bookmark_borderO que é sobreiro

sobreiro | s. m.
so·brei·ro
(latim suber, -eris )
nome masculino

[Botânica]   [Botânica]   Árvore da família das fagáceas (Quercus suber) de que se extrai a cortiça. = SOBRO, SOVEREIRO


substantivo masculino Árvore da família das fagáceas, de cujo caule se extrai a cortiça, também chamada sobro.


O sobreiro, sobro, sobreira ou chaparro (Quercus suber) é uma árvore da família do carvalho, cultivada no Sul da Europa e a partir da qual se extrai a cortiça. O sobreiro é, juntamente com o Pinheiro-bravo, uma das espécies de árvores mais predominante em Portugal, sendo mais comum no Alentejo litoral e serras algarvias.
Graças à cortiça, o sobreiro tem sido cultivado desde tempos remotos. A extração da cortiça não é (em termos gerais) prejudicial à árvore, uma vez que esta volta a produzir nova camada de “casca” (súber) com idêntica espessura a cada 9 anos, período após o qual é submetida a novo descortiçamento. Recentemente, têm-se desenvolvido processos mais mecanizados e seguros para se proceder a esta operação, como o caso da máquina que corta a cortiça, evitando lesões prejudiciais à vida do sobreiro e que facilita o trabalho dos tiradores, sem os substituir, aumentando assim a produtividade. Pode ter até 20 m, mas normalmente terá 15 m.
O sobreiro também fazia parte da vegetação natural da Península Ibérica, sendo espontâneo em muitos locais de Portugal e Espanha, onde constituía, antes da acção do Homem, frondosas florestas em associação com outras espécies, nomeadamente do género Quercus.
A finalidade da cortiça é o fabrico de isolantes térmicos, tecido de cortiça (vestuário e acessórios, tais como malas, bolsas, carteiras e sapatos), materiais de isolamento sonoro de aplicação variada e ainda materiais da indústria aeronáutica, automobilística e até aeroespacial, mas sobretudo é utilizada na produção de rolhas para engarrafamento de vinhos e outros líquidos. Portugal é o maior produtor mundial de cortiça, sendo a cortiça portuguesa responsável por 50% da produção mundial. O setor emprega diretamente 12 mil pessoas e contribui com 3% do PIB, cerca de 5,5 mil milhões de euros (7.6 Bilhões US$). Os montados são sistemas agro-silvo-pastoris e um dos exemplos de sistemas tradicionais sustentáveis de uso no solo da Europa. Representam uma área de aproximadamente 1,2 Mha, a maior parte na região do Alentejo, no Sul de Portugal. O valor económico dos montados deve-se essencialmente à produção de cortiça, estando a sua importância cultural relacionada com o papel que têm na conservação da biodiversidade e valores históricos, como o registo de sistemas sociais e agrícolas tradicionais. No século XIV, Portugal já exportava cortiça para o Reino Unido e Flandres.
A gestão tradicional dos montados permite combinar dois objetivos importantes: a produção agropastoril e a conservação do ecossistema. Além da cortiça, o sobreiro dá o fruto que é a bolota, também conhecida por lande ou ainda (mais correctamente) glande, que serve para alimentar as varas do porco preto alentejano, também conhecido por porco de montanheira, do qual se faz o além de enchidos o presunto ibérico ou presunto de pata negra.
Na localidade de Águas de Moura está o Sobreiro Monumental com 234 anos, 16 m de altura e com um tronco que são precisas pelo menos cinco pessoas para conseguir abraçá-lo. É considerado monumento nacional desde 1988 e o Livro de Recordes do Guinness diz que é o maior e mais velho do mundo.


bookmark_borderO que é sorva

sorva | s. f. 1ª pess. sing. pres. conj. de sorver 3ª pess. sing. imp. de sorver 3ª pess. sing. pres. conj. de sorver
sor·va |ô| sor·va |ô|
nome feminino

1. Fruto da sorveira.

2. [Botânica]   [Botânica]   Árvore leitosa do Brasil.
sor·ver |ê| sor·ver |ê| – Conjugar
verbo transitivo

1. Beber aos sorvos ou aos poucos; beber lentamente.

2. Atrair (chupando).

3. Haurir, aspirando.

4. Libar.

5. Absorver, impregnar-se de.

6. Subverter, atrair para o sorvedouro ou para o fundo; afundar, precipitar.

7. Aspirar.

8. Devorar, tragar.

9. Destruir.

10. Devorar, transpor.verbo pronominal

11. Submergir-se; afundar-se; sumir-se.

12. [Figurado]   [Figurado]   Sofrer sem o demonstrar.


substantivo feminino Fruto da sorveira.


