bookmark_borderO que é cogumelo

cogumelo | s. m.
co·gu·me·lo |é| co·gu·me·lo |é|
(latim *cucumellum, diminutivo de cucuma, -ae, caldeirão, banheira pequena para uso privado )
substantivo masculino

1. [Biologia]   [Biologia]   Designação dada às frutificações de alguns fungos basidiomicetes e ascomicetes, muitas das quais são comestíveis e algumas venenosas.

cogumelo mágico • [Informal]   • [Informal]   Fungo que tem substâncias que agem sobre o sistema nervoso central, alterando as funções cerebrais, o comportamento, a percepção .


substantivo masculino Vegetal sem flores e sem clorofila, do qual existem várias espécies, e que prefere os lugares frios e úmidos.
Fungo.
Nome vulgar dos cogumelos do gênero agárico.
[Figurado] Diz-se das coisas que surgem rapidamente e em grande número.
Crescer como cogumelo, crescer rapidamente. O ramo dos cogumelos reúne formas microscópicas, como o mofo, e espécies de grande talhe, algumas apresentando frutificação em forma de chapéu encimando um pé ou talo. Há modalidades comestíveis, algumas tóxicas e até mesmo mortais. Fazem parte dos talófitos e subdividem-se em mixomicetes, sifomicetes, ascomicetes e basidiomicetes. Há espécies parasitas que determinam doenças criptogâmicas. Há apaixonados pela talatofitofagia.


Cogumelo é o nome comum dado às frutificações de alguns fungos dos filos Basidiomycota e Ascomycota, pertencentes ao Reino Fungi.
Possuem corpo frutífero composto por uma base. Estes organismos fazem reprodução sexuada pela junção de hifas. São seres vivos que contêm uma ampla variedade de formas, cores e tamanhos.


bookmark_borderO que é quitina

quitina | s. f.
qui·ti·na
(grego khitón, -onos, túnica + -ina )
substantivo feminino

[Bioquímica]   [Bioquímica]   Substância orgânica córnea que faz parte do exoesqueleto de alguns artrópodes e da parede celular dos fungos.


substantivo feminino Substância córnea que faz parte do esqueleto externo dos artrópodes (crustáceos, aracnídeos, quilópodes, diplópodes e insetos) e da parede celular de alguns fungos.
[Bioquímica] Substancia largamente utilizada na industria farmacêutica cuja desacetilação serve de base para a fabricação de medicamentos para emagrecer.
Etimologia (origem da palavra quitina). Quito + ina.


A quitina é um polissacarídeo constituído por um polímero de cadeia longa de N-acetilglicosamina. Insolúvel em água e córneo, é o precursor direto da quitosana. Ocorre naturalmente em diversos organismos, sendo o principal componente da parede celular dos fungos e do exoesqueleto dos artrópodes. Está presente também na rádula dos moluscos, no bico dos cefalópodes e na concha dos foraminíferos.
Foi descoberta em cogumelos pelo professor francês Henri Braconnot, em 1811, recebendo então a denominação inicial de fungina. O nome quitina foi dado por Odier, em 1823, quando esta foi isolada de insetos. Somente em 1843, Payen descobriu que a quitina continha nitrogênio em sua estrutura, a qual é semelhante à fibra vegetal denominada celulose. A diferença estrutural entre as duas fibras se deve aos grupos hidroxila localizados na posição 2, que na quitina foram substituídos por grupos acetamino. É a mais abundante fibra de ocorrência natural depois da celulose.
A quitina poderá substituir futuramente os produtos que empregam plásticos, pois os plásticos tem uma meia-vida muito longa (acima de 300 anos), ao contrário da quitina que é biodegradável, além de apresentar a possibilidade de ser empregado na construção civil como material de extrema resistência à pressão. Até ao momento não foi possível a síntese industrial (in vitro) somente a síntese em laboratório (in vivo).
Não deve ser confundida com a queratina, que é uma proteína.


bookmark_borderO que é antifúngico

antifúngico | adj. s. m.
an·ti·fún·gi·co
(anti- + fúngico )
adjectivo e substantivo masculino adjetivo e substantivo masculino

O mesmo que fungicida.


adjetivo, substantivo masculino Que age contra as infecções provocadas pelos fungos; antimicótico.
Etimologia (origem da palavra antifúngico). Medicamento.


