bookmark_borderO que é seita

seitã | s. m. seita | s. f.
sei·tã
(inglês seitan, formado a partir do japonês )
nome masculino

[Culinária]   [Culinária]   Alimento produzido a partir de glúten de trigo, de elevado teor proteico .
sei·ta sei·ta
(latim secta, -ae, caminho, linha de conduta, princípios, escola filosófica )
nome feminino

1. Opinião, seguida por um grupo numeroso, que se destaca de um corpo de doutrina principal.

2. [Religião]   [Religião]   Grupo que segue uma doutrina que deriva ou diverge de uma religião.

3. [Informal]   [Informal]   Grupo organizado que tem ideias ou causas em comum. = BANDO, PARTIDO

4. Grupo organizado de carácter fechado.

5. Ferro que se adapta ao timão do arado, adiante da relha, para facilitar a lavra e cortar as raízes. = SEGA

6. [Portugal: Minho]   [Portugal: Minho]   Céspede ou leiva que o ferro do arado levanta e deita aos lados.Confrontar: ceita.


substantivo feminino Doutrina que, propagada por um grande número de pessoas, se afasta ou diverge de certa forma de outra doutrina principal.
Grupo de pessoas que adota uma doutrina diferente das demais.
[Religião] Grupo religioso dissidente que deixa de participar de uma religião por não concordar com suas normas e objetivos.
[Popular] Grupo com uma organização própria, geralmente restrito e fechado, que se une por ideias, ideologias, opiniões e comportamentos semelhantes; facção, bando.
Etimologia (origem da palavra seita). A palavra seita tem sua origem no latim, “secta, ae”, e significa “partido, causa”.


Seita (latim secta = “secionar”, “dividir”, “sectar”) de forma geral é um conceito complexo utilizado para grupos que professem doutrina, ideologia, sistema filosófico, religioso ou político divergentes da correspondente doutrina ou sistema dominantes.
O termo “seita” é usado amplamente e é aplicado a grupos que seguem um líder vivo que promove doutrinas e práticas novas e não-ortodoxas.
Segundo Peter L. Berger, seita seria a organização de um grupo contra um meio que consideram hostil ou descrente. O grupo então se fecha em um corpo de doutrinas e vê o restante da sociedade como inerentemente má ou pecadora, passível da ira divina, que inevitavelmente sobrevirá sobre eles. As seitas de orientação cristã usam as noções de pecado e santificação como forma de dar legitimidade discursiva aos neófitos e manter os que já são seguidores. A saída do grupo pode acarretar diversos efeitos psicossociais em decorrência do sentimento de solidão, de autoculpabilização e da hostilidade advinda do grupo que se está deixando. Sair de uma seita nunca é fácil porque ela exerce controle sobre toda a vida individual e coletiva dos indivíduos. As seitas, assim como as religiões instituídas, são agências reguladoras do pensamento e da ação, mas com a diferença de que na seita a regulação tende a ser mais totalizante, devido ao rígido controle que exercem sobre os sujeitos.
Embora o termo seja frequentemente usado apenas às organizações religiosas ou políticas, estende-se também à adesão a grupos militantes minoritários em tensão com a sociedade ampla.