bookmark_borderO que é certeza

certeza | s. f.
cer·te·za |ê| cer·te·za |ê|
(certo + -eza )
substantivo feminino

1. Qualidade do que é certo. ≠ INCERTEZA

2. Coisa certa.

3. Adesão absoluta e voluntária do espírito a um facto , a uma opinião.

4. Ausência de dúvida. = CONVICÇÃO

5. Estabilidade.

6. Habilidade ou firmeza em trabalhos manuais.

com certeza • Sem dúvida; de certeza (ex.: o resultado final será, com certeza, muito apreciado). = CERTAMENTE

• Talvez (ex.: ele não apareceu; com certeza anda cheio de trabalho).

de certeza • Sem qualquer dúvida, de maneira certa (ex.: eles vão gostar disso, de certeza).
Ver também dúvida linguística: com certeza.


substantivo feminino Segurança plena, total; convicção: tenho a certeza de que ele vencerá.
Conhecimento certo, total e absoluto: o juiz tinha certeza de sua culpa.
Ausência de inconstâncias; estabilidade: não tenho certeza do meu futuro.
Aquilo sobre o qual não há dúvida: tenho certeza desse resultado.
Caráter do que é certo; evidente: uma certeza matemática.
[Filosofia] Convicção que o espírito tem de que os objetos são do modo como ele os percebe.
locução adverbial Com certeza. De maneira evidente; certamente: vou lá com certeza!
Etimologia (origem da palavra certeza). Certo + eza.


Um argumento é uma certeza se, e somente se, a hipótese das premissas do argumento se tornou uma verdade, depois da conclusão provada. Veja este exemplo:

Sem olhar, Laurêncio tirou 100 bolinhas de um saco de 100. Das bolinhas que Laurêncio tirou, 100 eram vermelhas.
Laurêncio colocou todas as bolinhas de volta no saco.
Portanto, a próxima bola que Laurêncio puxar para fora da bolsa será vermelha.A premissa da hipótese tornou-se, realmente, uma conclusão provada. Portanto, esse argumento é uma certeza.
Veja no verbete convicção as diferenças entre este termo e a certeza.


bookmark_borderO que é escopo

escopo | s. m.
es·co·po |ô| es·co·po |ô|
(latim scopus, -i, do grego skopós, -oú, observador, espião, vigilante )
substantivo masculino

1. Local bem determinado a que se aponta para atingir. = ALVO, MIRA

2. Objectivo que se pretende atingir. = DESÍGNIO, FIM, INTUITO, PROPÓSITO

3. Limite ou abrangência de uma operação (ex.: ainda não definiram o escopo da campanha).Plural: escopos |ô|. Plural: escopos |ô|.Confrontar: escopro.


substantivo masculino Ponto que se deseja alcançar; alvo: o escopo da proposta era erradicar a fome.
Aquilo que se tem por finalidade; propósito.
Somatória de tudo que se pode referir a um projeto; descrição detalhada de um projeto, de seus propósitos: escopo de projeto.
Delimitação das atividades: traçou o escopo de sua profissão.
Extensão irrestrita ou ocasião favorável ao pensamento, à ação: descrever uma ciência é expressar seu real escopo.
[Gramática] Elemento gramatical através do qual se interpreta o predicado.
Etimologia (origem da palavra escopo). Do grego skopós.oû; pelo latim scopus.i.


O escopo, no âmbito da gestão de projetos, designa a especificação do limite dentro do qual os recursos de sistema podem ser utilizados, ou seja, o seu propósito.No âmbito da Matemática, o escopo de um operador pode ser explicado através de alguns exemplos.
Na aritmética, quando adicionamos uma lista de números; por exemplo:

2
+
4
+
5

{\displaystyle 2+4+5}
, a ordem da adição não faz diferença para o resultado (se primeiro adicionamos 2 e 4 , ou se primeiro adicionamos 4 e 5). Todavia, quando outra operação está envolvida, a ordem faz diferença. P.ex., faz diferença para o resultado de

2
+
4
×
5

{\displaystyle 2+4\times 5}
, se primeiro adicionamos 2 e 4, e depois multiplicamos o resultado por 5, ou se primeiro multiplicamos 4 e 5, e depois adicionamos 2. Assim,

