bookmark_borderO que é concussão

substantivo feminino Choque, pancada ou abalo violento.
Onda de ar decorrente de explosão.
[Medicina] Choque ou pancada sofrida por algum órgão ou parte do corpo e seus efeitos: concussão cerebral, concussão medular; concussão dentária.
[Figurado] Comoção ou grande choque emocional.
[Jurídico] Crime de extorsão ou de aceitar vantagens indevidas, cometido por funcionário público no exercício do seu cargo.
Etimologia (origem da palavra concussão). Do latim “concussione”; agitação, abalo.


Concussão caracteriza-se pela presença de sintomas neurológicos sem nenhuma lesão identificada, mas com danos microscópicos, dependendo da situação, reversíveis ou não.Podem ocorrer perda da consciência, prejuízo da memória, cefaleia, náuseas e vômitos, distúrbios visuais e da movimentação dos olhos.
A concussão cerebral é a perda da consciência de curta duração, que acontece logo após um traumatismo craniano (bater com a cabeça).
Uma concussão pode deixar o indivíduo um pouco confuso, com dor de cabeça e com uma sonolência anormal, podendo ser acompanhada de tontura, dificuldade de concentração, esquecimento, depressão, falta de sensibilidade ou de emoções e ansiedade.
Diferente da contusão, as concussões causam uma disfunção cerebral temporária, sem apresentar fratura do crânio ou feridas na cabeça. Elas podem ocorrer mesmo após um traumatismo crânio-encefálico menor, dependendo da intensidade com que o cérebro foi mobilizado no interior da caixa craniana.
A maioria dos indivíduos se recupera completamente em algumas horas ou dias, sem necessitar de nenhum tipo de tratamento específico. Mas, é necessário que este fique sob observação médica por pelo menos 12 horas. Durante este tempo, recomenda-se fazer uma ressonância magnética ou tomografia computadorizada para verificar a integridade cerebral. Caso os sintomas da concussão persistam, novos exames são feitos e, dependendo da avaliação médica, o tratamento é expandido, podendo envolver soluções farmacológicas.


bookmark_borderO que é cerúleo

cerúleo | adj.
ce·rú·le·o
adjectivo adjetivo

1. Azul-celeste.

2. Verde-mar.


adjetivo Da cor do céu; azulado, azul celeste.
Que se refere ao céu; cérulo, celeste.
substantivo masculino A cor azul como a do céu ou esverdeada como a do mar.
Etimologia (origem da palavra cerúleo). Do latim caeruleus.


Cerúleo ou locus cœruleus é uma estrutura do cérebro humano, localizado na massa cinzenta central pontina caudal sendo formada por um aglomerado de neurônios capazes de sintetizar e produzir quantidades significativas de catecolaminas endógenas em especial a noradrenalina,atua também na Epinefrina, que causa efeito relacionado ao stress físico ou mental e aumenta o batimento cardíaco.


bookmark_borderO que é cognição

cognição | s. f.
cog·ni·ção
(latim cognitio, -onis, acção de conhecer )
substantivo feminino

Função da inteligência ao adquirir um conhecimento.


substantivo feminino Aquisição de conhecimento; capacidade de discernir, de assimilar esse conhecimento; percepção.
Ação de conhecer, de perceber, de ter ou de passar a ter conhecimento sobre algo.
[Jurídico] Período que, num processo judicial, consiste no momento em que o juiz passa a conhecer o pedido, a defesa, as provas e testemunhas, partindo para sua decisão.
[Psicologia] Agrupamento de processos mentais a partir dos quais é possível perceber, pauta-se nos sentidos, pensamentos, memórias etc.
[Psicologia] Função que, juntamente com o afeto e a volição, compõe as três funções mentais básicas.
Etimologia (origem da palavra cognição). Do latim cognitio.onis.


