bookmark_borderO que é linfoma

linfoma | s. m.
lin·fo·ma |ô| lin·fo·ma |ô|
(linfo- + -oma )
substantivo masculino

[Medicina]   [Medicina]   Tumor das glândulas linfáticas.


substantivo masculino Tumor, geralmente maligno, caracterizado pela multiplicação dos tecidos linfáticos; câncer ou doença dos linfócitos; linfoma de Hodgkin.
Etimologia (origem da palavra linfoma). Linfo + oma.


Linfoma é um grupo de tumores de células sanguíneas que se desenvolvem a partir das células linfáticas. Geralmente, o termo refere-se apenas aos tumores cancerosos. Os sinais e sintomas mais comuns são o aumento de volume dos gânglios linfáticos, febre, suores abundantes, perda de peso não intencional, prurido e fadiga. Os gânglios linfáticos aumentados são geralmente indolores. Os suores são mais comuns durante a noite.Existem dezenas de subtipos de linfomas. As duas principais categorias de linfomas são os linfomas de Hodgkin (LH) e os linfomas não-Hodgkin (LNH). A Organização Mundial de Saúde (OMS) inclui duas outras categorias como tipos de linfoma: o mieloma múltiplo e as doenças imunoproliferativas. Cerca de 90% dos linfomas são linfomas não-Hodgkin. Os linfomas e as leucemias fazem parte de um grupo alargado de doenças denominado tumores dos tecidos hematopoético e linfoide.Entre os fatores de risco para o linfoma de Hodgkin estão a infeção com o vírus Epstein-Barr e historial da doença na família. Entre os fatores de risco para os tipos comuns de linfoma não-Hodgkin estão a presença de doenças autoimunes, SIDA, infeção com vírus T-linfotrópico humano, medicamentos imunossupressores e alguns pesticidas. Consumo excessivo e habitual de carne vermelha ou carne processada também pode aumentar o risco. No caso de haver gânglios linfáticos aumentados, o diagnóstico é feito mediante biópsia aos gânglios linfáticos. Podem também ser realizadas análises ao sangue e à urina e exames à medula óssea. A imagiologia médica ajuda a determinar se o cancro se espalhou. O linfoma espalha-se com maior frequência para os pulmões, fígado ou cérebro.
O tratamento pode consistir em uma ou mais das seguintes intervenções: quimioterapia, radioterapia, terapia dirigida e cirurgia. Em alguns linfomas não-Hodgkin, o aumento da quantidade de proteínas produzidas pelas células do linfoma faz com que o sangue se torne de tal forma espesso que é necessária a realização de plasmaferese para remover as proteínas. Em determinados tipos pode ser apropriada a espera vigilante. O prognóstico depende do subtipo. Alguns são curáveis e o tratamento prolonga a sobrevivência na maior parte. A taxa de sobrevivência a cinco anos para os subtipos de linfomas de Hodgkin é de 85%, enquanto para os linfomas não-Hodgkin é de 69%. Em 2012 registaram-se 560 000 novos casos de linfomas e 305 000 mortes pela doença. Os linfomas correspondem a 3–4% de todos os cancros, sendo em conjunto a sétima forma mais comum da doença. Em crianças são o terceiro cancro mais comum. A prevalência da doença é maior em países desenvolvidos.


bookmark_borderO que é antitrombina

Palavra não encontrada. Se procurava uma das palavras seguintes, clique nela para consultar a sua definição. antirrotina antitaurina antitérmica anfidrómica anfidrômica (norma brasileira) antiatômica (norma brasileira) anticomania (norma brasileira) antidrômica (norma brasileira) antinomiana (norma brasileira) antirrábica (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico e norma brasileira, na grafia pós-Acordo Ortográfico) antitrombose (norma brasileira)
Caso a palavra que procura não seja nenhuma das apresentadas acima, sugira-nos a sua inclusão no dicionário.


substantivo feminino [Medicina] Substância no plasma sanguíneo, que neutraliza a ação da trombina, impedindo assim a coagulação do sangue.
Etimologia (origem da palavra antitrombina). Anti + trombina.


