bookmark_borderO que é responsabilidade

responsabilidade | s. f.
res·pon·sa·bi·li·da·de
substantivo feminino

Obrigação de responder pelas acções próprias, pelas dos outros ou pelas coisas confiadas.


substantivo feminino Dever de se responsabilizar pelo próprio comportamento ou pelas ações de outrem; obrigação.
[Por Extensão] Comportamento da pessoa sensata; sensatez.
Natureza ou condição de responsável, que assume suas obrigações.
Qualidade de quem presta contas as autoridades.
[Jurídico] Obrigação jurídica que resulta do desrespeito de algum direito, através de uma ação contrária ao ordenamento jurídico.
Etimologia (origem da palavra responsabilidade). Responsável + idade.


Responsabilidade é o dever de arcar com as consequências do próprio comportamento ou do comportamento de outras pessoas. É uma obrigação jurídica concluída a partir do desrespeito de algum direito, no decurso de uma ação contrária ao ordenamento jurídico. Também pode ser a competência para se comportar de maneira sensata ou responsável. Responsabilidade não é somente obrigação, mas também a qualidade de responder por seus atos individual e socialmente. A responsabilidade é uma aprendizagem que qualquer ser humano adquire em relação à inteligência emocional ao longo dos anos. A responsabilidade não é algo exclusivo de adultos, já que qualquer pessoa, como também as crianças podem cumprir com uma atividade desde que seja de acordo com sua idade. Por exemplo, as crianças também podem assumir responsabilidades de colaborar com algumas pequenas tarefas de casa sempre de acordo com sua idade. Desta forma, a aprendizagem da responsabilidade se interioriza através da prática


bookmark_borderO que é alma

alma | s. f. | s. f. pl.
al·ma
(latim anima, -ae, sopro, ar, respiração, princípio vital )
substantivo feminino

1. [Religião]   [Religião]   Parte imortal do ser humano.

2. Pessoa, indivíduo.

3. Habitante.

4. Índole.

5. Vida.

6. Consciência.

7. Espírito.

8. [Figurado]   [Figurado]   Agente, motor principal; o que dá força e vivacidade.

9. Essência, fundamento.

10. Entusiasmo, calor.

11. Ânimo, coragem, valor.

12. Ente querido.

13. [Técnica]   [Técnica]   Interior da arma de fogo.

14. [Música]   [Música]   Peça de madeira no interior do violino, entre o tampo superior e o inferior, por baixo do cavalete.

15. Parte bicôncava do carril entre a cabeça e a patilha.

16. Pedaço de cabedal entre a sola e a palmilha de um sapato.

17. Pedaço de sola que fortalece o enfranque do calçado.

18. Válvula do fole.

19. Curva da sola do pé, entre o calcanhar e a base lateral do dedo grande do pé.

20. Vão que o fuso deixa na maçaroca ou do novelo, etc.

21. Chancela ou sinete de carta.

22. Mote de divisa.

23. Peça interior do botão coberto.
almassubstantivo feminino plural

24. Pequeno monumento na berma de um caminho que representa em geral almas do Purgatório, frequentemente construído em homenagem a ou em memória de entes queridos ou como cumprimento de promessa. = ALMINHAS

alma de cântaro • [Informal, Depreciativo]   • [Informal, Depreciativo]   Paspalhão, estúpido, simplório.

alma de chicharro • [Informal, Depreciativo]   • [Informal, Depreciativo]   Pessoa de carácter frouxo e brando.

alma penada • A que vagueia penando pelo mundo.


substantivo feminino Princípio espiritual do homem que se opõe ao corpo.
[Religião] Composição imaterial de uma pessoa que perdura após sua morte; espírito.
Qualidades morais, boas ou más: alma nobre.
Consciência, caráter, sentimento: grandeza de alma.
[Figurado] Quem habita algum lugar; habitante: cidade de 20.000 almas.
[Figurado] Origem principal: esse homem era a alma do movimento.
Expressão de animação; vida: cantar com alma.
Condição essencial de: o segredo é a alma do negócio.
[Artilharia] O vazio interior de uma boca de fogo: a alma do canhão.
[Música] Pequeno pedaço de madeira que, colocado no interior de um instrumento de cordas, comunica as vibrações a todas as partes do instrumento: a alma de um violino.
Armação de ferro, de uma escultura modelada.
Etimologia (origem da palavra alma). Do latim anima.ae, sopro, ar, origem da vida.