Um antifúngico ou antimicótico é uma medicação fungicida ou fungistático farmacêutica utilizada para tratar e prevenir micoses como pé de atleta, dermatofitoses, candidíase, infecções sistémicas como meningite por Cryptococcus spp e outros. Tais drogas são obtidas normalmente através de prescrição médica, mas algumas estão disponíveis como medicamentos de venda livre.


bookmark_borderO que é fúngico

fúngico | adj.
fún·gi·co
(fungo + -ico )
adjectivo adjetivo

1. Relativo a ou causado por fungo (ex.: infecção fúngica).

2. Diz-se de um ácido extraído de certos cogumelos.


adjetivo Que se refere a fungo, parasita que se alimenta por absorção.
Construído ou produzido pela ação de fungos: infecção fúngica.
[Antigo] Diz-se do ácido extraído de certos cogumelos.
Etimologia (origem da palavra fúngico). Fungo + ico.

bookmark_borderO que é bolor

bolor | s. m.
bo·lor |ô| ou |ó| bo·lor |ô| ou |ó|
(latim pallor, -oris, palidez )
substantivo masculino

1. Designação comum a várias espécies de fungos que se desenvolvem em ambientes com matéria orgânica húmida. = MOFO

2. Cheiro característico de coisas ou lugares húmidos ou sem arejamento. = BAFIO, MOFO

3. [Figurado]   [Figurado]   Velhice, decadência.
Ver também dúvida linguística: pronúncia de bolor.


substantivo masculino Designação comum de fungos que vivem de matérias orgânicas por eles decompostas; mofo, muco.
Bafio.
[Figurado] Decadência; velhice.


O bolor ou mofo é uma designação comum dada a fungos filamentosos que não formam estruturas semelhantes a cogumelos. Eles vivem principalmente em lugares úmidos e escuros.Bolores crescem sobre pão velho, frutas podres, couro, madeira, papel e muitos outros materiais.
Certos tipos de bolores podem causar mal à saúde humana. No entanto, algumas espécies desses fungos são benéficas, sendo muito utilizadas na produção de queijos, como o gorgonzola, e em medicamentos, como a penicilina. O gênero do bolor preto do pão é Rhizopus. Ele é formado por vários fungos que se alimentam dela. Esse tipo de transformação química recebe o nome de decomposição.


bookmark_borderO que é levedura

levedura | s. f.
le·ve·du·ra
substantivo feminino

Fermento.


substantivo feminino Aspecto comum aos fungos da família das sacaromicetáceas, responsáveis pela fermentação, sendo algumas de suas espécimes usadas na produção de bebidas alcoólicas, na fermentação da massa de pão; levedo, lêvedo.
Agente que produz a fermentação de uma substância; fermento.
Etimologia (origem da palavra levedura). Levedo + ura.


As leveduras são organismos unicelulares microscópicos, classificados no reino dos fungos, tal como os bolores e os cogumelos. São muito diversas entre si, podendo ser classificadas com base em características distintivas como a morfologia das colónias e a fisiologia das células. As leveduras podem ser classificadas em dois filos – Ascomycota ou fungos sac, e Basidiomycota ou fungos superiores. As leveduras de gemulação, frequentemente usadas pelo homem na indústria alimentar, são conhecidas como “leveduras verdadeiras” e são classificadas no filo Ascomycota, na ordem Saccharomycetales.
A espécie mais comum é Saccharomyces cerevisiae, conhecida vulgarmente como levedura de padeiro ou da cerveja. Isto deve-se ao seu papel milenar na produção de pão e bebidas alcoólicas, devido à sua capacidade de realizar fermentação alcoólica, sintetizando etanol e dióxido de carbono, através do consumo de açúcares. O etanol é o álcool presente nas bebidas alcoólicas fermentadas, e o dióxido de carbono é o responsável pela gaseificação da cerveja e pela expansão da massa do pão. A produção de dióxido de carbono que faz levedar a massa do pão foi a razão do nome destes organismos, dado que a etimologia da palavra levedura tem origem no termo latino levare, que significa crescer ou fazer crescer.


bookmark_borderO que é cândida

cândida | s. f. fem. sing. de cândido
cân·di·da
(latim científico Candida )
substantivo feminino