2
+
4
×
5

{\displaystyle 2+4\times 5}
é ambígua entre

2
+
(
4
×
5
)

{\displaystyle 2+(4\times 5)}
e

(
2
+
4
)
×
5

{\displaystyle (2+4)\times 5}
, ambigüidade que pode ser facilmente evitada, como fica claro, usando parênteses.
Procede-se da mesma maneira em lógica, tal como no chamado cálculo proposicional. Por exemplo, em notação quase-formal, distinguimos ((P ou Q) e R), de (P ou (Q e R)) — onde P , Q e R são variáveis proposicionais, e ou e e têm a força lógica da disjunção e da conjunção. O recurso aos parênteses, nesse caso, também evita ambiguidades, de modo que uma fórmula complexa possa ser decomposta de uma única maneira em seus átomos, e pela atribuição de um valor de verdade aos átomos resulte um único valor de verdade para a fórmula complexa.
Fálacias de escopo podem ser geradas, também, quando estão envolvidos operadores do cálculo de predicados, ou seja os quantificadores existenciais e universais, em particular, no que se chama “generalidade múltipla”. Por exemplo:

(1) Todo garoto ama uma garota.Essa frase admite pelo menos duas leituras, conforme consideremos como amplo ou como restrito os escopos dos quantificadores universal (representado por “todo”) e existencial (representado por “uma”).
Talvez os casos mais interessantes para o exame da noção de escopo sejam aqueles envolvendo a interação entre operadores chamados extensionais (como os do cálculo proposicional e do cálculo de predicados) e operadores chamados intensionais ou hiperintensionais (como os das váriaveis lógicas modais e epistêmicas). Por exemplo:

(2) Todos os números pares são necessariamente múltiplos de 2.em que interagem o quantificador universal e o operador modal (representado por “necessariamente”). Willar Quine objetou a certas interações entre operadores modais e extensionais por nos comprometerem com alguma forma de essencialismo.
Um dos mais famosos tratamentos dado à noção de escopo — e que nortearia uma parte do debate em torno das relações entre referência e modalidade — é o de Bertrand Russell, em sua teoria das descrições definidas. Russell distingue a ocorrência primária de uma descrição da ocorrência secundária (ou n-ária) da mesma ou de outra descrição — o que nada mais é também do que uma distinção de escopo –, relativamente aos escopos de outros operadores. Por exemplo:

(3) George IV crê que Scott é o autor de Waverley.admitiria, segundo Russell, duas interpretações, conforme a descrição definida “o autor de Waverley” tenha uma ocorrência primária, a saber,

(3.1) Existe pelo menos um x, existe no máximo um x, e x escreveu Waverley, e George IV crê que Scott=x.ou conforme a descrição definida tenha uma ocorrência secundária, a saber,

(3.2) George IV crê que existe pelo menos um x, que existe no máximo um x, e que x escreveu Waverley.A análise de (3) procede de acordo com as regras que Russell fornece informalmente em “On Denoting” (1905) e formalmente em Principia Mathematica (1910-13).
Numa terminologia que também pode ser usada para capturar as distinções propostas por Russell, diz-se que em (3.2) a atitude proposicional crer é de dicto, i.e., que George IV crê numa proposição (dictum), nesse caso, numa proposição geral; e que em (3.1) temos uma atitude de re, a crença de George IV numa coisa (res) (cf. crença). Uma questão adicional envolvida é saber de que entidade essa atitude é de re — se é que é de alguma entidade.


bookmark_borderO que é premissa

premissa | s. f. premissa | s. f.
pre·mis·sa 1
(latim praemissa, feminino do particípio passado de praemitto, -ere, enviar antes, enviar antecipadamente, prevenir )
substantivo feminino

1. [Retórica]   [Retórica]   Cada uma das duas proposições de um silogismo (a maior e a menor), das quais se infere ou se tira a conclusão.

2. Ponto de partida para a organização de um raciocínio ou de uma argumentação.Confrontar: primícia.

pre·mis·sa pre·mis·sa 2
(alteração de primícia[s] )
substantivo feminino

[Antigo]   [Antigo]   Direito paroquial que consiste numa certa parte das primeiras novidades das terras.Confrontar: primícia.


substantivo feminino Fato inicial a partir do qual se inicia um raciocínio ou um estudo; proposição: partiram da premissa de que toda criança tem direitos.
[Lógica] As proposições, maior e menor, que completam um silogismo e a partir das quais se retiram os resultados ou conclusões.
Etimologia (origem da palavra premissa). Do latim praemissa.