Alma é um termo equivalente ao hebraico néfesh, ao Sanscrito Ātman e ao grego psykhé e significa “ser”, “vida” ou “criatura”. Etimologicamente, deriva do termo em Latim animu (ou anima), que significa “o que anima”. Sendo a vida de cada organismo, não sendo eterna, e nem separada do corpo, exatamente pelo contrário. Alma não é o mesmo que espírito. Na religião, possui grande importância, conferindo, ao indivíduo, a capacidade de fazer e viver coisas e momentos complexos lógicamente, sendo a vida do ser humano, e não parte dela. Foi discutida e citada na filosofia.


bookmark_borderO que é liberdade

liberdade | s. f. | s. f. pl.
li·ber·da·de
(latim libertas, -atis )
nome feminino

1. Direito de um indivíduo proceder conforme lhe pareça, desde que esse direito não vá contra o direito de outrem e esteja dentro dos limites da lei.

2. Condição da pessoa ou da nação que não tem constrangimentos ou submissões exteriores.

3. Estado ou condição de quem não está detido, nem preso (ex.: liberdade condicional; pássaros em liberdade). ≠ PRISÃO

4. Estado ou condição daquilo que não está preso, confinado ou com alguma restrição física ou material (ex.: cabelos em liberdade; depois do tratamento, devolveram os animais à liberdade).

5. Cada um dos direitos garantidos ao cidadão (ex.: liberdade de circulação; liberdade de expressão; liberdade religiosa).

6. Maneira de falar ou de agir sem tentar esconder sentimentos ou intenções (ex.: permita-me a liberdade, mas vou dizer o que penso). = FRANQUEZA, SINCERIDADE

7. Desrespeito consentido de certas regras ou convenções (ex.: liberdade criativa; liberdade poética). = LICENÇA

8. Capacidade de agir sem receio ou sem constrangimento. = DESASSOMBRO, OUSADIA

9. Familiaridade considerada excessiva (ex.: o pai nunca admitiria estas liberdades). = CONFIANÇA, INTIMIDADE
liberdadesnome feminino plural

10. Conjunto de imunidades ou regalias de um grupo.


substantivo feminino Nível de independência absoluto e legal de um indivíduo, de uma cultura, povo ou nação, sendo nomeado como modelo (padrão ideal).
Estado ou particularidade de quem é livre; característica da pessoa que não se submete.
Estado da pessoa que não está presa: o assassino vai responder o processo em liberdade.
[Por Extensão] Atributo do que se encontra solto e sem obstáculos (para se movimentar): suas roupas saltavam em liberdade.
Falta de dependência; independência.
[Por Extensão] Alternativa que uma pessoa possui para se expressar da maneira como bem entende, seguindo a sua consciência.
[Por Extensão] Em que há consentimento; permissão: dou-te a liberdade para deixar a firma.
[Por Extensão] Comportamento que expressa intimidade; familiaridade: tomei a liberdade e lhe disse tudo o que pensava.
[Por Extensão] Reunião dos direitos de uma pessoa; poder que um cidadão possui para praticar aquilo que é de sua vontade, dentro das limitações estabelecidas pela lei: liberdade política; liberdade comportamental etc.
[Filosofia] Aptidão particular do indivíduo de escolher (de modo completamente autônomo), expressando os distintos aspectos da sua essência ou de sua natureza.
substantivo feminino plural Autonomia de que usufruem determinados grupos sociais; franquia.
Modo de agir audacioso: nunca te dei essas liberdades!
Grau de intimidade que se adquire em relacionamentos: nunca deixei que ele tomasse liberdades comigo.
Etimologia (origem da palavra liberdade). Do latim libertas.atis.


Liberdade (Latim: Libertas) é, em geral, a condição daquele que é livre; capacidade de agir de si mesmo; autodeterminação; independência; autonomia. Pode ser compreendida sob uma perspectiva que denota a ausência de submissão e de servidão, própria da liberdade política, mas também pode se relacionar com a questão filosófica do livre arbítrio. Se opõe à concepção de mundo determinista. Com o fim da Guerra santa no período medieval surge o conceito contemporâneo de liberdade.


bookmark_borderO que é destino

destino | s. m. 1ª pess. sing. pres. ind. de destinar
des·ti·no
(derivação regressiva de destinar )
nome masculino

