bookmark_borderO que é gastroenterite

gastroenterite | s. f.
gas·tro·en·te·ri·te
(gastro- + enterite )
nome feminino

[Medicina]   [Medicina]   Inflamação simultânea da mucosa do estômago e da dos intestinos. = GASTRENTERITE


substantivo feminino Gastrenterite.
Etimologia (origem da palavra gastroenterite). Gastro + entero + ite.


Gastroenterite é uma inflamação do trato gastrointestinal que afeta o estômago e o intestino delgado. Os sintomas mais comuns são diarreia, vómitos e dor abdominal. Outros possíveis sintomas incluem febre, falta de energia e desidratação. Geralmente os sintomas manifestam-se durante menos de duas semanas. Embora por vezes seja denominada “gripe intestinal”, a doença não tem relação com a gripe.A gastroenterite pode ser causada por infeções por vírus, bactérias, parasitas ou fungos. A causa mais comuns são vírus. Em crianças, o rotavírus é a causa mais comum dos casos graves da doença. Em adultos, os mais comuns são os norovírus e Campylobacter. A transmissão pode ter origem na ingestão de alimentos que não foram devidamente preparados, em beber água não potável ou pelo contacto direto com uma pessoa infetada. Geralmente não são necessários exames para confirmar o diagnóstico.As medidas de prevenção incluem lavar as mãos com sabonete, beber apenas água potável, saneamento e amamentar os bebés em vez de usar fórmula infantil. Em crianças está recomendada a vacina contra rotavírus. O tratamento consiste na ingestão de líquidos em quantidade suficiente. Em casos ligeiros ou moderados, isto é feito com solução de reidratação oral, que consiste numa combinação de água, sais e açúcar. Em bebés a ser amamentados, está recomendado continuar a amamentação. Em casos mais graves pode ser necessária a administração de líquidos por via intravenosa. Os líquidos podem ainda ser administrados por uma sonda nasogástrica. Em crianças, está recomendada a suplementção de zinco. Geralmente não são necessários antibióticos.Em 2015 ocorreram dois mil milhões de casos de gastroenterite que causaram 1,3 milhões de mortes em todo o mundo. A doença afeta sobretudo crianças nos países em vias de desenvolvimento. Em 2011, ocorreram cerca de 1,7 mil milhões de casos em crianças com menos de cinco anos de idade que causaram cerca de 700 000 mortes. Nos países em vias de desenvolvimento, é frequente que as crianças com menos de dois anos contraiam seis ou mais infeções por ano. A doença é menos comum em adultos, devido em parte ao desenvolvimento de imunidade adquirida.


bookmark_borderO que é cólera

cólera | s. f.
có·le·ra
substantivo feminino

1. Violenta irritação contra o que nos contraria.

2. [Figurado]   [Figurado]   Força, violência, fúria.

3. Indignação.

4. Bílis .

5. [Medicina]   [Medicina]   Doença infecciosa epidémica causada por um virião e que se manifesta por cãibras, vómitos , dejecções , etc. = CÓLERA-ASIÁTICA, CÓLERA-MORBO


substantivo feminino Sentimento violento diante de uma situação revoltante; ira.
Instinto selvagem demonstrado por alguns animais: a cólera do leão.
[Figurado] Excesso de ímpeto; furor: a cólera da tempestade.
[Figurado] Que causa dano; nocivo: a mentira é uma terrível cólera.
substantivo masculino e feminino [Medicina] Infecção intestinal causada por uma bactéria e transmitida pela ingestão de água e comida contaminada.
Etimologia (origem da palavra cólera). Do grego choléra, pelo latim cholera.


