bookmark_borderO que é inferência

inferência | s. f.
in·fe·rên·ci·a
(inferir + -ência )
substantivo feminino

1. Acto ou efeito de inferir.

2. Dedução, conclusão.


substantivo feminino Raciocínio concluído ou desenvolvido a partir de indícios: a dedução é um tipo de inferência.
Processo intelectual segundo o qual é possível chegar a uma conclusão a partir de premissas.
Raciocínio através do qual uma proposição é considerada verdadeira pela sua ligação com outras já tidas como verdadeiras; a proposição que se assume como sendo verdadeira.
Etimologia (origem da palavra inferência). Do latim interentia.ae.


Em Lógica, inferência ou ilação é operação intelectual mediante a qual se afirma a verdade de uma proposição em decorrência de sua ligação com outras proposições já reconhecidas como verdadeiras. Consiste, portanto, em derivar conclusões a partir de premissas conhecidas ou decididamente verdadeiras. A conclusão também é chamada de idiomática.


bookmark_borderO que é sofisma

sofisma | s. m. 3ª pess. sing. pres. ind. de sofismar 2ª pess. sing. imp. de sofismar
so·fis·ma
nome masculino

1. Argumento capcioso com que se pretende enganar ou fazer calar o adversário.

2. [Popular]   [Popular]   Engano; logro.
so·fis·mar so·fis·mar – Conjugar
(sofismar + -ar )
verbo transitivo e intransitivo

1. Torcer (argumento ou questão).

2. Dar aparências de verdade a (asserção que se sabe ser falsa).

3. [Figurado, Popular]   [Figurado, Popular]   Lograr, iludir.verbo intransitivo

4. Usar sofismas; raciocinar por sofismas.

Sinónimo Sinônimo Geral: SOFISTICAR


substantivo masculino Argumento ardiloso, aparentemente correto, que pretende induzir o erro, enganar ou silenciar o oponente; paralogismo.
[Por Extensão] Todo discurso tendencioso cuja intenção reside na ideia do erro, proposto ardilosamente por quem o exprime.
[Informal] Ação realizada com a intenção de ludibriar, enganar; mentira.
[Lógica] Premissa ou argumentação cujo propósito se estabelece na intenção de produzir uma ilusão da verdade, apresentando uma estrutura lógica mas, além disso, relações incorretas e propositalmente falsas.
[Lógica] Discussão argumentativa que supostamente demonstra a verdade, contudo possui em sua essência características ilógicas.
Etimologia (origem da palavra sofisma). Do grego sophisma.


Sofisma ou sofismo (do grego antigo σόϕισμα -ατος, derivado de σοϕίξεσϑαι “fazer raciocínios capciosos”) em filosofia, é um raciocínio ou falácia se chama a uma refutação aparente, refutação sofística e também a um silogismo aparente, ou silogismo sofístico, mediante os quais se quer defender algo falso e confundir o contraditor. Não devemos confundir os sofismas com os paralogismos: os primeiros procedem da má fé, os segundos, da ignorância.


bookmark_borderO que é contingência

contingência | s. f.
con·tin·gên·ci·a
(latim contingentia, -ae, plural neutro de contingens, -entis, particípio presente de contingo, -ere, tocar, atingir, chegar a, ser vizinho de, encontrar, achar, acontecer )
nome feminino

1. Qualidade de contingente.

2. Facto possível, mas incerto. = EVENTUALIDADE

3. Possibilidade de algo acontecer (ex.: o ministério tem um plano de contingência para temperaturas extremas adversas).


substantivo feminino Qualidade de contingente; possibilidade de que algo se realize ou não.
Ação ou situação imprevista, que não se consegue controlar nem prever; eventualidade, casualidade.
[Filosofia] Natureza do que acontece de modo eventual, incidental ou desnecessário, podendo ter ocorrido de outra forma ou não se ter efetivado.
Etimologia (origem da palavra contingência). Do latim contingentia.ae, “acaso”.