1. Combinação de circunstâncias ou de acontecimentos que influem de um modo inelutável. = FADO, FORTUNA, SINA, SORTE

2. Situação resultante dessa combinação.

3. Emprego, aplicação.

4. Fatalidade.

5. Direcção .

6. Lugar a que se dirige alguém ou é dirigida alguma coisa.

7. [Informal]   [Informal]   Sumiço.

sem destino • Ao acaso.
des·ti·nar des·ti·nar – Conjugar
verbo transitivo

1. Determinar antecipadamente.

2. Designar o objecto ou o fim de.

3. Reservar.

4. Educar para.


substantivo masculino Sucessão de acontecimentos que não se consegue evitar; fado.
Fatalidade a que estariam sujeitas todas as pessoas e todas as coisas do mundo: ninguém é senhor do seu próprio destino.
Que não se pode prever; futuro: meu destino nem eu sei.
Propósito de alguma coisa; serventia, emprego, aplicação.
Direção que se segue; rumo: andar sem destino.
Local onde se quer chegar; meta: projeto sem destino certo.
A própria existência; vida: azares do destino.
Etimologia (origem da palavra destino). Forma regressiva de destinar.


O Destino é geralmente concebido como uma sucessão inevitável de acontecimentos relacionada a uma possível ordem cósmica. Portanto, segundo essa concepção, o destino conduz a vida de acordo com uma ordem natural, segundo a qual nada do que existe pode escapar. Concepção antiga, é presente em algumas mitologias, como por exemplo, na mitologia grega, através das Moiras, mas também em correntes filosóficas, como é o caso do fatalismo. Ex: se duas pessoas são de mesmo signo, concluiu então que elas são alma gêmea (destino).
Segundo Nicola Abbagnano(filósofo Italiano do sec.xx), o destino é a “Ação necessitante que a ordem do mundo exerce sobre cada um de seus seres singulares”. Na sua formulação tradicional, esse conceito implica: (1º) necessidade, quase sempre desconhecida e por isso cega, que domina cada indivíduo do mundo enquanto parte da ordem total; (2º) adaptação perfeita de cada indivíduo ao seu lugar, ao seu papel ou à sua função no mundo, visto que, como engrenagem da ordem total, cada ser é feito para aquilo que faz.
O conceito de Destino é antiquíssimo e bastante difundido, porque compartilhado por todas as filosofias que, de algum modo, admitem uma ordem necessária do mundo. Aqui só faremos alusão às que designam explicitamente essa ordem com o termo em questão. O Destino é noção dominante na filosofia estoica. Crisipo, Posidônio e Zenão reconheceram-no como a “causa necessária” de tudo ou a “razão” pela qual o mundo é dirigido. Identificavam-no com a providência (DiÓG. L., VII, 149). Os estoicos latinos retomam essa noção e apontam os seus reflexos morais (SÊNECA, Natur. quaest., II, 36, 45; MARCO AURÉLIO, Memórias, IX, 15). Segundo Plotino, ao D. que domina todas as coisas exteriores só escapa a alma que toma como guia “a razão pura e impassível que lhe pertence de pleno direito”, que haure em si, e não no exterior, o princípio de sua própria ação (Enn., III, 1,9). Para Plotino, a providência é uma só: nas coisas inferiores chama-se Destino; nas superiores, providência {ibid., III, 3, 5). De modo análogo, para Boécio (que com a Consolação da filosofia transmitia esses problemas à Escolástica latina), Destino e providência só se distinguem porque a providência é a ordem do mundo vista pela inteligência divina e o Destino é essa mesma ordem desdobrada no tempo. Mas no fundo a ordem do Destino depende da providência (Phil. cons., IV, 6,10). O livre-arbítrio humano subtrai-se da providência e do Destino só porque as ações a que dá origem se incluem, exatamente em sua liberdade, na ordem do Destino (Ibid., V, 6). Essa solução deveria inspirar todas as soluções análogas da Escolástica, que conserva o mesmo conceito de Destino e de providência (cf., p. ex., S. TOMÁS, S. Th., I, q. 116, a. 2). Em sua Teodicéia, Leibniz repropunha a mesma solução (Théod., I, § 62).