Em Lógica, uma premissa é uma fórmula considerada hipoteticamente verdadeira, dentro de uma dada inferência. Esta constitui-se de duas partes: uma coleção de premissas, e uma conclusão.
Premissa significa a proposição, o conteúdo, as informações essenciais que servem de base para um raciocínio, para um estudo que levará a uma conclusão.
Uma dada fórmula pode ou não ser conclusão de uma dada coleção de premissas. Isto depende da Lógica ou do sistema lógico considerado.


bookmark_borderO que é juízo

juízo | s. m.
ju·í·zo
(latim judicium, -ii, acção de julgar, julgamento, decisão, tribunal )
substantivo masculino

1. Faculdade de julgar intelectualmente.

2. Discernimento, tino.

3. Opinião, conceito.

4. Acto de julgar judicialmente.

5. Julgamento.

6. Tribunal; foro; jurisdição.

7. Apreciação, voto, parecer.

8. Prognóstico.

9. [Lógica]   [Lógica]   Acto de entendimento pelo qual se afirma a relação de duas ideias .

10. Juízo das armas, juízo que se fazia de uma causa pela sorte que, os interessados nela, tinham em combate singular.

juízo de Deus • Prova judicial que, pelo fogo, pela água, etc., se fazia da culpabilidade de um acusado.

• Vontade divina; decreto da Providência. (Mais usado no plural.)

juízo de menores • [Brasil]   • [Brasil]   • [Jurídico, Jurisprudência]   • [Jurídico, Jurisprudência]   Órgão do poder judicial responsável pela assistência, defesa, protecção , processo e julgamento de menores de 18 anos. = JUIZADO DE MENORES

juízo de Salomão • Sentença recta e imparcial.

juízo do ano • Predição que do ano se faz nas folhinhas e almanaques.

juízo final • Juízo que a Igreja anuncia para o fim do mundo. = JUÍZO UNIVERSAL

juízo universal • O mesmo que juízo final.


substantivo masculino Ação de julgar; faculdade intelectual de julgar, entender, avaliar, comparar e tirar conclusões; julgamento.
Apreciação acerca de algo ou alguém; opinião.
Qualidade de quem age responsável e conscientemente; prudência.
[Popular] Capacidade de agir racionalmente; razão: perder o juízo.
[Jurídico] Tribunal em que questões judiciais são deliberadas ou analisadas: o divórcio está em juízo.
[Jurídico] Reunião das ações realizadas pelos juízes no exercício de suas funções.
Etimologia (origem da palavra juízo). Do latim judicium.ii.


Juízo é o processo que conduz ao estabelecimento das relações significativas entre conceitos, que conduzem ao pensamento lógico objetivando alcançar uma integração significativa, que dê possibilidade a uma atitude racional frente as necessidades do momento. E julgar é, nesse caso, estabelecer uma relação entre conceitos.
A natureza do Juízo consiste em afirmar uma coisa de outra, diz Aristóteles. O Juízo encerra, pois três elementos: duas ideias e uma afirmação. A ideia da qual se afirma alguma coisa chama-se sujeito. A ideia que se afirma do sujeito chama-se atributo ou predicado. Quanto à própria afirmação, representa-se pelo verbo é, chamado cópula, porque une o atributo ao sujeito.


bookmark_borderO que é indivíduo

indivíduo | s. m. | adj.
in·di·ví·du·o
(latim individuus, -a, -um, indivisível )
substantivo masculino

1. Qualquer ser.

2. Sujeito, pessoa (ex.: ele é um indivíduo pouco falador).

3. Ser humano.

4. Homem indeterminado (ex.: o crime foi cometido por um indivíduo com cerca de 30 anos).

5. Organismo único pertencente a um grupo.

6. Exemplar.adjectivo adjetivo

7. Que não se divide ou não se pode dividir (ex.: natureza indivídua, propriedade indivídua, património indivíduo). = INDIVISÍVEL, INDIVISO


substantivo masculino Ser humano; pessoa considerada de modo isolado em sua comunidade, numa sociedade ou coletividade; o ser que faz parte da espécie humana; o homem: os direitos dos indivíduos.
[Biologia] Ser único de uma espécie; ser que se distingue dos demais.
[Por Extensão] Pej. Quem não se quer nomear: o indivíduo chegou tarde?
adjetivo Que não é possível dividir, separar: culturas indivíduas.
Etimologia (origem da palavra indivíduo). Do latim individuus.a.um.


