bookmark_borderO que é autocontrole

autocontrole | s. m.
au·to·con·tro·le |ô| au·to·con·tro·le |ô|
(auto- + controle )
substantivo masculino

Controlo que um indivíduo tem de si mesmo. = AUTOCONTROLO, AUTODOMÍNIO


substantivo masculino Capacidade de controlar ou de ter o domínio sobre seus próprios impulsos, emoções e paixões; controle sobre si mesmo.
Controle emocional ou expressão de equilíbrio diante de; autodomínio: nunca perdi o autocontrole diante das críticas.
Etimologia (origem da palavra autocontrole). Auto + controle.


Autocontrole é a capacidade de controlar as emoções e os desejos, é a capacidade de gestão de uma pessoa para o seu futuro. Numa perspectiva behaviorista, o autocontrole corresponde a respostas controladoras aprendidas progressivamente além da seleção dos estímulos e suas contingências. Segundo Burrhus Frederic Skinner (1904 – 1990) nenhum místico ou asceta deixou de controlar o mundo em seu redor, controla-o para controlar a si mesmo ainda que seja escolhendo um estilo de vida próprio pois segundo Skinner não podemos escolher um gênero de vida no qual não haja controle, podemos tão só mudar as condições controladoras. Contudo como pondera o próprio Skinner (2003) ao dar ênfase ao poder controlador das variáveis externas, deixamos o organismo em uma posição peculiarmente desamparada limitado ao que parece ser apenas um “repertório” (um inventário de comportamentos ou etograma diriam os etólogos) de ações mais ou menos provável, à medida que o ambiente se altera. Por outro lado reconhece-se a “liberdade”, livre arbítrio ou certo grau de “autodeterminação” da conduta ao menos como cita Skinner no comportamento criador do artista, do cientista, no comportamento auto-exploratório do escritor, na autodisciplina do asceta ou, com freqüência, quando a resposta de um indivíduo tem conseqüências que provocam conflitos, ou seja, quando tem como contingência tanto o reforço positivo, quanto negativo ou punição.
Segundo esse autor, o indivíduo vem a controlar parte de seu próprio comportamento quando emite uma resposta controladora que pode manipular qualquer das variáveis das quais a resposta controlada é função; a resposta controladora afeta variáveis de maneira a mudar a probabilidade da resposta a ser controlada. Sabemos pois que o organismo pode tomar a resposta punida menos provável alterando as variáveis das quais é função. Qualquer comportamento que consiga fazer isso será automaticamente reforçado. Denominamos autocontrole estes comportamentos. (Skinner, 2003)


bookmark_borderO que é autoestima

auto-estima autoestima auto-estima autoestima | s. f.
au·to·-es·ti·ma au·to·es·ti·ma au·to·-es·ti·ma au·to·es·ti·ma
(auto- + estima )
nome feminino

Apreço ou valorização que uma pessoa confere a si própria, permitindo-lhe ter confiança nos próprios actos e pensamentos.Plural: auto-estimas.• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: autoestima. • Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990:auto-estima. • Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990:autoestima. • Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990:auto-estima


substantivo feminino Qualidade de quem se valoriza, está satisfeito com seu modo de ser, com sua forma de pensar ou com sua aparência física, expressando confiança em suas ações e opiniões.
Etimologia (origem da palavra autoestima). Auto + estima.


Em psicologia, autoestima (pré-AO 1990: auto-estima) inclui uma avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau. A autoestima envolve tanto crenças autossignificantes (por exemplo: “eu sou competente/incompetente”, “eu sou benquisto/malquisto”) e emoções autossignificantes associadas (por exemplo: triunfo/desespero, orgulho/vergonha). Também encontra expressão no comportamento (por exemplo: assertividade/temeridade, confiança/cautela).
Se define, como William James (1892), o “si mesmo” como o conhecimento que o indivíduo tem de si próprio, pode-se dividir esse conhecimento em dois componentes distintos: um descritivo, chamado autoimagem, e outro valorativo, que se designa autoestima. Outros dois termos são muitas vezes usados como sinônimos de autoestima: autoconfiança e autoaceitação. Uma análise mais aprofundada desses termos indicam, no entanto, uma sutil diferença de uso: autoconfiança refere-se quase sempre à competência pessoal e é definida por Potreck-Rose e Jacob (2006) como a convicção que uma pessoa tem de ser capaz de fazer ou realizar alguma coisa, enquanto autoestima é um termo mais amplo, incluindo, por exemplo, conceitos sobre as próprias qualidades etc. Autoaceitação, por outro lado, é um termo ligado ao conceito de “aceitação incondicional” da abordagem centrada na pessoa de Carl Rogers e indica uma aceitação profunda de si mesmo, das próprias fraquezas e erros. A autoestima, a autoconfiança e a autoaceitação tendem a estar intimamente ligadas e se influenciam mutuamente. O significado prático dessa inter-relação será tratado mais abaixo (ver abaixo “Psicoterapia para baixa autoestima”).
Entende-se por autoestima a avaliação que a pessoa faz de si mesma; expressa uma atitude de aprovação ou de repulsa e até que ponto ela se considera capaz, significativa, bem-sucedida e valiosa para si e para o meio em que vive. Conforme entendimento de Coopersmith (1967), trata-se tanto do juízo pessoal de valor expresso nas atitudes que o indivíduo tem consigo mesmo, quanto de uma experiência subjetiva que pode ser acessível às pessoas através de relatos verbais e comportamentos observáveis.
Segundo Branden (2000), autoestima é a disposição para experimentar a si mesmo como alguém competente para lidar com os desafios básicos da vida e ser merecedor da felicidade.