Cognição é uma função psicológica actuante na aquisição do conhecimento e se dá através de alguns processos, como a percepção, a atenção, associação, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem. A palavra Cognitione tem origem nos escritos de Platão e Aristóteles.É o conjunto de processos psicológicos usados no pensamento que realizam o reconhecimento, a organização e a compreensão das informações provenientes dos sentidos, para que posteriormente o julgamento através do raciocínio os disponibilize ao aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas.
De uma maneira mais simples, podemos dizer que cognição é a forma como o cérebro percebe, aprende, recorda e pensa sobre toda informação captada através dos cinco sentidos, bem como as informações que são disponibilizadas pelo armazenamento da memória, isto é, a cognição processa as informações sensoriais que vem dos estímulos do ambiente que estamos e também processa o conteúdo que retemos em relação às nossas experiências vividas.
Mas a cognição é mais do que simplesmente a aquisição de conhecimento e consequentemente, a nossa melhor adaptação ao meio – é também um mecanismo de conversão do que é captado para o nosso modo de ser interno. Ela é um processo pelo qual o ser humano interage com os seus semelhantes e com o meio em que vive, sem perder a sua identidade existencial. Ela começa com a captação dos sentidos e logo em seguida ocorre a percepção. É, portanto, um processo de conhecimento, que tem como material a informação do meio em que vivemos e o que já está registrado na nossa memória.


bookmark_borderO que é disartria

disartria | s. f.
di·sar·tri·a
(dis- + grego árthron, -ou, articulação + -ia )
nome feminino

Dificuldade na articulação e pronúncia das palavras.


substantivo feminino Dificuldade na articulação ou na pronúncia das palavras, resultante de uma paralisia ou ataxia dos músculos e dos órgãos da fonação.


Disartria é uma perturbação neurológica caracterizada pela dificuldade em articular as palavras de maneira correta. Destacam-se, entre as principais causas, os acidentes vasculares cerebrais, os traumatismos crânio-encefálicos, algumas doenças neurológicas – como a Doença de Parkinson ou a Doença de Huntington -, ou algumas doenças neuromusculares progressivas, como a Miastenia Gravis (MG) ou a esclerose lateral amiotrófica.
O tipo de extensão e localização da lesão podem condicionar o tipo e a gravidade da disartria.
A intervenção de um terapeuta da fala/fonoaudiólogo pode ter efeitos positivos na melhoria da articulação ou da comunicação em geral.
Na clínica médica, pode ser identificada como uma espécie de “fala enrolada, arrastada”, à semelhança do modo como uma pessoa alcoolizada verbaliza.


bookmark_borderO que é convulsão

convulsão | s. f.
con·vul·são
(latim convulsio, -onis, convulsão + -ar )
substantivo feminino

1. [Medicina]   [Medicina]   Movimento violento e involuntário de alguns músculos ou do tronco.

2. [Figurado]   [Figurado]   Agitação violenta e desordenada.

3. Cataclismo.

4. Revolução.

5. Grande perturbação político-social.


substantivo feminino Contração violenta e involuntária dos músculos ou dos membros.
[Figurado] Condição de desordem; excesso de agitação; revolta que causa revolução; cataclismo: convulsão política.
Contração violenta que causa uma dor intensa, provocada por uma alteração no sistema nervoso.
[Figurado] Emoção intensa que resulta de traumas ou outros episódios de natureza emocional.
Etimologia (origem da palavra convulsão). Do latim convulsio.onis.


Convulsão é uma manifestação de um fenômeno eletrofisiológico anormal temporário que ocorre no cérebro (descarga bioenergética) e que resulta numa sincronização anormal da atividade elétrica neuronal. Estas alterações podem reflectir-se a nível da tonicidade muscular (gerando contrações involuntárias da musculatura, como movimentos desordenados, ou outras reações anormais como desvio dos olhos e tremores), alterações do estado mental, ou outros sintomas psíquicos.Dá-se o nome de epilepsia à síndrome médica na qual existem convulsões recorrentes e involuntárias, embora possam ocorrer convulsões em pessoas que não sofrem desta condição médica.


bookmark_borderO que é ergotismo

ergotismo | s. m.
er·go·tis·mo
substantivo masculino

1. Mania ou hábito de argumentar por silogismos.

2. Envenenamento lento pelo uso de farinha de centeio atacada de cravagem.


substantivo masculino Intoxicação produzida pelo uso alimentar do centeio com cravagem.
Gosto de argumentar por silogismos.


