bookmark_borderO que é norma-padrão

Palavra não encontrada (na norma europeia, na grafia pré-Acordo Ortográfico).

Será que queria dizer norma-padrão?

Outras sugestões: normalizarão (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico e norma brasileira) normas-padrão (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico e norma brasileira)
Caso a palavra que procura não seja nenhuma das apresentadas acima, sugira-nos a sua inclusão no dicionário.



Norma-padrão é o conjunto de práticas linguísticas pertencentes ao lugar ou à classe social de maior prestígio num determinado país. Segundo o Instituto Camões, a norma-padrão do português europeu é “o dialeto da região que abrange Lisboa, Coimbra”[carece de fontes?].


bookmark_borderO que é tradução

tradução | s. f.
tra·du·ção
nome feminino

1. Acto de traduzir.

2. O que se traduz.

3. Obra traduzida.

4. [Figurado]   [Figurado]   Significação; interpretação; explicação.

tradução livre • Não literal.


substantivo feminino Ação de traduzir, de passar para outra língua: tradução do português para o espanhol.
Obra traduzida; texto que se traduziu: ele disse que não vai cobrar pela tradução; ler uma tradução de Homero.
Ato de transpor uma mensagem de um formato para outro: tradução de um discurso.
[Figurado] O que expressa ou reflete alguma coisa; interpretação, imagem, reflexo: tradução do pensamento de alguém.
[Informática] Processo que descodifica uma linguagem informática; decodificação.
expressão Tradução automática. Tradução de um texto por meio de máquinas eletrônicas.
Etimologia (origem da palavra tradução). Do latim traductio.onis.


Tradução é uma atividade que abrange a interpretação do significado de um texto em uma língua (o texto fonte) e a produção de um novo texto em outra língua com sentido equivalente. O texto resultante também se chama tradução.A pesquisa acadêmica na área é chamada em português de Estudos da Tradução e se iniciou no Brasil com a Pós-Graduação em Estudos da Tradução da Universidade Federal de Santa Catarina.
Quem desconhece o processo de tradução quase sempre trata o tradutor como mero conhecedor de dois ou mais idiomas. Traduzir vai além disso. Há um famoso jogo de palavras em italiano que diz “Traduttore, Traditore” (em português, “Tradutor, traidor”), pois todo tradutor teria de trair o texto original para conseguir reescrevê-lo na língua desejada.
A princípio, a tradução envolve dois idiomas, mas não para por aí. As áreas ou tipos de textos traduzidos são muitos, e por isso um bom tradutor de romances não é necessariamente um bom tradutor de textos científicos, e vice-versa.
Tradicionalmente, a tradução sempre foi uma atividade humana, embora haja tentativas de se automatizar e informatizar a tradução de textos em língua natural (tradução automática) ou usar computadores em auxílio à tradução (tradutores on-line).
Ao contrário do que pensa a maioria das pessoas, os tradutores não são apenas tradutores de livros. A tradução de livros ou editorial, erroneamente chamada de “tradução literária”, é um segmento minoritário do mercado de tradução em todo o mundo. Outros segmentos mais volumosos são os de tradutores jurídicos (entre eles os tradutores juramentados), os tradutores de manuais de equipamentos industriais, os tradutores de artigos jornalísticos, os tradutores de textos de medicina, entre outros.


bookmark_borderO que é bordão

bordão | s. m.
bor·dão
(latim burdo, -onis, macho, mula )
substantivo masculino

1. Pau que serve para apoio de quem caminha (ex.: um dos peregrinos passou agarrado a um bordão). = CAJADO, VARAPAU

2. [Figurado]   [Figurado]   Aquilo que ajuda. = ARRIMO, AUXÍLIO

3. [Armamento]   [Armamento]   Corda de arco de atirar.

4. [Linguística]   [Lingüística]   [Linguística]   Palavra ou locução esvaziada de sentido e sem função morfossintáctica , que se usa ou repete no discurso, geralmente de forma inconsciente ou automática, por vezes como forma de apoio em momentos de hesitação, esquecimento ou reformulação do pensamento (ex.: os bordões portanto e é assim são característicos do registo coloquial).

5. [Música]   [Música]   Corda grossa de certos instrumentos.

6. [Música]   [Música]   Tom invariável que serve de baixo na gaita-de-foles , sanfona, etc.

7. [Música]   [Música]   Cano de gaita-de-foles que é geralmente colocado sobre o ombro do gaiteiro. = RONCÃO

8. [Música]   [Música]   Registo de diapasão grave do órgão.

