bookmark_borderO que é cientificismo

cientificismo | s. m.
ci·en·ti·fi·cis·mo
(científico + -ismo )
nome masculino

1. Teoria que defende a superioridade do conhecimento científico em relação a outras formas de conhecimento. = CIENTISMO

2. Valorização de conceitos científicos ou de análises através da ciência.

3. Palavra ou expressão da área das ciências.


substantivo masculino Doutrina filosófica que afirma ser a ciência superior a qualquer outro saber ou conhecimento usado para compreender a realidade.
Doutrina filosófica que considera definitivos os conhecimentos científicos.
[Filosofia] Filosofia que nega a importância dos problemas que estão fora do alcance da investigação científica.
[Popular] Valorização excessiva da ciência ou do que é científico.
Termo, expressão ou palavra, restrito ao âmbito científico: médico que se expressa com cientificismos incompreensíveis.
Etimologia (origem da palavra cientificismo). Científico + ismo.


Cientificismo ou cientismo é a tendência intelectual ou concepção filosófica de matriz positivista que afirma a superioridade da ciência sobre todas as outras formas de compreensão humana da realidade (religião, filosofia, metafísica, etc.), por ser a única capaz de apresentar benefícios práticos e alcançar autêntico rigor cognitivo. Assim, preconiza o uso do método científico, tal como é aplicado às ciências naturais, em todas as áreas do saber (filosofia, ciências humanas, artes etc.).Segundo Karl Popper, o cientificismo é a crença dogmática na autoridade do método científico e nos seus resultados. O termo também implica a atitude de atribuir valor altamente positivo ao papel da ciência no desenvolvimento da cultura em particular, e da sociedade em geral. No entanto esta tendência muitas vezes é entendida de modo pejorativo, como uma forma extrema de valorização da ciência ou estreitamente relacionada com o positivismo lógico, por ter sido usado por cientistas sociais como Friedrich Hayek, filósofos da ciência como Karl Popper e Hilary Putnam, ou historiadores das ideias, como Tzvetan Todorov, para descrever o apoio dogmático ao método científico e a redução de todo o conhecimento a tudo o que é mensurável. Esta tendência intelectual de matriz positivista preconiza a adoção do método científico, tal como é aplicado às ciências naturais, em todas as áreas do saber e da cultura (filosofia, ciências humanas, artes, etc.), e tem sido geralmente interpretada de maneira depreciativa.Por outro lado, os defensores do cientificismo, entre eles o filósofo da ciência Mario Bunge, o historiador da ciência Michael Shermer e o filósofo Daniel Dennett, afirmam que a ideia do cientificismo não é ser uma doutrina que defenda a aplicação da ciência em todos os níveis, mas uma visão de que a ciência é o melhor caminho que existe para conhecer o mundo e possibilitar o desenvolvimento tecnológico.


bookmark_borderO que é hipótese

hipótese | s. f.
hi·pó·te·se
substantivo feminino

1. Suposição do que é possível (para do facto se tirar uma conclusão).

2. Teoria não demonstrada mas provável; suposição.


substantivo feminino Possibilidade considerada válida antes de sua confirmação; suposição.
Proposição admitida como um início e através da qual algo pode ser comprovado ou demonstrado; conjectura: hipótese científica.
Situação ou ação que pode se realizar ou não; eventualidade: tenho a hipótese de mudar de emprego.
[Por Extensão] Proposição provisória e antecipada usada como demonstração de ações ou fenômenos da natureza, podendo ser comprovada pela suposição ou pela experiência.
[Matemática] O que se toma como dados para explicar ou demonstrar um teorema.
Etimologia (origem da palavra hipótese). Do grego hypóthesis.eos.


Uma hipótese (do grego antigo ὑπόθεσις, transl. hypóthesis, composto de hypo, ‘sob’, ‘abaixo de’, e thésis, ‘posição’) suposição ou especulação é uma formulação provisória, com intenções de ser posteriormente demonstrada ou verificada, constituindo uma suposição admissível.
É a evolução da conjunção ou à teorização e da extravagância absoluta

que levará à prática, a testar as hipóteses firmadas pelo lógico raciocínio dedutivo implícito à teorização explícita ou provisória, com freqüência, e por motivos vários, que segue por vias aparentemente obscuras.

