bookmark_borderO que é criacionismo

criacionismo | s. m.
cri·a·ci·o·nis·mo
nome masculino

1. Teoria ou sistema que sustenta terem sido as espécies animais e vegetais criadas de forma distinta, permanecendo invariáveis.

2. Sistema oposto ao transformismo.

3. Fixismo.

4. No sentido metafísico e cosmológico, a palavra criacionismo designa a concepção segundo a qual Deus produziu o Mundo do nada.

5. No sentido psicológico, aplica-se à doutrina, adoptada pela Igreja católica, que afirma ser a alma de cada pessoa criada por Deus e infundida no corpo, seja no momento da concepção , seja no estado embrionário do corpo.


substantivo masculino Doutrina que acredita ser Deus o criador do mundo.
[Teologia] Doutrina de acordo com a qual a alma de uma pessoa nasce com ela no momento da sua concepção.
Opinião, oposta ao transformismo, dos que acreditam que os seres ficam invariavelmente como foram criados.
[Literatura] Expressionismo hispano-americano, especialmente o chileno, que se originou no século XX.
Etimologia (origem da palavra criacionismo). De criação criancion + ismo; pelo francês créationnisme.


O criacionismo é a crença religiosa de que a humanidade, a vida, a Terra e o universo são a criação de um agente sobrenatural. No entanto, o termo é mais comumente usado para se referir à rejeição, por motivação religiosa, de certos processos biológicos, particularmente a evolução. Desde o desenvolvimento da ciência evolutiva a partir do século XVIII, vários pontos de vista criados tiveram como objetivo conciliar a ciência com a narrativa de criação do Gênesis. Nessa época, aqueles que mantinham a opinião de que as espécies tinham sido criadas separadamente eram geralmente chamados de “defensores da criação”, mas eram ocasionalmente chamados “criacionistas” em correspondências privadas entre Charles Darwin e seus amigos.
À medida que a controvérsia da criação versus evolução se desenvolveu, o termo “antievolucionistas” tornou-se mais comum. Em 1929, nos Estados Unidos, o “criacionismo” tornou-se o primeiro termo especificamente associado com a oposição de cristãos fundamentalistas para a evolução humana e a crença em uma Terra Jovem, embora seu uso tenha sido contestado por outros grupos que acreditam em vários outros conceitos de criação.Desde os anos 1920, o criacionismo, nos Estados Unidos, foi estabelecido em nítido contraste com as teorias científicas, como a da evolução, que decorrem a partir de observações naturalistas do Universo e da vida. Criacionistas acreditam que a evolução não pode explicar adequadamente a história, a diversidade e a complexidade da vida na Terra. Criacionistas conservadores das religiões judaica e cristã geralmente baseiam as suas crenças em uma leitura literal do mito da criação do Gênesis. No entanto, outras grandes religiões têm mitos criacionistas diferentes, enquanto que os vários indivíduos religiosos variam em sua aceitação das descobertas científicas. Por exemplo, Papa Francisco, o líder mundial dos católicos romanos, afirmou que o evolucionismo e a teoria do Big Bang são linhas de pensamento corretas e que não entram em conflito com o catolicismo. Além disso, os chamados criacionistas evolucionários possuem diferentes conceitos de criação e aceitam a idade da Terra e a evolução biológica conforme descrito pela comunidade científica.Quando a corrente principal da pesquisa científica produz conclusões teóricas que contradizem a interpretação criacionista literal de escrituras consideradas sagradas por religiosos, os que defendem o criacionismo, muitas vezes, acabam por rejeitar conclusões obtidas através do método científico, teorias científicas ou a metodologia usada nos estudos. A rejeição do conhecimento científico tem suscitado controvérsias políticas e teológicas. Dois ramos derivados do criacionismo—”ciência da criação” e “design inteligente”—têm sido caracterizados como pseudociências pela grande maioria da comunidade científica. A mais notável preocupação de criacionistas é contestar o processo de evolução dos organismos vivos, a ideia da origem comum, a história geológica da Terra, a formação do sistema solar e a origem do universo.


bookmark_borderO que é omnipotência

omnipotência onipotência | s. f.
om·ni·po·tên·ci·a o·ni·po·tên·ci·a
nome feminino

1. Qualidade de omnipotente .

2. Poder absoluto e supremo.• Grafia no Brasil: onipotência. • Grafia no Brasil: onipotência. • Grafia em Portugal:omnipotência. • Grafia em Portugal:omnipotência.


feminino Qualidade de omnipotente.
Etimologia (origem da palavra omnipotência). Do latim omnipotentia.


