bookmark_borderO que é semita

sémita sêmita | s. f. semita | adj. 2 g. s. 2 g.
sé·mi·ta sê·mi·ta
substantivo feminino

Atalho; senda.• Grafia no Brasil: sêmita. • Grafia no Brasil: sêmita. • Grafia em Portugal:sémita. • Grafia em Portugal:sémita.
se·mi·ta se·mi·ta
(Sem, antropónimo + -ita )
adjectivo de dois géneros e substantivo de dois géneros adjetivo de dois géneros e substantivo de dois géneros

1. Indivíduo pertencente a um grupo étnico que se diz descendente de Sem, personagem bíblica e um dos filhos de Noé.

2. Judeu.


adjetivo Que se refere aos semitas ou pertencente ao grupo étnico e linguístico do qual faziam parte os hebreus.
Que está relacionado aos judeus.
substantivo masculino e feminino Pessoa que pertence a esse grupo linguístico e étnico.
Etimologia (origem da palavra semita). Antropônimo bíblico sem + ita.


O termo semita tem como principal conjunto linguístico composto por uma família de vários povos, entre os quais se destacam os árabes e hebreus, que compartilham as mesmas origens culturais.
A origem da palavra semita vem de uma expressão no Gênesis e referia-se a linhagem de descendentes de Sem, filho de Noé. Modernamente, as línguas semíticas estão incluídas na família camito-semítica.Historicamente, esses povos tiveram grande influência cultural, pois as três grandes religiões monoteístas do mundo -judaísmo, cristianismo e islamismo- possuem raízes semitas.
Devido a diversas migrações, não podemos falar de um grupo étnico homogêneo. Portanto, muitas línguas compõem a família semítica, incluindo as seguintes: acadiano, ugarítico, fenício, hebraico, aramaico, árabe, etíope, gala, afar-saho, amorita, aramaico e caldeu.


bookmark_borderO que é muçulmano

muçulmano | adj. s. m. | adj.
mu·çul·ma·no
(plural persa musliman, do árabe muslim )
adjectivo e nome masculino adjetivo e nome masculino

1. Que ou quem segue o islamismo.adjectivo adjetivo

2. Relativo ao islamismo.

Sinónimo Sinônimo Geral: ISLAMITA, MOSLEME, MOSLIM, MUSLEMO, MUSLIM


substantivo masculino Aquele que segue a religião fundada pelo profeta Maomé, o islamismo.
adjetivo Que segue o islamismo: igreja muçulmana.
Que se pode referir ao islamismo.
Ver também: islamismo.
Etimologia (origem da palavra muçulmano). Do persa musliman; do árabe muslin.


Muçulmano é todo o indivíduo que pratica o Islã, uma religião monoteísta centrada na vida e nos ensinamentos de profeta Maomé, que teria recebido revelações do Arcanjo Gabriel. Além disso, os muçulmanos também dão ênfase aos dogmas da oração, jejum no mês de Ramadã, peregrinação em Meca e o estudo do Alcorão. Islamismo, Islão (português europeu) ou islã (português brasileiro) (em árabe: إسلام; transl.: Islām), é uma religião abraâmica monoteísta articulada pelo Alcorão, um texto considerado pelos seus seguidores como a palavra literal de Deus (Alá, em árabe: الله ; transl.: Allāh), e pelos ensinamentos e exemplos normativos (a chamada suna, parte do hádice) de Maomé, considerado pelos fiéis como o último profeta de Deus. Um adepto do islamismo é chamado de muçulmano.
Os muçulmanos acreditam que Deus é único e incomparável e o propósito da existência é adorá-Lo. Eles também acreditam que o islã é a versão completa e universal de uma fé primordial que foi revelada em muitas épocas e lugares anteriores, incluindo por meio de Abraão, Moisés e Jesus, que eles consideram profetas. Os seguidores do islã afirmam que as mensagens e revelações anteriores foram parcialmente alteradas ou corrompidas ao longo do tempo, mas consideram o Alcorão (ou Corão) como uma versão inalterada da revelação final de Deus. Os conceitos e as práticas religiosas incluem os cinco pilares do islã, que são conceitos e atos básicos e obrigatórios de culto, e a prática da lei islâmica, que atinge praticamente todos os aspectos da vida e da sociedade, fornecendo orientação sobre temas variados, como sistema bancário e bem-estar, à guerra e ao meio ambiente.
A maioria dos muçulmanos pertence a uma das duas principais denominações; com 80% a 90% sendo sunitas e 10% a 20% sendo xiitas.Cerca de 13% de muçulmanos vivem na Indonésia, o maior país muçulmano do mundo. 25% vivem no Sul da Ásia, 20% no Oriente Médio, 2% na Ásia Central, 4% nos restantes países do Sudeste Asiático e 15% na África Subsaariana. Comunidades islâmicas significativas também são encontradas na China, na Rússia e em partes da Europa. Comunidades convertidas e de imigrantes são encontradas em quase todas as partes do mundo (veja: muçulmanos por país). Com cerca de 1,41-1,57 bilhão de muçulmanos, compreendendo cerca de 21-23% da população mundial, o islão é a segunda maior religião e uma das que mais crescem no mundo. Contudo, estes dados devem ser aceitos com alguma reserva, dado que, por motivos óbvios, não existem estatísticas fiáveis sobre o número de muçulmanos que abandonam a religião .