Antitrombina (ou antitrombina III, abreviada como AT-III) é uma pequena molécula que desativa várias enzimas da coagulação, é um inibidor da coagulação agindo neutralizando a trombina. É uma glicoproteína formada por uma cadeia de 432 aminoácidos com um peso molecular de 58 kDa (kilodaltons) produzida no fígado.


bookmark_borderO que é porfiria

porfiria | s. f.
por·fi·ri·a
(grego porfúra, -as, púrpura + -ia )
nome feminino

[Medicina]   [Medicina]   Doença hereditária causada por uma anomalia no metabolismo das porfirinas.


substantivo feminino [Medicina] Transtorno do metabolismo das porfirinas.
Etimologia (origem da palavra porfiria). Porfirina + ia.


Porfirias (do grego πορφύρα, púrpura) são um grupo de distúrbios herdados ou adquiridos que envolvem certas enzimas participantes do processo de síntese do heme. Esses distúrbios manifestam-se através de problemas na pele e/ou com complicações neurológicas. Existem diferentes tipos de porfirias, atualmente sendo classificadas de acordo com suas deficiências enzimáticas específicas no processo de síntese do heme.
As primeiras descrições da porfiria são atribuídas a Hipócrates, mas a doença só foi explicada bioquimicamente por Felix Hoppe-Seyler em 1874, e as porfirias agudas foram descritas pelo médico neerlandês Barend Joseph Stokvis em 1889.


bookmark_borderO que é hemograma

hemograma | s. m.
he·mo·gra·ma
(hemo- + -grama )
nome masculino

[Medicina]   [Medicina]   Análise laboratorial dos elementos do sangue.


substantivo masculino Exame detalhado feito no sangue com o intuito de analisar ou medir os aspectos de seus elementos, geralmente para diagnosticar determinadas doenças: hemograma completo.
[Por Extensão] O registro das taxas desses elementos, contendo os valores dessas medições.
Etimologia (origem da palavra hemograma). Hemo + grama.


Hemograma é um exame que avalia as células sanguíneas de um paciente, ou seja, as da série branca e vermelha, contagem de plaquetas, reticulócitos e índices hematológicos. O exame é requerido pelo profissional de saúde para diagnosticar ou controlar a evolução de uma doença. Um hemograma é constituído pela contagem das células brancas (leucócitos), células vermelhas (hemácias), hemoglobina (Hb), hematócrito (Ht), índices das células vermelhas, e contagem de plaquetas. Hemograma Completo consiste do hemograma mais a contagem diferencial dos leucócitos.As células circulantes no sangue são divididas em três tipos: células vermelhas (hemácias ou eritrócitos), células brancas (ou leucócitos) e plaquetas (ou trombócitos).


bookmark_borderO que é anemia

anemia | s. f.
a·ne·mi·a
(grego anaimía, falta de sangue )
substantivo feminino

1. [Medicina]   [Medicina]   Diminuição dos glóbulos vermelhos do sangue.

2. [Medicina]   [Medicina]   Estado causado por essa diminuição.

3. Debilidade ou fraqueza. ≠ FORÇA, PUJANÇA, VIGOR
Ver também dúvida linguística: alcoolemia / alcoolémia.


substantivo feminino Redução anormal do teor de hemoglobina ou do volume dos glóbulos vermelhos presentes no sangue.
[Figurado] Fraqueza; estado ou condição de fraco, abatido; sem força e vigor.
Etimologia (origem da palavra anemia). Do grego anaimía.as; pelo latim anemia.