O ergotismo, também conhecido por envenenamento por Ergot, envenenamento por cravagem e Fogo de Santo António é uma intoxicação causada pela ingestão de produtos contaminados pelo esporão-do-centeio (Claviceps purpurea), um fungo contaminante comum do centeio e outros cereais, ou pelo uso excessivo ou mal orientado de drogas derivadas da ergolina.
O fungo biossintetiza uma classe de metabolitos secundários alcaloides derivados da ergolina, e dependendo de suas estruturas químicas, exercem actividade no sistema nervoso central e/ou vasoconstrição.
Os sintomas de ergotismo são depressão e confusão mental, hipertensão, bradicardia, vasoespasmos (com perda de consciência e cefaleia), cianose periférica (mãos e pés pálidos) com claudicação, podendo ainda levar ao coma e morte.


bookmark_borderO que é hemiplegia

hemiplegia | s. f.
he·mi·ple·gi·a
(hemi- + -plegia )
nome feminino

[Medicina]   [Medicina]   Paralisia de um dos lados do corpo.


substantivo feminino Paralisia que interrompe parcial ou totalmente os movimentos de uma das metades do corpo, geralmente causada por uma lesão cerebral.
Etimologia (origem da palavra hemiplegia). Do grego hemí “metade” + plegé “que foi alvo de” + ia.


Hemiplegia (Hemi- metade, -plegia paralisia) é a paralisia de metade sagital (esquerda ou direita) do corpo. É mais grave que hemiparesia que se refere apenas a dificuldade de movimentar metade do corpo. Atinge cerca de 57 pessoas em cada 100.000 habitantes, principalmente por problemas na gravidez ou por AVC, sendo mais frequente assim em recém-nascidos e idosos.


bookmark_borderO que é paraplegia

paraplegia | s. f.
pa·ra·ple·gi·a
(para- + -plegia )
nome feminino

[Medicina]   [Medicina]   Paralisia dos dois membros inferiores do corpo, geralmente acompanhada de paralisia do abdómen , bexiga e recto .


substantivo feminino Paralisia de certas partes simétricas do corpo.
Paralisia dos membros inferiores.


A paraplegia, tal como a tetraplegia, é resultante de uma lesão medular. Este tipo de lesão classifica-se como completa ou incompleta, dependendo do fato de existir ou não controle e sensibilidade abaixo de onde ocorreu a lesão medular. A paraplegia traduz-se na perda de controle e sensibilidade dos membros inferiores, impossibilitando o andar e dificultando permanecer sentado.
Normalmente as lesões que resultam em paraplegia situam-se ao nível da coluna dorsal ou coluna lombar sendo que quanto mais alta for a lesão maior será a área de impacto, abrangendo o controle e sensibilidade, uma vez que a medula é afetada. Após uma lesão medular da qual resulta paraplegia é possível que os membros afetados deixem de receber permanentemente qualquer tipo de estímulo, tornando os músculos flácidos, o que acarreta uma acentuada diminuição de massa muscular facilmente visível. Em determinados casos ocorre um fenômeno denominado espasticidade o qual ainda não é totalmente compreendido pela comunidade científica. Este fenômeno mantém os músculos ativos através de movimentos involuntários, os quais no ponto de vista da pessoa afetada tornam-se incômodos e em determinadas situações limitar a vida ativa, ou até mesmo impossibilitá-la.
Outro tipo de efeito relacionado com a paraplegia prende-se com o sistema fisiológico da pessoa afetada que sofre um grande impacto uma vez que a pessoa perde na maioria dos casos o controle das suas necessidades fisiológicas, este fato leva a que seja necessário, em algumas situações, proceder a algaliação que têm como objectivo permitir remover a urina acumulada na bexiga. Muitas vezes este processo gera infecção urinária.


bookmark_borderO que é infarto

infarto | s. m.
in·far·to
nome masculino

[Medicina]   [Medicina]   O mesmo que enfarte.


substantivo masculino Bloqueio, obstrução ou redução da espessura de um canal, que impede a passagem normal de alguma coisa; entupimento, obstrução.
[Patologia] Morte de uma célula ou de um tecido orgânico, ocasionada pela interrupção súbita da irrigação sanguínea; infarto cerebral.
Excesso de comida ou ato de comer em excesso; empanturramento.
[Pouco Uso] Ação ou efeito de inchar; inchação.
expressão Infarto do Miocárdio. Bloqueio de uma ou mais artérias que levam sangue ao coração, causando a morte de algumas células ou tecidos orgânicos, pela interrupção do fornecimento de sangue; ataque do coração ou ataque cardíaco.
Etimologia (origem da palavra infarto). Do latim infarctus.a.um.