Na filosofia do Romantismo, enquanto Schopenhauer considera o Destino como ação determinante, no homem e na história, da Vontade de vida na sua natureza dilacerante e dolorosa (Die Welt, II, cap. 38), Hegel limita o Destino à necessidade mecânica. “À potência”, diz ele, “como universalidade objetiva e violência contra o objeto, dá-se o nome de Destino: conceito que se inclui no mecanicismo porquanto o Destino é chamado de cego, ou seja, sua universalidade objetiva não é conhecida pelo sujeito em sua propriedade ou particularidade específica” (WissenschqftderLogik, III, II, 1, B, b; trad. it., III, p. 199). Nesse sentido, o Destino é a própria necessidade racional do mundo, mas enquanto ignorante de si mesma e, portanto, “cega”. Mas durante esse mesmo período, do ponto de vista de necessidade “puramente racional”, tanto interpretada como dialética, quanto como determinismo causal, a palavra Destino começou a parecer fantástica ou mítica demais para designar essa necessidade. Foi então abandonada e substituída por termos que exprimem a natureza objetiva e causal da necessidade, como p. ex. necessidade, dialética, determinismo, causalidade; no domínio da ciência, é regida pelas “leis eternas e imutáveis da natureza”.
Quando a palavra Destino volta, em Nietzsche e no existencialismo alemão, tem novo significado: exprime a aceitação e a voliçâo da necessidade, o amorfati. Nietzsche foi o primeiro a expressar esse conceito tão característico de certa tendência da filosofia contemporânea. Ele interpreta a necessidade do devir cósmico como vontade de reafirmação: desde a eternidade o mundo aceita-se e quer-se a si mesmo, por isso repete-se eternamente. Mas o homem deve fazer aígo mais que aceitar esse pensamento: deve ele próprio prometer-se ao anel dos anéis: “É preciso fazer o voto do retorno de si mesmo com o anel da eterna bênção de si e da eterna afirmação de si; é preciso atingir a vontade de querer retrospectivamente tudo o que aconteceu, de querer para a frente tudo o que acontecerá” (Wille zurMacht, ed. 1901, § 385). Esse é o amorfati, no qual Nietzsche vê a “fórmula da grandeza do homem”. Heidegger não fez senão exprimir o mesmo conceito ao falar do Destino como decisão autêntica do homem. Destino é a decisão de retornar a si mesmo, de transmitir-se a si mesmo e de assumir a herança das possibilidades passadas. “A repetição é a transmissão explícita, ou seja, o retorno a possibilidades do ser-aí que já foram” (Seín und Zeit, § 74). Nesse sentido, o Destino é “a historicidade autêntica”: consiste em escolher o que já foi escolhido, em projetar o que já foi projetado, em reapresentar para o futuro possibilidades que já foram apresentadas. É, em outros termos, a vontade da repetição, o reconhecimento e a aceitação da necessidade. Esse conceito volta em Jaspers, que, no entanto, expressa-o com referência à identidade estabelecida entre o eu e sua situação no mundo. O Destino é a aceitação dessa identidade: “Amo-o como me amo porque só nele estou cônscio de meu existir”. Aqui também o Destino nada mais é que a aceitação e o reconhecimento da própria natureza da necessidade, que, para Jaspers, é a identidade do homem com sua situação (Phil, II, p. 218 ss.).
Essa última noção de Destino exprime bem certas tendências da filosofia contemporânea. Na origem de sua longa tradição, essa noção implicava: (1) uma ordem total que age sobre o indivíduo, determinando-o; (2) o indivíduo não se apercebe necessariamente da ordem total nem de sua força necessitante: o Destino é cego. O conceito contemporâneo eliminou ambas as características. Para ele: (1) a determinação necessitante não é a de uma ordem (nem mesmo para Nietzsche), mas a de uma situação, a repetição; e (2) o Destino não é cego porque é o reconhecimento e a aceitação deliberada da situação necessitante.”


bookmark_borderO que é metafísica

metafísica | s. f. fem. sing. de metafísico
me·ta·fí·si·ca
(latim medieval metaphysica )
nome feminino

1. Doutrina da essência das coisas.

2. Conhecimento das causas primárias.

3. Teoria das ideias .

4. Conhecimento geral e abstracto .

5. Abstracção .

6. Carácter do que é abstracto .

7. [Figurado]   [Figurado]   Subtileza ou transcendência no discorrer.
me·ta·fí·si·co me·ta·fí·si·co
(latim medieval metaphysicus, -a, -um )
adjectivo adjetivo

1. Relativo à metafísica.

2. [Figurado]   [Figurado]   Transcendente; subtil ; abstracto ; obscuro.nome masculino

3. Aquele que é versado em metafísica.


substantivo feminino Teoria filosófica que busca entender a realidade de modo ontológico (natureza do ser), teológico (essência de Deus e da religião) ou suprassensível (além dos sentidos).
[Figurado] Teoria geral e abstrata; explicação filosófica: a metafísica da linguagem.
Aristotelismo. Subdivisão da filosofia, definida pela análise detalhada das realidades que se transpõem à experiência sensível, embasando todas as ciências, através da investigação sobre a essência do ser; filosofia primária.
Etimologia (origem da palavra metafísica). Do latim metaphysica; pelo grego metaphysiká.