9. [Botânica]   [Botânica]   Espécie de palmeira de que se faz o maluvo.


substantivo masculino Palavra, expressão ou frase que alguém repete excessivamente.
[Por Extensão] Dito repetido para ser engraçado ou emotivo.
Vara com extremidade em formato de gancho, usado para dar apoio.
[Figurado] Algo ou alguém que presta ajuda, ampara ou socorre.
Etimologia (origem da palavra bordão). Do latim burdo.onis.
substantivo masculino [Música] Corda espessa que produz um som grave; o som grave.
[Música] Corda que, em instrumentos musicais, emite o som mais grave.
[Música] Corda localizada na parte inferior dos tambores.
[Por Extensão] Corda que atira as flechas, num arco.
Etimologia (origem da palavra bordão). Do francês bourdon.
substantivo masculino Palmeira de seiva doce usada para produzir maluvo (bebida fermentada).
Etimologia (origem da palavra bordão). Talvez de bordo.


Bordão é uma expressão comumente repetida por alguém, ou algo, sempre em uma determinada situação. Na música, bordão refere-se a determinado tema musical, marcado por notas graves, recorrente em determinada melodia.O termo também pode se referir as cordas vibrantes da sanfona que emitem continuamente a mesma nota ou o apoia ombral utilizado pelos gaiteiros, também conhecido por ronco.


bookmark_borderO que é disortografia

disortografia | s. f.
di·sor·to·gra·fi·a
(dis- + ortografia )
nome feminino

1. [Medicina]   [Medicina]   Dificuldade na aprendizagem da ortografia.

2. [Medicina]   [Medicina]   O mesmo que disgrafia.


substantivo feminino Défice na capacidade de compor textos escritos, especialmente na codificação da escrita que, não associada a uma deficiência intelectual, se caracteriza pelo excesso de erros gramaticais e ortográficos.
Etimologia (origem da palavra disortografia). Dis + ortografia.


Disortografia é a dificuldade do aprendizado e do desenvolvimento da habilidade da linguagem escrita expressiva. Esta dificuldade pode ocorrer associada ou não a dificuldade de leitura, isto é, a dislexia. Considera-se que 90% das disortografias têm como causa um atraso de linguagem; estas são consideradas disortografias verdadeiras. Os 10% restantes têm como causa uma disfunção neuro-fisiológica.


bookmark_borderO que é paradigma

paradigma | s. m.
pa·ra·dig·ma
(grego parádeigma, -atos )
substantivo masculino

1. Algo que serve de exemplo geral ou de modelo. = PADRÃO

2. [Gramática]   [Gramática]   Conjunto das formas que servem de modelo de derivação ou de flexão. = PADRÃO

3. [Linguística]   [Lingüística]   [Linguística]   Conjunto dos termos ou elementos que podem ocorrer na mesma posição ou contexto de uma estrutura.


substantivo masculino Exemplo ou padrão a ser seguido; modelo: paradigma político.
[Por Extensão] Padrão já estabelecido; norma: paradigma de mercado.
[Gramática] Cujas formas vocabulares podem ser usadas como padrão ou modelo: o verbo amar segue o paradigma da primeira conjugação porque termina em “ar”.
[Linguística] Conjunto dos termos que podem ser substituídos, entre si, na mesma posição da estrutura da qual fazem parte.
Etimologia (origem da palavra paradigma). Do grego paradeigma.


