bookmark_borderO que é epifania

epifania | s. f.
e·pi·fa·ni·a
(grego epifáneia, -as, aparição, manifestação )
nome feminino

1. [Religião]   [Religião]   Manifestação de Jesus aos gentios, nomeadamente aos Reis Magos.

2. [Religião]   [Religião]   Festa religiosa cristã que celebra essa manifestação. = DIA DE REIS

3. Qualquer representação artística dessa manifestação.

4. [Religião]   [Religião]   Aparecimento ou manifestação divina.

5. Apreensão, geralmente inesperada, do significado de algo.


substantivo feminino Revelação manifestada a partir de algo inesperado; percepção intuitiva: aquela ideia genial resultou de uma epifania.
[Religião] Revelação de Deus ou sua manifestação em Jesus: epifania do Senhor.
[Religião] Revelação do que é divino ou de qualquer divindade.
[Religião] Festa comemorada no dia 6 de janeiro, em louvor aos reis magos; primeiro indício da vinda de Cristo.
Etimologia (origem da palavra epifania). Do latim epipháneia.as.


Epifania (do termo do latim tardio epiphanīa, por sua vez do grego ἐπιϕάνεια, de ἐπιϕανής, “visível”, derivado de ἐπιϕαίνομαι, “aparecer”) é um sentimento que expressa uma súbita sensação de entendimento ou compreensão da essência de algo. Também pode ser um termo usado para a realização de um sonho com difícil realização. O termo é usado nos sentidos filosófico e literal para indicar que alguém “encontrou finalmente a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem”. O termo é aplicado quando um pensamento inspirado e iluminante acontece, que parece ser divino em natureza (este é o uso em língua inglesa, principalmente, como na expressão “I just had an epiphany”, o que indica que ocorreu um pensamento, naquele instante, que foi considerado único e inspirador, de uma natureza quase sobrenatural).
Também pode significar aparição ou manifestação de algo, normalmente relacionado com o contexto espiritual e divino. Do ponto de vista filosófico, a epifania significa uma sensação profunda de realização, no sentido de compreender a essência das coisas, tendo significado similar ao termo insight.


bookmark_borderO que é ideologia

ideologia | s. f.
i·de·o·lo·gi·a
(ideo- + -logia )
nome feminino

1. Ciência da formação das ideias .

2. Tratado sobre as faculdades intelectuais.

3. Conjunto de ideias , convicções e princípios filosóficos, sociais, políticos que caracterizam o pensamento de um indivíduo, grupo, movimento, época, sociedade (ex.: ideologia política).Confrontar: edeologia.


substantivo feminino Reunião das certezas pessoais de um indivíduo, de um grupo de pessoas e de suas percepções culturais, sociais, políticas etc: sua ideologia é fazer bem ao próximo.
[Política] Reunião das ideias características de um grupo, de um período, e que marcam um momento histórico: ideologia capitalista.
Ciência da origem das ideias; estudo das ideias de modo abstrato; doutrina das ideias.
[Sociologia] Organização de ideias fundamentadas por um determinado grupo social, caracterizando seus próprios interesses ou responsabilidades institucionais: ideologia cristã; ideologia fundamentalista; ideologia nazista etc.
[Filosofia] Marxismo. Aquilo que abarca o sistema de ideias, tanto autorizadas pelo poder econômico da burguesia, quanto àquelas que expressam as preocupações revolucionárias do proletariado; consciência social.
[Filosofia] Atribuição da origem das ideias às noções sensoriais do indivíduo a partir de sua compreensão do mundo externo.
Etimologia (origem da palavra ideologia). Ideo + logia.


Ideologia é um termo que possui diferentes significados e duas concepções: a neutra e a crítica. No senso comum o termo ideologia é sinônimo ao termo ideário, contendo o sentido neutro de conjunto de ideias, de pensamentos, de doutrinas ou de visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas. Para autores que utilizam o termo sob uma concepção crítica, ideologia pode ser considerado um instrumento de dominação que age por meio de convencimento (persuasão ou dissuasão, mas não por meio da força física) de forma prescritiva, alienando a consciência humana.
Para alguns, como Karl Marx, a ideologia age mascarando a realidade. Os pensadores adeptos da Teoria Crítica da Escola de Frankfurt consideram a ideologia como uma ideia, discurso ou ação que mascara um objeto, mostrando apenas sua aparência e escondendo suas demais qualidades. Já o sociólogo contemporâneo John B. Thompson também oferece uma formulação crítica ao termo ideologia, derivada daquela oferecida por Marx, mas que lhe retira o caráter de ilusão (da realidade) ou de falsa consciência, e concentra-se no aspecto das relações de dominação.
A ideologia também foi analisada pela corrente filosófica do pós-estruturalismo, a qual é apontada por muitos autores como a superação do marxismo.