bookmark_borderO que é circuncisão

circuncisão | s. f.
cir·cun·ci·são
(latim circumcisio, -onis )
substantivo feminino

1. [Medicina]   [Medicina]   Operação que consiste na excisão do prepúcio ou de parte dele. = POSTECTOMIA

2. [Religião]   [Religião]   Cerimónia religiosa, judaica ou muçulmana, em que é feita a excisão do prepúcio.

3. [Religião]   [Religião]   Celebração da circuncisão de Cristo. (Geralmente com inicial maiúscula.)


substantivo feminino Retirada completa do prepúcio, da pele que protege a ponta, glande, do pênis, geralmente por razões religiosas ou por higiene; circuncisão masculina.
[Religião] Cerimônia religiosa que, sendo tradicional em determinadas culturas ou povos, tem a finalidade de remover o prepúcio como sinal de inclusão.
[Religião] A cerimônia em que se festeja a circuncisão de Jesus Cristo.
[Por Extensão] Em algumas culturas consideradas primitivas, a supressão ou retirada do clitóris e dos pequenos lábios do órgão genital de mulheres jovens; circuncisão feminina.
Etimologia (origem da palavra circuncisão). Do latim circuncisio.onis.


Circuncisão masculina é a remoção do prepúcio do pénis humano. No procedimento mais comum, o prepúcio é aberto, as aderências removidas e a pele separada da glande. Posteriormente é colocado um grampo próprio para estabilizar o pénis e a pele do prepúcio é cortada. O procedimento também pode ser realizado sem um instrumento próprio. Para diminuir as dores e a ansiedade pode por vezes ser usada anestesia local ou de aplicação tópica, embora a anestesia geral seja também uma opção em adultos e crianças. Na maior parte dos casos, a circuncisão é uma cirurgia planeada e realizada em bebés e crianças por motivos culturais e religiosos. No entanto, em alguns casos pode ser realizada como tratamento médico para uma série de doenças, entre as quais casos problemáticos de fimose, infeções crónicas do trato urinário e balanopostite que não responda a outros tratamentos. No entanto, está contra-indicada em casos de determinadas anormalidades da estrutura genital ou má condição física geral.A circuncisão no geral está associada à diminuição da incidência de formas cancerígenas do vírus do papiloma humano e à diminuição do risco de infeções do trato urinário e de cancro do pénis. No entanto, a prevenção destas condições não justifica a circuncisão de rotina em crianças. Os estudos sobre potenciais efeitos protetores contra outras doenças sexualmente transmissíveis ainda não foram conclusivos. Uma revisão de 2010 verificou que as circuncisões realizadas por médicos apresentavam uma taxa de complicações de 1,5% em bebés e 6% em crianças mais velhas, com alguns casos de complicações graves. Entre as complicações mais comuns estão hemorragias, infeções e a remoção de demasiada ou insuficiente pele do prepúcio. As taxas de complicações são maiores quando o procedimento é efetuado por alguém inexperiente, em condições de pouca higiene ou quando a criança é mais velha. A circuncisão não aparenta ter impacto negativo na função sexual.As evidências sustentam ainda que a circuncisão masculina diminui o risco de infeção por VIH