[Biologia]   [Biologia]   Designação comum aos fungos do género Candida, que causam micoses nos seres humanos.
cân·di·do cân·di·do
adjectivo adjetivo

1. Alvo.

2. [Figurado]   [Figurado]   Ingénuo , puro, inocente.substantivo masculino

3. Indivíduo ridiculamente ingénuo .


substantivo feminino Designação comum atribuída aos fungos ascomicetos do gênero Candida, conhecidos por causarem micoses, vaginite, candidíase, afta, sapinho; monília.
[Popular] Nome comum da cachaça; aguardente de cana.
Etimologia (origem da palavra cândida). Do latim Candida.
adjetivo Excessivamente branco: parede cândida.
[Figurado] Que demonstra pureza, inocência, candura: alma cândida.
Etimologia (origem da palavra cândida). Feminino de cândido.


Cândida ou Candida pode referir-se a:


bookmark_borderO que é micose

micose | s. f.
mi·co·se |ó| mi·co·se |ó|
(mico- + -ose )
substantivo feminino

Afecção provocada por fungos parasitas.


substantivo feminino Afecção provocada por cogumelos parasitos. (As micoses atingem a pele, dobras cutâneas, dedos do pé, unhas, assim como numerosas vísceras.).


Micose é o nome genérico dado a várias infecções causadas por fungos. Existem cerca de 230 mil tipos de fungos, mas apenas, aproximadamente, 100 tipos que causam infecção.
Visto que os fungos estão em toda a parte, é inevitável a exposição a eles.[carece de fontes?] Em condições favoráveis (como ambientes com muita humidade e calor excessivo), os fungos reproduzem-se e podem dar origem a um processo infeccioso que, dependendo do fungo ou da região afectada, pode ser superficial ou profundo.[carece de fontes?]


bookmark_borderO que é candidíase

candidíase | s. f.
can·di·dí·a·se
(cândida + -íase )
substantivo feminino

[Medicina]   [Medicina]   Infecção aguda ou subaguda causada por fungos do género Candida albicans. = CANDIDOSE


substantivo feminino [Medicina] Infecção ocasionada por fungos do gênero Candida, podendo aparecer na vagina, boca ou em outras partes do corpo; monilíase.
Etimologia (origem da palavra candidíase). Do latim Candida + íase.


Candidíase é uma infecção fúngica causada por qualquer tipo do fungo Candida. Quando a doença afeta a boca é denominada candidíase oral. O sintoma mais evidente de candidíase oral são manchas brancas na língua ou em outras partes da boca e da garganta. A boca pode também apresentar-se dolorida e haver dificuldade em engolir. Quando a doença afeta a vagina é denominada candidíase vaginal. Entre os sinais e sintomas da candidíase vaginal estão prurido e irritação vaginais e, por vezes, um corrimento vaginal branco semelhante a queijo fresco. Ainda que de forma menos comum, o pénis pode também ser afetado causando prurido. Muito raramente a infeção pode tornar-se invasiva e espalhar-se por todo o corpo, causando febre e outros sintomas que dependem das partes do corpo afetadas.A doença pode ser causada por mais de vinte tipos de fungos do género Candida, um tipo de levedura, dos quais a Candida albicans é o mais comum. As infeções da boca são mais comuns entre crianças com menos de um mês de idade, idosos e pessoas com debilidade imunitária. Entre as condições que causam esta debilidade estão a SIDA, os medicamentos usados em transplante de órgãos, diabetes e o uso de corticosteroides. Entre outros fatores de risco estão o uso de próteses dentárias e o uso de antibióticos. As infeções vaginais ocorrem com maior frequência durante a gravidez, em pessoas com debilidades imunitárias e que se encontram a tomar antibióticos. Os fatores de risco para que a infeção se espalhe pelo corpo incluem estar presente numa unidade de cuidados intensivos, o período pós-cirurgia, recém-nascidos com pouco peso e pessoas com sistema imunitário debilitado.Entre as medidas para prevenir infeções estão a lavagem da boca com gluconato de clorexidina em pessoas com debilidade imunitária, e a lavagem da boca após a inalação de esteroides. Há poucas evidências que apoiem o uso de probióticos, tanto na prevenção como no tratamento, mesmo entre pessoas com infeções vaginais frequentes. No caso de infeções da boca, o tratamento com nistatina ou clotrimazol de aplicação tópica é geralmente eficaz. No caso destes medicamentos não resultarem, pode ser usado fluconazol, itraconazol ou anfotericina B de administração oral ou intravenosa. No caso das infeções vaginais, podem ser usados diversos antifúngicos de aplicação tópica, entre os quais clotrimazol. Em pessoas em que a doença se espalhou pelo corpo, podem ser usadas equinocandinas como a caspofungina ou a micafungina. Em alternativa, pode ser administrada anfotericina B por via injetável ao longo de algumas semanas. Em alguns grupos de risco muito elevado podem ser usados antifúngicos como medida de prevenção.Cerca de 6% dos recém-nascidos com menos de um mês de idade apresentam infeções da boca. Cerca de 20% das pessoas em tratamentos de quimioterapia para o cancro e 20% das pessoas com SIDA também desenvolvem a doença. Cerca de três quartos da mulheres apresentam pelo menos uma infeção por leveduras em determinado momento da vida. A doença disseminada pelo corpo é rara, exceto em grupos de maior risco.


