bookmark_borderO que é sarcasmo

sarcasmo | s. m.
sar·cas·mo
(grego sarkasmós, -ou )
nome masculino

1. Ironia que deixa entender uma crítica dura e mordaz, por vezes considerada insultuosa.

2. Atitude ou dito em relação a algo ou alguém que serve para fazer rir ou é assim entendido. = ESCÁRNIO, MOFA, TROÇA, ZOMBARIA


substantivo masculino Zombaria que busca ofender; ironia insultuosa.
Ação de dizer o oposto do que se quer de maneira mordaz e amarga.
Ironia insultuosa, penosa, mordaz ou cáustica: o sarcasmo estava presente em toda a sua obra literária.
Etimologia (origem da palavra sarcasmo). Do grego sarkasmós.ou.


Sarcasmo (do grego antigo σαρκασμός, “sarkasmos” ou “Sarkázein”; Sarx=”carne”, Asmo= queimarː “queimar a carne”) designa um escárnio ou uma zombaria, intimamente ligado à ironia (muitas vezes essa ligação é feita graças a tragédia vivida da pessoa sarcástica em si em comparação a vida de outras pessoas de melhor sorte), com um intuito mordaz quase cruel, muitas vezes ferindo a sensibilidade da pessoa que o recebe. A origem da palavra está ligada ao fato de muitas vezes mordermos os lábios quando alguém se dirige a nós com um sarcasmo mordaz.
O sarcasmo é uma figura de estilo muito utilizada nas artes orais e escritas, designadamente na literatura e na oratória.


bookmark_borderO que é comparação

comparação | s. f. derivação fem. sing. de comparar
com·pa·ra·ção
substantivo feminino

1. Acto de comparar.

2. Confronto; paralelo.

em comparação de • À vista de; comparado com.

graus de comparação • Os comparativos e os superlativos.

sem comparação • Incomparavelmente.
com·pa·rar com·pa·rar – Conjugar
verbo transitivo

1. Confrontar uma coisa com outra para lhe determinar diferença, semelhança ou relação.

2. Ter em conta de igual (pessoas ou coisas).verbo pronominal

3. Igualar-se.

4. Pôr-se em confronto.


substantivo feminino Ação de comparar, de analisar o que se difere ou se assemelha em: comparação entre o vinho chileno e o português.
[Gramática] Relação estabelecida entre dois termos, com diferentes sentidos, num mesmo enunciado.
[Linguística] Confronto feito entre duas ou mais línguas, buscando um parentesco entre elas.
Etimologia (origem da palavra comparação). Do latim comparatio.onis.


A comparação é uma figura de linguagem semelhante à metáfora usada para demonstrar qualidades ou ações de elementos. A relação entre esses nomes pode formar uma comparação simples ou uma comparação.
É mais facilmente entendida como a aproximação de dois termos que se assemelham.

Os dois termos, Amor e fogo, mantêm, cada um, com o seu próprio significado.


bookmark_borderO que é eufemismo

eufemismo | s. m.
eu·fe·mis·mo
(grego eufemismós, -o )
substantivo masculino

[Retórica]   [Retórica]   Figura de estilo com que se disfarçam as ideias desagradáveis por meio de expressões mais suaves (ex.: a expressão “ir para o céu” é um eufemismo para “morrer”). ≠ DISFEMISMO


substantivo masculino Palavra, expressão ou ideia, que suaviza o sentido de outra, geralmente reduzindo sua carga negativa, rude ou vulgar: está vivendo no Reino da Glória (para dizer que uma pessoa morreu).
[Por Extensão] O que se usa para suavizar, minimar o sentido de alguma coisa: pare com os eufemismos e diga logo a verdade!
Etimologia (origem da palavra eufemismo). Do grego euphemismós.