Em metafísica e estatística, a palavra indivíduo habitualmente descreve qualquer coisa numericamente singular, embora por vezes se refira especificamente a “uma pessoa”. Usada em muitos contextos, tanto “Aristoteles” como “a Lua” são indivíduos. Em geral, “uva” e “vermelhidão” não são.
Em biologia, indivíduo é sinônimo de organismo.
Indivíduo, como peça da gíria filosófica, é muito comum e surge frequentemente como sinônimo de particular, em contraste com “universal”.
A famosa obra sobre os indivíduos e a sua individuação é de P. F. Strawson em Pessoas: Um Ensaio em metafísica descritiva (Londres:
Methuen & Co. Ltd., 1959, Nova Iorque: Anchor, 1963).
No cotidiano, um indivíduo é uma coleção de pensamentos e feitos que é considerada uma entidade.
Como um conjunto de pensamentos e feitos é considerado um indivíduo depende da perspectiva. Por exemplo: os pensamentos e feitos de um corpo podem ser considerados um indivíduo.
Contudo, acontece que após acidentes e doenças que causaram dano cerebral, os pensamentos e feitos de um corpo tornam-se tão drasticamente diferentes que algumas pessoas não consideram que aquele corpo contenha o mesmo indivíduo.
Algumas pessoas falam sobre pessoas idosas, deficientes, doentes ou pobres sem a menor consideração pelo fato de que elas podem encontrar o mesmo destino. Estão corretas a respeito disso se tiverem uma perspectiva da individualidade limitada pelo tempo. Consideram os indivíduos idosos, deficientes, doentes ou pobres que podem mais tarde ocupar seus corpos para que sejam outra pessoa.
No passado, pessoas não eram responsáveis pelos danos que causavam enquanto bêbedas. Aparentemente, enquanto neste estado, não era considerado que seu corpo continha o mesmo indivíduo que enquanto sóbrio.
É considerável que a loucura temporária pode acontecer para qualquer um (algo como uma quebra no computador). O indivíduo normal é considerado ausente do corpo durante o estado de loucura e portanto não é responsável. (Compare com insanidade temporária e automatismo).
Por exemplo, em 1795 na Inglaterra, uma mulher jovem que cuidou de sua mãe doente por vários anos, repentinamente a matou. Foi considerado que uma loucura temporária foi causada por intenso cansaço de seu trabalho duro. Especialmente pelos dias que precederam o evento terem sido muito difíceis, devido à condição de sua mãe. A mulher não foi acusada. Depois, ela se casou, teve filhos e nunca cometeu nenhum crime.
Em 1999, nos Países Baixos, uma mãe jovem colocou seu bebê em um forno de micro-ondas ao invés do leite da criança. A causa da morte dela foi dada como um infeliz blecaute e a mãe julgada ausente do corpo quando ocorreu a morte. Ela não foi acusada, mas confortada por sua perda.


bookmark_borderO que é heurística

heurística | s. f. fem. sing. de heurístico
heu·rís·ti·ca
(feminino de heurístico )
nome feminino

1. Arte de inventar ou descobrir.

2. Método que pretende levar a inventar, descobrir ou a resolver problemas.

3. Processo pedagógico que pretende encaminhar o aluno a descobrir por si mesmo o que se quer ensinar, geralmente através de perguntas.

4. [História]   [História]   Procura de fontes documentais.

Sinónimo Sinônimo Geral: EURÍSTICA
heu·rís·ti·co heu·rís·ti·co
(grego heurísko, descobrir, inventar, obter )
adjectivo adjetivo

1. Relativo à heurística. = HEURÉTICO

2. Diz-se do processo pedagógico de encaminhar o aluno a descobrir por si mesmo o que se quer ensinar, geralmente através de perguntas.