Metafísica (do grego antigo μετα (metà) = depois de, além de tudo; e Φυσις [physis] = natureza ou física) é uma das disciplinas fundamentais da filosofia que examina a natureza fundamental da realidade, incluindo a relação entre mente e matéria, entre substância e atributo e entre potencialidade e atualidade. Os sistemas metafísicos, na sua forma clássica, tratam de problemas centrais da filosofia teórica: são tentativas de descrever os fundamentos, as condições, as leis, a estrutura básica, as causas ou princípios, bem como o sentido e a finalidade da realidade como um todo ou dos seres em geral. Um ramo central da metafísica é a ontologia, a investigação sobre as categorias básicas do ser e como elas se relacionam umas com as outras. Outro ramo central da metafísica é a cosmologia, o estudo da totalidade de todos os fenômenos no universo.
Concretamente, isso significa que a metafísica clássica ocupa-se das “questões últimas” da filosofia, tais como: há um sentido último para a existência do mundo? A organização do mundo é necessariamente essa com que deparamos, ou seriam possíveis outros mundos? Existe algum deus? Se existe, como podemos conhecê-lo? Existe algo como um “espírito”? Há uma diferença fundamental entre mente e matéria? Os seres humanos são dotados de almas imortais? São dotados de livre-arbítrio? Tudo está em permanente mudança, ou há coisas e relações que, a despeito de todas as mudanças aparentes, permanecem sempre idênticas?
O que diferencia a metafísica das ciências particulares é que a metafísica considera o “inteiro” do ser enquanto as ciências particulares estudam apenas “partes” específicas do ser. A metafísica distingue-se das ciências particulares por conta do objeto a respeito do qual está preocupada, o ser total, e por ser uma investigação a priori. Por isso, a diferença entre os métodos da metafísica e das ciências particulares decorre da diferença entre os objetos estudados. Devemos lembrar-nos de que as categorias que valem para as partes não podem ser estendidas ao inteiro.
No quarto livro da Metafísica, Aristóteles nos informa que a filosofia primeira “não se identifica com nenhuma ciência particular, pois nenhuma outra ciência considera o “ser enquanto ser em geral”, mas, depois de ter delimitado uma parte dele, cada uma estuda as características dessa parte”(1003a 21-25). Por vezes, Aristóteles parece tornar a metafísica uma ciência particular ao nos dizer que ela estuda as causas primeiras de todas as coisas, mas, na maior parte do tempo, a trata como a ciência do geral.
Tópicos da investigação metafísica incluem existência, objetos e suas qualidades, espaço e tempo, causa e efeito, e possibilidade. Alguns tipos de pensamento metafísico centram-se no conceito de transcendência, mas não todos. Como já dito, o que caracteriza a Metafísica é a problemática do inteiro, por isso, são metafísicos “tanto os que afirmam que o inteiro envolve o ser supra-sensível e transcendente considerado como origem de todas as coisas, quanto os que afirmam que o inteiro não inclui nenhuma transcendência e, consequentemente, fazem a discussão da problemática do inteiro coincidir com a do sensível”. Por exemplo, se considera que só exista o mundo sensível e que esse mundo seja totalmente material, então assume-se uma posição metafísica.


bookmark_borderO que é indivíduo

indivíduo | s. m. | adj.
in·di·ví·du·o
(latim individuus, -a, -um, indivisível )
substantivo masculino

1. Qualquer ser.

2. Sujeito, pessoa (ex.: ele é um indivíduo pouco falador).

3. Ser humano.

4. Homem indeterminado (ex.: o crime foi cometido por um indivíduo com cerca de 30 anos).

5. Organismo único pertencente a um grupo.

6. Exemplar.adjectivo adjetivo

7. Que não se divide ou não se pode dividir (ex.: natureza indivídua, propriedade indivídua, património indivíduo). = INDIVISÍVEL, INDIVISO


substantivo masculino Ser humano; pessoa considerada de modo isolado em sua comunidade, numa sociedade ou coletividade; o ser que faz parte da espécie humana; o homem: os direitos dos indivíduos.
[Biologia] Ser único de uma espécie; ser que se distingue dos demais.
[Por Extensão] Pej. Quem não se quer nomear: o indivíduo chegou tarde?
adjetivo Que não é possível dividir, separar: culturas indivíduas.
Etimologia (origem da palavra indivíduo). Do latim individuus.a.um.