bookmark_borderO que é pneumonia

pneumonia | s. f.
pneu·mo·ni·a
(grego pneumonía, -as )
substantivo feminino

1. [Medicina]   [Medicina]   Inflamação do pulmão por germes infecciosos, geralmente produzida por um micróbio específico, o pneumococo. = PULMONIA

pneumonia atípica grave • [Medicina]   • [Medicina]   Doença infecciosa grave que atinge os pulmões, causada por um coronavírus, cujos sintomas podem incluir febre alta, tosse, falta de ar, entre outros, e que pode assumir características epidémicas . = SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE


substantivo feminino [Medicina] Inflamação dos pulmões, ocasionada pela ação de bactéria(s) ou vírus; pneumonite.
Etimologia (origem da palavra pneumonia). Do grego pneumonía.as/ pelo latim pneumonia.


Pneumonia é uma inflamação dos pulmões que afeta sobretudo os pequenos sacos aéreos denominados alvéolos pulmonares. Os sintomas mais comuns são tosse seca ou produtiva, dor no peito, febre e dificuldade em respirar, com dor aguda durante inspirações profundas. A gravidade dos sintomas é variável. A pneumonia pode ser classificada em hospitalar ou comunitária, em função do local onde foi adquirida.A pneumonia geralmente tem origem numa infeção do trato respiratório superior que se desloca para o trato inferior. A causa é geralmente uma infeção com vírus ou bactérias. Entre outras possíveis causas, menos comuns, estão fungos e parasitas, e causas não infecciosas como alguns medicamentos e doenças autoimunes. Entre os fatores de risco estão outras doenças pulmonares como a fibrose cística, doença pulmonar obstrutiva crónica e asma, diabetes, insuficiência cardíaca, antecedentes de tabagismo, sistema imunitário debilitado ou comprometimento da capacidade de tossir, como acontece na sequência de um acidente vascular cerebral. O diagnóstico é suspeito com base nos sintomas e num exame físico, podendo ser confirmado por radiografia torácica, análises ao sangue ou cultura microbiológica do muco.Estão disponíveis vacinas para prevenir alguns tipos de pneumonia, como a vacina contra pneumococo. Entre outros métodos de prevenção estão lavar as mãos com frequência e não fumar. O tratamento depende da causa subjacente. A pneumonia bacteriana é tratada com antibióticos. Na maior parte dos casos, antibióticos por via oral, repouso, analgésicos simples e ingestão de líquidos são geralmente suficientes para a resolução completa da doença. No entanto, os casos graves de pneumonia geralmente requerem hospitalização. Quando os níveis de oxigénio são baixos pode ser necessária oxigenoterapia.A pneumonia afeta todos os anos 450 milhões de pessoas em todo o mundo (7% da população) e é a causa de 4 milhões de mortes anuais. No início do século XX a pneumonia era uma das principais causas de morte e invalidez, com taxas de mortalidade próximas dos 30%. Com a introdução de antibióticos e vacinas, a mortalidade em países desenvolvidos diminuiu acentuadamente. No entanto, em países em vias de desenvolvimento e entre pessoas de idade avançada, recém-nascidos e em doentes crónicos, a pneumonia continua a ser uma das principais causas de morte.