entre homens heterossexuais na África subsariana. No entanto, as evidências de possíveis benefícios para homossexuais masculinos são menos claras. Além disso, a eficácia de usar a circuncisão como método de prevenção do VIH em países desenvolvidos ainda não está esclarecida. Por este motivo, a Organização Mundial de Saúde recomenda que a seja considerado o recurso à circuncisão como parte integrante de programas de prevenção de VIH em regiões com elevada prevalência de VIH, como na África subsariana. Com a exceção da posição da OMS para regiões com elevada prevalência de VIH, as posições das principais organizações de medicina do mundo em relação à circuncisão planeada de bebés e crianças variam, desde aquelas que que consideram que não apresenta benefícios ao mesmo tempo que apresenta riscos significativos, até às que consideram que apresenta alguns benefícios de saúde que superam eventuais pequenos riscos. Nenhuma das principais organizações de saúde recomenda nem a proibição da prática, nem a circuncisão universal de todas as pessoas do sexo masculino.Estima-se que cerca de um terço dos homens em todo o mundo seja circuncidado. A prática é comum no mundo islâmico, nos Estados Unidos, em partes do sudeste asiático e de África, e em Israel onde é praticamente universal por motivos religiosos. Por outro lado, é relativamente rara na Europa, na América Latina, em partes do sul de África e em grande parte da Ásia. Desconhece-se com precisão a origem da circuncisão. O mais antigo documento escrito é proveniente do Antigo Egito. A circuncisão entre bebés e por motivos que não sejam de saúde está na origem de um debate ético sobre questões de consentimento informado e direitos humanos, sendo por isso um procedimento controverso. Têm sido propostas várias teorias para a sua origem, incluindo como forma de sacrifício religioso ou um rito de passagem que marca a entrada de um rapaz na idade adulta. No Judaísmo, a circuncisão faz parte da lei religiosa e é uma prática comum entre muçulmanos, cristãos coptas e ortodoxos etíopes. O termo “circuncisão” tem origem no latim circumcidere, que significa “cortar à volta”.


bookmark_borderO que é Maomé

Palavra não encontrada (na norma europeia, na grafia pré-Acordo Ortográfico).

Será que queria dizer Maomé?

Outras sugestões: Amome (norma brasileira) Magoe (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico) Magoem (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico e norma brasileira) Maine (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico) Malem (norma brasileira) Mame (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico e norma brasileira) Mampe (norma brasileira) Mane (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico) Mané (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico e norma brasileira) Manem (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico) Marme (norma brasileira)
Caso a palavra que procura não seja nenhuma das apresentadas acima, sugira-nos a sua inclusão no dicionário.


Ainda não temos o significado de Maomé. Mas você pode ajudar a melhorar o Dicio sugerindo uma definição.


