bookmark_borderO que é inferência

inferência | s. f.
in·fe·rên·ci·a
(inferir + -ência )
substantivo feminino

1. Acto ou efeito de inferir.

2. Dedução, conclusão.


substantivo feminino Raciocínio concluído ou desenvolvido a partir de indícios: a dedução é um tipo de inferência.
Processo intelectual segundo o qual é possível chegar a uma conclusão a partir de premissas.
Raciocínio através do qual uma proposição é considerada verdadeira pela sua ligação com outras já tidas como verdadeiras; a proposição que se assume como sendo verdadeira.
Etimologia (origem da palavra inferência). Do latim interentia.ae.


Em Lógica, inferência ou ilação é operação intelectual mediante a qual se afirma a verdade de uma proposição em decorrência de sua ligação com outras proposições já reconhecidas como verdadeiras. Consiste, portanto, em derivar conclusões a partir de premissas conhecidas ou decididamente verdadeiras. A conclusão também é chamada de idiomática.


bookmark_borderO que é memória

memória | s. f. | s. f. pl. Será que queria dizer memoria?
me·mó·ri·a
(latim memoria, -ae )
nome feminino

1. Faculdade pela qual o espírito conserva ideias ou imagens, ou as readquire sem grande esforço.

2. Lembrança.

3. Monumento comemorativo.

4. Nome, fama (que sobrevive à pessoa ou ao facto ).

5. Recordação, presente.

6. Dissertação literária ou científica.

7. Anel (que se dá como lembrança).

8. Nota diplomática.

9. Memorial, renovamento de pedido.

10. [Galicismo]   [Galicismo]   Relatório.

11. [Informática]   [Informática]   Dispositivo de um computador ou sistema informático que permite o registo , a conservação e a restituição dos dados.
memóriasnome feminino plural

12. Escrito narrativo em que se compilam factos , anedotas, etc.

13. Autobiografia.

14. [Informal]   [Informal]   Cumprimentos.

de memória • De cor.

de toda a memória dos homens • De tempo imemorial.

fazer de memória • Nomear, citar.

fugir da memória • Esquecer.

memória auditiva • Faculdade de guardar e lembrar as recordações do que se ouviu (por oposição a memória visual).

memória de elefante • Grande capacidade de memorização, de reter tudo na memória. ≠ MEMÓRIA DE GALINHA, MEMÓRIA DE GALO, MEMÓRIA DE GRILO

memória de galinha • Baixa capacidade de memorização; memória fraca. ≠ MEMÓRIA DE ELEFANTE

memória de galo • O mesmo que memória de galinha.

memória de grilo • O mesmo que memória de galinha.

memória visual • Faculdade de guardar e lembrar as recordações do que se viu (por oposição a memória auditiva).


substantivo feminino Faculdade de reter ideias, sensações, impressões, adquiridas anteriormente.
Efeito da faculdade de lembrar; lembrança: não tenho memória disso!
Recordação que a posteridade guarda: memórias do passado.
Dissertação sobre assunto científico, artístico, literário, destinada a ser apresentada ao governo, a uma instituição cultural etc.
[Artes] Monumento dedicado a alguém ou em celebração de uma pessoa digna de lembrança; memorial.
Papel usado para anotar coisas que não se deve esquecer; lembrete.
Relato feito escrita ou oralmente sobre uma situação; narração.
[Jurídico] Documento com o qual alguém expõe a sua defesa ou pedido a ser anexado aos autos.
[Matemática] Dispositivo dos calculadores eletrônicos, que registra sinais, resultados parciais etc., que são consignados no momento oportuno para o fazer intervir no seguimento das operações: discos de memória.
[Informática] Unidade funcional que pode receber, conservar e restituir dados.
[Informática] Memória convencional, a que é armazenada segundo os padrões de um programa altamente abrangente.
substantivo feminino plural Memórias. Obra literária escrita por quem presenciou os acontecimentos que narra, ou neles tomou parte.
expressão De memória. Sem a ajuda de notas ou livros, só pela lembrança.
Em memória de. Em homenagem a alguém que já morreu.
[Informática] Memória secundária. Meio de armazenamento de dados e instruções não volátil (p. ex., disquetes), usado para que estes se preservem (p. ex., quando o computador é desligado).
Etimologia (origem da palavra memória). Do latim memoria.