As hipóteses primeiras nem sempre são definitivas e estas, quando firmadas, nem sempre são as ideais, ainda que satisfaçam condições momentâneas.
Na matemática, é o conjunto de condições para poder iniciar uma demonstração. Surge no pensamento científico após a recolha de dados observados (fatos) e da conseguinte necessidade de explicação da inter-relação destes e dos fenómenos a estes associados. É normalmente seguida de experimentação, que pode levar à verificação ou refutação da hipótese. Assim que verificada, a hipótese passa a se chamar postulado, podendo alcançar o status de lei. O uso de “hipótese” (ou “lei”) e “teoria” como sinônimos mostra-se entretanto incorreto, sendo a última definida por conceito bem mais abrangente, no qual incluem-se as hipóteses e/ou as leis como partes integrantes mas estas não o fazem de forma a definir a mesma em sua íntegra.
Em outro sentido mais específico, a hipótese pode ser considerada como um instrumento de pesquisa que medeia a teoria e a metodologia. Formulada a partir de uma determinada ambiência teórica e diante de um problema científico a ser resolvido, a hipótese implica a necessidade de demonstração a partir da metodologia e da pesquisa. Deve-se ter em vista, contudo, que, neste sentido metodológico mais restrito, a hipótese é apenas uma formulação provisória, destinada a colocar a pesquisa em andamento. No decorrer do processo de pesquisa ela pode ser confirmada ou não, o que não desqualifica o papel que terá exercido para impulsionar a pesquisa para a frente. Em verdade, frente à definição moderna de ciência, todas as ideias científicas encontram-se em perpétuo teste. Neste contexto, é certo dizer que as ideias científicas, independente do título honorífico que recebam em virtude da generalidade ou grau de corroboração – conjectura, postulado (axioma) ou lei – são e serão sempre hipóteses. As hipóteses e os fatos são parcelas inerentes e indispensáveis à teoria.
Ou seja, Hipótese é uma determinada forma de resolver um problema.


bookmark_borderO que é ceticismo

cepticismo ceticismo | s. m.
cep·ti·cis·mo |èt| ce·ti·cis·mo |èt| ce·ti·cis·mo |èt|
nome masculino

1. Doutrina dos que afirmam que o homem não pode atingir a verdade absoluta.

2. Disposição para duvidar de tudo.

3. [Figurado]   [Figurado]   Descrença.

4. Incredulidade.• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: ceticismo. • Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990:cepticismo.
• Grafia no Brasil: ceticismo. • Grafia em Portugal:cepticismo.


substantivo masculino Característica de quem é cético; comportamento da pessoa que duvida de tudo ou tende a não acreditar em nada; descrente.
Tendência para não acreditar, para duvidar de tudo o que lhe é dito; incredulidade.
[Filosofia] Doutrina que afirma ser impossível obter a certeza, num determinado âmbito do conhecimento.
[Filosofia] Doutrina cujos preceitos afirmam que o espírito humano não possui capacidade para alcançar a certeza sobre a verdade, por isso, o ser vive em constante dúvida ou renúncia, causada por uma incapacidade intrínseca de compreensão metafísica: Pirro defendia o ceticismo universal.
Etimologia (origem da palavra ceticismo). Ceptico + ismo.


Cepticismo ou ceticismo é qualquer atitude de questionamento para com o conhecimento, fatos, opiniões ou crenças estabelecidas. Filosoficamente, é a doutrina da qual a mente humana pode não atingir certeza alguma a respeito da verdade.O ceticismo filosófico é uma abordagem global que requer todas as informações suportadas pela evidência. O ceticismo filosófico clássico deriva da Skeptikoi, uma escola que “nada afirma”. Adeptos de pirronismo, por exemplo, suspenderam o julgamento em investigações. Os céticos podem até duvidar da confiabilidade de seus próprios sentidos. O ceticismo religioso, por outro lado é “a dúvida sobre princípios religiosos básicos (como a imortalidade, a providência e a revelação)”.


