bookmark_borderO que é pandemia

pandemia | s. f.
pan·de·mi·a
(grego pandemía, -as, o povo inteiro )
substantivo feminino

Surto de uma doença com distribuição geográfica internacional muito alargada e simultânea.


substantivo feminino Epidemia que se dissemina por toda uma região.
Doença infecciosa e contagiosa que se espalha muito rapidamente e acaba por atingir uma região inteira, um país, continente etc.
[Figurado] Qualquer coisa que, concreta ou abstrata, se espalha rapidamente e tem uma grande extensão de atuação.
Etimologia (origem da palavra pandemia). Do grego pandemías, as; pan, “todo” + demos “povo” + ia.


Uma pandemia (do grego παν [pan = tudo/ todo(s)] + δήμος [demos = povo]) é uma epidemia de doença infecciosa que se espalha entre a população localizada numa grande região geográfica como, por exemplo, um continente, ou mesmo o Planeta Terra.


bookmark_borderO que é Coronavirus

coronavírus | s. m. 2 núm.
co·ro·na·ví·rus
(latim corona, -ae, coroa + vírus )
substantivo masculino de dois números

[Biologia, Medicina]   [Biologia, Medicina]   Designação dada a vários vírus com ARN como material genético, cuja forma lembra a de uma coroa, que são causa comum de infecções respiratórias leves a moderadas, mas também da pneumonia atípica grave.


substantivo masculino plural [Medicina] Família de vírus (Cov) que provoca variadas doenças em animais e pessoas, especialmente infecções respiratórias, sendo a sua manifestação mais severa conhecida como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-Cov).
expressão Novo Coronavírus. Novo tipo de vírus pertencente à família dos Coronavírus que, conhecido como SARS-CoV-2, causa uma síndrome respiratória aguda, grave e altamente contagiosa, chamada Covid-19.
Pandemia de Covid-19. Epidemia mundial da síndrome respiratória aguda e grave causada pelo Novo Coronavírus.
Etimologia (origem da palavra coronavírus). Por influência do inglês coronavirus, pelo latim corona, ae “coroa” + vírus.


Os coronavírus são um grupo de vírus de genoma de RNA simples de sentido positivo (serve diretamente para a síntese proteica), conhecidos desde meados dos anos 1960. Pertencem à subfamília taxonómica Orthocoronavirinae da família Coronaviridae, da ordem Nidovirales.A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida. Eles são uma causa comum de infecções respiratórias brandas a moderadas de curta duração. Entre os coronavírus encontra-se o vírus causador da forma de pneumonia atípica grave conhecida por SARS, e o vírus causador da Covid-19, responsável pela pandemia de COVID-19 em 2019 e 2020.

 


coronavírusOs coronavírus (CoV) são uma grande família viral, conhecidos desde meados dos anos 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderada, semelhantes a um resfriado comum. A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem. Os coronavírus comuns que infectam humanos são alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Alguns coronavírus podem causar síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave que ficou conhecida pela sigla SARS da síndrome em inglês “Severe Acute Respiratory Syndrome”. SARS é causada pelo coronavírus associado à SARS (SARS-CoV), sendo os primeiros relatos na China em 2002. O SARS-CoV se disseminou rapidamente para mais de doze países na América do Norte, América do Sul, Europa e Asia, infectando mais de 8.000 pessoas e causando entorno de 800 mortes, antes da epidemia global de SARS ser controlada em 2003. Desde 2004, nenhum caso de SARS tem sido relatado mundialmente.

Em 2012, foi isolado outro novo coronavírus, distinto daquele que causou a SARS no começo da década passada. Esse novo coronavírus era desconhecido como agente de doença humana até sua identificação, inicialmente na Arábia Saudita e, posteriormente, em outros países do Oriente Médio, na Europa e na África. Todos os casos identificados fora da Península Arábica tinham histórico de viagem ou contato recente com viajantes procedentes de países do Oriente Médio – Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes e Jordânia.

Pela localização dos casos, a doença passou a ser designada como síndrome respiratória do Oriente Médio, cuja sigla é MERS, do inglês “Middle East Respiratory Syndrome” e o novo vírus nomeado coronavírus associado à MERS (MERS-CoV).

Manifestações Clínicas

Os coronavírus humanos comuns causam infecções respiratórias brandas a moderadas de curta duração. Os sintomas podem envolver coriza, tosse, dor de garganta e febre. Esses vírus algumas vezes podem causar infecção das vias respiratórias inferiores, como pneumonia. Esse quadro é mais comum em pessoas com doenças cardiopulmonares, com sistema imunológico comprometido ou em idosos.
O MERS-CoV, assim como o SARS-CoV, causam infecções graves. Para maiores informações sobre as manifestações clínicas do MERS-CoV, acesse a página sobre MERS-CoV.

Período de incubação

De 2 a 14 dias

Período de Transmissibilidade

De uma forma geral, a transmissão viral ocorre apenas enquanto persistirem os sintomas É possível a transmissão viral após a resolução dos sintomas, mas a duração do período de transmissibilidade é desconhecido para o SARS-CoV e o MERS-CoV. Durante o período de incubação e casos assintomáticos não são contagiosos.

Transmissão inter-humana

Todos os coronavírus são transmitidos de pessoa a pessoa, incluindo os SARS-CoV, porém sem transmissão sustentada. Com relação ao MERS-CoV, existem a OMS considera que há atualmente evidência bem documentada de transmissão de pessoa a pessoa, porém sem evidencias de que ocorra transmissão sustentada.

Modo de Transmissão

De uma forma geral, a principal forma de transmissão dos coronavírus se dá por contato próximo* de pessoa a pessoa.

* Definição de contato próximo: Qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família; que tenha tido contato físico com o paciente; tenha permanecido no mesmo local que o paciente doente (ex.: morado junto ou visitado).

Fonte de infecção

A maioria dos coronavírus geralmente infectam apenas uma espécie animal ou, pelo menos um pequeno número de espécies proximamente relacionadas. Porém, alguns coronavírus, como o SARS-CoV podem infectar pessoas e animais. O reservatório animal para o SARS-CoV é incerto, mas parece estar relacionado com morcegos. Também existe a probabilidade de haver um reservatório animal para o MERS-CoV que foi isolado de camelos e de morcegos.

 

 

Clique aqui se não puder vê-lo (mapa preparado pela Johns Hopkins University. Whiting School of Engineering)

METODOLOGIA E FONTES

Os dados são do Center for Systems Science and Engineering (CSSE), da Universidade Johns Hopkins. Recolhemos os últimos dados continuamente e os processamos para calcular os surtos de cada país e os tempos de duplicação. Os gráficos se atualizam a cada dia, às vezes várias vezes.

Início do surto. Para fixar a data do início do surto da cada país consideramos o primeiro dia em que se registraram 20 casos novos. Para os surtos das comunidades tomamos no primeiro dia com 10 casos novos.

Tempos duplicação. estimamos o tempo de duplicação da cada país para a cada dia. Para fazê-lo tomamos uma janela de nove dias ao redor da cada data e ajustamos uma curva exponencial, da que consideramos o valor de tempo de duplicação correspondente. Nosso cálculo é similar ao deste trabalho da London School of Hygiene & Tropical Medicine.