bookmark_borderO que é metáfora

metáfora | s. f.
me·tá·fo·ra
(latim metaphora, -ae, do grego metaforá, -as )
nome feminino

[Retórica]   [Retórica]   Figura de retórica em que a significação habitual de uma palavra é substituída por outra, só aplicável por comparação subentendida (ex.: há uma metáfora no verso de Camões “amor é fogo que arde sem se ver”).


substantivo feminino Figura de linguagem em que há uma transferência do significado de uma palavra para outra, por meio de uma comparação não explícita: a paixão queimou-me; nervos de aço; dar asas a imaginação.
Etimologia (origem da palavra metáfora). Do latim metaphora.ae; do grego metaphorá.


Metáfora é uma figura de linguagem que produz sentidos figurados por meio de comparações. Também é um recurso expressivo.

O termo fogo mantém seu sentido próprio – desenvolvimento simultâneo de calor e luz, que é produto da combustão de matérias inflamáveis, como, por exemplo, o carvão – e possui sentidos figurados – fervor, paixão, excitação, sofrimento etc.
Didaticamente, pode-se considerá-la uma comparação que não usa conectivo (por exemplo, “como”), mas que apresenta de forma literal uma equivalência que é apenas figurada.


bookmark_borderO que é apóstrofe

apóstrofe | s. f. Será que queria dizer apostrofe?
a·pós·tro·fe
(latim apostrophe, -es, desvio, fuga, refúgio )
nome feminino

1. Interpelação súbita ou invocação com que o orador interrompe o seu discurso.

2. Frase energética e incisiva que alguém dirige a outrem, principalmente a um orador.

3. Dito mordaz, ofensivo ou provocatório.


substantivo feminino Interrupção inesperada que, no decorrer do discurso, o orador ou o escritor faz para mencionar seres reais ou fictícios.
Interpelação direta e imprevista.
Frase mordaz com a qual alguém é interrompido ou atacado; catilinária.
Discurso que critica ou acusa intensa e veementemente algo ou alguém.
Etimologia (origem da palavra apóstrofe). Do grego apostrophé.


Apóstrofe é uma figura de linguagem caracterizada pela evocação de determinadas entidades, consoante o objetivo do discurso. Caracteriza-se pelo chamamento do receptor, imaginário ou não, da mensagem. Nas orações religiosas é muito frequente (“Pai Nosso, que estais no céu”, “Ave Maria” ou mesmo “Ó meu querido Santo António” são exemplos de apóstrofes). Em síntese, é a colocação de um vocativo numa oração. Ex.:”Ó Leonor, não tombes!”. É uma característica do discurso direto, pois no discurso indireto toma a posição de complemento indireto: “Ele disse a Leonor que não caísse”.No discurso político é também muito utilizado (“Povo de Araguari!!!”), já que cria a impressão, entre o público, de que o orador está a dirigir-se diretamente a eles, o que aumenta a receptividade. Um professor ao dizer “Meninos!” está também a utilizar a apóstrofe. A apóstrofe é também utilizada frequentemente, tanto na poesia épica quanto na poesia lírica. No primeiro caso, podemos citar Luís de Camões (“E vós, Tágides minhas…”); na poesia lírica podemos citar Bocage (“Olha, Marília, as flautas dos pastores…”). Existe, graças a esta figura de estilo, uma aproximação entre o emissor e o receptor da mensagem, mesmo que o receptor não se identifique com o receptor ideal explicitado pela mensagem.


bookmark_borderO que é tautologia

tautologia | s. f.
tau·to·lo·gi·a
(grego tautología, -as )
nome feminino

Repetição inútil da mesma ideia em termos diferentes. = PLEONASMO, REDUNDÂNCIA


substantivo feminino Repetição de uma mesma ideia por meio de palavras diferentes; redundância: “entrar para dentro” é uma tautologia.
[Lógica] Proposição que, dada como esclarecimento ou prova, está sempre verdadeira pela repetição dos mesmos conceitos mencionados anteriormente.
[Lógica] Proposição em que o predicado repete o sujeito, através de palavras iguais ou semelhantes.
Etimologia (origem da palavra tautologia). Do latim tautología.as “repetição de palavras”.


