bookmark_borderO que é antonomásia

antonomásia | s. f.
an·to·no·má·si·a
nome feminino

Substituição de um nome próprio por um nome comum (ex.: o Historiador por Alexandre Herculano), ou de um nome comum por um nome próprio (ex.: Hipócrates por médico).


substantivo feminino Retórica Figura que consiste na substituição do nome próprio de uma pessoa, cidade, país, pelo de uma sua qualidade ou por uma perífrase que concentre um dos seus atributos: o príncipe dos poetas (por Camões), o Redentor (por Jesus Cristo).
Alcunha, apelido, cognome.


Antonomásia é um tipo de metonímia em que há substituição do nome de um objeto, entidade, pessoa etc. por outro nome, que pode ser um nome comum (ou perífrase) um gentílico, um adjetivo etc., que seja alusivo a uma característica conhecida e capaz de identificar uma qualidade universal ou conhecida do objeto, entidade, pessoa etc. (ex: Aleijadinho por ‘Antônio Francisco Lisboa’; o Salvador por ‘Jesus Cristo’; o príncipe da romana eloquência, por ‘Cícero’; o mantuano por ‘Vergílio’; um borgonha, por ‘um vinho da Borgonha’ etc.). , ou vice-versa (um romeu por ‘um homem apaixonado’; um tartufo por ‘hipócrita’ etc.)
Exemplos consagrados


bookmark_borderO que é trocadilho

trocadilho | s. m.
tro·ca·di·lho
nome masculino

1. Jogo de palavras.

2. [Por extensão]   [Por extensão]   Dito ambíguo.


substantivo masculino Jogo ambíguo de palavras com sons parecidos ou iguais, mas com significados e aplicações diferentes.
Uso de certas expressões que juntas possibilitam muitas interpretações.
Etimologia (origem da palavra trocadilho). Trocado + ilho.

bookmark_borderO que é conceito

conceito | s. m.
con·cei·to
(latim conceptus, -a, -um, particípio passado de concipio, -ere, tomar juntamente, reunir, conter, absorver, receber, recolher, conceber, perceber )
substantivo masculino

1. Mente considerada como sede das concepções ; faculdade de conceber ou conhecer.

2. Concepção compreendida numa palavra que designa características e qualidades de uma classe de objectos , abstractos ou concretos.

3. Opinião ou ideia , juízo que se faz de alguém ou de alguma coisa (ex.: não partilhamos o mesmo conceito de profissionalismo).

4. Expressão sintética. = SÍNTESE

5. Dito engenhoso. = DITADO, MÁXIMA, NORMA, PRECEITO, SENTENÇA

6. Reputação de que algo ou alguém goza (ex.: a universidade alcançou um bom conceito; eram pessoas consideradas de mau conceito).

7. Intuito ou desfecho moral de fábula, de conto ou de história semelhante. = MORALIDADE

8. Parte final e elucidativa de uma charada.


substantivo masculino Percepção que alguém possui sobre algo ou alguém; noção.
Capacidade intelectual e cognitiva do ser humano; pensamento: seu comportamento não faz parte do meu conceito.
Reputação dita e construída a partir da percepção de amigos, da sociedade, do público etc.: sujeito com um bom conceito.
Modo de pensar, de julgar; ponto de vista: ele subiu no meu conceito.
Expressão ou frase cujo conteúdo é de teor moral; máxima.
Conclusão moral que se retira de uma narrativa; moral.
Aquilo que demonstra engenho e originalidade; dito bem feito.
Ponto de vista sintetizado ou dito resumido.
Avaliação feita sobre o aluno tendo em conta seu aproveitamento escolar, geralmente comportamental; nota.
[Filosofia] Imagem mental feita de um objeto (concreto ou abstrato) cujo conteúdo é de extrema importância para o pensamento; noção ou ideia abstrata.
[Linguística] Ideia abstrata compreendida nos vocábulos de uma língua, construída para caracterizar as qualidades de uma classe, de seres ou de entidades imateriais (abstratas).
[Ludologia] Em certos jogos (charadas), aquilo que resolve o mistério; a chave para a solução.
Etimologia (origem da palavra conceito). Do latim conceptus.us.


