bookmark_borderO que é eternidade

eternidade | s. f.
e·ter·ni·da·de
nome feminino

1. Qualidade daquilo que é eterno.

2. Duração, sem princípio nem fim.

3. Vida eterna, a vida futura.

4. Duração longa.

desde toda a eternidade • Desde tempo imemorial.


substantivo feminino Duração que não tem começo nem fim.
A vida futura: meditar na eternidade.
[Figurado] Tempo muito amplo: fiquei uma eternidade a esperá-la.
Pela eternidade, por todo o sempre.


Eternidade é um conceito filosófico que se refere, no sentido comum, a inexistencia do tempo, logo sendo algo infinito. No sentido filosófico, refere-se a algo que não pode ser medido pelo tempo, porquanto o transcende. Nesse sentido, eterno é algo sem começo e nem fim. Como o conceito de ouroboros ou oroboro que é o início que morde o próprio fim, representado por uma cobra ou dragão que morde a própria cauda. Outro exemplo clássico do ser eterno é o Deus judaico-cristão.


bookmark_borderO que é mal

mal | s. m. | adv. | conj. mal- | elem. de comp.
mal
(latim male )
substantivo masculino

1. Tudo o que é oposto ao bem.

2. Infelicidade, desgraça.

3. Calamidade.

4. Dano, prejuízo.

5. Inconveniente.

6. Imperfeição.

7. Ofensa.

8. O que desabona.

9. Aflição.

10. Doença.

11. Lesão.advérbio

12. Não bem.

13. Imperfeitamente.

14. Pouco; dificilmente; escassamente; apenas.

15. Severamente.

16. Com rudeza.conjunção

17. Logo que; assim que.

a mal • À força.

dividir o mal pelas aldeias • Partilhar por várias pessoas, grupos ou instituições um conjunto de resultados negativos, de tarefas difíceis ou de responsabilidades (ex.: tentamos dividir o mal pelas aldeias).

distribuir o mal pelas aldeias • O mesmo que dividir o mal pelas aldeias.

do mal, o menos • Expressão que indica que, apesar de se estar numa situação problemática, o facto de haver algo mais positivo ou favorável torna a situação mais suportável ou animadora.

fazer mal a • Danificar; prejudicar.

fazer o mal e a caramunha • Fazer alguma coisa que causa prejuízo e depois queixar-se.

mal dos pezinhos • [Medicina]   • [Medicina]   Doença crónica e progressiva, hereditária, que se caracteriza por falta de sensibilidade e paralisia dos membros inferiores e superiores, caquexia e alteração de funcionamento dos aparelhos digestivo, respiratório e circulatório, podendo também ocorrer perturbações oculares. [Manifesta-se habitualmente na idade adulta, entre os 25 e os 40 anos, embora possa surgir posteriormente.] = PARAMILOIDOSE

mal e porcamente • De maneira imperfeita, apressada e atabalhoada (ex.: o trabalho foi feito mal e porcamente).

mal elefantino • Elefantíase.

mal francês • Veneno.

trocar de mal • [Brasil, Informal]   • [Brasil, Informal]   Zangar-se.Confrontar: mau.

Ver também dúvidas linguísticas: superlativo absoluto sintético de mal e comparativo de superioridade: melhor e mais bem.

mal- mal-
(latim male, mal )
elemento de composição

Entra na composição de várias palavras e significa mal, de maneira imperfeita (ex.: malsucedido).Nota: é seguido de hífen quando o segundo elemento começa por vogal ou h (ex.: mal-educado, mal-humorado).