Eufemismo é uma figura de linguagem que emprega termos mais agradáveis para suavizar uma expressão.Expressões populares têm um caráter cômico, o que pode atender em parte a do eufemismo. Situações de grande impacto, como a morte, beira o grotesco e a função dessa figura de linguagem se perde. Um exemplo mais adequado é dizer que o indivíduo “partiu”, ou que “deixou esse mundo”. Eufemismos também mostram serventia para substituir palavras consideradas de baixo calão ou impróprias de acordo com algum tabu, ou mesmo para omitir nomes de divindades. Alguns deles podem ser neologismos, isto é, palavras inventadas somente para a ocasião, em que se altera uma ou duas letras ou sílabas da palavra original, como puxa, diacho e caramba.


bookmark_borderO que é catacrese

catacrese | s. f.
ca·ta·cre·se
substantivo feminino

Tropo que consiste no emprego de uma expressão imprópria, por falta de termo adequado (ex.: folha de papel; a cavalo num burro).


substantivo feminino Figura de linguagem através da qual uma palavra é empregada com sentido alterado, em relação à sua real significação, por falta de uma palavra própria: embarcar num trem; folha de papel; enterrar uma agulha na pele.
Etimologia (origem da palavra catacrese). Do grego katákhresis.


Catacrese é a figura de linguagem que consiste no uso de uma palavra ou expressão que não descreve com exatidão o que se quer expressar, mas é adotada por não haver uma outra palavra apropriada – ou a palavra apropriada não é de uso comum; é uma gíria do cotidiano, expressão usada para facilitar a comunicação. É, pois, uma metáfora já desgastada. Estabelecem comparação às situações em que são atribuídas, qualidades de seres vivos, a seres inanimados. Exemplos comuns são: “os pés da mesa”, “marmelada de banana”, “vinagre de maçã”,”cabeça do alfinete”, “braço de rio”, “dente de alho” etc. Consiste assim em uma metáfora de uso comum, deixando de ser considerada como tal. Consiste também em dar à palavra uma significação que ela não tem, por falta de termo próprio, empregando-as fora do seu significado real. No entanto, devido ao uso contínuo, não mais se percebe que estão sendo usadas no sentido figurado.
(Na verdade, catacrese ocorre quando há a troca do nome verdadeiro de um objeto ou ação por outro nome – Exemplo, trocar alça por asa da xícara. Isso pode ocorrer pelo fato de não existir um nome apropriado)
Exemplos:

O pé da mesa estava quebrado.
Descasque dois dentes de alho para a comida.
A cabeça do prego está torta.
A asa da xícara quebrou-se.
Sentou-se no braço da poltrona para descansar.
Ele já compôs a cabeça do samba.
O inseto é menor que a cabeça do alfineteCatacrese é um tipo especial de metáfora. Esta figura não representa uma expressão subjetiva de um indivíduo, pois já foi incorporada por todos os falantes da língua, passando a ser uma metáfora corriqueira e, portanto, pouco original.
Vamos constatar isso? Observe:
“Um beijo seria uma borboleta afogada em mármore.” (Cecília Meireles)
O anúncio estava no pé da página.
A primeira frase causa-nos estranheza, espanto. A associação que se faz entre um beijo e uma borboleta afogada em mármore é original e está diretamente relacionada à sensibilidade do sujeito que criou tal frase. Todos devem concordar que poucas pessoas fariam tal associação. Trata-se de uma metáfora original.
Já, na segunda frase, relacionamos diretamente a expressão “pé da página” à parte inferior da página. Mas, se pensarmos bem, uma página não tem pé. Houve uma associação entre o pé (parte inferior do corpo humano) e a parte inferior da página, daí a expressão “pé da página”. Esta metáfora já foi incorporada pela língua, perdeu seu caráter inovador, original e transformou-se numa metáfora comum, morta, que não mais causa estranheza. Em outras palavras, transformou-se numa catacrese. O mesmo processo ocorreu nas seguintes expressões:
Pé de mesa, Cabeça de alfinete, Tronco telefônico,
Pé de cadeira, braço de cadeira, árvore genealógica,
Pé de cama, braço de mar, maçã do rosto,
Pé de montanha, cabelo de milho, folha de papel,
Pé de laranja, barriga da perna, dente de alho, etc


bookmark_borderO que é tropo

tropo | s. m. tropo | adj.
tro·po |ô| ou |ó| tro·po |ó| 1
(grego trópos, -ou, direcção )
nome masculino

1. [Retórica]   [Retórica]   Emprego de uma palavra ou expressão em sentido figurado. = FIGURA

2. [Filosofia]   [Filosofia]   Cada um dos vários argumentos com que os filósofos cépticos gregos da Antiguidade pretendiam provar a impossibilidade de alcançar a verdade. (Mais usado no plural.)