Tautologia (do grego ταὐτολογία “dizer o mesmo”) é a denominação, na retórica, a um termo ou texto que é a mesma ideia expressa de formas diferentes, dizer a mesma coisa em termos diferentes. Vem de tautó (o mesmo) e logos (assunto). Como um vício de linguagem pode ser considerada um sinônimo de pleonasmo ou redundância.
Em filosofia e outras áreas das ciências humanas, diz-se que um argumento é tautológico quando se explica por ele próprio, às vezes redundante ou falaciosamente. Por exemplo, dizer que “o mar é azul porque reflete a cor do céu e o céu é azul por causa do mar” é uma afirmativa tautológica. Um exemplo de dito popular tautológico é “tudo o que é demais sobra”. Da mesma forma, um sistema é caracterizado como tautológico quando não apresenta saídas à sua própria lógica interna.


bookmark_borderO que é perífrase

perífrase | s. f.
pe·rí·fra·se
(latim periphrasis, -is )
nome feminino

1. [Retórica]   [Retórica]   Figura de estilo que consiste na substituição de uma palavra por uma expressão mais longa e com o mesmo significado. = CIRCUNLÓQUIO

perífrase verbal • [Gramática]   • [Gramática]   Grupo verbal composto por um verbo auxiliar ou semiauxiliar e um verbo principal, geralmente no infinitivo, no gerúndio ou no particípio passado.


substantivo feminino Processo que usa muitas palavras para expressar o que poderia ser dito em poucos termos; rodeio, circunlóquio.
[Retórica] Emprego de um grupo de palavras em lugar do termo próprio.
expressão Perífrase verbal. Locução formada de verbo principal acompanhado de auxiliar: estou trabalhando, tenho trabalhado, hei de vencer.
Etimologia (origem da palavra perífrase). Do grego períphrasis.


Em termos gerais, perífrase designa qualquer sintagma ou expressão idiomática mais desenvolvida (e mais ou menos óbvia ou direta) que substitui outra. Pode-se entender que perífrase consiste, portanto em especificar determinadas características, mais ou menos objetivas, do objeto que se quer nomear indiretamente.
O termo é mais utilizado para identificar uma figura de linguagem ou figura retórica que também substitui uma expressão curta e direta por outra mais extensa e carregada de maior ou menor simbolismo, estando, neste caso, intimamente relacionada com a antonomásia.
Seu uso pode justificar-se por diversas razões:

para evitar a repetição da mesma palavra na mesma frase o em frases próximas;
engrandecer um atributo (neste caso, ligada à hipérbole)
minimizar um atributo (“uma pessoa menos favorecida pela beleza” em vez de “pessoa feia” e, neste caso, ligada a eufemismo).


bookmark_borderO que é dicotomia

dicotomia | s. f.
di·co·to·mi·a
(grego dikhotomía, divisão em dois )
substantivo feminino

1. Divisão em dois.

2. Oposição entre duas coisas.

3. Partilha ilícita ou pouco ética de honorários, geralmente entre médicos.

4. [Astronomia]   [Astronomia]   Fase da Lua, ou de outro planeta ou satélite, quando é visível com uma metade iluminada.

5. [Botânica]   [Botânica]   Modo de divisão de certas hastes em ramos bifurcados.

6. [Lógica]   [Lógica]   Divisão de um conceito em dois outros que abrangem toda a sua extensão.


substantivo feminino Divisão de algo em duas partes.
Oposição entre duas coisas, geralmente entre dois conceitos: o bem e o mal são uma dicotomia amplamente discutida.
Divisão de um conceito cujas partes, geralmente, são opostas.
Classificação cujas divisões possuem somente dois termos.
Repartição cujos preceitos são contrários à ética; divisão de honorários que não obedece as normas éticas.
[Religião] Princípio de acordo com o qual a essência do ser está dividida entre o corpo e a alma.
[Filosofia] Preceito que, no platonismo, se divide em dois cujo caráter pode ser contrário ou integrante.
[Astronomia] Aparência de um astro, satélite ou planeta, quando separado ao meio, sendo que uma de suas metades está clara e a outra permanece escura.
[Botânica] Divisão de uma célula apical em duas iguais, sendo que cada uma, individualmente, dá origem a outras.
Em história natural, bifurcação ou divisão em dois.
Etimologia (origem da palavra dicotomia). Do grego dikhotomía.