bookmark_borderO que é cognição

cognição | s. f.
cog·ni·ção
(latim cognitio, -onis, acção de conhecer )
substantivo feminino

Função da inteligência ao adquirir um conhecimento.


substantivo feminino Aquisição de conhecimento; capacidade de discernir, de assimilar esse conhecimento; percepção.
Ação de conhecer, de perceber, de ter ou de passar a ter conhecimento sobre algo.
[Jurídico] Período que, num processo judicial, consiste no momento em que o juiz passa a conhecer o pedido, a defesa, as provas e testemunhas, partindo para sua decisão.
[Psicologia] Agrupamento de processos mentais a partir dos quais é possível perceber, pauta-se nos sentidos, pensamentos, memórias etc.
[Psicologia] Função que, juntamente com o afeto e a volição, compõe as três funções mentais básicas.
Etimologia (origem da palavra cognição). Do latim cognitio.onis.


Cognição é uma função psicológica actuante na aquisição do conhecimento e se dá através de alguns processos, como a percepção, a atenção, associação, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem. A palavra Cognitione tem origem nos escritos de Platão e Aristóteles.É o conjunto de processos psicológicos usados no pensamento que realizam o reconhecimento, a organização e a compreensão das informações provenientes dos sentidos, para que posteriormente o julgamento através do raciocínio os disponibilize ao aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas.
De uma maneira mais simples, podemos dizer que cognição é a forma como o cérebro percebe, aprende, recorda e pensa sobre toda informação captada através dos cinco sentidos, bem como as informações que são disponibilizadas pelo armazenamento da memória, isto é, a cognição processa as informações sensoriais que vem dos estímulos do ambiente que estamos e também processa o conteúdo que retemos em relação às nossas experiências vividas.
Mas a cognição é mais do que simplesmente a aquisição de conhecimento e consequentemente, a nossa melhor adaptação ao meio – é também um mecanismo de conversão do que é captado para o nosso modo de ser interno. Ela é um processo pelo qual o ser humano interage com os seus semelhantes e com o meio em que vive, sem perder a sua identidade existencial. Ela começa com a captação dos sentidos e logo em seguida ocorre a percepção. É, portanto, um processo de conhecimento, que tem como material a informação do meio em que vivemos e o que já está registrado na nossa memória.


bookmark_borderO que é ideia

ideia idéia ideia | s. f. 3ª pess. sing. pres. ind. de idear 2ª pess. sing. imp. de idear
i·dei·a i·déi·a i·dei·a
(grego idéa, -as, aparência, maneira de ser, estilo )
substantivo feminino

1. Representação que se forma no espírito.

2. Percepção intelectual.

3. Pensamento.

4. Lembrança, memória.

5. Plano, intenção.

6. Fantasia.

7. Doutrina; sistema.

ideia fixa • A que preocupa o espírito constantemente.

ideia luminosa • Solução ou plano muito bom ou digno de aplauso.

ideia nova • Princípio político ou social tendente a melhorar ou regenerar os povos.

ideia peregrina • Solução ou proposta muito estranha ou desadequada.

ideias avançadas • Política ou crença religiosa considerada mais liberal que a dominante.• Grafia no Brasil: idéia. • Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990:ideia. • Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990:idéia
• Grafia em Portugal:ideia.
i·de·ar i·de·ar – Conjugar
(ideia + -ar )
verbo transitivo

1. Criar na mente. = CONCEBER, IDEALIZAR, IMAGINAR

2. Pôr na ideia .

3. Definir antecipadamente um plano ou um conjunto de acções ou intenções. = IDEALIZAR, PLANEAR, PLANEJAR,PROJECTAR


Forma alterada após Acordo Ortográfico; ver: ideia.