A memória, além de ser formada por lembranças, esquecimentos e silêncio, também possui em sua constituição “[…] aquilo que ocorre ao espírito como resultado de experiências já vividas enquanto lembranças ou reminiscências.” (MEINERZ, 2008, p. 54). Diante disso, as experiências, para influenciarem a memória, nem sempre precisam ocupar o mesmo tempo e espaço do indivíduo; basta pertencer ao seu grupo de referência ou ser fator de identidade cultural.
A memória é a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar (evocar) informações disponíveis, seja internamente, no cérebro (memória biológica), seja externamente, em dispositivos artificiais (memória artificial). Também é o armazenamento de informações e fatos obtidos através de experiências ouvidas ou vividas. Focaliza coisas específicas, requer grande quantidade de energia mental e deteriora-se com a idade. É um processo que conecta pedaços de memória e conhecimentos a fim de gerar novas ideias, ajudando a tomar decisões diárias.
Os neurocientistas (psiquiatras, psicólogos e neurologistas) distinguem memória declarativa de memória não-declarativa. A memória declarativa, grosso modo, armazena o saber que algo se deu, e a memória não-declarativa o como isto se deu.
A memória declarativa, ou de curto prazo como o nome sugere, é aquela que pode ser declarada (fatos, nomes, acontecimentos, etc.) e é mais facilmente adquirida, mas também mais rapidamente esquecida. Para abranger os outros animais (que não falam e logo não declaram, mas obviamente lembram), essa memória também é chamada explícita. Memórias explicitas chegam ao nível consciente. Esse sistema de memória está associado com estruturas no lobo temporal medial (ex: hipocampo, amígdala).
Psicólogos distinguem dois tipos de memória declarativa, a memória episódica e a memória semântica. São instâncias da memória episódica as lembranças de acontecimentos específicos. São instâncias da memória semântica as lembranças de aspectos gerais.
Já a memória não-declarativa, também chamada de implícita ou procedural, inclui procedimentos motores (como andar de bicicleta, desenhar com precisão ou quando nos distraímos e vamos no “piloto automático” quando dirigimos). Essa memória depende dos gânglios basais (incluindo o corpo estriado) e não atinge o nível de consciência. Ela em geral requer mais tempo para ser adquirida, mas é bastante duradoura.
Memória, segundo diversos estudiosos, é a base do conhecimento. Como tal, deve ser trabalhada e estimulada. É através dela que damos significado ao cotidiano e acumulamos experiências para utilizar durante a vida.


bookmark_borderO que é percepção

percepção perceção percepção | s. f.
per·cep·ção |èç| per·ce·ção |èç| per·cep·ção |èpç|
(latim perceptio, -onis )
substantivo feminino

1. Acto ou efeito de perceber.

2. Recepção .

3. Cobrança.

percepção subliminal • [Psicologia]   • [Psicologia]   O mesmo que percepção subliminar.

percepção subliminar • [Psicologia]   • [Psicologia]   Percepção de um objecto no limite do seu reconhecimento pelo indivíduo, em face do afastamento, do esclarecimento, etc.
• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: perceção. • Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990:percepção.
• Grafia no Brasil: percepção. • Grafia em Portugal:perceção.


substantivo feminino Ação ou efeito de perceber, de compreender o sentido de algo por meio das sensações ou da inteligência: percepção do sofrimento, do clima.
Juízo consciencioso acerca de algo ou alguém: é necessário entender a percepção do certo e do errado.
[Por Extensão] Intuição geralmente de teor moral: percepção do bem e do mal.
[Por Extensão] Avaliação sobre coisas ou seres a partir de um julgamento ou opinião.
Etimologia (origem da palavra percepção). Do latim perceptio.onis, “compreensão”.


Percepção (AO 1990: percepção ou perceção) é, em psicologia, neurociência e ciências cognitivas, a função cerebral que atribui significado a estímulos sensoriais, a partir de histórico de vivências passadas (memórias). Através da percepção um indivíduo organiza e interpreta as suas impressões sensoriais para atribuir significado ao seu meio. Consiste na aquisição, interpretação, seleção e organização das informações obtidas pelos sentidos. A percepção pode ser estudada do ponto de vista estritamente biológico ou fisiológico, envolvendo estímulos elétricos evocados pelos estímulos nos órgãos dos sentidos. Do ponto de vista psicológico ou cognitivo, a percepção envolve também os processos mentais, a memória e outros aspectos que podem influenciar na interpretação dos dados percebidos.