Paradigma (do latim tardio paradigma, do grego παράδειγμα, derivado de παραδείκνυμι «mostrar, apresentar, confrontar») é um conceito das ciências e da epistemologia (a teoria do conhecimento) que define um exemplo típico ou modelo de algo. É a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas.
O conceito originalmente era específico da gramática, em 1900 o Merriam-Webster definia o seu uso apenas nesse contexto, ou da retórica, para se referir a uma parábola ou uma fábula. Em lingüística, Ferdinand de Saussure (1857 – 1913), utiliza o termo paradigma para se referir a um tipo específico de relação estrutural entre elementos da linguagem.
Thomas Kuhn (1922-1996), físico célebre por suas contribuições à história e filosofia da ciência, em especial do processo que leva à evolução do desenvolvimento científico, designou como paradigmáticas as realizações científicas que geram modelos que, por períodos mais ou menos longos e de modo mais ou menos explícito, orientam o desenvolvimento posterior das pesquisas exclusivamente na busca da solução para os problemas por elas suscitados.
Em seu livro a Estrutura das Revoluções Científicas (1962) apresenta a concepção de que “um paradigma, é aquilo que os membros de uma comunidade partilham e, inversamente, uma comunidade científica consiste em pessoas que partilham um paradigma” e define “o estudo dos paradigmas como o que prepara basicamente o estudante para ser membro da comunidade científica na qual atuará mais tarde”.
A linguista inglesa Margaret Masterman (1910-1986), no artigo ‘The Nature of a Paradigm’, fez célebre crítica ao livro de Kuhn, onde aponta no mínimo 21 acepções ao termo ‘paradigma’.
Hoisel (1998), autor de um ensaio ficcional que aborda como a ciência haveria de se encontrar em 2008, chama atenção para o aspecto relativo da definição de paradigma, observando que enquanto o termo é relacionado a uma constelação de pressupostos e crenças, escalas de valores, técnicas e conceitos compartilhados pelos membros de uma determinada comunidade científica num determinado momento histórico, é também simultaneamente um conjunto dos procedimentos consagrados, capazes de condenar e excluir indivíduos de suas comunidades de pares. Nos mostra como este pode ser compreendido como um conjunto de “vícios” de pensamento e bloqueios lógico-metafísicos que obrigam os cientistas de uma determinada época a permanecer confinados ao âmbito do que definiram como seu universo de estudo e seu respectivo espectro de conclusões ardentemente admitidas como plausíveis.
Em seu livro Anais de um simpósio imaginário, Hoisel destaca ainda que uma outra conseqüência da adoção irrestrita de um paradigma é o estabelecimento de formas específicas de questionar a natureza, limitando e condicionando previamente as respostas que esta nos fornecerá, um alerta que já nos foi dado pelo físico Heisenberg quando mostrou que, nos experimentos científicos o que vemos não é a natureza em si, mas a natureza submetida ao nosso modo peculiar de interrogá-la.

O ajuste ou limitação da visão do objeto a um método de pesquisa, pré estabelecido através de tradições universitárias, arquitetura de texto, adequação bibliográfica, etc., é o que está em questão. Tanto Foucault quanto Kuhn assinalam a presença de padrões de descontinuidades na produção de conhecimento de uma área do saber: as revoluções e rupturas epistemológicas.


bookmark_borderO que é pergunta

pergunta | s. f. 3ª pess. sing. pres. ind. de perguntar 2ª pess. sing. imp. de perguntar
per·gun·ta
(derivação regressiva de perguntar )
substantivo feminino

1. Acto ou efeito de perguntar.

2. Palavra ou frase com que se interroga. = INTERROGAÇÃO

3. Pedido de informação sobre algo. = QUESTÃO

pergunta de algibeira • A que parece fácil mas que é feita inesperadamente, visando sobretudo confundir ou embaraçar o interpelado.

pergunta retórica • A que se destina a criar um efeito enfático, não visando necessariamente uma resposta.
per·gun·tar per·gun·tar – Conjugar
verbo transitivo

1. Fazer perguntas. = INQUIRIR, INTERPELAR, INTERROGARverbo intransitivo

2. Pedir informações.


substantivo feminino Frase com a qual se pretende interrogar, fazer uma interrogação; palavra usada para indagar ou questionar: ouviu a pergunta, mas não quis responder.
Pedido; indagação sobre algo, para pedir informação.
Questão proposta a alguém para que esta pessoa a responda: as perguntas do exame estavam dificílimas.
Pergunta retórica. Indagação ou questão que não busca uma resposta, mas pretende enfatizar uma ideia.
[Gramática] Coletivo: questionário.
Etimologia (origem da palavra pergunta). Forma regressiva de perguntar.


Pergunta é uma frase cujo objetivo é convidar um ouvinte ou leitor a dar uma explicação, uma informação, ou, em qualquer caso, uma interrogação que demanda, ou solicita uma resposta.
Na filosofia a pergunta é o que gera toda a discussão ao que cerca o todo. A pergunta na maioria das línguas é marcada no final com um ponto de interrogação (o símbolo é ?).
No português as perguntas costumam começar com a expressão Por que…?, enquanto a resposta é dada pela palavra unida porque (sem acento tônico). A pergunta também pode ser pessoal, ou também pode não ter resposta. Exemplos de pergunta são O que você faz? ou Por que isto está acontecendo? e também “E a pergunta?”.


bookmark_borderO que é didascália

didascália | s. f.
di·das·cá·li·a
(grego didaskalía, -as )
nome feminino

1. Crítica ou anotação de peça teatral entre os Latinos.

2. Instrução que os actores gregos recebiam dos poetas.

3. [Cinema, Teatro, Televisão]   [Cinema, Teatro, Televisão]   Numa peça ou guião , texto que não faz parte do diálogo e que serve para dar instruções aos actores , encenador, cenógrafo ou outros intervenientes na produção.


substantivo feminino Indicações que davam os autores gregos aos atores.
Representação cênica.
Qualquer obra ou crítica a respeito de teatro.
Notas laterais de esclarecimento dos textos.