3. [Música]   [Música]   Na Grécia Antiga, determinação da altura absoluta na escala musical.

4. [Música]   [Música]   Processo de ampliação usado no canto gregoriano, com intercalações de partes com melodia e texto.

5. [Teatro]   [Teatro]   Pequeno diálogo ou recitativo incluído na liturgia da missa, que foi umas das primeiras manifestações teatrais medievais.Plural: tropos |ô|. Plural: tropos |ô|.
tro·po |ô| tro·po |ô| 2
(redução de trôpego )
adjectivo adjetivo

[Informal]   [Informal]   Que sente dificuldade em movimentar-se ou a mover algum membro. = TRÔPEGOPlural: tropos |ô|. Plural: tropos |ô|.


substantivo masculino [Retórica] Emprego de uma palavra no sentido figurado, atribuindo-lhe uma significação não literal nem habitual, geralmente transferindo o sentido de uma palavra para outra: a metáfora é um tipo de tropo.
[Gramática] Figura de linguagem em que se emprega uma palavra com um sentido diferente do habitual.
[Teatro] Diálogo breve que, fazendo parte da liturgia de uma missa, pode ser definido como umas das primeiras manifestações do teatro na Idade Média.
[Filosofia] Premissas gregas de natureza cética, incrédula, descrente, que visam provar ser impossível e inútil a busca pela verdade (mais usado no plural: tropos).
[Música] Na Grécia antiga, determinação da altura absoluta de uma escala musical; tom.
[Música] No canto gregoriano, ato de intercalar partes com melodia e textos ditos melodicamente.
Etimologia (origem da palavra tropo). Do grego trópos, “volta” + do latim tropu.


Um tropo (do grego τρόπος, transl. trópos, ‘direção’, ‘giro’, do verbo trépo, “girar”), é uma figura de linguagem ou da retórica onde ocorre uma mudança de significado, seja interna (em nível do pensamento) ou externa (em nível da palavra). No primeiro caso e quando ocorre apenas uma associação de ideias, dá-se o nome de perífrase; se a associação de ideias é de caráter comparativo, produz-se uma metáfora, que é o tropo por excelência. A palavra também é usada para definir clichês em obras de ficção.A retórica clássica, segundo Lausberg, somente classifica como tropos a sinédoque, a antonomásia, a ênfase, a lítotes (“atenuação”), a hipérbole, a metonímia, a metáfora, a perífrase, a ironia e a metalepse (um tipo raro de metonímia).
Na música da Grécia Antiga, indicava a altura baseada na oitava média das vozes e que dava forma ao elemento principal da estrutura musical. Na música medieval, significava a ampliação do canto litúrgico através da inserção de textos curtos que facilitavam a memorização da música e que deram origem ao drama musical a partir do século IX.


bookmark_borderO que é antonomásia

antonomásia | s. f.
an·to·no·má·si·a
nome feminino

Substituição de um nome próprio por um nome comum (ex.: o Historiador por Alexandre Herculano), ou de um nome comum por um nome próprio (ex.: Hipócrates por médico).


substantivo feminino Retórica Figura que consiste na substituição do nome próprio de uma pessoa, cidade, país, pelo de uma sua qualidade ou por uma perífrase que concentre um dos seus atributos: o príncipe dos poetas (por Camões), o Redentor (por Jesus Cristo).
Alcunha, apelido, cognome.