Sorva ou sorveira (Sorbus domestica L.) é uma árvore da família das Rosaceae. É também conhecida pelos sinónimos botânicos de Cormus domestica (L.)Spach.) e Pyrus sorbus (Gaertn.), surgindo ainda a Sorbus maderensis que é uma das espécie endémicas da ilha da Madeira.
Apresenta-se como um arbusto com até 3 metros de altura, caducifólio, de caules lisos, castanho-avermelhados e folhas compostas, imparipinuladas de até 15 centímetros de comprimento, geralmente com 13 a 17 folíolos, elípticos, oblongos ou alanceolados, crenados.
Esta planta tem flores pequenas, esbranquiçadas a cremes, numerosas, reunidas em corimbos compostos, terminais, sendo os frutos carnudos, globosos e de cor vermelha.
Trata-se de uma espécie endémica da ilha da Madeira, bastante rara, que surge no urzal de altitude.
A floração desta planta surge entre Junho e Julho.
Sorva
Nome popular: sorva-pequena; sorvinha
Nome científico: Coumo utilis Muell. Arg
Família botânica: Apocynaceae
Origem: Brasil – Região Amazônica
“Espécie conhecida como kumã uaçu ou sorva grande, dá abundante leite, rico emborracha e seu, frutos são muito saborosos e doces, tendo o epicárpio um pouco rijo,do qual se destaca a polpa que contém as sementes e que é a parte comestível.”
Barbosa Rodrigues (1891) citado por Paulo Cavalcante
Características da planta: Árvore de porte variado de 6 a 20 m de altura, copa ampla e densa. Possui látex abundante, leitoso e potável ao longo de toda a planta. Folhas rígidas com até 10 em de comprimento, verde-brilhantes. Flores pequenas, reunidas em número de 15 a 20, com coloração rósea. Floresce de maio a agosto.
Fruto: Globoso de coloração verde, passando a castanho-escura quando maduro, casca fina contendo suco leitoso e viscoso. Polpa mucilaginosa e de coloração amarelada.
Cultivo: Ocorre espontaneamente na região amazônica. Frutifica de novembro a fevereiro.
As sorveiras ou sorvas brasileiras são diversas e bastante comuns em toda a região amazônica, onde são frequentes, especialmente, em terras dos Estados do Amazonas, do Pará, do Amapá e de Rondônia, chegando até às Guianas, à Colômbia e ao Peru.
Encontram-se sorvas silvestres em meio à floresta densa de matas virgens, em terrenos alagados ou de terras firmes. Algumas variedades são espontâneas nos campos ou campinas e em matas secundários, sendo frequentemente cultivadas nos arredores de Manaus.
Os frutos das sorveiras, em todas as suas variedades, são do tamanho de limões e, no princípio, verdes, passando depois a uma cor parda e escura. Apesar de apresentarem um sabor bom e adocicado e de se constituírem em importante alimento para as populações regionais, sendo consumidos in natura ou como bebida refrigerante, os frutos da sorveira não são os únicos produtos que podem ser extraídos dessa árvore.
Do tronco das sorveiras, especialmente das espécies Couma macrocarga (sorva-grande) e Couma utilis (sorva-pequena), é possível extrair boas quantidades de um látex espesso, branco e viscoso, que é comestível e de paladar adocicado. Esse látex pode ser ingerido puro, porém sempre diluído em água. Dessa forma, é usado como bebida em substituição ao leite de vaca, acrescido de café ou, ainda, como ingrediente no preparo de mingaus.
Na floresta, por exemplo, é comum o seringueiro sair para sua jornada de trabalho sem precisar levar nenhum alimento: é em árvores como a sorveira e em seu látex consistente que o habitante da terra encontra parte de seu sustento diário.
Retirado das árvores por um processo semelhante ao da extração do látex da borracheira, o látex da sorveira tem, também, grande utilidade como matéria-prima industrial, em especial na fabricação de goma de mascar. Após a extração, o látex se solidifica e é comercializado em grandes blocos compactos destinados, basicamente, à exportação. Segundo Paulo Cavalcante, a exploração da sorva com essa finalidade e seu comércio já foram muito intensos na floresta, tendo se reduzido bastante nas Ultimas décadas.
O látex da sorveira pode, ainda, ser utilizado industrialmente na produção de gomas e de vernizes. Desde tempos longínquos, os nativos da Amazônia sabem que, além de suas utilidades alimentícias, o látex da sorveira tem propriedades isolantes, sendo bastante resistente ao tempo e à umidade. Coagulado e misturado com outras substâncias, por exemplo, esse látex é muito empregado na calafetação das embarcações e caiação das paredes das habitações amazônicas.


bookmark_borderO que é alisso

alisso | s. m.
a·lis·so
nome masculino

[Botânica]   [Botânica]   Género de plantas crucíferas, uma das quais é conhecida por açafate-de-ouro, e que os antigos supunham ter propriedades anti-rábicas .


substantivo masculino Planta de flores amarelas ou brancas, às vezes cultivada como ornamental (açafate-de-ouro). (Alt.: 30 cm; família das crucíferas.) (Usado outrora contra a raiva e a mordedura de animais venenosos.).