Uma dicotomia é uma partição de um todo (ou um conjunto) em duas partes (subconjuntos). Em outras palavras, esse par de partes deve ser

conjunto exaustivo: tudo deve pertencer a uma parte ou a outra, e
mutuamente exclusivo: nada pode pertencer simultaneamente a ambas as partes.Essa partição também é freqüentemente chamada de bipartição.
As duas partes assim formadas são complementos. Em lógica, as partições são opostas se existir uma proposição tal que ela se mantenha sobre uma e não sobre a outra.
Tratar variável contínua s ou multi variável categórica s como variável binária s é chamado dicotomização. O erro de discretização inerente à dicotomização é temporariamente ignorado para fins de modelagem.


bookmark_borderO que é trocadilho

trocadilho | s. m.
tro·ca·di·lho
nome masculino

1. Jogo de palavras.

2. [Por extensão]   [Por extensão]   Dito ambíguo.


substantivo masculino Jogo ambíguo de palavras com sons parecidos ou iguais, mas com significados e aplicações diferentes.
Uso de certas expressões que juntas possibilitam muitas interpretações.
Etimologia (origem da palavra trocadilho). Trocado + ilho.

bookmark_borderO que é alegoria

alegoria | s. f.
a·le·go·ri·a
substantivo feminino

Modo indirecto de representar uma coisa ou uma ideia sob a aparência de outra.


substantivo feminino Expressão figurada, não real, de um pensamento ou de um sentimento, através da qual um objeto pode significar outro.
[Filosofia] Modo de interpretação que, usado por pensadores gregos, tinha o intuito de descobrir as ideias que estavam subentendidas, ou expressas de modo figurado, em narrativas mitológicas.
Artes. Obra que representa um pensamento abstrato.
[Brasil] A representação feita por meio de imagens ou ornamentações que explicam o enredo de uma escola de samba.
Alegoria da Caverna. Alegoria criada por Platão que afirma ser uma caverna a representação da ignorância humana.
Etimologia (origem da palavra alegoria). Do latim allegoria.ae; pelo grego allegoría.


Uma alegoria (do grego αλλος, allos, “outro”, e αγορευειν, agoreuein, “falar em público”, pelo latim allegoria) é uma figura de linguagem, mais especificamente de uso retórico, que produz a virtualização do significado, ou seja, sua expressão transmite um ou mais sentidos além do literal. Diz-se b para significar a. Uma alegoria não precisa ser expressa no texto escrito: pode dirigir-se aos olhos e, com frequência, encontra-se na pintura, escultura ou noutras formas de linguagem. Embora opere de maneira semelhante a outras figuras retóricas, a alegoria vai da simples comparação da metáfora à sátira, passando pelo símbolo, a fábula, o apólogo, a prosopopeia, o oximoro, o Adynaton, ou implicando a ironia, oscilando entre a polissemia e a antífrase. A fábula, o apólogo, o mito e a parábola são exemplos genéricos (isto é, de gêneros textuais) de aplicação da alegoria, às vezes acompanhados de uma moral que deixa claro a relação entre o sentido literal e o sentido figurado.João Adolfo Hansen estudou a alegoria em Alegoria: construção e interpretação da metáfora, distinguindo a alegoria greco-romana (de natureza essencialmente linguística, não obstante o anacronismo) da alegoria cristã, também chamada de exegese religiosa (na qual eventos, personagens e fatos históricos passam também a ser interpretados alegoricamente). Northrop Frye discutiu o espectro da alegoria desde o que ele designou como “alegoria ingênua” da The Faerie Queene de Edmund Spenser às alegorias mais privadas da literatura de paradoxos moderna. Os personagens numa alegoria “ingênua” não são inteiramente tridimensionais: para cada aspecto de suas personalidades individuais e eventos que se abatem sobre eles, personificam alguma qualidade moral ou outra abstração. A alegoria foi selecionada primeiro, e os detalhes meramente a preenchem. Já que histórias expressivas são sempre aplicáveis a questões maiores, as alegorias podem ser lidas em muitas dessas histórias, algumas vezes distorcendo o significado explícito expresso pelo autor.
A alegoria tem sido uma usada na literatura de praticamente todas as nações. As escrituras dos hebreus apresentam algumas das mais belas destacando-se a comparação da história de Israel ao crescimento de uma vinha no Salmo 80. Na tradição rabínica, leituras alegóricas têm sido aplicadas em todos os textos – uma tradição herdada pelos cristãos, para os quais as semelhanças alegóricas são a base da exegese.
Na literatura clássica duas das alegorias mais conhecidas são o mito da caverna, narrado na República de Platão (Livro VII) e o apólogo da revolta das várias partes do corpo contra o estômago, contado por Agripa Menenio Lanato, em 494 a.C., e reproduzido por Tito Lívio). Várias outras ocorrem nas Metamorfoses de Ovídio. A tradição grega atribui os primeiros pensadores alegóricos como sendo ou Teágenes de Régio, em sua interpretação em defesa do mito de Homero que associava deuses a atributos simbólicos (Atena à sabedoria, Ares à insensatez, etc.), ou a Ferécides de Siro.