Omnipotência (português europeu) ou Onipotência (português brasileiro) é a qualidade de um ser que tem a capacidade ilimitada de fazer qualquer coisa.
A onipotência é um dos atributos incomunicáveis do ser divino. Diz-se “incomunicável” pois refere-se a um atributo exclusivo, constituinte da natureza mesma de Deus e, portanto, diferente dos chamados “atributos comunicáveis” como por exemplo o amor, sabedoria, santidade, poder, que podem ser compartilhados entre suas criaturas.Não se pode associar onipotência a fazer o mal, o que cria uma situação relativa entre euteístas e disteístas.


bookmark_borderO que é heterodoxia

heterodoxia | s. f.
he·te·ro·do·xi·a |cs| he·te·ro·do·xi·a |cs|
nome feminino

Oposição aos sentimentos ortodoxos.


substantivo feminino Caráter daquilo que se opõe aos padrões tradicionais, à doutrina ortodoxa.
Condição da pessoa contrária às regras, aos dogmas e às opiniões estabelecidas por um grupo.
Comportamento ou ideologia de quem pratica heresia, de quem nega a fé cristã.
Etimologia (origem da palavra heterodoxia). Do francês hétèrodoxie.


Heterodoxia (do grego heteródoxos, “de opinião diferente”) inclui “quaisquer opiniões ou doutrinas que discordem de uma posição oficial ou ortodoxa”. Como adjetivo, heterodoxo é usado para descrever um assunto como “caracterizado por desvio de padrões ou crenças aceitos” (status quo).


bookmark_borderO que é onipresença

omnipresença onipresença | s. f.
om·ni·pre·sen·ça o·ni·pre·sen·ça
(omni- + presença )
nome feminino

Qualidade de omnipresente . = UBIQUIDADE• Grafia no Brasil: onipresença. • Grafia no Brasil: onipresença. • Grafia em Portugal:omnipresença. • Grafia em Portugal:omnipresença.


substantivo feminino Característica ou particularidade daquilo que é onipresente; que se encontra em muitos lugares; ubiquidade: a onipresença dos santos de devoção.
Etimologia (origem da palavra onipresença). Oni + presença.


A onipresença (português brasileiro) ou omnipresença (português europeu) é a capacidade de estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Em teologia, a onipresença é um atributo divino segundo o qual Deus está presente em todos os pontos da criação. Em conjunto à simplicidade divina, pode-se dizer que Deus está totalmente presente em cada ponto do universo.


bookmark_borderO que é teleologia

teleologia | s. f.
te·le·o·lo·gi·a
nome feminino

1. [Filosofia]   [Filosofia]   Ciência das causas finais.

2. Teoria que explica os seres, pelo fim a que aparentemente são destinados.


substantivo feminino Ciência que se pauta no conceito de finalidade (causas finais) como essencial na sistematização das alterações da realidade, existindo uma causa fundamental que rege, através de metas, propósitos e objetivos, a humanidade, a natureza, seus seres e fenômenos.
[Jurídico] Estudo baseado em especulações sobre o motivo, a essência, a natureza e o propósito dos preceitos legais.
[Filosofia] Doutrina que se pauta na ideia de que os seres e o universo caminham e compartilham uma única finalidade, sendo ela permanente e não compreendida na sua totalidade.
Etimologia (origem da palavra teleologia). Do grego téleios, final + logos, tratado + ia; pelo francês teléologie.