Em filosofia e lógica, contingência é o modo de ser daquilo que não é necessário, nem impossível – mas que pode ser ou não. Em outros termos, é a característica atribuída ao ente cuja existência é tida como não necessária mas, ao mesmo tempo, não impossível – isto é, a sua realidade não pode ser demonstrada nem negada em termos definitivos. Diz-se que são contingentes as proposições que não são necessariamente verdadeiras nem necessariamente falsas.
Há quatro classes de proposições, algumas das quais se sobrepõem:

proposições necessariamente verdadeiras ou Tautologias, que devem ser verdadeiras, não importa quais são ou poderiam ser as circunstâncias. Geralmente o que se entende por “proposição necessária” é a proposição necessariamente verdadeira:2 + 2 = 4
Nenhum solteiro é casadoproposições necessariamente falsas ou Contradições, que devem ser falsas, não importa quais são ou poderiam ser as circunstâncias:2 + 2 = 5
Ana é mais alta e é mais baixa que Betoproposições contingentes, que não são necessariamente verdadeiras nem necessariamente falsas:Há apenas três planetas
Há mais que três planetasproposições possíveis, que são verdadeiras ou poderiam ter sido verdadeiras sob certas circunstâncias:2 + 2 = 4
Há apenas três planetas
Há mais que três planetasTodas as proposições necessariamente verdadeiras e todas as proposições contingentes também são proposições possíveis.


bookmark_borderO que é axioma

axioma | s. m.
a·xi·o·ma |acsi| a·xi·o·ma |acsi|
(latim axioma, -atis, do grego axíoma, -atos )
substantivo masculino

Proposição tão evidente que não precisa ser demonstrada.


substantivo masculino Evidência cuja comprovação é dispensável por ser óbvia; princípio evidente por si mesmo.
Expressão que contém um sentido moral ou geral; provérbio, máxima ou sentença.
[Matemática] Noção comum; afirmação geral aceita sem discussão: “a parte é menor que o todo” é um exemplo de axioma.
[Gramática] Representação inicial das regras sintagmáticas; estrutura correta sem explicação comprovada.
Etimologia (origem da palavra axioma). Do latim axioma.atis.


Na lógica tradicional, um axioma ou postulado é uma sentença ou proposição que não é provada ou demonstrada e é considerada como óbvia ou como um consenso inicial necessário para a construção ou aceitação de uma teoria. Por essa razão, é aceito como verdade e serve como ponto inicial para dedução de outras verdades (dependentes de teoria).
Na matemática, um axioma é uma hipótese inicial de qual outros enunciados são logicamente derivados. Pode ser uma sentença, uma proposição, um enunciado ou uma regra que permite a construção de um sistema formal. Diferentemente de teoremas, axiomas não podem ser derivados por princípios de dedução e nem são demonstráveis por derivações formais, simplesmente porque eles são hipóteses iniciais. Isto é, não há mais nada a partir do que eles seguem lógicamente (em caso contrário eles seriam chamados teoremas). Em muitos contextos, “axioma”, “postulado” e “hipótese” são usados como sinônimos.
Como foi visto na definição, um axioma não é necessariamente uma verdade autoevidente, mas apenas uma expressão lógica formal usada em uma dedução, visando obter resultados mais facilmente. Axiomatizar um sistema é mostrar que suas inferências podem ser derivadas a partir de um pequeno e bem definido conjunto de sentenças. Isto não significa que elas possam ser conhecidas independentemente, e tipicamente existem múltiplos meios para axiomatizar um dado sistema (como a aritmética). A matemática distingue dois tipos de axiomas: axiomas lógicos e axiomas não-lógicos.
Nas teorias das ciências naturais, um axioma é considerado uma verdade evidente que e é aceita como tal mas que ao rigor da palavra não pode ser demonstrado ou provado uma verdade absoluta dentro do domínio de sua aplicação; é geralmente derivado de intuição ou de conhecimento empírico, os quais apoiam-se em todos os fatos científicos até então conhecidos e relevantes à área em estudo. A viabilidade ou utilidade de tais teorias, e a classificação das mesmas como teorias científicas válidas ou já aprimoradas, todas sempre logicamente derivadas de forma correta de suas premissas (dos axiomas), dependem das escolhas acuradas de seus axiomas e da corroboração dos mesmos frente aos fatos científicos conhecidos na época em que foram propostos, e frente aos que forem gradualmente descobertos em épocas futuras às suas proposições. Fatos novos, ao serem descobertos, podem levar à evolução das teorias mediante necessidade explicita de modificações em seus axiomas, que, conforme propostos no paradigma científico evoluído e ora válido, devem manter-se sempre corroborados pela íntegra dos fatos científicos conhecidos até a data em questão.
Na engenharia, axiomas são aceitos sem provas formais e suas escolhas são negociadas a partir do ponto de vista utilitário e econômico. Podem também ser considerados como hipóteses na modelagem e mudados depois da validação do modelo.
Declarações explícitas de axiomas é uma condição necessária para a computabilidade de uma teoria, modelo ou método. Neste caso, o axioma pode ser visto como um conceito relativo dependente de domínio, por exemplo, em cada programa de software, declarações iniciais podem ser consideradas como seus axiomas locais.


