio da contradição não se refere à possibilidade do pensar, mas à verdade daquilo que é pensado. Insistiu em que o princípio da contradição, e assim os demais princípios lógicos, têm validez objetiva, isto é, referem-se a alguma coisa como verdadeira ou falsa, independentemente de como a mente pensa ou o pensamento funciona.
Em seu artigo “Filosofia como ciência rigorosa” -1910-11- Husserl ataca o naturalismo e o historicismo. Objetou que o Historicismo implicava relativismo, e por esse motivo era incapaz de alcançar o rigor requerido por uma ciência genuína.