Conceito (do latim conceptus, do verbo concipere, que significa “conter completamente”, “formar dentro de si”), substantivo masculino, é aquilo que a mente concebe ou entende: uma ideia ou noção, representação geral e abstracta de uma realidade. Pode ser também definido como uma unidade semântica, um símbolo mental ou uma “unidade de conhecimento”. Um conceito corresponde geralmente a uma representação numa linguagem ou simbologia. O termo é usado em muitas áreas, como na matemática, na astronomia, na estatística, na filosofia, nas ciências cognitivas, na física, na biologia, na química, na economia e na informática.
Conceitos são universais ao se aplicarem igualmente a todas as coisas em sua extensão. Conceitos são portadores de significado. Um único conceito pode ser expresso em qualquer número de linguagens: o conceito cão pode ser expresso como Hund em alemão, hond em Afrikaans, dog em inglês, perro em castelhano, gos em catalão, hundo em esperanto, txakur na língua basca, chien em francês, can em galego, cane em italiano, canis em latim, inu em japonês etc. O fato de que conceitos são, de uma certa forma, independentes das linguagens torna a tradução possível; palavras em várias línguas “querem dizer” o mesmo porque expressam um e o mesmo conceito.
Conceito é uma frase (juízo) que diz o que a coisa é ou como funciona. O conceito, enquanto o-que-é é a expressão de um predicado comum a todas as coisas da mesma espécie. Chega-se a esses predicados ou atributos comuns por meio da análise de diversas coisas da mesma espécie. O homem é um ser racional. A racionalidade é o predicado comum a todos os homens. Numa linguagem mais iluminista, o Conceito é “um juízo sintético a priori”. Sendo assim, conceito não é a mesma coisa que definição. Outros autores usam a expressão “definição real” como sinônimo de conceito.


bookmark_borderO que é oralidade

oralidade | s. f.
o·ra·li·da·de
nome feminino

Exposição oral.


substantivo feminino Característica ou condição do que é oral, do que é falado.
[Linguística] Procedimento que só se faz verbalmente; em oposição ao escrito.
Demonstração que se faz oralmente.
Etimologia (origem da palavra oralidade). Oral + i + dade.


Oralidade é a prática de uso da língua natural por meio da produção sonora, em diversos gêneros de texto orais, nos mais diferentes contextos e níveis de formalidade. Nela, estaria inclusa a fala (forma de produção textual por meio de sons articulados e de significados), acompanhada de outros aspectos como a prosódia, os gestos, a expressão facial, os movimentos corporais, entre outros.É considerada, também, como a transmissão oral dos conhecimentos armazenados na memória humana. Antes do surgimento da escrita (3.000 a.C., com entrada no mundo ocidental por volta de 600 a.C.), grande parte dos conhecimentos eram transmitidos oralmente, sendo, pois, o principal meio de comunicação entre os homens. As memórias auditiva e visual eram os únicos recursos de que dispunham as culturas orais para o armazenamento e a transmissão do conhecimento às futuras gerações. A inteligência estava intimamente relacionada a memória. Os anciões eram considerados os mais sábios, consequência de seu vasto conhecimento acumulado.
Em muitas culturas, a identidade do grupo estava sob guarda a de contadores de histórias, cantores e outros tipos de arautos que, na prática, eram autenticamente os portadores da memória da comunidade. É é o caso do papel desempenhado pelos griot, na África Ocidental , os quais têm como relato mais famoso os feitos do rei Sundiata Queita, soberano do Império do Mali. Esse é um exemplo de que a oralidade apresentou papel principal e fundamental na comunicação humana durante muitos anos e que, ainda hoje, estudiosos contemporâneos concordam com sua influência na estrutura do pensamento de sociedades letradas (imersas nas diversas práticas de leitura e usos da escrita).