bookmark_borderO que é certeza

certeza | s. f.
cer·te·za |ê| cer·te·za |ê|
(certo + -eza )
substantivo feminino

1. Qualidade do que é certo. ≠ INCERTEZA

2. Coisa certa.

3. Adesão absoluta e voluntária do espírito a um facto , a uma opinião.

4. Ausência de dúvida. = CONVICÇÃO

5. Estabilidade.

6. Habilidade ou firmeza em trabalhos manuais.

com certeza • Sem dúvida; de certeza (ex.: o resultado final será, com certeza, muito apreciado). = CERTAMENTE

• Talvez (ex.: ele não apareceu; com certeza anda cheio de trabalho).

de certeza • Sem qualquer dúvida, de maneira certa (ex.: eles vão gostar disso, de certeza).
Ver também dúvida linguística: com certeza.


substantivo feminino Segurança plena, total; convicção: tenho a certeza de que ele vencerá.
Conhecimento certo, total e absoluto: o juiz tinha certeza de sua culpa.
Ausência de inconstâncias; estabilidade: não tenho certeza do meu futuro.
Aquilo sobre o qual não há dúvida: tenho certeza desse resultado.
Caráter do que é certo; evidente: uma certeza matemática.
[Filosofia] Convicção que o espírito tem de que os objetos são do modo como ele os percebe.
locução adverbial Com certeza. De maneira evidente; certamente: vou lá com certeza!
Etimologia (origem da palavra certeza). Certo + eza.


Um argumento é uma certeza se, e somente se, a hipótese das premissas do argumento se tornou uma verdade, depois da conclusão provada. Veja este exemplo:

Sem olhar, Laurêncio tirou 100 bolinhas de um saco de 100. Das bolinhas que Laurêncio tirou, 100 eram vermelhas.
Laurêncio colocou todas as bolinhas de volta no saco.
Portanto, a próxima bola que Laurêncio puxar para fora da bolsa será vermelha.A premissa da hipótese tornou-se, realmente, uma conclusão provada. Portanto, esse argumento é uma certeza.
Veja no verbete convicção as diferenças entre este termo e a certeza.


bookmark_borderO que é escopo

escopo | s. m.
es·co·po |ô| es·co·po |ô|
(latim scopus, -i, do grego skopós, -oú, observador, espião, vigilante )
substantivo masculino

1. Local bem determinado a que se aponta para atingir. = ALVO, MIRA

2. Objectivo que se pretende atingir. = DESÍGNIO, FIM, INTUITO, PROPÓSITO

3. Limite ou abrangência de uma operação (ex.: ainda não definiram o escopo da campanha).Plural: escopos |ô|. Plural: escopos |ô|.Confrontar: escopro.


substantivo masculino Ponto que se deseja alcançar; alvo: o escopo da proposta era erradicar a fome.
Aquilo que se tem por finalidade; propósito.
Somatória de tudo que se pode referir a um projeto; descrição detalhada de um projeto, de seus propósitos: escopo de projeto.
Delimitação das atividades: traçou o escopo de sua profissão.
Extensão irrestrita ou ocasião favorável ao pensamento, à ação: descrever uma ciência é expressar seu real escopo.
[Gramática] Elemento gramatical através do qual se interpreta o predicado.
Etimologia (origem da palavra escopo). Do grego skopós.oû; pelo latim scopus.i.