O alisso (Lobularia maritima, antes Alyssum maritimum) também chamado alisso-doce, flor-de-mel, tomelos, açafate-de-prata, escudinha ou alyssum (o género em que antes estava classificada), é uma planta da família Brassicaceae.


bookmark_borderO que é azinheira

azinheira | s. f.
a·zi·nhei·ra
(azinha + -eira )
nome feminino

[Botânica]   [Botânica]   Árvore (Quercus ilex) de folhas persistentes, cujo fruto é uma bolota de cúpula em forma de dedal. = AZINHEIRO, AZINHO, ENZINHEIRA, ENZINHEIRO


substantivo feminino Árvore do gênero dos carvalhos, família das cupulíferas.


As azinheiras (Quercus ilex) são árvores que chegam a medir até 10 metros de altura. Pertencem à família das fagáceas. Possuem folhas discolores, ligeiramente espinhosas nos espécimes adultos, flores masculinas em amentos, as femininas em panículas e frutos ovoides, revestidos, em parte, por escamas.
Nesta espécie existe dimorfismo foliar.
Nativas da região Mediterrânica da Europa e Norte da África, a sua madeira é dura e resistente à putrefação, sendo largamente utilizada, desde a antiguidade até os dias atuais, na construção de habitações (vigas e pilares), embarcações, barris para envelhecimento de vinhos e na fabricação de ferramentas. Ainda hoje, a sua madeira é utilizada como lenha e na fabricação de carvão, que continua sendo uma importante fonte de combustível doméstico em muitas regiões ibéricas.


bookmark_borderO que é salgueiro

salgueiro | s. m.
sal·guei·ro
(latim *salicarius, de salix, -icis, salgueiro )
nome masculino

[Botânica]   [Botânica]   Designação comum a várias espécies de árvores, de ramos flexíveis e pendentes, que crescem junto a cursos de água ou em terrenos húmidos. = SINCEIRO


substantivo masculino Nome de um grande grupo de árvores e arbustos graciosos que em geral têm galhos delgados e folhas estreitas.
Existem cerca de 300 espécies de salgueiros, das quais 100 são nativas da América do Norte. O menor salgueiro do mundo é um arbusto minúsculo de 2,5cm de altura que cresce nas regiões árticas e acima da linha das florestas, nas montanhas altas. O maior deles ultrapassa 37m de altura.


Salgueiro, chorão, sinceiro, vime, vimeiro e salso são as plantas do género Salix, na família Salicaceae. É um género com perto de 400 espécies distribuídas em climas temperados e frios. Terão aparecido apenas na Era terciária. Inclui plantas de porte muito diverso desde arbustos e pequenas plantas rastejantes, até árvores de porte considerável, geralmente em solos úmidos. Nos parques e jardins, é muito comum o salgueiro-chorão (Salix x chrysocoma, Dode), árvore de ramos longos e pendentes que é um híbrido de salgueiro-branco (Salix alba, L.), muito comum na Europa, com uma espécie oriental (Salix babylonica, L.).
Em Portugal, além do salgueiro-branco, existem outras espécies de salgueiro nativas como o salgueiro-negro (Salix atrocinerea, Brot.).


bookmark_borderO que é erva-cidreira

erva-cidreira | s. f.
er·va·-ci·drei·ra
nome feminino

[Botânica]   [Botânica]   Planta aromática (Melissa officinalis) da família das lamiáceas. = CIDREIRA, MELISSAPlural: ervas-cidreiras. Plural: ervas-cidreiras.



A erva-cidreira (nome científico: Melissa officinalis), também conhecida popularmente como erva-cidreira verdadeira, ou apenas por melissa, é uma planta perene herbácea da família da menta /hortelã e do boldo (Lamiaceae), nativa da Europa meridional. O seu sabor e aroma característicos, frutado, de limão, principalmente nas folhas, deriva do seu óleo essencial do grupo dos terpenos (principalmente monoterpenos: carvacrol, p-cimeno, citral — geraniol e nerol — cânfora, etc).
As folhas são maiores e mais claras que as da hortelã, ovadas a romboidais ou oblongas e com a margem crenada.
Floresce no final do verão. As flores são de pequenas dimensões, de cor esbranquiçada ou róseas e atraem especialmente as abelhas, como se indica já no nome do seu género botânico (Melissa provém do grego e significa “abelha”). Nas regiões temperadas, os caules secam durante o Inverno, voltando a reverdecer na primavera. Os frutos são aquénios oblongos, de cor parda e lisos.
É uma planta muito utilizada na medicina tradicional, como erva aromática e em aromaterapia. É utilizada como antiespasmódica, antinevrálgica e como calmante. Acredita-se que ajude a conciliar o sono.
A Melissa officinalis é largamente confundida com a popularmente chamada erva cidreira de folha (Lippia alba), que possui flores lilases e amareladas em logos galhos quebradiços. Tais espécies aparentemente possuem as mesmas propriedades medicinais que a Melissa officinalis e também com o capim cidreira (Cymbopogon citratus) contudo, apesar da semelhança nas propriedades organolépticas, há diferenças na composição dos respectivos óleos essenciais