Abul Alcacim Maomé ibne Abdalá ibne Abdal Mutalibe ibne Haxim (Abū al-Qāsim Muḥammad ibn ʿAbd Allāh ibn ʿAbd al-Muṭṭalib ibn Hāshim), mais conhecido somente como Maomé (em árabe: مُحَمَّد; romaniz.: Muḥammad, Mohammad ou Moḥammed; Meca, ca. 25 de Abril de 571 — Medina, 8 de Junho de 632) foi um líder religioso, político e militar árabe. Segundo a religião islâmica, Maomé é o mais recente e último profeta do Deus de Abraão. Para os muçulmanos, Maomé foi precedido em seu papel de profeta por Jesus, Moisés, Davi, Jacó, Isaac, Ismael e Abraão. Como figura política, ele unificou várias tribos árabes, o que permitiu as conquistas árabes daquilo que viria a ser um califado que se estendeu da Pérsia até à Península Ibérica.
Não é considerado pelos muçulmanos como um ser divino, mas sim, um ser humano; contudo, entre os fiéis, ele é visto como um dos mais perfeitos seres humanos, e o próprio Alcorão o estabelece. Nascido em Meca, Maomé foi durante a primeira parte da sua vida um mercador que realizou extensas viagens a trabalho. Tinha por hábito retirar-se para orar e meditar nos montes perto de Meca. Os muçulmanos acreditam que em 610, quando Maomé tinha quarenta anos, enquanto realizava um desses retiros espirituais numa das cavernas do Monte Hira, foi visitado pelo anjo Gabriel que lhe ordenou que recitasse os versos enviados por Deus, e comunicou que Deus o havia escolhido como o último profeta enviado à humanidade. Maomé deu ouvidos à mensagem do anjo e, após sua morte, estes versos foram reunidos e integrados no Alcorão, durante o califado de Abacar.
Maomé não rejeitou completamente o judaísmo e o cristianismo, duas religiões monoteístas já conhecidas pelos árabes. Em vez disso, teria declarado que é necessária proteção a estas religiões e informou que tinha sido enviado por Deus para restaurar os ensinamentos originais destas religiões, que tinham sido corrompidos e esquecidos. Porém, isto de acordo com a Enciclopédia Judaica, Maomé tornou-se cada vez mais hostil aos judeus ao longo do tempo quando “percebeu que havia diferenças irreconciliáveis entre a religião deles e a sua, especialmente quando a crença em sua missão profética se tornou o critério de um verdadeiro muçulmano”.Muitos habitantes de Meca rejeitaram a sua mensagem e começaram a persegui-lo, bem como aos seus seguidores. Em 622 Maomé foi obrigado a abandonar Meca, numa migração conhecida como a Hégira (Hijra), tendo se mudado para Iatrebe (atual Medina). Nesta cidade, Maomé tornou-se o chefe da primeira comunidade muçulmana. Seguiram-se anos de batalhas entre os habitantes de Meca e Medina, que resultaram em geral na vitória de Maomé e de seus seguidores. A organização militar criada durante estas batalhas foi usada para derrotar as tribos da Arábia. Por altura da sua morte, Maomé tinha unificado praticamente todo o território sob o signo de uma nova religião, o islão.


bookmark_borderO que é hégira

hégira | s. f.
hé·gi·ra
(árabe hijra, emigração, fuga )
nome feminino

1. [Religião]   [Religião]   Fuga de Maomé de Meca para Medina, em 622 d. C. (Geralmente com inicial maiúscula.)

2. [Religião]   [Religião]   Era muçulmana, iniciada em 622 d. C.

3. [Figurado]   [Figurado]   Êxodo, fuga.


substantivo feminino A fuga de Maomé de Meca, sua cidade natal, para Medina, no ano 622 da era cristã; a era maometana que teve seu início nesse ano.
[Figurado] Êxodo; qualquer tipo de fuga, de saída de um lugar para outro.
[Figurado] Viagem demorada, normalmente com o objetivo de se livrar de uma situação perigosa.
[Figurado] Fuga; saída às pressas.
Etimologia (origem da palavra hégira). Do árabe hidjira; talvez al-hifrah.


Hégira (em árabe: هجرة, transl. Hijraʰ, lit. “exílio”, “separação”) foi a fuga de Maomé de Meca para Medina, que marca o ano inicial do calendário islâmico.
Maomé, natural de Meca, tinha mais de cinquenta anos de idade quando se tornou famoso por seus ensinamentos. Como mensageiro de Alá, ele pregava reformas tanto na religião judaica quanto no cristianismo, além de atacar o paganismo de seu país. Os cidadãos de Meca tornaram-se tão hostis que, em 622, Maomé foi obrigado a se refugiar em Medina.Maomé já vinha prevendo que teria que fugir de Meca para Medina havia algum tempo, e vários de seus familiares já haviam se estabelecido lá, como, por exemplo, sua filha Hadhrat Ruqayyah e seu genro Otomão.Durante a fuga, a 5 km de Medina, Maomé e seus seguidores ergueram um templo, a Mesquita de Quba, considerada a primeira mesquita.A data da Hégira costuma ser incorretamente datada na sexta-feira, dia 16 de julho de 622 (pelo calendário juliano), ou, como o dia começa no pôr do sol, no dia anterior, 15 de julho.. Essa data é a época do calendário islâmico.A data da Hégira costuma ser calculada de formas diferentes por diversos autores.
A chegada de Maomé a Iatrebe (Medina) ocorreu no dia 12 do antigo mês Rabia, que corresponde a 24 de setembro de 622 pelo calendário juliano, e sua fuga de Meca no dia 1 do mês Rabia. John Bruno Hare calcula da data da fuga de Meca em 20 de setembro de 622.