A teleologia (do grego τέλος, finalidade, e -logía, estudo) é o estudo filosófico dos fins, isto é, do propósito, objetivo ou finalidade. Embora o estudo dos objetivos possa ser entendido como se referindo aos objetivos que os homens se colocam em suas ações, em seu sentido filosófico, teleologia refere-se ao estudo das finalidades do universo. Platão e Aristóteles elaboraram essa noção do ponto de vista filosófico.
No Fédon, Platão afirma que a verdadeira explicação de qualquer fenômeno físico deve ser teleológica. Ele se queixa daqueles que não distinguem entre as causas necessárias e causas suficientes das coisas, que ele identifica, respectivamente, como a causa material e a causa teleológica. Ele diz que os materiais que compõem um corpo são condições necessárias para seu movimento e ação de uma determinada maneira, mas que os materiais não podem ser condições suficientes para seu movimento e ação, que seriam determinados pelas finalidades impostas pelo demiurgo (Deus-artesão).
Aristóteles desenvolveu a ideia de causa final que ele acreditava que era explicação determinante de todos os fenômenos. Sua ética afirmava que o Bem em si mesmo é o fim a que todo ser aspira, resultando na perfeição, na excelência, na arte ou na virtude. Todo ser dotado de razão aspira ao Bem como fim que possa ser justificado pela razão. A teleologia de Aristóteles é estreitamente relacionada à sua teoria do ato e potência.Ernst Mayr aponta que o conceito de teleologia, na história da filosofia e das ciências, é utilizado em diversos contextos, referindo-se a diversos fenômenos estruturalmente diferentes. Dentre os processos e fenômenos aos quais foi tradicionalmente utilizado o conceito de teleologia, Mayr aponta os seguintes:A) Teleomatismo: ocorre quando o investigador percebe que certas características de um fenômeno, sistema ou processo estudado apresentam uma tendência de mudança para um certo estado final. Ou seja, dado um estado inicial determinado, parece válido inferir que ele necessariamente se desenvolverá rumo a este termo previsto.
B) Características seletivas: ocorre em situações em que vários objetos (como sistemas complexos) são produzidos aleatoriamente, com características e organizações diferentes entre si, e que, devido às restrições do ambiente, apenas um número limitado destes tipos de objeto consegue se manter ao longo do tempo. Neste caso, é comum, quando se pergunta o porquê de alguma característica do objeto existir, concluir-se que esta tem ou teve a função de assegurar a sobrevivência do objeto; embora, após uma análise mais aprofundada, seja preciso reconhecer que essa característica foi gerada aleatoriamente, ou ao menos, sem um “desejo premeditado” por parte do objeto.
C) Teleonomia: ocorre quando um objeto ou sistema se orienta em direção a metas que devem ser alcançadas. Para alcançar estas metas (postas como causas finais), o objeto se adapta às características e restrições do meio onde está, calculando o que parece a melhor maneira de atingir seu objetivo. A teleonomia pode ser compreendida com uma analogia ao conceito de programa, pelo qual, através de uma organização especial do sistema em questão, o torna apto a buscar certas metas de maneira mais ou menos eficiente, as quais, portanto vão regular os processos e ações deste sistema. Mayr, dentro desta mesma analogia, propõe também a diferenciação entre programas fechados, isto é, em que as metas e a maneira de alcançá-las são definidas previamente ao início do processo, e os programas abertos, em que a programação ou mesmo as metas podem ser alteradas ao longo da história do sistema, dependendo de sua interação com o meio.
D) Comportamento proposital: o entendimento deste tipo de fenômeno requer a pressuposição da existência de uma subjetividade pensante. Este pólo de subjetividade coloca para si metas a cumprir, e age com propósito (intenção) de alcançar estas metas. A característica principal do comportamento proposital é o reconhecimento de que o sistema complexo analisado seja consciente de suas metas (ou de parte delas), e que procure satisfazê-las a partir da atividade pensante.
E) Teleologia cósmica: que recorre à imputação de uma finalidade, ou desígnio, transcendente encarnada na totalidade estudada (natureza, universo, cosmos, etc.), ou mesmo posta e dirigida por algo acima desta totalidade. Mayr criticou veementemente o uso desta suposta teleologia transcendente vinculada a teorias científicas.