Em metafísica e estatística, a palavra indivíduo habitualmente descreve qualquer coisa numericamente singular, embora por vezes se refira especificamente a “uma pessoa”. Usada em muitos contextos, tanto “Aristoteles” como “a Lua” são indivíduos. Em geral, “uva” e “vermelhidão” não são.
Em biologia, indivíduo é sinônimo de organismo.
Indivíduo, como peça da gíria filosófica, é muito comum e surge frequentemente como sinônimo de particular, em contraste com “universal”.
A famosa obra sobre os indivíduos e a sua individuação é de P. F. Strawson em Pessoas: Um Ensaio em metafísica descritiva (Londres:
Methuen & Co. Ltd., 1959, Nova Iorque: Anchor, 1963).
No cotidiano, um indivíduo é uma coleção de pensamentos e feitos que é considerada uma entidade.
Como um conjunto de pensamentos e feitos é considerado um indivíduo depende da perspectiva. Por exemplo: os pensamentos e feitos de um corpo podem ser considerados um indivíduo.
Contudo, acontece que após acidentes e doenças que causaram dano cerebral, os pensamentos e feitos de um corpo tornam-se tão drasticamente diferentes que algumas pessoas não consideram que aquele corpo contenha o mesmo indivíduo.
Algumas pessoas falam sobre pessoas idosas, deficientes, doentes ou pobres sem a menor consideração pelo fato de que elas podem encontrar o mesmo destino. Estão corretas a respeito disso se tiverem uma perspectiva da individualidade limitada pelo tempo. Consideram os indivíduos idosos, deficientes, doentes ou pobres que podem mais tarde ocupar seus corpos para que sejam outra pessoa.
No passado, pessoas não eram responsáveis pelos danos que causavam enquanto bêbedas. Aparentemente, enquanto neste estado, não era considerado que seu corpo continha o mesmo indivíduo que enquanto sóbrio.
É considerável que a loucura temporária pode acontecer para qualquer um (algo como uma quebra no computador). O indivíduo normal é considerado ausente do corpo durante o estado de loucura e portanto não é responsável. (Compare com insanidade temporária e automatismo).
Por exemplo, em 1795 na Inglaterra, uma mulher jovem que cuidou de sua mãe doente por vários anos, repentinamente a matou. Foi considerado que uma loucura temporária foi causada por intenso cansaço de seu trabalho duro. Especialmente pelos dias que precederam o evento terem sido muito difíceis, devido à condição de sua mãe. A mulher não foi acusada. Depois, ela se casou, teve filhos e nunca cometeu nenhum crime.
Em 1999, nos Países Baixos, uma mãe jovem colocou seu bebê em um forno de micro-ondas ao invés do leite da criança. A causa da morte dela foi dada como um infeliz blecaute e a mãe julgada ausente do corpo quando ocorreu a morte. Ela não foi acusada, mas confortada por sua perda.


bookmark_borderO que é verdade

verdade | s. f.
ver·da·de
(latim veritas, -atis, verdade, sinceridade, realidade )
nome feminino

1. Conformidade da ideia com o objecto , do dito com o feito, do discurso com a realidade. ≠ ERRO, ILUSÃO, MENTIRA

2. Qualidade do que é verdadeiro. = EXACTIDÃO , REALIDADE

3. Coisa certa e verdadeira. ≠ ILUSÃO, MENTIRA

4. [Por extensão]   [Por extensão]   Manifestação ou expressão do que se pensa ou do que se sente. = AUTENTICIDADE, BOA-FÉ, SINCERIDADE ≠ MENTIRA

5. Princípio certo. = AXIOMA

6. [Belas-artes]   [Belas-Artes]   Expressão fiel da natureza, de um modelo, etc.

meia verdade • Afirmação que não é falsa, mas em que se oculta alguma informação.