Sinónimo Sinônimo Geral: EURÍSTICO


substantivo feminino [História] Ramo da História que se dedica à pesquisa de documentos que tem por objeto a descoberta de fatos.
Hipótese que, numa pesquisa, leva a uma descoberta científica; método analítico para a descoberta de verdades científicas.
Método educacional que busca ensinar o aluno autonomamente, para que ele descubra e aprenda tendo em conta a sua experiência, com os próprios erros e acertos.
[Informática] Método investigativo e de pesquisa que se pauta na aproximação, através da quantificação, de um determinado objeto.
Etimologia (origem da palavra heurística). Do grego heuristike.


Heurísticas são processos cognitivos empregados em decisões não racionais, sendo definidas como estratégias que ignoram parte da informação com o objetivo de tornar a escolha mais fácil e rápida. Heurísticas rápidas e frugais (fast and frugal heuristics) correspondem a um conjunto de heurísticas propostas por Gigerenzer e que empregam tempo, conhecimento e computação mínimos para fazer escolhas adaptativas em ambientes reais.Existem três passos cognitivos fundamentais na selecção de uma heurística:

Procura – As decisões são tomadas entre alternativas e por esse motivo há uma necessidade de procura activa;
Parar de procurar – A procura por alternativas tem que terminar devido as capacidades limitantes da mente humana;
Decisão – Assim que as alternativas estiverem encontradas e a procura for cessada, um conjunto final de heurísticas são chamadas para que a decisão possa ser tomada.


bookmark_borderO que é exoterismo

Palavra não encontrada (na norma europeia, na grafia pré-Acordo Ortográfico).

Será que queria dizer exoterismo?

Outras sugestões: ecoturismo (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico e norma brasileira) enoturismo (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico) eroticismo (norma brasileira) esotérico (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico e norma brasileira) es oterismo (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico e norma brasileira) esoterismos (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico e norma brasileira) exotérico (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico e norma brasileira) exoterismos (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico e norma brasileira)
Caso a palavra que procura não seja nenhuma das apresentadas acima, sugira-nos a sua inclusão no dicionário.


substantivo masculino Particularidade de exotérico; qualidade do que pode ser divulgado a um grande número de pessoas, não ficando restrito somente a um pequeno número de pessoas.
Não confundir com: esoterismo.
Etimologia (origem da palavra exoterismo). Exotérico + ismo.


Exoterismo (do grego εξωτερική (éksôtérikí) – de fora, exterior) significa algo que está disponível de forma pública, sem limitações, ou universal. Muitas sociedades secretas dividem-se em duas secções: a exotérica ou “face pública” e a esotérica ou “oculta” (que se encontra atrás de portas). Assim encontramos diversas organizações como as fraternidades ou irmandades, tais como a Maçonaria, as quais estão acessíveis aos iniciados num determinado nível mas que possuem níveis cada vez mais elevados de iniciação para a progressão ou evolução de cada um dos membros. O termo exoterismo, utilizado sobretudo na forma de adjetivo (exotérico) surge pela primeira vez nos diálogos de Aristóteles – “Ética a Eudemo” – para indicar o que é público, por oposição ao que é iniciático (oculto). Designa igualmente as cerimónias públicas nas suas manifestações religiosas e ritualísticas.


bookmark_borderO que é ideia

ideia idéia ideia | s. f. 3ª pess. sing. pres. ind. de idear 2ª pess. sing. imp. de idear
i·dei·a i·déi·a i·dei·a
(grego idéa, -as, aparência, maneira de ser, estilo )
substantivo feminino

1. Representação que se forma no espírito.

2. Percepção intelectual.

3. Pensamento.

4. Lembrança, memória.

5. Plano, intenção.

6. Fantasia.

7. Doutrina; sistema.

ideia fixa • A que preocupa o espírito constantemente.

ideia luminosa • Solução ou plano muito bom ou digno de aplauso.

ideia nova • Princípio político ou social tendente a melhorar ou regenerar os povos.

ideia peregrina • Solução ou proposta muito estranha ou desadequada.

ideias avançadas • Política ou crença religiosa considerada mais liberal que a dominante.• Grafia no Brasil: idéia. • Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990:ideia. • Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990:idéia
• Grafia em Portugal:ideia.
i·de·ar i·de·ar – Conjugar
(ideia + -ar )
verbo transitivo

1. Criar na mente. = CONCEBER, IDEALIZAR, IMAGINAR

2. Pôr na ideia .

3. Definir antecipadamente um plano ou um conjunto de acções ou intenções. = IDEALIZAR, PLANEAR, PLANEJAR,PROJECTAR


Forma alterada após Acordo Ortográfico; ver: ideia.


