bookmark_borderO que é lobo

lobo | s. m. lobo | s. m.
lo·bo |ó| lo·bo |ó| 2
(grego lóbos, -oû )
nome masculino

1. [Anatomia]   [Anatomia]   Parte arredondada e saliente de um órgão.

2. [Anatomia]   [Anatomia]   Parte inferior da orelha humana, de tecido mole. = LÓBULO

3. Jogo popular.Plural: lobos |ô|. Plural: lobos |ô|.
lo·bo |ô| lo·bo |ô| 1
(latim lupus, -i )
nome masculino

1. [Zoologia]   [Zoologia]   Mamífero carnívoro (Canis lupus) da família dos canídeos, com pelagem cinzenta amarelada, que vive nas florestas da Europa, da Ásia e da América.

2. Máquina de abrir a lã (nas fábricas de lanifícios).

3. Homem de maus instintos.

comer como um lobo • Comer muito.

lobo do mar • Marinheiro experimentado e valente.

quem não quer ser lobo não lhe veste a pele • Expressão usada para dizer que quem não quer sofrer contrariedades, não se mete em perigos.Plural: lobos |ô|. Plural: lobos |ô|.


substantivo masculino Parte arredondada e saliente de qualquer órgão: os lobos do cérebro.
[Anatomia] Parte inferior, flexível, pendente da orelha; lobo da orelha.
[Odontologia] Uma das principais divisões da coroa do dente.
[Botânica] Porção mais arredondada da folha.
Etimologia (origem da palavra lobo). Talvez do francês lobe, ao grego lobós.
substantivo masculino Mamífero que se alimenta de carne, Canis lupus, que vive em grupos, pode chegar aos dois metros de comprimento, com pelagem cinza.
[Figurado] Aquele que expressa perversidade, maldade.
[Figurado] Pessoa que prefere se esquivar do convívio social.
Etimologia (origem da palavra lobo). Do latim lupus, i.


Lobo-cinzento (nome científico: Canis lupus) é uma espécie de mamífero canídeo do gênero Canis. É um sobrevivente da Era do Gelo, originário do Pleistoceno Superior, cerca de 300 mil anos atrás. É o maior membro remanescente selvagem da família canidae. O sequenciamento de DNA e estudos genéticos reafirmam que o lobo-cinzento é ancestral do cão doméstico (Canis lupus familiaris), contudo alguns aspectos desta afirmação têm sido questionados recentemente. Uma série de outras subespécies do lobo-cinzento foram identificadas, embora o número real de subespécies ainda esteja em discussão. Os lobos-cinzentos são tipicamente predadores ápice nos ecossistemas que ocupam. Embora não sejam tão adaptáveis à presença humana como geralmente ocorre com as demais espécies de canídeos, os lobos se desenvolveram em diversos ambientes, como florestas temperadas, desertos, montanhas, tundras, taigas, campos e até mesmo em algumas áreas urbanas. O lobo-cinzento (Canis lupus), o lobo-vermelho (Canis rufus) e o lobo-etíope (Canis simensis) são as únicas três espécies classificadas como lobos. Os demais lobos correspondem a subespécies derivadas das três espécies citadas anteriormente.


bookmark_borderO que é morsa

morsa | s. f.
mor·sa
(francês morse )
nome feminino

[Zoologia]   [Zoologia]   Mamífero anfíbio dos mares das regiões árcticas cujo macho tem enormes caninos superiores. (Comprimento de 5 m; peso 1 tonelada; ordem dos pinípedes.)


substantivo feminino Mamífero marinho das regiões árticas, cujo macho tem enormes caninos superiores.
O termo é às vezes aplicado ao dugongo e ao peixe-boi, os quais pertencem a uma ordem de mamíferos do mar chamada Sirenia. Mas essa palavra mais corretamente designa um animal extinto, chamado vaca-marinha-de-steller.


A morsa (Odobenus rosmarus) é um animal de grande porte que vive nas águas do Ártico. É a única espécie não extinta do gênero Odobenus e da família Odobenidae. Uma morsa fêmea adulta chega a 2,60 metros de comprimento e pode pesar de 400 até 1.250 kg. O macho adulto é ainda maior, podendo ter de 3 a 4 m de comprimento. Os machos adultos do Pacífico podem pesar até mais de 2.000kg e, entre pinípedes, são ultrapassados ​​em tamanho apenas pelas duas espécies de elefantes-marinhos. Subdivide-se em três subespécies: morsa do Atlântico (O. rosmarus) que vive no oceano Atlântico, a morsa do Pacífico (O. rosmarus divergens) que habita no oceano Pacífico e O. rosmarus laptevi, que vive no mar de Laptev.
A morsa é imediatamente reconhecida por suas presas proeminentes, bigodes e grande volume. As morsas possuem uma pele enrugada e áspera que vai se tornando cada vez mais espessa ao longo de sua vida (15 a 30 anos). Para nadar usam a nadadeira caudal. Deslocam-se mal em terra, utilizando as suas presas para se locomover, cravando os dentes no gelo e puxando o corpo para frente (por isso o nome Odobenus, que significa “aquele que caminha com os dentes”). Seu focinho tem um sólido bigode e dois enormes caninos ou presas que podem chegar a 90 centímetros nas fêmeas e ultrapassar 1,10 metro de comprimento nos machos. As morsas alimentam-se principalmente de moluscos (bivalentes e caracóis), ouriços, estrelas, caranguejos e suas presas vão se desgastando-se ao longo dos anos. As morsas percebem o alimento presente no Iodo e areia devido aos seus pelos (vibrissas) presentes no seu focinho. Em sua busca por alimentos, elas realizam mergulhos profundos e prolongados, podendo chegar a cem metros de profundidade, devido as adaptações que tornam seu mergulho eficiente. Durante o mergulho, as morsas reduzem seu batimento cardíaco, transferem a circulação para os órgãos vitais como cérebro e coração, reduzem o metabolismo e utilizam a grande quantidade de oxigênio armazenada em seu sangue(devido à grande concentração de hemoglobina e mioglobina). Elas residem principalmente em habitats rasos nas prateleiras oceânicas, gastando uma proporção significativa de sua vida no gelo do mar em busca da sua dieta preferida de moluscos bivalves bentônicos. É uma vida relativamente longa animal. Sociável, a morsa é considerada uma espécie-chave nos ecossistemas marinhos do Ártico.
As morsas tendem a viver em bandos de até cem indivíduos. As fêmeas atingem a maturidade sexual entre 4-6 anos de idade, enquanto o macho atinge com 7 anos. As fêmeas dão a luz no máximo a cada dois anos e o período de gestação dura aproximadamente um ano, onde apenas um filhote nasce, pesando entre 45 e 75 quilos. Logo após o nascimento as morsas já são capazes de nadar. O período de amamentação do filhote dura entre um ano e meio a dois anos. As principais dificuldades que as morsas enfrentam são a falta de alimento e os caçadores, tendo as orcas, tubarões e focas leopardo como principais predadores.
A morsa tem desempenhado um papel de destaque nas culturas de muitos povos indígenas do Ártico que caçaram a morsa pela sua carne, pele, gordura, presas e ossos. No século XIX e início do século XX a morsa foi o objeto de exploração comercial pesado ​​de gordura de baleia e marfim e com isso, as populações da espécie diminuíram rapidamente. Sua população mundial, desde então, tem vindo a recuperar, embora as populações do Atlântico e Laptev permaneçam fragmentadas e em níveis historicamente deprimidos.
Encontra-se vulnerável de acordo com a IUCN ver. 3.1.