bookmark_borderO que é pragmatismo

pragmatismo | s. m.
prag·ma·tis·mo
(inglês pragmatism )
nome masculino

Doutrina que toma por critério da verdade o valor prático e se opõe ao intelectualismo.


substantivo masculino [Popular] Comportamento ou modo de agir que considera a utilização prática por oposição à teoria.
Análise das coisas através de uma abordagem pragmática, prática: não há pragmatismo político.
[Filosofia] Corrente de pensamento que se pauta no uso prático de uma ideia, como o princípio básico de sua verdade e êxito, tendo como fundamento os conceitos formulados por Charles Sanders Peirce (1839-1914) e William James (1842-1910).
Etimologia (origem da palavra pragmatismo). Do inglês pragmatism.


O pragmatismo constitui uma escola de filosofia estabelecida no final do século XIX, com origem no Metaphysical Club, um grupo de especulação filosófica liderado pelo lógico Charles Sanders Peirce, pelo psicólogo William James e pelo jurista Oliver Wendell Holmes, Jr., congregando em seguida acadêmicos importantes dos Estados Unidos. Segundo essa doutrina metafísica, o sentido de uma ideia corresponde ao conjunto dos seus desdobramentos práticos.
O primeiro registro do termo pragmatismo ocorreu em 1898, tendo sido usado por William James. Este creditou a autoria do termo a Charles Sanders Peirce, que o teria criado no início dos anos 1870. A partir de 1905, Peirce passou a usar o termo pragmaticismo para designar sua filosofia, rejeitando o nome original, que estaria sendo usado por “jornais literários” de uma maneira que não aprovava. A questão que distingue o pragmatismo do pragmaticismo reside principalmente no entendimento dado a esta locução – “desdobramentos práticos”. Segundo a máxima pragmática de Peirce, o sentido de todo símbolo ou conceito depende da totalidade das possibilidades de formação de condutas deliberadas a partir da crença na verdade deste conceito ou símbolo. Neste leque, incluem-se desde os efeitos mais prosaicos até as condutas mentais mais remotas. Neste aspecto, porque o pragmatismo daria relevância apenas às evidências empíricas e às práticas mais vantajosas para o sujeito individual, pode ser considerado uma doutrina filosófica menos exigente que o pragmaticismo.
O pragmatismo se aproxima do sentido popular, segundo o qual um sujeito “pragmático” é aquele que tem o hábito mental de reduzir o sentido dos fenômenos à avaliação de seus aspectos úteis, necessários, limitando a especulação aos efeitos práticos, de valor utilitário, do pensamento. Peirce, aliás, justifica a invenção do desajeitado termo “pragmaticismo” justamente como meio de tornar a sua concepção de pragmatismo “feia demais para seus sequestradores”, ou seja, para evitar que também este conceito tivesse seu sentido psicologizado. Segundo ele, foi o que, lamentavelmente, aconteceu com o pragmatismo depois que saiu do Metaphysical Club.
A Filosofia do Processo (ou Filosofia do Organismo), desenvolvida nos anos 1930 e 1940 por Alfred North Whitehead, mesmo sem contato direto com os Collected Papers peirceanos, mostra-se convergente com a cosmologia do pragmaticismo. Em ambos os casos, o universo é concebido como um agregado emergente de eventos e não mais, como na perspectiva filosófica moderna (inclusive a implícita à filosofia da linguagem iniciada por Wittgenstein), como uma coleção de fatos. Recentemente, esta convergência entre a filosofia do processo e o pragmaticismo foi explorada pelo filósofo neerlandês Guy Debrock. A partir delas, Debrock sintetiza o que ele chama de pragmatismo processual. Também recentemente, o projeto realista do pragmatismo foi reformulado por Richard Rorty.


bookmark_borderO que é pesquisa

pesquisa | s. f. 3ª pess. sing. pres. ind. de pesquisar 2ª pess. sing. imp. de pesquisar
pes·qui·sa
(espanhol pesquisa )
substantivo feminino