O infarto ou enfarte é a consequência máxima da falta de oxigenação de um órgão ou parte dele.
Quando existe uma lesão arterial que diminua a irrigação de um órgão, este órgão passa a sofrer de isquemia. Se o problema arterial não for resolvido rapidamente então dá-se o que se chama de “enfarte” – as células morrem. Assim, enfarte é sinônimo de necrose. Quando o enfarte não atinge todo um órgão, a zona de necrose está rodeada por uma zona de isquemia onde a diminuição do fluxo arterial põe as células em sofrimento, mas não é suficientemente grave para provocar necrose. O infarto do miocárdio ocorre quando parte desse músculo cardíaco deixa de receber sangue pelas artérias coronárias que os nutrem. Quando isso acontece, a parte do músculo que não é irrigada pelo sangue deixa de funcionar, o que pode levar a pessoa à morte.[carece de fontes?]Os órgãos mais acometidos por esta complicação são o miocárdio e cérebro (ver artigos detalhados: Enfarte cardíaco e AVC), no entanto qualquer órgão do corpo humano pode ser alvo deste problema. Por exemplo, numa oclusão intestinal por aderências, as aderências provocam uma torção de uma ansa intestinal, comprometendo a sua circulação, levando primeiro a isquemia e depois necrose com rotura da ansa e a peritonite concomitante. Outro exemplo seria o caso muito raro numa cirurgia da aorta abdominal, na qual uma complicação levaria a um infarto medular.
A aterosclerose com estenoses severas produz isquémia, como acontece nas artérias dos membros inferiores ou nas artérias mesentéricas. Esta última situação é responsável por muitos quadros de abdómen agudo na pessoa idosa. Já nos membros inferiores a necrose de uma extremidade só acontece quando várias artérias estão completamente obstruídas pois existem anastomoses que conseguem irrigar a distalidade. Por exemplo para que se dê a necrose do pé é necessário que as três artérias tibial anterior, tibial posterior e peronial estejam ocluídas e que não tenha havido tempo para desenvolver uma rede colateral eficaz. Nestes casos é habitual utilizar também a palavra gangrena como sinónimo de necrose.


bookmark_borderO que é memória

memória | s. f. | s. f. pl. Será que queria dizer memoria?
me·mó·ri·a
(latim memoria, -ae )
nome feminino

1. Faculdade pela qual o espírito conserva ideias ou imagens, ou as readquire sem grande esforço.

2. Lembrança.

3. Monumento comemorativo.

4. Nome, fama (que sobrevive à pessoa ou ao facto ).

5. Recordação, presente.

6. Dissertação literária ou científica.

7. Anel (que se dá como lembrança).

8. Nota diplomática.

9. Memorial, renovamento de pedido.

10. [Galicismo]   [Galicismo]   Relatório.

11. [Informática]   [Informática]   Dispositivo de um computador ou sistema informático que permite o registo , a conservação e a restituição dos dados.
memóriasnome feminino plural

12. Escrito narrativo em que se compilam factos , anedotas, etc.

13. Autobiografia.

14. [Informal]   [Informal]   Cumprimentos.

de memória • De cor.

de toda a memória dos homens • De tempo imemorial.

fazer de memória • Nomear, citar.

fugir da memória • Esquecer.

memória auditiva • Faculdade de guardar e lembrar as recordações do que se ouviu (por oposição a memória visual).

memória de elefante • Grande capacidade de memorização, de reter tudo na memória. ≠ MEMÓRIA DE GALINHA, MEMÓRIA DE GALO, MEMÓRIA DE GRILO

memória de galinha • Baixa capacidade de memorização; memória fraca. ≠ MEMÓRIA DE ELEFANTE

memória de galo • O mesmo que memória de galinha.

memória de grilo • O mesmo que memória de galinha.