bookmark_borderO que é aforismo

aforismo | s. m.
a·fo·ris·mo
(latim aphorismus, -i, do grego aforismós, -oû, delimitação, separação, distinção, determinação, definição, aforismo )
substantivo masculino

Preceito expresso em forma de sentença breve. = MÁXIMAConfrontar: aforisma.


substantivo masculino Máxima que, em poucas palavras, explica uma regra ou princípio moral; apotegma; ditado: tal pai, tal filho é um famoso aforismo.
Texto breve que traz consigo um fundamento que, numa sentença filosófica, pode denotar um pensamento de teor prático ou moral.
Etimologia (origem da palavra aforismo). Do latim aphorismus.i; grego aphorismós.ou.


Aforismo (do grego αφορισμός – aphorismós) é um gênero textual ou uma obra deste gênero caracterizado por frases breves que possuem uma definição de um preceito moral ou prático.


bookmark_borderO que é contexto

contexto | s. m.
con·tex·to |eis| con·tex·to |eis|
(latim contextus, -us, reunião, conjunto, sucessão, contexto )
substantivo masculino

1. Conjunto de circunstâncias à volta de um acontecimento ou de uma situação. = CONJUNTURA, ENQUADRAMENTO

2. Aquilo que envolve algo ou alguém (ex.: contexto social). = AMBIENTE

3. [Linguística]   [Lingüística]   [Linguística]   Conjunto de elementos linguísticos à volta de som, palavra, locução, construção, frase, parte de discurso, etc. (ex.: contexto fonético, contexto semântico).

4. Modo pelo qual as ideias estão encadeadas no discurso.

5. Ligação entre as partes de um todo. = CONTEXTURA


substantivo masculino Relação de dependência entre as situações que estão ligadas a um fato ou circunstância: o contexto social da ditadura.
O que está ao redor de algo ou de alguém; ambiente: contexto religioso, social, político.
O que compõe o texto na sua totalidade; reunião dos elementos do texto que estão relacionados com uma palavra ou frase e contribuem para a modificação ou esclarecimento de seus significados.
[Por Extensão] Encadeamento do que compõe o discurso; contextura.
[Linguística] Ordenação sequencial que, durante um ato comunicativo, determina as circunstâncias de utilização da língua.
Etimologia (origem da palavra contexto). Do latim contextus.us; do latim contexere “unir tecendo”.


Contexto é a relação entre o texto e a situação em que ele ocorre dentro do texto. É o conjunto de circunstâncias em que se produz a mensagem que se deseja emitir – lugar e tempo, emissor e receptor, etc. – e que permitem sua correta compreensão.


bookmark_borderO que é esboço

esboço | s. m. 1ª pess. sing. pres. ind. de esboçar
es·bo·ço |ô| es·bo·ço |ô|
substantivo masculino

1. Delineamento inicial de uma obra de desenho ou de pintura.

2. Modelação inicial ou primeiros traços no toro de uma obra de escultura.

3. Obra literária resumida.

4. [Por extensão]   [Por extensão]   Conjunto das ideias principais. = DELINEAÇÃO, PLANO,PROJECTO

5. [Figurado]   [Figurado]   Ensaio; resumo.Plural: esboços |ô|. Plural: esboços |ô|.
es·bo·çar es·bo·çar – Conjugar
(italiano sbozzare )
verbo transitivo