bookmark_borderO que é poejo

poejo | s. m.
po·e·jo |â| ou |ê| ou |âi| po·e·jo |ê|
nome masculino

1. [Botânica]   [Botânica]   Erva da família das labiadas (Mentha pulegium, Lin.), vulgar nos lugares húmidos ou inundados de Portugal e usada como condimento na culinária alentejana. = POJO

2. [Portugal: Beira]   [Portugal: Beira]   Farinha fina ou o pó mais fino da farinha.


substantivo masculino Erva medicinal da família das labiadas.


O poejo (Mentha pulegium), também conhecido no Brasil como hortelãzinho, é uma das espécies mais conhecidas do género Mentha. Da família Lamiaceae, é uma perene cespitosa de raízes rizomatosas que cresce bem em locais húmidos ou junto de cursos fluviais, onde pode ser encontrada selvagem entre gramíneas e outras plantas.
Os seus erectos talos quadrangulares, muito ramificados, podem chegar a medir entre 30 a 40 cm. As folhas são lanceoladas e ligeiramente dentadas, de cor entre os verdes médio e escuro. Dispõem-se opostamente ao longo dos talos. As diminutas flores rosadas nascem agrupadas em densas inflorescências globosas.
É de notar que o óleo essencial do poejo é venenoso, sendo especialmente perigoso para as grávidas pois pode causar o aborto. Nos cozinhados deve, pois, ser usado em moderação e evitado completamente pelas grávidas.


bookmark_borderO que é grão-de-bico

grão-de-bico | s. m.
grão·-de·-bi·co
nome masculino

1. [Botânica]   [Botânica]   Planta (Cicer arietinum) da família das leguminosas, cujas vagens pubescentes contêm uma semente comestível.

2. Semente dessa planta.

Sinónimo Sinônimo Geral: ERVANÇO, GRAVANÇOPlural: grãos-de-bico. Plural: grãos-de-bico.



grão-de-bico, no Brasil também chamado de gravanço, ervanço, ervilha-de-galinha ou ervilha-de-bengala ou grão-de-pato, é uma leguminosa da família das fabáceas, muito distribuída na Índia e no Mediterrâneo.
Tal como o chícharo e o feijão, o seu cultivo é muito difundido para consumo humano, consumindo-se geralmente cozido, ou após moagem fina, em preparados a partir da sua farinha.


bookmark_borderO que é oleandro

oleandro | s. m.
o·le·an·dro
(latim tardio *lorandrum, do latim rhododendros, -i )
nome masculino

[Botânica]   [Botânica]   Loendro.


substantivo masculino [Botânica] O mesmo que espirradeira, loendro.


O oleandro (Nerium oleander), também conhecido como loendro, loandro, aloendro, loandro-da-índia, alandro, loureiro-rosa, adelfa, espirradeira, cevadilha espirradeira ou flor-de-são-josé, é uma planta ornamental da família Apocynaceae, relativamente comum (inclusive em calçadas e vias públicas), porém extremamente tóxica.
É um arbusto grande, podendo ter por volta de 3 a 5 m de altura (embora haja uma variedade menor). Suas flores podem ser brancas, róseas ou vermelhas. As folhas são estreitas e longas, às vezes descritas como em formato de ponta de lança. É uma planta pouco exigente em no que respeita a temperatura e humidade.


bookmark_borderO que é alcachofra

alcachofra | s. f.
al·ca·cho·fra |ó| al·ca·cho·fra |ô|
(árabe al-kharxofâ )
nome feminino

1. [Botânica]   [Botânica]   Planta hortense da família das asteráceas, de flores espinhosas.

2. Capítulo floral dessa planta, usado na alimentação.

Sinónimo Sinônimo Geral: ALCACHOFA


substantivo feminino Planta hortense cuja volumosa inflorescência fornece, antes de se abrir, um receptáculo comestível, como a base das brácteas. (Família das compostas.).


Uma alcachofra (nome científico Cynara cardunculus subsp. scolymus, anteriormente designada por Cynara scolymus) é uma planta com até um metro de altura, da família das compostas, de caules estriados, folhas penatífidas e grandes capítulos florais.