Antonomásia é um tipo de metonímia em que há substituição do nome de um objeto, entidade, pessoa etc. por outro nome, que pode ser um nome comum (ou perífrase) um gentílico, um adjetivo etc., que seja alusivo a uma característica conhecida e capaz de identificar uma qualidade universal ou conhecida do objeto, entidade, pessoa etc. (ex: Aleijadinho por ‘Antônio Francisco Lisboa’; o Salvador por ‘Jesus Cristo’; o príncipe da romana eloquência, por ‘Cícero’; o mantuano por ‘Vergílio’; um borgonha, por ‘um vinho da Borgonha’ etc.). , ou vice-versa (um romeu por ‘um homem apaixonado’; um tartufo por ‘hipócrita’ etc.)
Exemplos consagrados


bookmark_borderO que é ironia

ironia | s. f.
i·ro·ni·a
(latim ironia, -ae, do grego eironeía, -as, dissimulação, ignorância )
nome feminino

1. [Retórica]   [Retórica]   Expressão ou gesto que dá a entender, em determinado contexto, o contrário ou algo diferente do que significa.

2. Atitude de quem usa expressões ou gestos que dão a entender o contrário ou algo mais do que aquilo que parecem significar.

3. [Por extensão]   [Por extensão]   Atitude ou dito em relação a algo ou alguém que serve para fazer rir ou é assim entendido. = ESCÁRNIO, SARCASMO, TROÇA, ZOMBARIA

4. Acontecimento ou resultado totalmente diferente do que eram as expectativas (ex.: ironia trágica).Confrontar: erronia.


substantivo feminino Ação de dizer o oposto do que se quer expressar: você foi super bem na prova, por isso, não passou nessa matéria.
Sarcasmo; comentário insultuoso, mordaz; zombaria que ofende.
[Figurado] Discrepância ou contradição caracterizada pela zombaria; em que há zombaria: você não vê a ironia desta situação.
[Gramática] Figura de linguagem através da qual se expressa exatamente o oposto daquilo que se diz.
[Gramática] Utilização de uma expressão, vocábulo ou frase de significação contrária ao que supostamente deveria ser expresso, usado para caracterizar ou nomear alguma coisa: a ironia valoriza certos discursos.
[Literatura] A utilização dessa figura com o objetivo de produzir ou salientar alguns aspectos de caráter humorístico.
Etimologia (origem da palavra ironia). Do grego eironeia.as, pelo latim ironia.ae.


A ironia (do grego antigo εἰρωνεία, transl. eironēia, ‘dissimulação’) é uma forma de expressão literária ou uma figura de retórica que consiste em dizer o contrário daquilo que se quer expressar. Na literatura, a ironia é a arte de zombar de alguém ou de alguma coisa, com um ponto de vista a obter uma reação do leitor, ouvinte ou interlocutor.
Ela pode ser utilizada, entre outras formas, com o objetivo de denunciar, de criticar ou de censurar algo. Para tal, o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes, mas com a finalidade de desvalorizar. A ironia convida o leitor ou o ouvinte, a ser activo durante a leitura, para refletir sobre o tema e escolher uma determinada posição. O conceito de ironia socrática, introduzido por Aristóteles, refere-se a uma técnica integrante do método socrático. Neste caso, não se trata de ironia no sentido moderno da palavra. A técnica de Sócrates, demonstrada nos diálogos platônicos, consistia em simular ignorância, fazendo perguntas e fingindo aceitar as respostas do interlocutor (oponente), até que este chegasse a uma contradição e percebesse assim os erros do próprio raciocínio.


bookmark_borderO que é anacoluto

anacoluto | s. m.
a·na·co·lu·to
nome masculino

1. [Gramática]   [Gramática]   Elipse que consiste em empregar um relativo sem o seu antecedente.

2. Construção gramatical que começa por uma forma e acaba por outra.


substantivo masculino Gramática Figura de construção gramatical que consiste na ruptura da ordem lógica da frase, de tal forma que um termo fica sem enlace sintático com os demais. (Ex.: Eu, de repente, caíram-me os dentes.).