1. Acto de pesquisar.

2. Informação, indagação, inquirição, busca.

pesquisa operacional • Método de análise científica orientado para a procura da melhor maneira de tomar decisões a fim de conseguir os melhores resultados.
pes·qui·sar pes·qui·sar – Conjugar
(pesquisa + -ar )
verbo transitivo

Indagar, investigar, procurar com diligência.


substantivo feminino Ação de buscar mais informações a respeito de algo.
[Por Extensão] Enquete que busca antecipar o resultado final de uma eleição a partir da opinião dos eleitores: pesquisa eleitoral.
Reunião de operações, ou atividades, que visa descobrir novos conhecimentos em vários domínios, principalmente no âmbito científico.
Estudo realizado para aumentar o conhecimento em determinada área do saber.
Investigação; ação de investigar de maneira detalhada.
Exame que se faz em laboratório.
Ação ou efeito de pesquisar.
Etimologia (origem da palavra pesquisa). Do espanhol pesquisa.


Uma pesquisa e/ou investigação, é um processo sistemático para a construção do conhecimento humano, gerando novos conhecimentos, podendo também desenvolver, colaborar, reproduzir, refutar, ampliar, detalhar, atualizar, algum conhecimento pré-existente, servindo basicamente tanto para o indivíduo ou grupo de indivíduos que a realiza quanto para a sociedade na qual esta se desenvolve.
A pesquisa como atividade regular também pode ser definida como o conjunto de atividades orientadas e planejadas pela busca de um conhecimento.
Ao profissional da pesquisa (especialmente no campo acadêmico), dá-se o nome de pesquisador.


bookmark_borderO que é método científico

substantivo masculino [Filosofia] Conjunto estruturado de procedimentos que devem ser seguidos para a produção do conhecimento; consiste na observação sistemática e controlada dos fenômenos da natureza, por meio de pesquisas de campo e experimentos que, posteriormente analisados pela lógica, devem corroborar ou falsear o conjunto de hipóteses que sustentam determinada teoria científica.


O método científico refere-se a um aglomerado de regras básicas dos procedimentos que produzem o conhecimento científico, quer um novo conhecimento, quer uma correção (evolução) ou um aumento na área de incidência de conhecimentos anteriormente existentes. Na maioria das disciplinas científicas consiste em juntar evidências empíricas verificáveis — baseadas na observação sistemática e controlada, geralmente resultantes de experiências ou pesquisa de campo — e analisá-las com o uso da lógica. Para muitos autores, o método científico nada mais é do que a lógica aplicada à ciência. Os métodos que fornecem as bases lógicas ao conhecimento científico são: método indutivo, método dedutivo, método hipotético-dedutivo, método dialético, método fenomenológico, etc.
Descrições de métodos são encontradas desde as civilizações antigas, como no Antigo Egito e na Grécia Antiga, mas só foi na sociedade árabe, há cerca de mil anos que as bases do que seria o método científico atual foram sendo construídas, com o trabalho do cientista Ibn Al- Haytham nos seus estudos sobre ótica, fazendo ele ser considerado por muitos “o primeiro cientista”. O método utilizado por ele já contava com similaridades com o método de Descartes e o atual como: a observação e a pesquisa teórica anterior ao fazer do experimento, a separação em categorias e comparar a hipótese de acordo com os resultados.A metodologia científica se reforça no pensamento de René Descartes, que foi posteriormente desenvolvido empiricamente pelo físico inglês Isaac Newton. Descartes propôs chegar à verdade através da dúvida sistemática e da decomposição do problema em pequenas partes, características que definiram a base da pesquisa científica. Compreendendo-se os sistemas mais simples, gradualmente se incorporam mais e mais variáveis, em busca da descrição do todo.
O Círculo de Viena acrescentou a esses princípios a necessidade de verificação e o método indutivo. Karl Popper demonstrou que nem a verificação nem a indução sozinhas serviam ao propósito em questão – o de compreender a realidade conforme esta é e não conforme gostar-se-ia que fosse – pois o cientista deve trabalhar com o falseamento, ou seja, deve fazer uma hipótese e testar suas hipóteses procurando não apenas evidências de que ela está certa, mas sobretudo evidências de que ela está errada. Se a hipótese não resistir ao teste, diz-se que ela foi falseada. Caso não, diz-se que foi corroborada. Popper afirmou também que a ciência é um conhecimento provisório, que funciona através de sucessivos falseamentos. Nunca se prova uma teoria científica. Thomas Kuhn percebeu que os paradigmas são elementos essenciais do método científico, sendo os momentos de mudança de paradigmas chamados de revoluções científicas. O método científico é construído de forma que a ciência e suas teorias evoluam com o tempo.
Não apenas recentemente mas desde os primórdios a metodologia científica tem sido alvo de inúmeros debates de ordem filosófica, sendo críticada por vários pensadores aversos ao pensamento cartesiano, a citarem-se as críticas elaboradas pelo filósofo francês Edgar Morin. Morin propõe, no lugar da divisão do objeto de pesquisa em partes, uma visão sistêmica, do todo. Esse novo paradigma é chamado de Teoria da complexidade (complexidade entendida como abraçar o todo). Embora tal paradigma não implique a rigor na invalidade do método científico em sua forma geral, este certamente propõe uma nova forma de se aplicá-lo no que se refere às particularidades de cada área quanto ao objetivo é compreender a realidade na melhor forma possível.