bookmark_borderO que é escolha

escolha | s. f. 1ª pess. sing. pres. conj. de escolher 3ª pess. sing. imp. de escolher 3ª pess. sing. pres. conj. de escolher
es·co·lha |ô| es·co·lha |ô|
nome feminino

1. Acto ou efeito de escolher.

2. Opção.

3. Preferência.

4. Selecção .
es·co·lher |ê| es·co·lher |ê| – Conjugar
verbo transitivo

1. Fazer escolha de.

2. Preferir.

3. Estremar.

4. Separar.

5. Marcar.verbo intransitivo

6. Optar.


substantivo feminino Ato ou efeito de escolher, de selecionar entre uma coisa e outra; seleção, preferência, opção: a vida é feita de escolhas.
Predileção que se demonstra em relação a algo ou alguém; preferência.
Opção entre duas ou mais coisas, situações, circunstâncias, caminhos.
Ação de eleger alguém para um cargo; eleição.
[Agricultura] Café de qualidade inferior, refugo de produtos agrícolas.
[Agricultura] Parte inaproveitável de produtos agrícolas; resto, sobra.
Etimologia (origem da palavra escolha). Forma regressiva de escolher.


Escolha ou alternativa consiste num processo mental de pensamento envolvendo o julgamento dos méritos de múltiplas opiniões e a seleção de uma delas para ação. Alguns exemplos simples incluem decidir-se levantar pela manhã ou voltar à dormir, ou escolher um determinado trajeto para uma viagem. Exemplos mais complexos (frequentemente decisões que afetam crenças pessoais) incluem a escolha de um estilo de vida, filiação religiosa ou posição política. A maioria das pessoas considera ter alternativas uma boa coisa, embora uma escolha severamente limitada ou artificialmente restrita, possa levar ao desconforto com a opção selecionada e possivelmente a um resultado insatisfatório. No extremo oposto, alternativas ilimitadas podem levar à confusão, remorsos pelas opções não escolhidas e indiferença, numa existência amorfa.


bookmark_borderO que é ciúme

ciúme | s. m. 1ª pess. sing. pres. conj. de ciumar 3ª pess. sing. imp. de ciumar 3ª pess. sing. pres. conj. de ciumar
ci·ú·me
substantivo masculino

1. Receio ou despeito de certos afectos alheios não serem exclusivamente para nós.

2. Inveja.

3. Receio.
ci·u·mar ci·u·mar – Conjugar
verbo intransitivo

Ter ciúmes.


substantivo masculino Sentimento de raiva ou de infelicidade causado por ver a pessoa amada interessada em outra pessoa: Bentinho termina somente com seu ciúme de Capitu.
Receio de que a pessoa amada se apegue a outrem: o crime foi motivado pelo ciúme.
Despeito por ver alguém possuir um bem que é alvo do seu desejo; inveja: o compositor tinha ciúme do trabalho dos intérpretes.
Desejo de manter ou de proteger algo que é motivo de orgulho; zelo: o atleta morre de ciúme do seu título de melhor do mundo.
[Botânica] Árvore nativa da Ásia cuja casca produz fibras, largamente usada na fabricação de tecidos.
Etimologia (origem da palavra ciúme). Do latim zelumen; zelus; pelo grego zelos.


De acordo com os psicólogos Ayala Pines e Elliot Aronson, ciúme é “a reação complexa a uma ameaça perceptível a uma relação valiosa ou à sua qualidade.”. Provoca o temor da perda e envolve sempre três ou mais pessoas, a pessoa que sente ciúmes – sujeito ativo do ciúme -, a pessoa de quem se sente ciúmes – sujeito analítico do ciúme – e a terceira ou terceiras pessoas que são o motivo dos ciúmes – o que faz criar tumulto.
Segundo a psicóloga clínica Mariagrazia Marini, esse sentimento costuma ser manifestado como o movimento de um arco, na medida em que há uma tensão e posterior relaxamento com a “solução” da causa do ciúme porém o sentimento retornará e a tensão ocorrerá novamente . Apresenta caráter social, sendo também marcado pelo medo, real ou irreal, vergonha de se perder o amor da pessoa amada. O ciúme pode estar relacionado com a falta de confiança no outro e/ou em si próprio e, quando é exagerado, pode tornar-se patológico e transformar-se em uma obsessão.
A explicação psicológica do ciúme pode ser uma persistência de mecanismos psicológicos infantis, como o apego aos pais que aparece por volta do primeiro ano de vida ou como consequência do Complexo de Édipo não resolvido; entre os quatro e seis anos de idade, a criança se identifica com o progenitor do mesmo sexo e simultaneamente tem ciúmes dele pela atracção que ele exerce sobre o outro membro do casal; já na idade adulta, essas frustrações podem reaparecer sob a forma de uma possessividade em relação ao parceiro, ou mesmo uma paranoia.
Nesse tipo de paranoia, a pessoa está convencida, sem motivo justo ou evidente, da infidelidade do parceiro e passa a procurar “evidências” da traição. Nas formas mais exacerbadas, o ciumento passa a exigir do outro coisas que limitam a liberdade deste.Algumas teorias consideram que os casos mais graves podem ser curados através da psicoterapia que passa por um reforço da auto-estima e da valorização da auto-imagem. Porém várias teorias criticam a visão psicanalítica tradicional (exemplo:esquizoanálise).
Outros casos mais leves podem ser tratados através da ajuda do parceiro, estabelecendo-se um diálogo franco e aberto de encontro, com a reflexão sobre o que sentem um pelo outro e sobre tudo o que possa levar a uma melhoria da relação, para que esse aspecto não se torne limitador e perturbador.