bookmark_borderO que é aporia

aporia | s. f. 1ª pess. sing. cond. de apor 3ª pess. sing. cond. de apor
a·po·ri·a
(grego aporía, -as, dificuldade )
substantivo feminino

1. [Filosofia]   [Filosofia]   Dificuldade lógica.

2. [Retórica]   [Retórica]   Hesitação calculada.
a·por |ô| a·por |ô| – Conjugar
(latim appono, -ere, colocar junto de, servir, pôr sobre, acrescentar )
verbo transitivo

1. Colocar junto a. = APLICAR, JUNTAR, JUSTAPOR

2. Colocar sobre. = SOBREPOR

3. Jungir (bois ou vacas) ao carro.

4. Meter (cavalgaduras) aos varais da carruagem.


substantivo feminino Incerteza ou hesitação diante do que se pretende dizer.
[Retórica] Figura em que o orador simula hesitação no momento em que deve responder.
Circunstância sem solução; situação que não se pode resolver.
Dificuldade ou incerteza que decorre da impossibilidade de responder uma questão filosófica; dúvida para escolher entre dois pontos de vista racionais, mas contrários.
Etimologia (origem da palavra aporia). Do grego aporia.


Aporia (em grego: Ἀπορία, “caminho inexpugnável, sem saída”, “dificuldade”) é definida como uma dificuldade, impasse, paradoxo, dúvida, incerteza ou momento de contradição que impedem que o sentido de um texto ou de uma proposição seja determinado. Ao estudo das aporias designa-se de aporética.


bookmark_borderO que é solecismo

solecismo | s. m.
so·le·cis·mo
(grego soloikismós, -oû, desinfectar )
nome masculino

1. [Gramática]   [Gramática]   Erro gramatical, em geral de sintaxe, devido ao desconhecimento de uma ou mais regras (ex.: há solecismo quando se usa “houveram homens” em vez “houve homens”).

2. [Figurado]   [Figurado]   Falta; erro.


substantivo masculino Gramática Erro de sintaxe.
[Figurado] Falta, erro, disparate.


Solecismo é uma inadequação na estrutura sintática da frase com relação à gramática normativa do idioma. É um vício de linguagem.


bookmark_borderO que é eufonia

eufonia | s. f.
eu·fo·ni·a
(grego eufonía, -as, som harmonioso, musical )
nome feminino

1. Som agradável ou harmonioso.

2. [Gramática]   [Gramática]   Qualidade acústica na articulação dos fonemas que produz uma sucessão de sons agradáveis.

Antónimo Antônimo Geral: CACOFONIA


substantivo feminino Sucessão harmoniosa de sons.
Resultado acústico agradável causado pela junção harmônica de sons.
[Gramática] Propriedade acústica que favorece a emissão de certos fonemas.
Expressão de leveza e elegância ao pronunciar.
Etimologia (origem da palavra eufonia). Do grego euphonía.


A eufonia caracteriza-se por um som agradável, especialmente pela combinação de certas palavras; contrapondo-se, portanto, à cacofonia (esta identifica sons desagradáveis). A eufonia é definida como “Efeito acústico agradável”, ou “Sucessão de sons agradáveis (no dizer).
Igualmente, pode se notar termos fiéis subentendidos em uma frase.
Exemplos: “Fico com a Juliana talvez” (“Natal”) “Ao menos que alguém se preste para nos ajudar” (“cipreste”)

(Do grego euphonía, «bela voz», pelo latim euphonĭa-, «eufonia; sons harmoniosos»)[1]