bookmark_borderO que é imaginação

imaginação | s. f. derivação fem. sing. de imaginar
i·ma·gi·na·ção
substantivo feminino

1. Faculdade com que o espírito cria imagens, representações, fantasias.

2. Falsa ideia proveniente de um juízo erróneo ou de uma apreciação irreflectida .

3. Suposição; cisma.
i·ma·gi·nar i·ma·gi·nar – Conjugar
(latim imaginor, -ari, imaginar, sonhar )
verbo transitivo

1. Representar no espírito.

2. Idear.

3. Cuidar, pensar.

4. Conjecturar ; cismar.verbo pronominal

5. Julgar-se, supor-se.


substantivo feminino Faculdade de representar objetos pelo pensamento: ter uma imaginação viva.
Faculdade de inventar, criar, conceber: artista de muita imaginação.
Opinião sem fundamento, absurda: isso é pura imaginação.
Resultado da faculdade de imaginar.
Ação ou efeito de criar uma obra artística.
Habilidade para criar imagens novas e originais a partir do nada.
Crença sem fundamento; crendice, supestição.
Percepção equivocada, que engana; mentira, ilusão.
Etimologia (origem da palavra imaginação). Do latim imaginatio.onis.


Imaginação é uma capacidade mental que permite a representação de objetos segundo aquelas qualidades dos mesmos que são dadas à mente através dos sentidos – segundo a concepção sartriana apresentada em sua obra O imaginário: psicologia fenomenológica da imaginação. Em filosofia, tais qualidades são chamadas de qualidades secundárias quando a ereção do subconsciente pronuncia-se à da consciência.


bookmark_borderO que é hipótese

hipótese | s. f.
hi·pó·te·se
substantivo feminino

1. Suposição do que é possível (para do facto se tirar uma conclusão).

2. Teoria não demonstrada mas provável; suposição.


substantivo feminino Possibilidade considerada válida antes de sua confirmação; suposição.
Proposição admitida como um início e através da qual algo pode ser comprovado ou demonstrado; conjectura: hipótese científica.
Situação ou ação que pode se realizar ou não; eventualidade: tenho a hipótese de mudar de emprego.
[Por Extensão] Proposição provisória e antecipada usada como demonstração de ações ou fenômenos da natureza, podendo ser comprovada pela suposição ou pela experiência.
[Matemática] O que se toma como dados para explicar ou demonstrar um teorema.
Etimologia (origem da palavra hipótese). Do grego hypóthesis.eos.


Uma hipótese (do grego antigo ὑπόθεσις, transl. hypóthesis, composto de hypo, ‘sob’, ‘abaixo de’, e thésis, ‘posição’) suposição ou especulação é uma formulação provisória, com intenções de ser posteriormente demonstrada ou verificada, constituindo uma suposição admissível.
É a evolução da conjunção ou à teorização e da extravagância absoluta

que levará à prática, a testar as hipóteses firmadas pelo lógico raciocínio dedutivo implícito à teorização explícita ou provisória, com freqüência, e por motivos vários, que segue por vias aparentemente obscuras.

As hipóteses primeiras nem sempre são definitivas e estas, quando firmadas, nem sempre são as ideais, ainda que satisfaçam condições momentâneas.
Na matemática, é o conjunto de condições para poder iniciar uma demonstração. Surge no pensamento científico após a recolha de dados observados (fatos) e da conseguinte necessidade de explicação da inter-relação destes e dos fenómenos a estes associados. É normalmente seguida de experimentação, que pode levar à verificação ou refutação da hipótese. Assim que verificada, a hipótese passa a se chamar postulado, podendo alcançar o status de lei. O uso de “hipótese” (ou “lei”) e “teoria” como sinônimos mostra-se entretanto incorreto, sendo a última definida por conceito bem mais abrangente, no qual incluem-se as hipóteses e/ou as leis como partes integrantes mas estas não o fazem de forma a definir a mesma em sua íntegra.
Em outro sentido mais específico, a hipótese pode ser considerada como um instrumento de pesquisa que medeia a teoria e a metodologia. Formulada a partir de uma determinada ambiência teórica e diante de um problema científico a ser resolvido, a hipótese implica a necessidade de demonstração a partir da metodologia e da pesquisa. Deve-se ter em vista, contudo, que, neste sentido metodológico mais restrito, a hipótese é apenas uma formulação provisória, destinada a colocar a pesquisa em andamento. No decorrer do processo de pesquisa ela pode ser confirmada ou não, o que não desqualifica o papel que terá exercido para impulsionar a pesquisa para a frente. Em verdade, frente à definição moderna de ciência, todas as ideias científicas encontram-se em perpétuo teste. Neste contexto, é certo dizer que as ideias científicas, independente do título honorífico que recebam em virtude da generalidade ou grau de corroboração – conjectura, postulado (axioma) ou lei – são e serão sempre hipóteses. As hipóteses e os fatos são parcelas inerentes e indispensáveis à teoria.
Ou seja, Hipótese é uma determinada forma de resolver um problema.


bookmark_borderO que é bovarismo

bovarismo | s. m.
bo·va·ris·mo
(francês bovarysme, de [Madame] Bovary [romance de Gustave Flaubert] )
nome masculino

Disposição ou propensão para a evasão ou o desajuste em relação à realidade realidade, geralmente por insatisfação ou tédio.


substantivo masculino Insatisfação romântica que consiste em querer evadir-se de sua condição, adotando uma personalidade idealizada, como o fez a heroína do romance Madame Bovary, de Flaubert.


Em termos psicológicos, o bovarismo consiste em uma alteração do sentido da realidade, na qual uma pessoa possui uma deturpada autoimagem, na qual se considera outra (de características grandiosas e admiráveis), que não é. Em termos mais gerais, o bovarismo faz referência ao estado de insatisfação crônica de um ser humano, produzido pelo contraste entre suas ilusões e aspirações (que geralmente são desproporcionadas tendo em conta suas próprias possibilidades) e a realidade frustrante. Pode ser caracterizada como uma forma de mitomania.
Essa designação de uma condição psicológica foi introduzida pelo filósofo francês Jules de Gaultier, em seu estudo Le Bovarysme, la psychologie dans l’œuvre de Flaubert (1892), no qual se refere ao romance Madame Bovary de Gustave Flaubert, de 1857, principalmente em sua protagonista, Emma Bovary, que se converteu no protótipo da insatisfação conjugal. Ainda que o termo “bovarismo” não seja reconhecido por alguns dicionários, este possui um uso relativamente frequente em obras ensaísticas, além de figurar em dicionários de psicologia.