bookmark_borderO que é inteligência artificial

substantivo feminino Ramo de pesquisa da Ciência da Computação que tem como objetivo desenvolver tecnologias que simulem a inteligência humana, como raciocínio, aprendizagem, linguagem, inferência e criatividade.
Mecanismo, software ou outro artefato produzido pelo homem que exibe uma inteligência similar à humana.


Inteligência artificial (por vezes mencionada pela sigla em português IA ou pela sigla em inglês AI – artificial intelligence) é a inteligência similar à humana exibida por mecanismos ou software, além de também ser um campo de estudo acadêmico. Os principais pesquisadores e livros didáticos definem o campo como “o estudo e projeto de agentes inteligentes”, onde um agente inteligente é um sistema que percebe seu ambiente e toma atitudes que maximizam suas chances de sucesso. Andreas Kaplan e Michael Haenlein definem a inteligência artificial como “uma capacidade do sistema para interpretar corretamente dados externos, aprender a partir desses dados e utilizar essas aprendizagens para atingir objetivos e tarefas específicos através de adaptação flexível”. John McCarthy, quem cunhou o termo em 1956 (“numa conferência de especialistas celebrada em Darmouth Colege” Gubern, Román: O Eros Eletrónico), a define como “a ciência e engenharia de produzir máquinas inteligentes”. É uma área de pesquisa da computação dedicada a buscar métodos ou dispositivos computacionais que possuam ou multipliquem a capacidade racional do ser humano de resolver problemas, pensar ou, de forma ampla, ser inteligente. Também pode ser definida como o ramo da ciência da computação que se ocupa do comportamento inteligente ou ainda, o estudo de como fazer os computadores realizarem coisas que, atualmente, os humanos fazem melhor.O principal objetivo dos sistemas de IA, é executar funções que, caso um ser humano fosse executar, seriam consideradas inteligentes. É um conceito amplo, e que recebe tantas definições quanto damos significados diferentes à palavra inteligência. Podemos pensar em algumas características básicas desses sistemas, como a capacidade de raciocínio (aplicar regras lógicas a um conjunto de dados disponíveis para chegar a uma conclusão), aprendizagem (aprender com os erros e acertos de forma que no futuro agirá de maneira mais eficaz), reconhecer padrões (tanto padrões visuais e sensoriais, como também padrões de comportamento) e inferência (capacidade de conseguir aplicar o raciocínio nas situações do nosso cotidiano).O desenvolvimento da área começou logo após a Segunda Guerra Mundial, com o artigo “Computing Machinery and Intelligence” do matemático inglês Alan Turing, e o próprio nome foi cunhado em 1956. Seus principais idealizadores foram os cientistas Herbert Simon, Allen Newell, John McCarthy, Warren McCulloch, Walter Pitts e Marvin Minsky, entre outros. A construção de máquinas inteligentes interessam à humanidade há muito tempo, havendo na história tanto um registro significante de autômatos mecânicos (reais) quanto de personagens místicos (fictícios) construídos pelo homem com inteligência própria, tais como o Golem e o Frankenstein. Tais relatos, lendas e ficções demonstram expectativas contrastantes do homem, de fascínio e de medo, em relação à Inteligência Artificial.Apenas recentemente, com o surgimento do computador moderno, é que a inteligência artificial ganhou meios e massa crítica para se estabelecer como ciência integral, com problemáticas e metodologias próprias. Desde então, seu desenvolvimento tem extrapolado os clássicos programas de xadrez ou de conversão e envolvido áreas como visão computacional, análise e síntese da voz, lógica difusa, redes neurais artificiais e muitas outras. Inicialmente a IA visava reproduzir o pensamento humano. A Inteligência Artificial abraçou a ideia de reproduzir faculdades humanas como criatividade, auto-aperfeiçoamento e uso da linguagem. Porém, o conceito de inteligência artificial é bastante difícil de se definir. Por essa razão, Inteligência Artificial foi (e continua sendo) uma noção que dispõe de múltiplas interpretações, não raro conflitantes ou circulares.