substantivo masculino Contrário ao bem; que prejudica ou machuca: vivia desejando o mal aos outros; a falta de segurança é um mal que está presente em grandes cidades.
Modo de agir ruim: o mal não dura muito.
Aquilo que causa prejuízo: as pragas fazem mal à plantação.
Tragédia: os males causaram destruição na favela.
Doença: padece de um mal sem cura.
Dor ou mágoa: os males da paixão.
Sem perfeição: seu mal era ser mentiroso.
Reprovável; contrário ao bem, à virtude ou à honra: escolheu o mal.
[Religião] Designação para personificar o Diabo, geralmente usada em maiúsculas.
advérbio Sem regularidade; que se distancia do esperado: a segurança pública se desenvolve mal.
De um modo incompleto; sem perfeição: escreveu mal aquele texto.
Insatisfatoriamente; de uma maneira que não satisfaz por completo; sem satisfação.
Erradamente; de uma maneira errada: o professor ensinou-nos mal.
Defeituosamente; de uma maneira inadequada: o portão estava mal colocado.
Incompletamente; de um modo incompleto; não suficiente: mal curado.
Pouco; que uma maneira inexpressiva: mal comentou sobre o acontecido.
Rudemente; de uma maneira indelicada e rude: falou mal com a mãe.
Cruelmente; de um modo cruel; sem piedade: trata mal os gatinhos.
Que se opõe à virtude e à ética; sem moral: comportou-se mal.
Em que há ofensa ou calúnia: sempre falava mal da sogra.
Que não se consegue comunicar claramente: o relacionamento está mal.
Jamais; de maneira alguma: mal entendia o poder de sua inteligência.
Que não possui boa saúde; sem saúde: seu filho estava muito mal.
De uma maneira severa; que é implacável: os autores escreveram mal o prefácio.
conjunção Que ocorre logo após; assim que: mal mudou de emprego, já foi mandado embora.
Etimologia (origem da palavra mal). Do latim male.


Mal (do termo latino malu) geralmente se refere a tudo aquilo que não é desejável ou que deve ser destruído. O mal está no vício, em oposição à virtude. Em muitas culturas, é o termo usado para descrever atos ou pensamentos que são contrários a alguma religião em particular, e pode haver a crença de que o mal é uma força ativa e muitas vezes personificada na figura de uma entidade como o diabo Satanás ou Arimã.
Em Plotino, a matéria é identificada com o mal e com a privação de toda forma de inteligibilidade.Em Kant, o ser humano teria uma propensão para o mal, apesar de ter uma disposição original para o bem.
Hannah Arendt retoma a questão do mal radical kantiano, politizando-o. Analisa o mal quando este atinge grupos sociais ou o próprio Estado. Segundo a autora, o mal não é uma categoria ontológica, não é natureza, nem metafísica. É político e histórico: é produzido por homens e se manifesta apenas onde encontra espaço institucional para isso – em razão de uma escolha política. A trivialização da violência corresponde, para Arendt, ao vazio de pensamento, onde a banalidade do mal se instala.O antropólogo estadunidense Ernest Becker, que segundo o filósofo Sam Keen é pioneiro no desenvolvimento de uma “Ciência sobre o Mal”, afirma que “a dinâmica do mal é devida fundamentalmente à negação da condição de criatura”, isto é, quando a “armadura do caráter” — desenvolvida pela pessoa para reprimir o fato de que irá morrer — falha em criar uma autoilusão protetora, o indivíduo vê-se então diante de um desamparo que começa por infundir-lhe angústia e, por fim, terror. Já não é mais o ser humano “normal”, cuja neurose proveniente da “negação da morte” é amortecida por um conjunto de símbolos e conceitos capazes de fazê-lo levar uma vida adaptada. Não, agora ele está sem máscaras diante da vida. O mundo se lhe apresenta assim como um ambiente hostil, o que o obriga a tentar modificá-lo a ponto de eliminar os acidentes, a insegurança, que, no fundo, não são senão aspectos inerentes da vida na Terra. Para Becker, ao não conseguir atualizar a transferência original, isto é, ao não depositar sua necessidade de segurança psíquica num Ser Transcendental, o indivíduo passa a negar sua condição de criatura e, por conseguinte, também a de seus semelhantes, os quais podem ser então eliminados nesse processo de tornar o mundo um lugar mais seguro — e daí o mal.
Ponerologia, o estudo do mal, do grego poneros (malícia, maldade), é a ciência da natureza do mal adaptada a propósitos políticos . O termo foi cunhado pelo psiquiatra polonês Andrzej M. Łobaczewski , que estudou como os psicopatas influenciam no avanço da injustiça e sobre como abrem caminho para o poder na política .