Anacoluto é uma figura de linguagem que, segundo a retórica clássica, consiste numa irregularidade gramatical na estrutura de uma frase, como se o locutor começasse uma frase e houvesse uma mudança de rumo no pensamento — por exemplo, mediante o desrespeito das regras de concordância verbal ou da sintaxe.
Sintaticamente, pode-se definir anacoluto (ou tópico pendente) como a quebra da estrutura sintática da frase pela inserção de um sintagma ou pela mudança abrupta de uma determinada construção sintática. Isso ocorre quando o falante explicita o tópico ou assunto da sua fala para depois prosseguir com uma construção normal.
Exemplo: “O homem, chamar-lhe mito não passa de anacoluto” (Carlos Drummond de Andrade).


bookmark_borderO que é onomatopeia

onomatopeia onomatopéia onomatopeia | s. f.
o·no·ma·to·pei·a o·no·ma·to·péi·a o·no·ma·to·pei·a
nome feminino

1. Processo de formação de uma palavra cujo som imita aproximadamente o som do que significa.

2. Palavra com essa formação (ex.: rataplã).• Grafia no Brasil: onomatopéia. • Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990:onomatopeia. • Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990:onomatopéia
• Grafia em Portugal:onomatopeia.


substantivo feminino [Linguística] Composição de uma palavra que se baseia numa reprodução similar de um som que passa a ser relacionado a ela; onomatopoese.
[Gramática] A palavra (vocábulo) que se forma a partir da reprodução similar de um som; são exemplos de onomatopeia: bang (tiro); tic-tac (barulho do relógio); au (latido).
Etimologia (origem da palavra onomatopeia). Do latim onomatopoeia.ae.


Onomatopeia ou mimologia (termo da língua grega antiga que significava “criar um nome”, “fazer um nome”), é uma figura de linguagem na qual se reproduz um som com um fonema ou palavra. A forma adjetiva é onomatopaico. Ruídos, gritos, canto de pássaros, som de animal, sons da natureza, barulho de máquinas, o timbre da voz humana fazem parte do universo das onomatopeias. Por exemplo, para os índios tupis tak e tatak significam dar estalo ou bater e tek é o som de algo quebrando.
Geralmente, as onomatopeias são usadas em histórias em quadrinhos, muitas dessas onomatopeias são derivadas de verbos da língua inglesa.Em japonês, as onomatopeias são divididas em giseigos (擬声語, ‘giseigos’?), que imitam vozes, gigongos (擬音語, ‘gigongos’?), que imitam sons e gijogos, que expressam emoções. Nos mangás (quadrinhos japoneses), elas fazem parte da arte. No Brasil, as editoras brasileiras deixam as onomatopeias em hiragana ou katakana e, no rodapé da página, colocam legendas com a tradução. Nos Estados Unidos, a Shonen Jump local adapta essa onomatopeias.


bookmark_borderO que é metonímia

metonímia | s. f.
me·to·ní·mi·a
(latim metonymia, -ae )
nome feminino

Figura de retórica que consiste no emprego de uma palavra por outra com a qual se liga por uma relação lógica ou de proximidade.


substantivo feminino [Retórica] Figura de linguagem em que um objeto é designado por uma palavra que se refere a outro, por existir uma relação entre os dois.
[Retórica] Figura de linguagem em que se emprega uma palavra aleatória e fora do seu contexto de uso no lugar de outra, por possuirem entre si algum tipo de relação.
Etimologia (origem da palavra metonímia). Palavra que tem sua origem no grego metōnumía,as “uso de um nome por outro”.


Metonímia (do grego μετωνυμία, transl. metonymía, ‘além do nome’ ou ‘mudança do nome’) é uma figura de linguagem que consiste no emprego de uma palavra fora do seu contexto semântico normal, dada a sua contiguidade (e não a similaridade) material ou conceitual com outra palavra. Trata-se de uma substituição lógica de um termo por outro, mantendo-se, todavia, uma proximidade entre o sentido de um termo e o sentido do termo que o substitui.Na metonímia, um termo substitui outro não porque a nossa sensibilidade estabeleça uma relação de semelhança entre os elementos que esses termos designam (caso da metáfora), mas porque existe, de fato, uma relação de contiguidade entre o sentido de um termo e o sentido do termo que o substitui.
Muitos gramáticos consideram a sinédoque como uma variedade de metonímia em que ora se toma a parte pelo todo, ora o todo pela parte.