bookmark_borderO que é teoria

teoria | s. f.
te·o·ri·a
nome feminino

1. Parte especulativa de uma ciência (em oposição à prática).

2. Conjunto de conhecimentos que explicam certa ordem de factos .

3. Conjunto de princípios fundamentais de uma arte ou ciência.

4. Noções gerais, generalidades.

5. [Informal, Figurado]   [Informal, Figurado]   Cálculo; conjectura ; coisa que é fácil de dizer e difícil de realizar; utopia.

6. Embaixada sagrada que uma cidade grega enviava para a representar em jogos, consultar o oráculo, levar oferendas, etc.

teoria do conhecimento • [Filosofia]   • [Filosofia]   O mesmo que epistemologia.

teoria dos conjuntos • [Matemática]   • [Matemática]   Parte das matemáticas que estuda as propriedades dos conjuntos e as operações a que podem ser submetidas.


substantivo feminino Conhecimento não prático, ideal, independente das aplicações.
O que se desenvolve por suposição; de teor hipotético; conjuntura: tenho uma teoria, mas ainda não consegui comprová-la.
Conjunto de regras, de leis sistematicamente organizadas, que servem de base a uma ciência; essas regras.
Conjunto sistematizado de opiniões, de ideias sobre um assunto.
Julgamento ou opinião que se pauta nessas opiniões.
Conhecimento geral, não específico; generalidade.
[Popular] Coisa irrealizável; utopia ou ilusão.
[Astronomia] Agrupamento dos elementos utilizados para medir ou calcular os movimentos de um astro, ou planeta.
Etimologia (origem da palavra teoria). Do latim teoria.ae; pelo grego theoría.as.


Teoria (do grego θεωρία, transl. theoria: ‘contemplação’, ‘reflexão’, ‘introspecção’, de θεωρέω, tranl. theoréo, ‘olho’, ‘observo’, composto por θέα, thea, ‘espetáculo’, por sua vez derivado de θαῦμα, thâuma, ‘visão’, e ὁράω, horao, ‘vejo’) indica, na linguagem comum, uma ideia nascida com base em alguma hipótese, conjectura, especulação ou suposição, mesmo abstrata, sobre a realidade. Também designa o conhecimento descritivo puramente racional ou a forma de pensar e entender algum fenômeno a partir da observação. Na Grécia antiga, teoria significava “festa solene, procissão ou embaixada que as cidades helênicas enviavam para representá-las nos jogos olímpicos ou para consultar os oráculos”.


bookmark_borderO que é dúvida

dúvida | s. f. Será que queria dizer duvida?
dú·vi·da
(derivação regressiva de duvidar )
substantivo feminino