A palavra ideia é usado em duas acepções: como sinônimo de conceito ou, num sentido mais lato, como expressão que traz implícita uma presença de intencionalidade.A palavra deriva do grego idea ou eidea, cuja raiz etimológica é eidos – imagem. O seu significado, desde a origem, implica a controvérsia entre a teoria da extromissão (Platão) e a da intromissão (Aristóteles). No centro da polémica está o conceito de representação do real (realidade).
Para Platão, a ideia que fazemos de uma coisa provém do princípio geral, do «mundo inteligível», que constitui a Ideia Universal, categoria que está na base da sua filosofia, o idealismo. Assim, a ideia da coisa é uma projeção do saber: ao verem a coisa, os olhos, emitindo raios de luz, projetam a imagem dessa mesma coisa, que existe em nós como princípio universal (extromissão). Esta doutrina é designada por «idealismo».
Para Aristóteles, a ideia da coisa provém da experiência sensível, do «mundo dos fenómenos contingentes»: as coisas emitem cópias de si próprias, através da luz, cópias assimiladas pelos sentidos e interpretadas pelo saber inato ou adquirido (intromissão), doutrina que funda o conceito de «realismo».
Estas noções estão presentes em toda a filosofia ocidental, em particular no campo da ontologia, a ciência do Ser. Condicionaram, durante séculos, o pensamento de filósofos, desde a escolástica até às doutrinas da atualidade, em particular, no campo das chamadas «ciências cognitivas» ou «ciências do conhecimento», que cobrem as áreas da biologia, da cibernética, da robótica, da informática.
O Idealismo é a doutrina segundo a qual o pensamento é a origem e a fonte de todo o conhecimento. Esta doutrina platónica postula a existência de um mundo separado deste mundo físico ou sensível, que é feito de realidades perfeitas e imutáveis, as ideias, modelos ou paradigmas das coisas sensíveis.

As ideias seriam realidades acessíveis apenas através da inteligência, por isso receberam também a designação de mundo inteligível.Segundo Locke, as ideias são aquilo através do qual pensamos, aquilo de que a mente se ocupa quando pensa. É através das ideias que o ser humano exprime o pensamento objetivo. São componentes essenciais da compreensão.
Para Platão as ideias são os únicos componentes do mundo real, constituído por modelos perfeitos e onde o mundo empírico é inferior. Esta doutrina abriu caminho à conceção neoplatónica das ideias como pensamentos de Deus. Mais tarde, com Descartes, as ideias seriam simplesmente aquilo que está na mente de qualquer ser pensante.
Nos nossos dias, as ideias são vistas como dependentes das estruturas sociais e linguísticas e não uma criação independente de uma só mente.
Para David Hume, a ideia é uma cópia fraca das impressões sensíveis, isto é, das imagens que o contacto com a realidade imprime no espírito. Para os empiristas, como Hume, as ideias são um fruto empírico e só nascem através da experiência sensível, o que reduz o conhecimento a simples induções.
Descartes distinguiu três tipos de ideias, que para ele são imagens das coisas. Assim, existem as ideias inatas que são aquelas com as quais nascemos e não o produto da experiência adquirida. Para ele, o ser humano teria à partida ideias gerais, como a de Deus, a de liberdade, de imortalidade, etc.
Existem ainda as ideias adventícias, que surgem do mundo exterior através da experiência, e as ideias factícias, que são as ideias formadas pelo próprio indivíduo através do pensamento. Segundo Descartes, as mais importantes são as ideias inatas, já que, nascidas com o ser humano, são como “sementes de verdade”, postas por Deus no seu espírito para permitir conhecer algumas verdades da Natureza sem que os sentidos tivessem algum papel nessa descoberta.


bookmark_borderO que é razão

razão | s. f. | s. m. | s. f. pl.
ra·zão
(latim ratio, -onis, conta, cálculo, consideração, livro de contas, relação, inteligência, raciocínio, motivo )
substantivo feminino

1. O conjunto das faculdades intelectuais. = COMPREENSÃO, INTELIGÊNCIA

2. Fonte do raciocínio.

3. Capacidade para decidir, para formar juízos, inferências ou para agir de modo lógico de acordo com um pensamento. = DISCERNIMENTO, JUÍZO, LUCIDEZ