A palavra ideia é usado em duas acepções: como sinônimo de conceito ou, num sentido mais lato, como expressão que traz implícita uma presença de intencionalidade.A palavra deriva do grego idea ou eidea, cuja raiz etimológica é eidos – imagem. O seu significado, desde a origem, implica a controvérsia entre a teoria da extromissão (Platão) e a da intromissão (Aristóteles). No centro da polémica está o conceito de representação do real (realidade).
Para Platão, a ideia que fazemos de uma coisa provém do princípio geral, do «mundo inteligível», que constitui a Ideia Universal, categoria que está na base da sua filosofia, o idealismo. Assim, a ideia da coisa é uma projeção do saber: ao verem a coisa, os olhos, emitindo raios de luz, projetam a imagem dessa mesma coisa, que existe em nós como princípio universal (extromissão). Esta doutrina é designada por «idealismo».
Para Aristóteles, a ideia da coisa provém da experiência sensível, do «mundo dos fenómenos contingentes»: as coisas emitem cópias de si próprias, através da luz, cópias assimiladas pelos sentidos e interpretadas pelo saber inato ou adquirido (intromissão), doutrina que funda o conceito de «realismo».
Estas noções estão presentes em toda a filosofia ocidental, em particular no campo da ontologia, a ciência do Ser. Condicionaram, durante séculos, o pensamento de filósofos, desde a escolástica até às doutrinas da atualidade, em particular, no campo das chamadas «ciências cognitivas» ou «ciências do conhecimento», que cobrem as áreas da biologia, da cibernética, da robótica, da informática.
O Idealismo é a doutrina segundo a qual o pensamento é a origem e a fonte de todo o conhecimento. Esta doutrina platónica postula a existência de um mundo separado deste mundo físico ou sensível, que é feito de realidades perfeitas e imutáveis, as ideias, modelos ou paradigmas das coisas sensíveis.

As ideias seriam realidades acessíveis apenas através da inteligência, por isso receberam também a designação de mundo inteligível.Segundo Locke, as ideias são aquilo através do qual pensamos, aquilo de que a mente se ocupa quando pensa. É através das ideias que o ser humano exprime o pensamento objetivo. São componentes essenciais da compreensão.
Para Platão as ideias são os únicos componentes do mundo real, constituído por modelos perfeitos e onde o mundo empírico é inferior. Esta doutrina abriu caminho à conceção neoplatónica das ideias como pensamentos de Deus. Mais tarde, com Descartes, as ideias seriam simplesmente aquilo que está na mente de qualquer ser pensante.
Nos nossos dias, as ideias são vistas como dependentes das estruturas sociais e linguísticas e não uma criação independente de uma só mente.
Para David Hume, a ideia é uma cópia fraca das impressões sensíveis, isto é, das imagens que o contacto com a realidade imprime no espírito. Para os empiristas, como Hume, as ideias são um fruto empírico e só nascem através da experiência sensível, o que reduz o conhecimento a simples induções.
Descartes distinguiu três tipos de ideias, que para ele são imagens das coisas. Assim, existem as ideias inatas que são aquelas com as quais nascemos e não o produto da experiência adquirida. Para ele, o ser humano teria à partida ideias gerais, como a de Deus, a de liberdade, de imortalidade, etc.
Existem ainda as ideias adventícias, que surgem do mundo exterior através da experiência, e as ideias factícias, que são as ideias formadas pelo próprio indivíduo através do pensamento. Segundo Descartes, as mais importantes são as ideias inatas, já que, nascidas com o ser humano, são como “sementes de verdade”, postas por Deus no seu espírito para permitir conhecer algumas verdades da Natureza sem que os sentidos tivessem algum papel nessa descoberta.