O escopo, no âmbito da gestão de projetos, designa a especificação do limite dentro do qual os recursos de sistema podem ser utilizados, ou seja, o seu propósito.No âmbito da Matemática, o escopo de um operador pode ser explicado através de alguns exemplos.
Na aritmética, quando adicionamos uma lista de números; por exemplo:

2
+
4
+
5

{\displaystyle 2+4+5}
, a ordem da adição não faz diferença para o resultado (se primeiro adicionamos 2 e 4 , ou se primeiro adicionamos 4 e 5). Todavia, quando outra operação está envolvida, a ordem faz diferença. P.ex., faz diferença para o resultado de

2
+
4
×
5

{\displaystyle 2+4\times 5}
, se primeiro adicionamos 2 e 4, e depois multiplicamos o resultado por 5, ou se primeiro multiplicamos 4 e 5, e depois adicionamos 2. Assim,

2
+
4
×
5

{\displaystyle 2+4\times 5}
é ambígua entre

2
+
(
4
×
5
)

{\displaystyle 2+(4\times 5)}
e

(
2
+
4
)
×
5

{\displaystyle (2+4)\times 5}
, ambigüidade que pode ser facilmente evitada, como fica claro, usando parênteses.
Procede-se da mesma maneira em lógica, tal como no chamado cálculo proposicional. Por exemplo, em notação quase-formal, distinguimos ((P ou Q) e R), de (P ou (Q e R)) — onde P , Q e R são variáveis proposicionais, e ou e e têm a força lógica da disjunção e da conjunção. O recurso aos parênteses, nesse caso, também evita ambiguidades, de modo que uma fórmula complexa possa ser decomposta de uma única maneira em seus átomos, e pela atribuição de um valor de verdade aos átomos resulte um único valor de verdade para a fórmula complexa.
Fálacias de escopo podem ser geradas, também, quando estão envolvidos operadores do cálculo de predicados, ou seja os quantificadores existenciais e universais, em particular, no que se chama “generalidade múltipla”. Por exemplo:

(1) Todo garoto ama uma garota.Essa frase admite pelo menos duas leituras, conforme consideremos como amplo ou como restrito os escopos dos quantificadores universal (representado por “todo”) e existencial (representado por “uma”).
Talvez os casos mais interessantes para o exame da noção de escopo sejam aqueles envolvendo a interação entre operadores chamados extensionais (como os do cálculo proposicional e do cálculo de predicados) e operadores chamados intensionais ou hiperintensionais (como os das váriaveis lógicas modais e epistêmicas). Por exemplo:

(2) Todos os números pares são necessariamente múltiplos de 2.em que interagem o quantificador universal e o operador modal (representado por “necessariamente”). Willar Quine objetou a certas interações entre operadores modais e extensionais por nos comprometerem com alguma forma de essencialismo.
Um dos mais famosos tratamentos dado à noção de escopo — e que nortearia uma parte do debate em torno das relações entre referência e modalidade — é o de Bertrand Russell, em sua teoria das descrições definidas. Russell distingue a ocorrência primária de uma descrição da ocorrência secundária (ou n-ária) da mesma ou de outra descrição — o que nada mais é também do que uma distinção de escopo –, relativamente aos escopos de outros operadores. Por exemplo:

(3) George IV crê que Scott é o autor de Waverley.admitiria, segundo Russell, duas interpretações, conforme a descrição definida “o autor de Waverley” tenha uma ocorrência primária, a saber,

(3.1) Existe pelo menos um x, existe no máximo um x, e x escreveu Waverley, e George IV crê que Scott=x.ou conforme a descrição definida tenha uma ocorrência secundária, a saber,