Cólera é uma infeção do intestino delgado por algumas estirpes das bactérias Vibrio cholerae. Os sintomas podem variar entre nenhum, moderados ou graves. O sintoma clássico é a grande quantidade de diarreia aquosa com duração de alguns dias. Podem também ocorrer vómitos e cãibras musculares. A diarreia pode ser de tal forma grave que em poucas horas provoca grave desidratação e distúrbio eletrolítico. Isto pode levar a que os olhos se afundem nas órbitas, à diminuição de elasticidade da pele e ao enrugamento das mãos e dos pés. A desidratação pode ainda provocar a coloração azulada da pele. A manifestação de sintomas tem início entre duas horas e cinco dias após a infeção.A cólera é causada por uma série de tipos da bactéria Vibrio cholerae. Determinados tipos dão origem a formas mais graves da doença do que outros. A doença transmite-se principalmente através da água e de alimentos contaminados com fezes humanas com presença das bactérias. O marisco mal cozinhado é uma das principais fontes de cólera. Os seres humanos são o único animal afetado. Os fatores de risco incluem saneamento insuficiente, escassez de água potável e a pobreza. Existe o receio de que a subida do nível do mar irá aumentar a prevalência da doença. A cólera pode ser diagnosticada através da análise das fezes. Estão disponíveis testes rápidos com tiras reagentes, mas a sua precisão é menor.A prevenção envolve a melhora das condições de saneamento e do acesso a água potável. A vacina contra a cólera, administrada por via oral, oferece proteção razoável por um período de seis meses, protegendo também contra outro tipo de diarreia causado por E. coli. O tratamento de primeira linha é a terapia de reidratação oral, em que os líquidos perdidos são repostos por soluções salinas e ligeiramente doces. São preferidas soluções à base de arroz. A suplementação com zinco é útil em crianças. Em casos graves da doença pode ser necessária a administração de líquidos por via intravenosa com, por exemplo, solução de Ringer. Os antibióticos podem ser benéficos. Os exames para determinar a que antibiótico é que a cólera é suscetível ajudam a seleção.Estima-se que a cólera afete 3–5 milhões de pessoas em todo o mundo e tenha sido a causa de 58 000–130 000 mortes em 2010. Embora atualmente seja considerada uma pandemia, a doença é rara em países desenvolvidos. As crianças são o principal grupo etário afetado. A cólera ocorre tanto em surtos como de forma endémica em determinadas regiões. As áreas em maior risco são a África e o sudeste asiático. Embora o risco de morte entre as pessoas infetadas seja geralmente inferior a 5%, em alguns grupos sem acesso a tratamentos pode chegar aos 50%. Os primeiros registos de descrição da cólera, em sânscrito, datam do século V. O estudo da doença por John Snow entre 1849 e 1854 levou a progressos significativos no campo da epidemiologia.


bookmark_borderO que é coliforme

coliforme | s. m. coliforme | adj. 2 g.
co·li·for·me |fó| co·li·for·me |fó| 1
(grego kólon, -ou, cólon + -forme )
nome masculino

[Bacteriologia]   [Bacteriologia]   Bactéria gram-negativa, de formato alongado, que habita o intestino do homem e de outros animais e cuja presença é indicadora de contaminação fecal (ex.: concentração de coliformes fecais).
co·li·for·me |fó| co·li·for·me |fó| 2
(latim collum, -i, pescoço, gargalo de garrafa + -forme )
adjectivo de dois géneros adjetivo de dois géneros

Com forma de pescoço.


adjetivo, substantivo masculino Diz-se do que ou o que tem forma estreita, apertada, em especial o osso etmóide.
substantivo masculino Bacilo de origem fecal que tem a forma e certas propriedades do colibacilo.
Etimologia (origem da palavra coliforme). Coli + forme.


Coliformes são grupos de bactérias indicadoras de contaminação e são formados pelos gêneros Escherichia, Citrobacter, Enterobacter e Klebsiella.
As bactérias do grupo coliforme habitam o intestino de animais mamíferos, como o homem, e são largamente utilizadas na avaliação da qualidade das águas, servindo de parâmetro microbiológico básico às leis de consumo criadas pelos governos e empresas fornecedoras que se utilizam desse número para garantir a qualidade da água para o consumo humano.
Há os coliformes totais, que são grupos de bactérias gram-negativas, que podem ou não necessitar de Oxigênio – Aeróbias ou Anaeróbias, que não formam esporos, e são associadas à decomposição de matéria orgânica em geral. Há também os Coliformes Fecais, também chamados de Coliformes Termotolerantes pois toleram temperaturas acima de 40ºC e reproduzem-se nessa temperatura em menos de 24 horas. Este grupo é associado às fezes de animais de endotérmicos.
Pelo estudo da concentração dos Coliformes nas águas pode-se estabelecer um parâmetro indicador da existência de possíveis microorganismos patogênicos que são responsáveis pela transmissão de doenças pelo uso ou ingestão da água, tais como a febre tifóide, febre paratifóide, disenteria bacilar e cólera.