memória visual • Faculdade de guardar e lembrar as recordações do que se viu (por oposição a memória auditiva).


substantivo feminino Faculdade de reter ideias, sensações, impressões, adquiridas anteriormente.
Efeito da faculdade de lembrar; lembrança: não tenho memória disso!
Recordação que a posteridade guarda: memórias do passado.
Dissertação sobre assunto científico, artístico, literário, destinada a ser apresentada ao governo, a uma instituição cultural etc.
[Artes] Monumento dedicado a alguém ou em celebração de uma pessoa digna de lembrança; memorial.
Papel usado para anotar coisas que não se deve esquecer; lembrete.
Relato feito escrita ou oralmente sobre uma situação; narração.
[Jurídico] Documento com o qual alguém expõe a sua defesa ou pedido a ser anexado aos autos.
[Matemática] Dispositivo dos calculadores eletrônicos, que registra sinais, resultados parciais etc., que são consignados no momento oportuno para o fazer intervir no seguimento das operações: discos de memória.
[Informática] Unidade funcional que pode receber, conservar e restituir dados.
[Informática] Memória convencional, a que é armazenada segundo os padrões de um programa altamente abrangente.
substantivo feminino plural Memórias. Obra literária escrita por quem presenciou os acontecimentos que narra, ou neles tomou parte.
expressão De memória. Sem a ajuda de notas ou livros, só pela lembrança.
Em memória de. Em homenagem a alguém que já morreu.
[Informática] Memória secundária. Meio de armazenamento de dados e instruções não volátil (p. ex., disquetes), usado para que estes se preservem (p. ex., quando o computador é desligado).
Etimologia (origem da palavra memória). Do latim memoria.


A memória, além de ser formada por lembranças, esquecimentos e silêncio, também possui em sua constituição “[…] aquilo que ocorre ao espírito como resultado de experiências já vividas enquanto lembranças ou reminiscências.” (MEINERZ, 2008, p. 54). Diante disso, as experiências, para influenciarem a memória, nem sempre precisam ocupar o mesmo tempo e espaço do indivíduo; basta pertencer ao seu grupo de referência ou ser fator de identidade cultural.
A memória é a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar (evocar) informações disponíveis, seja internamente, no cérebro (memória biológica), seja externamente, em dispositivos artificiais (memória artificial). Também é o armazenamento de informações e fatos obtidos através de experiências ouvidas ou vividas. Focaliza coisas específicas, requer grande quantidade de energia mental e deteriora-se com a idade. É um processo que conecta pedaços de memória e conhecimentos a fim de gerar novas ideias, ajudando a tomar decisões diárias.
Os neurocientistas (psiquiatras, psicólogos e neurologistas) distinguem memória declarativa de memória não-declarativa. A memória declarativa, grosso modo, armazena o saber que algo se deu, e a memória não-declarativa o como isto se deu.
A memória declarativa, ou de curto prazo como o nome sugere, é aquela que pode ser declarada (fatos, nomes, acontecimentos, etc.) e é mais facilmente adquirida, mas também mais rapidamente esquecida. Para abranger os outros animais (que não falam e logo não declaram, mas obviamente lembram), essa memória também é chamada explícita. Memórias explicitas chegam ao nível consciente. Esse sistema de memória está associado com estruturas no lobo temporal medial (ex: hipocampo, amígdala).
Psicólogos distinguem dois tipos de memória declarativa, a memória episódica e a memória semântica. São instâncias da memória episódica as lembranças de acontecimentos específicos. São instâncias da memória semântica as lembranças de aspectos gerais.
Já a memória não-declarativa, também chamada de implícita ou procedural, inclui procedimentos motores (como andar de bicicleta, desenhar com precisão ou quando nos distraímos e vamos no “piloto automático” quando dirigimos). Essa memória depende dos gânglios basais (incluindo o corpo estriado) e não atinge o nível de consciência. Ela em geral requer mais tempo para ser adquirida, mas é bastante duradoura.
Memória, segundo diversos estudiosos, é a base do conhecimento. Como tal, deve ser trabalhada e estimulada. É através dela que damos significado ao cotidiano e acumulamos experiências para utilizar durante a vida.