na verdade • Usa-se para enfatizar ou confirmar o que é dito. = COM EFEITO, DEFACTO ,EFECTIVAMENTE , NA REALIDADE


substantivo feminino Que está em conformidade com os fatos ou com a realidade: as provas comprovavam a verdade sobre o crime.
[Por Extensão] Circunstância, objeto ou fato real; realidade: isso não é verdade!
[Por Extensão] Ideia, teoria, pensamento, ponto de vista etc. tidos como verídicos; axioma: as verdades de uma ideologia.
[Por Extensão] Pureza de sentimentos; sinceridade: comportou-se com verdade.
Fiel ao original; que representa fielmente um modelo: a verdade de uma pintura; ela se expressava com muita verdade.
[Filosofia] Relação de semelhança, conformação, adaptação ou harmonia que se pode estabelecer, através de um ponto de vista ou de um discurso, entre aquilo que é subjetivo ao intelecto e aquilo que acontece numa realidade mais concreta.
Etimologia (origem da palavra verdade). Do latim veritas.atis.


A palavra verdade pode ter vários significados, desde “ser o caso”, “estar de acordo com os fatos ou a realidade”, ou ainda ser fiel às origens ou a um padrão. Usos mais antigos abrangiam o sentido de fidelidade, constância ou sinceridade em atos, palavras e caráter. Assim, “a verdade” pode significar o que é real ou possivelmente real dentro de um sistema de valores. Esta qualificação implica o imaginário, a realidade e a ficção, questões centrais tanto em antropologia cultural, artes, filosofia e a própria razão. Como não há um consenso entre filósofos e acadêmicos, várias teorias e visões acerca da verdade existem e continuam sendo debatidas.
Verdade é aquilo que está de acordo com os fatos e observações; respostas lógicas resultante do exame de todos os fatos e dados; uma conclusão baseada na evidência, não influenciada pelo desejo, autoridade ou preconceitos; um facto inevitável, sem importar como se chegou a ele.


bookmark_borderO que é cosmo

cosmo | s. m. cosmo- | elem. de comp.
cos·mo |ó| cos·mo |ó|
(grego kósmos, -ou, ordem, forma, governo )
nome masculino

1. O universo.

2. [Botânica]   [Botânica]   Género de plantas asteráceas de jardim.

Sinónimo Sinônimo Geral: COSMOS
cosmo- cosmo-
(grego kósmos, -ou, ordem, forma, governo )
elemento de composição

Exprime a noção de universo (ex.: cosmografia).


substantivo masculino Espaço Universal; o universo que, composto por matéria e energia, se organiza seguindo suas leis particulares; cosmos.
Filosofia Grega. Refere-se ao universo que, mantido por leis regulares, está disposto de maneira regular e integrada.
[Figurado] A reunião de coisas muito bem organizadas; todo.
Etimologia (origem da palavra cosmo). Do grego kósmos.
substantivo masculino [Botânica] Designação comum às plantas do gênero Cosmos, de regiões tropicais e temperadas, muito usadas como plantas ornamentais.
Etimologia (origem da palavra cosmo). Do latim Cosmos.


Cosmo ou cosmos (do grego antigo κόσμος, transl. kósmos, “ordem”, “organização”, “beleza”, “harmonia”) é um termo que designa o universo em seu conjunto, toda a estrutura universal em sua totalidade, desde o microcosmo ao macrocosmo. O cosmo é a totalidade de todas as coisas deste Universo ordenado, desde as estrelas, até as partículas subatômicas. Pode ser estudado na Cosmologia.
O astrônomo Carl Sagan define o termo cosmos como sendo “tudo o que já foi, tudo o que é e tudo que será”.
O filósofo grego Pitágoras foi o primeiro a utilizar o termo “cosmos” para referenciar o Universo, talvez querendo se referir ao firmamento de estrelas.


bookmark_borderO que é pensamento

pensamento | s. m. | s. m. pl. derivação masc. sing. de pensar
pen·sa·men·to
(pensar + -mento )
substantivo masculino

1. Acto , faculdade de pensar.

2. Ideia, reflexão, consideração.

3. Intenção.

4. Conceito, opinião.

5. Esboço da primeira ideia ou invenção de um artista.

6. A ideia capital de um escrito e cada uma das mais notáveis nele contidas.
pensamentossubstantivo masculino plural

7. [Antigo]   [Antigo]   Arrecadas, com filigrana de ouro.
pen·sar pen·sar – Conjugar
verbo intransitivo