bookmark_borderO que é verdade

verdade | s. f.
ver·da·de
(latim veritas, -atis, verdade, sinceridade, realidade )
nome feminino

1. Conformidade da ideia com o objecto , do dito com o feito, do discurso com a realidade. ≠ ERRO, ILUSÃO, MENTIRA

2. Qualidade do que é verdadeiro. = EXACTIDÃO , REALIDADE

3. Coisa certa e verdadeira. ≠ ILUSÃO, MENTIRA

4. [Por extensão]   [Por extensão]   Manifestação ou expressão do que se pensa ou do que se sente. = AUTENTICIDADE, BOA-FÉ, SINCERIDADE ≠ MENTIRA

5. Princípio certo. = AXIOMA

6. [Belas-artes]   [Belas-Artes]   Expressão fiel da natureza, de um modelo, etc.

meia verdade • Afirmação que não é falsa, mas em que se oculta alguma informação.

na verdade • Usa-se para enfatizar ou confirmar o que é dito. = COM EFEITO, DEFACTO ,EFECTIVAMENTE , NA REALIDADE


substantivo feminino Que está em conformidade com os fatos ou com a realidade: as provas comprovavam a verdade sobre o crime.
[Por Extensão] Circunstância, objeto ou fato real; realidade: isso não é verdade!
[Por Extensão] Ideia, teoria, pensamento, ponto de vista etc. tidos como verídicos; axioma: as verdades de uma ideologia.
[Por Extensão] Pureza de sentimentos; sinceridade: comportou-se com verdade.
Fiel ao original; que representa fielmente um modelo: a verdade de uma pintura; ela se expressava com muita verdade.
[Filosofia] Relação de semelhança, conformação, adaptação ou harmonia que se pode estabelecer, através de um ponto de vista ou de um discurso, entre aquilo que é subjetivo ao intelecto e aquilo que acontece numa realidade mais concreta.
Etimologia (origem da palavra verdade). Do latim veritas.atis.


A palavra verdade pode ter vários significados, desde “ser o caso”, “estar de acordo com os fatos ou a realidade”, ou ainda ser fiel às origens ou a um padrão. Usos mais antigos abrangiam o sentido de fidelidade, constância ou sinceridade em atos, palavras e caráter. Assim, “a verdade” pode significar o que é real ou possivelmente real dentro de um sistema de valores. Esta qualificação implica o imaginário, a realidade e a ficção, questões centrais tanto em antropologia cultural, artes, filosofia e a própria razão. Como não há um consenso entre filósofos e acadêmicos, várias teorias e visões acerca da verdade existem e continuam sendo debatidas.
Verdade é aquilo que está de acordo com os fatos e observações; respostas lógicas resultante do exame de todos os fatos e dados; uma conclusão baseada na evidência, não influenciada pelo desejo, autoridade ou preconceitos; um facto inevitável, sem importar como se chegou a ele.


bookmark_borderO que é controvérsia

controvérsia | s. f.
con·tro·vér·si·a
nome feminino

1. Disputa intelectual.

2. Contestação, polémica .

sem controvérsia • Incontestavelmente.


substantivo feminino Opiniões distintas acerca de uma ação; discussão polêmica (de alguma coisa) sobre a qual muitas pessoas divergem.
[Por Extensão] Ação de contestar; contestação.
[Por Extensão] Discussão de ideias; divergência de opiniões; polêmica.
Etimologia (origem da palavra controvérsia). Do latim controversia.ae.


Uma controvérsia (do latim controversia) ou disputa é uma questão de opinião sobre a qual as partes discordam ativamente, argumentam ou debatem. Controvérsias podem variar em tamanho, indo desde disputas privadas entre dois indivíduos até desentendimentos em larga escala entre sociedades.
Áreas perenes de controvérsia incluem religião, filosofia e política. Controvérsias em questões teológicas têm sido particularmente inflamadas, dando origem à frase odium theologicum. Questões controvertidas são tidas como potencialmente divisoras numa dada sociedade, porque levam à tensão e má vontade. Algumas controvérsias são consideradas tabu para muitas pessoas, a menos que a sociedade possa encontrar um terreno comum para compartilhar e discutir os sentimentos de seu povo sobre determinado assunto controverso.