1. Fazer o esboço ou os primeiros traços de. = BOSQUEJAR, DELINEAR, ESQUISSAR, RASCUNHAR, TRACEJAR

2. Começar a fazer um plano; começar a criar na mente ou na imaginação. = ALINHAVAR, IMAGINAR, PLANEAR, PLANEJAR

3. Mostrar de forma discreta; deixar ver um pouco (ex.: esboçou um sorriso). = ENTREMOSTRARverbo pronominal

4. Começar a tomar uma forma ou uma estrutura.Confrontar: esbouçar.


substantivo masculino Primeiros traços que dão origem a uma obra de arte, um desenho etc.
Representação sumária de; resumo; síntese: esboço das notícias.
Aquilo que se apresenta de maneira breve e provisória: esboço do trabalho.
[Figurado] As ideias iniciais acerca de alguma coisa; começo.
Ação que teve seu desenvolvimento interrompido por outra coisa.
Princípios iniciais que definem alguma coisa.
Aquilo que se apresenta com a configuração (contorno) de vultos; sombra.
Etimologia (origem da palavra esboço). Do italiano sbozzo/ forma regressiva de sbozzare.


Um esboço ou sketch (do inglês sketch, que por sua vez deriva primordialmente do grego σχέδιος – schedios, “temporário”) é qualquer obra em estado inicial, que se encontre inacabada porque ainda possui muito pouca informação. É o conjunto dos objetos iniciais, mais gerais e elementares da obra a ser composta.Também se denomina esboço qualquer rascunho ou delineamento inicial elaborado com o propósito de facilitar uma análise preliminar a respeito da realização de uma obra. Por exemplo: antes de fazer um desenho, uma pessoa pode querer elaborar um modelo simplificado dele. Tal modelo facilitará a consecução de projetos ou ideias, além de poder ser útil na hora de definir onde serão necessárias modificações ou adaptações.
Os sketchbooks de alguns artistas individuais tornaram-se muito conhecidos, incluindo os de Leonardo da Vinci e Edgar Degas que se tornaram objetos de arte por direito próprio, com muitas páginas que mostram estudos acabados, bem como esboços. O termo “sketchbook” refere-se a um livro de papel em branco em que um artista pode, (ou já tenha) desenhada esboços.O livro pode ser comprado encadernado ou podem compreender folhas soltas de esboços montados ou ligadas entre si.


bookmark_borderO que é palíndromo

palíndromo | s. m. | adj.
pa·lín·dro·mo
(grego palíndromos, -os, -on, que corre em sentido inverso )
nome masculino

1. Palavra, grupo de palavras, verso ou número que se lê da mesma maneira da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda (ex.: sopapos é um palíndromo).adjectivo adjetivo

2. Que se lê da mesma maneira da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda (ex.: amor a romaé uma expressão palíndroma).
Ver também dúvida linguística: palíndromo.


adjetivo Diz-se de palavras, números ou frases que se podem ler indiferentemente da esquerda para a direita e vice-versa, sempre com o mesmo sentido: osso; 63736; orava o avaro.


Um palíndromo é uma palavra, frase ou qualquer outra sequência de unidades (como uma cadeia de ADN; Enzima de restrição) que tenha a propriedade de poder ser lida tanto da direita para a esquerda como da esquerda para a direita. Num palíndromo, normalmente são desconsiderados os sinais ortográficos (diacríticos ou de pontuação), assim como o espaços entre palavras A palavra “palíndromo” vem das palavras gregas palin (πάλιν (πάλι, no grego moderno) “para trás, novamente”) e dromos (δρόμος, “caminho, rua”) – que corre em sentido inverso.
Rômulo Marinho, veterano palindromista brasileiro, propõe classificar os palíndromos em[carece de fontes?]:

Expliciti – trazem sempre uma mensagem direta, clara e inteligível, como “Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos” (palíndromo de autoria anônima, provavelmente o mais conhecido em língua portuguesa).
Interpretabiles – têm coerência, mas requerem esforço intelectual do leitor para serem entendidos, como “A Rita, sobre vovô, verbos atira.”
Insensati – cuidam apenas de juntar letras ou palavras sem se preocupar com o sentido, como “Olé! Maracujá, caju, caramelo.”As frases formando um palíndromo também são chamadas de anacíclicas, do grego anakúklein, significando que volta em sentido inverso, que refaz inversamente o ciclo.
Escrever literatura em palíndromos é um exemplo de escrita constrangida.