(3.2) George IV crê que existe pelo menos um x, que existe no máximo um x, e que x escreveu Waverley.A análise de (3) procede de acordo com as regras que Russell fornece informalmente em “On Denoting” (1905) e formalmente em Principia Mathematica (1910-13).
Numa terminologia que também pode ser usada para capturar as distinções propostas por Russell, diz-se que em (3.2) a atitude proposicional crer é de dicto, i.e., que George IV crê numa proposição (dictum), nesse caso, numa proposição geral; e que em (3.1) temos uma atitude de re, a crença de George IV numa coisa (res) (cf. crença). Uma questão adicional envolvida é saber de que entidade essa atitude é de re — se é que é de alguma entidade.


bookmark_borderO que é premissa

premissa | s. f. premissa | s. f.
pre·mis·sa 1
(latim praemissa, feminino do particípio passado de praemitto, -ere, enviar antes, enviar antecipadamente, prevenir )
substantivo feminino

1. [Retórica]   [Retórica]   Cada uma das duas proposições de um silogismo (a maior e a menor), das quais se infere ou se tira a conclusão.

2. Ponto de partida para a organização de um raciocínio ou de uma argumentação.Confrontar: primícia.

pre·mis·sa pre·mis·sa 2
(alteração de primícia[s] )
substantivo feminino

[Antigo]   [Antigo]   Direito paroquial que consiste numa certa parte das primeiras novidades das terras.Confrontar: primícia.


substantivo feminino Fato inicial a partir do qual se inicia um raciocínio ou um estudo; proposição: partiram da premissa de que toda criança tem direitos.
[Lógica] As proposições, maior e menor, que completam um silogismo e a partir das quais se retiram os resultados ou conclusões.
Etimologia (origem da palavra premissa). Do latim praemissa.


Em Lógica, uma premissa é uma fórmula considerada hipoteticamente verdadeira, dentro de uma dada inferência. Esta constitui-se de duas partes: uma coleção de premissas, e uma conclusão.
Premissa significa a proposição, o conteúdo, as informações essenciais que servem de base para um raciocínio, para um estudo que levará a uma conclusão.
Uma dada fórmula pode ou não ser conclusão de uma dada coleção de premissas. Isto depende da Lógica ou do sistema lógico considerado.


bookmark_borderO que é antinomia

antinomia | s. f.
an·ti·no·mi·a
(latim antinomia, -ae, do grego antinomía, -as )
nome feminino

1. Contradição entre proposições, princípios ou ideias .

2. [Jurídico, Jurisprudência]   [Jurídico, Jurisprudência]   Contradição entre leis (e, por extensão, entre pessoas ou coisas).


substantivo feminino Contradição entre princípios, doutrinas, ideologias.
[Jurídico] Contradição, discrepância, entre leis que dificulta sua interpretação.
Condição do que está disposto ou colocado no sentido contrário, oposto.
Qualquer coisa que se oponha ao que foi dito ou feito anteriormente.
[Filosofia] Afirmação que se opõe aos sistemas determinados, ao senso comum; paradoxo.
Etimologia (origem da palavra antinomia). Do latim antinomia.ae; pelo grego antinomía.as.


Uma antinomia é uma afirmação simultânea de duas proposições (teses, sentenças etc.) contraditórias entre si. A antinomia no campo do Direito recebe o nome de antinomia jurídica.As antinomias também aparecem na matemática, principalmente nas áreas de lógica e teoria dos conjuntos. As antinomias tiveram um papel central nos trabalhos científicos na área de matemática do início do século XX, principalmente nas tentativas de Georg Cantor de definir a teoria dos conjuntos, no projeto de David Hilbert de formalizar a matemática e nos trabalhos de Kurt Gödel e Alan Turing sobre a incompletude dos sistemas formais.


bookmark_borderO que é verdade

verdade | s. f.
ver·da·de
(latim veritas, -atis, verdade, sinceridade, realidade )
nome feminino