Didascália ou rubrica são indicações cênicas para indicar como determinada ação, como determinada cena, como determinado espaço ou como determinada fala devem ser feitos em uma peça de teatro.
Veja o exemplo a seguir retirado da peça Auto da compadecida, de Ariano Suassuna (1927-2014):
Chicó, depois de estender-lhe o punho fechado:Padre João!
O trecho depois de estender-lhe o punho fechado é uma indicação cênica sobre como determinada ação deve ser feita pelo ator.


bookmark_borderO que é freirático

freirático | adj. | s. m.
frei·rá·ti·co
adjectivo adjetivo

1. Conventual, monástico.

2. Próprio de frade ou de freiras.

3. Afeiçoado aos costumes monacais.nome masculino

4. Aquele que frequenta conventos de freiras.


adjetivo Próprio a freira ou frade.
Monacal, monástico.
substantivo masculino Que frequenta conventos de freiras, simpatizante de freiras.


Freirático é um termo surgido em Portugal no século XVII, usado para descrever aqueles que nutriam um amor, mais ou menos platónico, por religiosas, ou freiras, correspondendo frequentemente a um tipo.
O termo floresceu no tempo de D. João V de Portugal, documentando-se em alvarás entre 1653 e 1744. Foi precisamente D. João V, ele próprio reputado freirático, e alcunhado do “galo de Odivelas e de Via Longa”, pelas visitas que fazia às freiras desses conventos, que se tornou o seu principal perseguidor. Numa rusga geral aos freiráticos, feita em 1742 pelos corregedores dos bairros, foram presos mais de oitenta “entre eles pessoas de qualidade”, segundo o Folheto de Lisboa. Em 1744, o rei manda chamar o Geral de Alcobaça, recomendando-lhe a reforma dos mosteiros de bernardas e a perseguição universal a todos os freiráticos que os frequentavam, sendo ordenada uma devassa.O termo refere-se ainda a um tipo de poesia da sátira baiana, e à figura central desses poemas, o estereótipo da persona freirática, geralmente descrito como “um velho desagradável ou maledicente, um bufão que se dirige à freira com ameaças, agressões e insultos”.


bookmark_borderO que é jargão

jargão | s. m. jargão | s. m.
jar·gão 1
(francês jargon )
nome masculino

1. Linguagem incompreensível.

2. Linguagem característica de um grupo profissional ou sociocultural. = GÍRIA

3. Linguagem artificial usada por determinado grupo e que é incompreensível para as pessoas que não fazem parte desse grupo. = GÍRIA
jar·gão jar·gão 2
(francês jargon, zircão )
nome masculino

[Mineralogia]   [Mineralogia]   Variedade de zircão.


substantivo masculino Linguagem incompreensível, truncada.
Toda linguagem de difícil compreensão.
Linguagem restrita a determinado grupo profissional ou social; gíria.
Linguagem de códigos que alguns grupos usam para que pessoas desconhecidas não compreendam suas conversas; gíria.
[Mineralogia] Tipo de zirconita (zircão) incolor ou amarelo-clara.
Etimologia (origem da palavra jargão). Do francês jargon.


Jargão é uma terminologia técnica ou socioleto comum a uma atividade ou grupo específico, comumente usada em grupos profissionais ou socioculturais. Por exemplo, para os advogados peticionar significa o que os leigos conhecem por entrar com a ação ou pedir para o juiz.
Pode dizer que são “gírias” usadas especifica e limitadamente por grupos de profissionais de um mesmo meio: professores, advogados, veterinários, médicos, militares, agentes prisionais, etc.
O jargão profissional é um jargão caracterizado pela utilização restrita a um círculo profissional, ou seja, um conjunto de termos específicos usados entre pessoas que compartilham a mesma profissão. O jargão profissional não deve ser confundido com a gíria nem com linguagem técnica, embora às vezes sejam usados ao mesmo tempo pelas mesmas pessoas.
São exemplos de jargões profissionais o chamado “juridiquês” (dos profissionais de carreira jurídica), o “economês” (dos profissionais de Economia e jornalistas especializados em Economia e mercado) e o uso do gerundismo por profissionais de telemarketing e vendas, bem como o uso errôneo do verbo seguir em lugar de continuar, por influência de espanhol mal traduzido ao português (F. segue internado; G. segue respirando com a ajuda de aparelhos; Segue chovendo; O trânsito segue parado).
Marketês, típico dos profissionais ditos “de marketing”, relacionados ao desempenho de função como assessores de campanhas políticas que, dentre outros, atendem pela alcunha de “marketeiros”.
2º clichê é o jargão utilizado quando da segunda impressão da mesma Edição de um periódico, seriado ou não, como, por exemplo, jornais e livros.