1. Formar ideias .

2. Reflectir .

3. Raciocinar.

4. Ser de parecer.

5. Tencionar.

6. Ter no pensamento.verbo transitivo

7. Imaginar, julgar.

8. Planear.

9. Dar penso, alimento a (ex.: foi à corte pensar a toura).

10. Tratar convenientemente.

11. Fazer curativo.substantivo masculino

12. Pensamento; opinião; juízo.


substantivo masculino Ato de pensar, de tomar consciência, de refletir ou meditar.
Faculdade de conceber, de combinar e comparar ideias; inteligência.
Ato particular da mente; o resultado deste ato; reflexão.
Modo de pensar; opinião, ponto de vista.
Ato de meditar, de fantasiar; meditação, fantasia.
Faculdade mental, do intelecto; ideia, mente, espírito.
Ponto de vista que resulta da observação.
Frase que traz consigo um ensinamento moral; máxima, sentença.
Ação de representar mentalmente alguma coisa; ideia.
Sentimento de cuidado, zelo, preocupação.
Reunião das ideias ou dos conceitos que vigoraram ou fazem parte de uma determinada época, povo ou etnia: pensamento medieval.
Etimologia (origem da palavra pensamento). Pensar + mento.


Pensamento e pensar são, respectivamente, uma forma de processo mental ou faculdade do sistema mental. Pensar permite aos seres modelarem sua percepção do mundo ao redor de si, e com isso lidar com ele de uma forma efetiva e de acordo com suas metas, planos e desejos. Palavras que se referem a conceitos e processos similares incluem cognição, senciência, consciência, ideia, e imaginação. O pensamento é considerado a expressão mais “palpável” do espírito humano, pois através de imagens e ideias revela justamente a vontade deste.
O pensamento é fundamental no processo de aprendizagem (vide Piaget). O pensamento é construtor e construtivo do conhecimento.
O principal veículo do processo de conscientização é o pensamento. A atividade de pensar confere ao homem “asas” para mover-se no mundo e “raízes” para aprofundar-se na realidade.
Etimologicamente, pensar significa avaliar o peso de alguma coisa. Em sentido amplo, podemos dizer que o pensamento tem como missão tornar-se avaliador da realidade.
Segundo Descartes (1596-1650), filósofo de grande importância na história do pensamento:


bookmark_borderO que é essência

essência | s. f.
es·sên·ci·a
substantivo feminino

1. O que constitui o ser e a natureza das coisas.

2. Qualidade predominante ou virtual de (plantas e drogas).

3. O que há de mais puro e subtil (nos corpos).

4. Ser; existência.

5. Óleo essencial ou volátil.

6. Carácter distintivo.

7. Ideia principal.

essência de terebintina • [Química]   • [Química]   Líquido volátil e incolor, obtido a partir da resina do pinheiro. = AGUARRÁS


substantivo feminino Diz-se da ou a própria existência; o que constitui a natureza de um ser, de uma coisa: essência humana.
Substância aromática extraída de certos vegetais, extrato, perfume: essência de baunilha, essência de rosas.
Acepção mais importante; o que é fundamental, espírito: a essência de um sermão de Vieira.
Característica expressa em seu mais alto nível: é a essência da bondade.
[Filosofia] Existencialismo. Natureza ideal de um ser: para o existencialismo, a existência precede à essência.
[Filosofia] Platonismo. O ser autêntico, percebido a partir do espírito que se sobrepõe às percepções sensoriais, tornando-se habilitado para refletir sobre a imutabilidade de alguns aspectos da própria realidade.
[Filosofia] Aristotelismo. A reunião das características comuns que definem a natureza intrínseca de cada ser.
[Filosofia] Tomismo. A conceituação geral percebida unicamente através do pensamento e eventualmente dissociada da realidade existencial, única e palpável.
Etimologia (origem da palavra essência). Do latim essentia.


Em metafísica, a essência (do termo latino essentia) de uma coisa é constituída pelas propriedades imutáveis da mesma, que caracterizam sua natureza. O oposto da essência são os acidentes da coisa, isto é, aquelas propriedades mutáveis da coisa.
Para o existencialismo, “a existência precede a essência”, conceito formulado por Sartre, em que primeiro o ente existe e depois sua essência é introjetada durante o seu percurso como ser que existe no mundo.