Anemia é a diminuição da quantidade de glóbulos vermelhos ou de hemoglobina no sangue. Pode também ser definida como a diminuição da capacidade do sangue em transportar oxigénio. Quando a anemia é de aparecimento lento, os sintomas são muitas vezes vagos e podem incluir fadiga, cansaço, falta de ar ou diminuição da capacidade de realizar exercício físico. Quando é de aparecimento rápido os sintomas são mais evidentes, incluindo estado de confusão, sensação de desfalecimento, perda de consciência ou aumento da sede. Só quando a progressão da doença é significativa é que a palidez se torna evidente. Os restantes sintomas dependem da causa subjacente à anemia.Existem três tipos principais de anemia: a que é causada por perda de sangue, a que é devida à diminuição da produção de glóbulos vermelhos e a que é devida ao aumento da destruição de glóbulos vermelhos. Entre as causas mais comuns para a perda de sangue estão o trauma físico e a hemorragia gastrointestinal. Entre as causas da diminuição de produção estão a deficiência de ferro, deficiência de vitamina B12, talassemia e diversas neoplasias da medula espinal. Entre as causas do aumento da destruição de glóbulos vermelhos estão uma série de condições genéticas como a anemia falciforme, infeções como a malária e algumas doenças autoimunes. A anemia pode também ser classificada com base no tamanho dos glóbulos vermelhos e na quantidade de hemoglobina em cada célula. Quando as células são pequenas, trata-se de anemia microcítica, quando são de tamanho normal trata-se de anemia normocítica e quando são grandes trata-se de anemia macrocítica. Em homens, o diagnóstico tem por base a contagem de hemoglobina no sangue inferior a 130 – 140 g/L (13 a 14 g/dL), enquanto em mulheres deve ser inferior a 120 – 130 g/L (12 a 13 g/dL). Para determinar a causa é necessária a realização de mais exames.A alguns grupos de pessoas, como as grávidas, são recomendados suplementos de ferro para prevenir anemia. Não é recomendado o uso de suplementos alimentares sem determinar primeiro a causa específica de anemia. O uso de transfusões de sangue tem por base a manifestação de sinais e sintomas. Não são recomendados em pessoas sem sintomas, a não ser que o nível de hemoglobina seja inferior a 60 – 80 g/L (6 a 8 g/dL). Estas recomendações aplicam-se também a algumas pessoas com hemorragias agudas Os agentes estimuladores da eritropoiese só são recomendados para pessoas com anemia grave.A anemia é o distúrbio do sangue mais comum, afetando cerca de um quarto das pessoas em todo o mundo. A anemia por deficiência de ferro afeta cerca de mil milhões de pessoas e foi a causa de 183 000 mortes em 2013, uma diminuição em relação às 213 000 em 1990. É mais comum em mulheres do que em homens, entre as crianças, durante a gravidez e nos idosos. A anemia diminui a capacidade de trabalho e produtividade das pessoas afetadas. O nome tem origem no grego antigo anaimia, que significa “falta de sangue”.


bookmark_borderO que é anemia falciforme

substantivo feminino [Medicina] Doença genética e hereditária, caracterizada por uma alteração nos glóbulos vermelhos, que perdem o formato arredondado, tomam a forma de uma foice e endurecem, o que dificulta a irrigação e oxigenação de tecidos.


Anemia drepanocítica, drepanocitose ou anemia falciforme (do latim falci-, foice e -forme, formato de) é uma doença hematológica hereditária monogénica, caracterizada pela produção anormal de hemoglobinas, entre as quais a mais comum é a forma HbS (de Sickle, foice), que sob determinadas condições de desoxigenação, polimeriza, deformando as hemácias, que assumem uma forma semelhante a foices, causando deficiência no transporte de oxigénio e gás carbónico e outras complicações, nos indivíduos acometidos pela doença. Por esse motivo, a anemia drepanocítica é também conhecida por anemia falciforme. Do ponto de vista patogenético, está classificada entre as anemias por “defeito da síntese de hemoglobina”, a proteína que transporta oxigénio presente nos glóbulos vermelhos, embora a anemia seja em parte determinada pela hemólise esplénica. Os sintomas geralmente começam a aparecer entre os 5 e 6 meses de idade. Podem desenvolver-se vários problemas de saúde, tais como crises de dor, anemia, infecções bacterianas e acidentes vasculares cerebrais. Podem desenvolver-se dores crónicas à medida que a pessoa envelhece. A esperança média de vida nos países desenvolvidos varia entre os 40 e 60 anos.A anemia falciforme ocorre quando a pessoa herda duas cópias anormais do gene de hemoglobina, um de cada progenitor. Existem vários subtipos, dependendo da mutação exacta em cada gene de hemoglobina. Um ataque pode configurar-se por mudanças de temperaturas, stress ou desidratação em sítios de elevada altitude. Uma pessoa com uma só cópia anómala normalmente não apresenta sintomas e diz-se que possui um traço drepanocítico ou falcémico. Estas pessoas são também referidas como portadoras da doença. O diagnóstico é feito por um exame de sangue e alguns países examinam todos os bebés quando nascem. O diagnóstico pode também ser feito durante a gravidez.O tratamento da pessoa com anemia falciforme pode incluir a prevenção a infecções através da vacinação e uso de antibióticos, uma elevada ingestão de líquidos, a suplementação de ácido fólico e fármacos analgésicos. Outras medidas podem incluir a transfusão de sangue e a prescrição de hidroxicarbamida (hidroxiureia). Um reduzido percentual de pessoas pode ser curado mediante um transplante de células da medula óssea.Em 2013, cerca de 3,2 milhões de pessoas sofriam de anemia drepanocítica, enquanto mais de 43 milhões apresentavam traço falciforme. Considera-se que cerca de 80% dos casos de anemia falciforme ocorram na África subsariana. É relativamente comum em algumas partes da Índia, da península arábica e entre pessoas de origem africana que vivem noutras parte do mundo. No mesmo ano, a anemia falciforme provocou 176.000 mortes, acima das 113.000 mortes registadas em 1990. A primeira descrição médica da doença foi realizada pelo médico norte-americano James B. Herrick, em 1910. Em 1949, E. A. Beet e J. V. Neel determinaram a origem genética. Em 1954 foi descrito o efeito protector contra a malária do traço falciforme.