bookmark_borderO que é otimismo

optimismo otimismo | s. m.
op·ti·mis·mo |òt| o·ti·mis·mo |òt| o·ti·mis·mo
(óptimo + -ismo )
nome masculino

1. Costume ou sistema de achar que tudo é ou resultará o melhor possível.

2. Confiança no porvir.

Antónimo Antônimo Geral: PESSIMISMO• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: otimismo. • Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990:optimismo.
• Grafia no Brasil: otimismo. • Grafia em Portugal:optimismo.


substantivo masculino Atitude daqueles para quem tudo no mundo é o melhor possível, ou para quem a soma dos bens supera a dos males.
Tendência a ver tudo bem; tendência daqueles que se consideram satisfeitos com o atual estado de coisas. (Antôn.: pessimismo. Var.: optimismo.).


Otimismo é a disposição para encarar as coisas pelo seu lado positivo e esperar sempre por um desfecho favorável, mesmo em situações muito difíceis. É o oposto de pessimismo.
A oposição entre otimismo e pessimismo é seguidamente evocada pelo “dilema do copo”: se ele é preenchido com água até a metade de sua capacidade, espera-se que um otimista diga que ele está “meio cheio” e que um pessimista reconheça um copo “meio vazio”.


bookmark_borderO que é emoção

emoção | s. f.
e·mo·ção
(francês émotion )
substantivo feminino

1. Acto de deslocar.

2. Agitação popular. = ALVOROÇO, COMOÇÃO, TUMULTO

3. Perturbação moral. = COMOÇÃO

4. [Psicologia]   [Psicologia]   Conjunto de reacções , variáveis na duração e na intensidade, que ocorrem no corpo e no cérebro, geralmente desencadeadas por um conteúdo mental.


substantivo feminino Reação moral, psíquica ou física, geralmente causada por uma confusão de sentimentos que, diante de algum fato, situação, notícia etc., faz com que o corpo se comporte tendo em conta essa reação, expressando alterações respiratórias, circulatórias; comoção.
Ação de se movimentar, deslocar.
Etimologia (origem da palavra emoção). Do francês émotion; do latim motio.onis.


Emoção é uma reação a um estímulo ambiental e cognitivo que produz tanto experiências subjetivas, quanto alterações neurobiológicas significativas. Está associada ao temperamento, personalidade e motivações tanto reais quanto subjetivas. A palavra deriva do termo latino emovere, onde o e- (variante de ex-) significa “fora” e movere significa “movimento”. Seja para lidar com estímulos ambientais, seja para comunicar informações sociais biologicamente relevantes, as emoções apresentam diversos componentes adaptativos para mamíferos com comportamento social complexo, sendo cruciais, até mesmo, para a sua sobrevivência. Não existe uma taxionomia ou teoria para as emoções que seja geral ou aceita de forma mundial. Várias têm sido propostas , como:

Cognitiva versus não cognitiva;
Emoções intuitivas (vindas da amígdala) versus emoções cognitivas (vindas do córtex pré-frontal);
Básicas versus complexas, onde emoções básicas em conjunto constituem as mais complexas;
Categorias baseadas na duração: algumas emoções ocorrem em segundos (por exemplo: surpresa) e outras duram anos (por exemplo: amor).Existe uma distinção entre a emoção e os resultados da emoção, principalmente os comportamentos gerados e as expressões emocionais. As pessoas frequentemente se comportam de certo modo como um resultado direto de seus estados emocionais, como chorando, lutando ou fugindo. Ainda assim, se pode ter a emoção sem o seu correspondente comportamento, então nós podemos considerar que a emoção não é apenas o seu comportamento e muito menos que o comportamento seja a parte essencial da emoção. A Teoria de James-Lange propõe que as experiências emocionais são consequência de alterações corporais. A abordagem funcionalista das emoções (como a de Nico Frijda) sustenta que as emoções estão relacionadas a finalidades específicas, como fugir de uma pessoa ou objeto para obter segurança.