1. Falta de convencimento.

2. Dificuldade em acreditar.

3. Suspeita.

4. Receio.

5. Objecção .

6. Ponto não decidido ou que se trata de resolver.

7. Crença vacilante.

8. Cepticismo .

9. [Brasil]   [Brasil]   Questão, disputa.


substantivo feminino Falta de certeza em relação a; incerteza sobre a veracidade de um fato; confusão ao afirmar ou negar algo: o valor da herança provocou dúvidas na família.
Ausência de convicção diante de muitas opiniões ou possibilidades: tinha dúvida entre o carro e a casa.
Ausência de fé, de crença; ceticismo: o juiz demonstrou sua dúvida sobre a inocência do réu.
Condição em que há falta de confiança; suspeita: sobre ele ainda tenho minhas dúvidas!
Dificuldade para entender, para admitir como verdadeiro; objeção: ter muitas dúvidas sobre um assunto.
expressão Sem dúvida. De maneira certa: vou sem dúvida à festa!
Etimologia (origem da palavra dúvida). Forma regressiva de duvidar.


A dúvida é uma condição psicológica ou sentimento caracterizado pela ausência de certeza, convicção quanto a uma ideia, fato, ação, asserção ou decisão.


bookmark_borderO que é positivismo

positivismo | s. m.
po·si·ti·vis·mo
(positivo + -ismo )
nome masculino

1. Sistema filosófico que, banindo a metafísica e o sobrenatural, se funda na consideração do que é material e evidente.

2. Tendência a encarar a vida unicamente pelo lado prático.


substantivo masculino Condição ou característica de positivo; de essência segura; que não se desfaz com facilidade; definitivo.
[Filosofia] Doutrina filosófica que, criada por Auguste Comte (1798-1857), sugere fazer das ciências experimentais o padrão ou modelo por excelência do conhecimento humano, substituindo com isso as teorias metafísicas ou teológicas; comtismo ou filosofia positiva.
[Por Extensão] Filosofia. Cada uma das doutrinas que se baseiam no comtismo (sec.XIX e XX), definidas pela utilização de uma metodologia quantitativa, pelo cientificismo e pela hostilidade ao idealismo.
Etimologia (origem da palavra positivismo). Positivo + ismo/ pelo francês positivisme.


O positivismo é uma corrente filosófica que surgiu na França no começo do século XIX. Os principais idealizadores do positivismo foram os pensadores Auguste Comte e John Stuart Mill. Esta escola filosófica ganhou força na Europa na segunda metade do século XIX e começo do XX. É um conceito que possui distintos significados, englobando tanto perspectivas filosóficas e científicas do século XIX quanto outras do século XX.Desde o seu início, com Auguste Comte (1798-1857) na primeira metade do século XIX, até o presente século XXI, o sentido da palavra mudou radicalmente, incorporando diferentes sentidos, muitos deles opostos ou contraditórios entre si. Nesse sentido, há correntes de outras disciplinas que se consideram “positivistas” sem guardar nenhuma relação com a obra de Comte. Exemplos paradigmáticos disso são o positivismo jurídico, do austríaco Hans Kelsen, e o positivismo lógico (ou Círculo de Viena), de Rudolf Carnap, Otto Neurath e seus associados.
Para Comte, o positivismo é uma doutrina filosófica, sociológica e política. Surgiu como desenvolvimento sociológico do iluminismo, das crises social e moral do fim da Idade Média e do nascimento da sociedade industrial – processos que tiveram como grande marco a Revolução Francesa (1789-1799). Em linhas gerais, ele propõe à existência humana valores completamente humanos, afastando radicalmente a teologia e a metafísica (embora incorporando-as em uma filosofia da história). Assim, o positivismo associa uma interpretação das ciências e uma classificação do conhecimento a uma ética humana radical, desenvolvida na segunda fase da carreira de Comte. O positivismo defende a ideia de que o conhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro. De acordo com os positivistas somente pode-se afirmar que uma teoria é correta se ela foi comprovada através de métodos científicos válidos. Os positivistas não consideram os conhecimentos ligados a crenças, superstição ou qualquer outro que não possa ser comprovado cientificamente. Para eles, o progresso da humanidade depende exclusivamente dos avanços científicos.