bookmark_borderO que é trombose

trombose | s. f.
trom·bo·se |ó| trom·bo·se |ó|
(grego thrómbosis, -eos, coagulação )
nome feminino

[Medicina]   [Medicina]   Formação de coágulos de sangue num vaso sanguíneo , em vida do paciente.


substantivo feminino [Medicina] Coagulação do sangue no aparelho circulatório de um organismo vivo.


Trombose é a formação de um trombo no interior do coração ou de um vaso sanguíneo num indivíduo vivo. Tromboembolia seria o termo usado para descrever tanto a trombose quanto sua complicação que seria o embolismo. Já os coágulos sanguíneos ocorrem, num indivíduo vivo, fora do sistema cardiovascular ou, num indivíduo morto dentro dos vasos e no coração.
Às vezes pode ocorrer em uma veia situada na superfície do corpo, logo abaixo da pele. Nesse caso é chamada de tromboflebite superficial ou simplesmente tromboflebite ou flebite.


bookmark_borderO que é fator Rh

substantivo masculino [Fisiologia] Antígeno que algumas pessoas possuem no sangue e que recebem, por isso, a classificação de “Rh positivo”. Os indivíduos que não possuem o antígeno recebem a classificação “Rh negativo”. Em conjunto com a identificação dos antígenos pertencentes ao sistema ABO, o fator Rh determina o tipo sanguíneo de uma pessoa.


O fator Rh (AO 1945: factor Rh) é um dos dois grupos de antígenos eritrocitários de maior importância clínica, estando envolvido nas reações transfusionais hemolíticas e na Doença Hemolítica do Recém-Nascido (DHRN ou Eritroblastose fetal). Sua determinação, juntamente com a dos antígenos pertencentes ao sistema ABO, no procedimento laboratorial denominado Tipagem sanguínea (ABO e Rh) — ou simplesmente tipagem sanguínea — é obrigatória antes de qualquer transfusão sanguínea.


bookmark_borderO que é equimose

equimose | s. f.
e·qui·mo·se |ó| e·qui·mo·se |ó|
nome feminino

Nódoa proveniente do sangue extravasado sob a pele.


substantivo feminino Nódoa formada na pele por extravasão de sangue resultante de contusão, e cuja cor passa do vermelho ao azulado e finalmente ao amarelado.


Equimose (do grego ἐκχύμωσις [ekchymōsis], extravasamento de fluído orgânico) é um sangramento no tecido subcutâneo, com diâmetro maior que 1cm, originado da ruptura de um ou mais capilares sanguíneos.


bookmark_borderO que é hematologia

hematologia | s. f.
he·ma·to·lo·gi·a
(hemato- + -logia )
nome feminino

[Medicina]   [Medicina]   Parte da Medicina que estuda o sangue.


substantivo feminino Ciência que estuda a estrutura histológica, a composição química e as propriedades físicas do sangue.
Parte da medicina que se ocupa das doenças do sangue e dos órgãos hematopoéticos.
Os médicos que se especializam nessa ciência e realizam exames de sangue são chamados hematalogistas. Os hematologistas tratam pacientes que têm doenças do sangue e distúrbios dos tecidos e órgãos que produzem o sangue.


Hematologia é o ramo da biologia e especialidade clínica que estuda o sangue dos demais animais com sistema circulatório fechado. A palavra é composta pelos radicais gregos: Haima (de haimatos), “sangue” e lógos, “estudo, tratado, discurso”.A hematologia estuda, principalmente, os elementos figurados do sangue: hemácias (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas.
Estuda, também, a produção desses elementos e os órgãos onde eles são produzidos (órgãos hematopoiéticos): medula óssea, baço e linfonodos.
Além de estudar o estado de normalidade dos elementos sanguíneos e dos órgãos hematopoiéticos, estuda as doenças a eles relacionadas.