1. Conformidade da ideia com o objecto , do dito com o feito, do discurso com a realidade. ≠ ERRO, ILUSÃO, MENTIRA

2. Qualidade do que é verdadeiro. = EXACTIDÃO , REALIDADE

3. Coisa certa e verdadeira. ≠ ILUSÃO, MENTIRA

4. [Por extensão]   [Por extensão]   Manifestação ou expressão do que se pensa ou do que se sente. = AUTENTICIDADE, BOA-FÉ, SINCERIDADE ≠ MENTIRA

5. Princípio certo. = AXIOMA

6. [Belas-artes]   [Belas-Artes]   Expressão fiel da natureza, de um modelo, etc.

meia verdade • Afirmação que não é falsa, mas em que se oculta alguma informação.

na verdade • Usa-se para enfatizar ou confirmar o que é dito. = COM EFEITO, DEFACTO ,EFECTIVAMENTE , NA REALIDADE


substantivo feminino Que está em conformidade com os fatos ou com a realidade: as provas comprovavam a verdade sobre o crime.
[Por Extensão] Circunstância, objeto ou fato real; realidade: isso não é verdade!
[Por Extensão] Ideia, teoria, pensamento, ponto de vista etc. tidos como verídicos; axioma: as verdades de uma ideologia.
[Por Extensão] Pureza de sentimentos; sinceridade: comportou-se com verdade.
Fiel ao original; que representa fielmente um modelo: a verdade de uma pintura; ela se expressava com muita verdade.
[Filosofia] Relação de semelhança, conformação, adaptação ou harmonia que se pode estabelecer, através de um ponto de vista ou de um discurso, entre aquilo que é subjetivo ao intelecto e aquilo que acontece numa realidade mais concreta.
Etimologia (origem da palavra verdade). Do latim veritas.atis.


A palavra verdade pode ter vários significados, desde “ser o caso”, “estar de acordo com os fatos ou a realidade”, ou ainda ser fiel às origens ou a um padrão. Usos mais antigos abrangiam o sentido de fidelidade, constância ou sinceridade em atos, palavras e caráter. Assim, “a verdade” pode significar o que é real ou possivelmente real dentro de um sistema de valores. Esta qualificação implica o imaginário, a realidade e a ficção, questões centrais tanto em antropologia cultural, artes, filosofia e a própria razão. Como não há um consenso entre filósofos e acadêmicos, várias teorias e visões acerca da verdade existem e continuam sendo debatidas.
Verdade é aquilo que está de acordo com os fatos e observações; respostas lógicas resultante do exame de todos os fatos e dados; uma conclusão baseada na evidência, não influenciada pelo desejo, autoridade ou preconceitos; um facto inevitável, sem importar como se chegou a ele.


bookmark_borderO que é correção

correcção correção | s. f.
cor·rec·ção |èç| cor·re·ção |èç| cor·re·ção |èç|
(latim correctio, -onis )
nome feminino

1. Acto de corrigir.

2. Rectificação do que está errado ou imperfeito.

3. Castigo, geralmente físico, com o fim de ensinamento. = CORRECTIVO

4. [Figurado]   [Figurado]   Acabamento.

5. Aperfeiçoamento.

6. Perfeição.

7. Pureza.

8. Modo impecável de proceder.Confrontar: correição.
• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: correção. • Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990:correcção.
• Grafia no Brasil: correção. • Grafia em Portugal:correcção.


substantivo feminino Ato ou efeito de corrigir, de tornar melhor, mais correto.
Qualidade do que é correto, desprovido de erro ou defeito.
Repreensão severa; castigo, punição, corretivo.
Modificação levada a efeito numa obra para melhorá-la.
Ação ou efeito de aperfeiçoar, de aprimorar.
expressão Casa de correção. Estabelecimento público onde se encerram criminosos condenados, a fim de os reeducar.
Etimologia (origem da palavra correção). Do latim correctio.


Na lógica matemática, um sistema lógico possui a propriedade da correção se e somente se suas regras de inferências demonstram somente fórmulas que são válidas do ponto de vista de sua semântica. Geralmente, esta propriedade consiste na preservação da verdade por parte das regras do sistema.