4. Comportamento ou pensamento que se considera justo, legítimo ou correcto . = LEGITIMIDADE

5. Justiça, dever, equidade .

6. Raciocínio que conduz a outro ou a uma conclusão. = ARGUMENTO

7. Aquilo que explica alguma coisa ou que faz com que algo exista ou aconteça. = CAUSA, MOTIVO

8. Prova, fundamento.

9. Firma que adopta uma casa de comércio.

10. [Matemática]   [Matemática]   Quantidade que numa progressão opera sempre do mesmo modo.substantivo masculino

11. [Contabilidade]   [Contabilidade]   Livro em que são lançados os créditos e débitos.
razõessubstantivo feminino plural

12. Questões, contendas, alterações, quezílias , zangas.

à razão de • Na proporção de; segundo determinado valor, taxa ou percentagem .

chamar à razão • Alertar alguém para a falta de bom senso ou de correcção .

dar razão a • Concordar com. = APOIAR

perder a razão • Enlouquecer.

razão directa • Relação entre duas quantidades que aumentam ou diminuem na mesma proporção.

razão indirecta • O mesmo que razão inversa.

razão inversa • Relação entre duas quantidades tais que uma aumenta na mesma proporção em que a outra diminui.

ser de razão • Ser justo.

trazer à razão • O mesmo que chamar à razão.Confrontar: rasão.


substantivo feminino Capacidade para resolver (alguma coisa) através do raciocínio; aptidão para raciocinar, para compreender, para julgar; a inteligência de modo abrangente: todo indivíduo é dotado ou faz uso da razão.
Raciocínio através do qual se consegue induzir ou deduzir (alguma coisa).
Habilidade para fazer avaliações de maneira correta; em que há juízo; bom senso: o álcool acabou com a sua razão.
[Por Extensão] Desempenho normal das funções intelectuais: nunca perdeu a razão.
Aquilo que é a causa ou marca o início de (alguma coisa); origem: a razão do câncer foi o cigarro.
Aquilo sobre o que se conversa ou se faz alguma coisa; motivo: quais foram as suas razões para deixar o emprego?
Aquilo que rege a conduta moral; justiça: condenação que se baseou na razão.
O que se utiliza para informar; informação: não tinha razão sobre as circunstâncias do crime.
[Matemática] Quociente composto por dois números.
[Matemática] Numa progressão aritmética, a diferença observada entre os termos consecutivos e o seu quociente.
[Filosofia] Habilidade para raciocinar de maneira discursiva, combinando conceitos e proposições; pensamento lógico.
[Filosofia] Capacidade intelectual que distingue o indivíduo de outros animais.
[Filosofia] Cartesianismo. Conhecimento definido pela capacidade de discernir entre o bem e o mal, ou entre verdadeiro e o falso.
substantivo masculino Tipo de livro utilizado para registro num sistema mercantil.
substantivo feminino plural Razões. Discurso (oral ou escrito) utilizado para argumentar a favor de certa causa.
Etimologia (origem da palavra razão). Do latim ratio.onis.


Razão é a capacidade da mente humana que permite chegar a conclusões a partir de suposições ou premissas. É, entre outros, um dos meios pelo qual os seres racionais propõem razões ou explicações para causa e efeito. A razão é particularmente associada à natureza humana, ao que é único e definidor do ser humano.
A razão permite identificar e operar conceitos em abstração, resolver problemas, encontrar coerência ou contradição entre eles e, assim, descartar ou formar novos conceitos, de uma forma ordenada e, geralmente, orientada para objectivos. Inclui raciocinar, apreender, compreender, ponderar e julgar, por vezes usada como sinónimo de inteligência.
Como uma forma de chegar a conclusões, é frequentemente contraposta não só com o modo como os animais não-humanos parecem tomar decisões, mas também com a tomada de decisões baseada na autoridade, na intuição, na emoção, na superstição ou na fé. A razão é considerada pelos racionalistas a forma mais viável de descobrir o que é verdadeiro ou melhor. A forma exacta como a razão difere da emoção, fé e tradição é controversa, dado que as três são consideradas potencialmente racionais, e, em simultâneo, pontencialmente em conflito com a razão.
A principal diferença entre a razão e outras formas de consciência está na explicação: o pensamento é tanto mais racional quanto mais conscientemente for pensado, de forma que possa ser expresso numa linguagem.


bookmark_borderO que é pensamento

pensamento | s. m. | s. m. pl. derivação masc. sing. de pensar
pen·sa·men·to
(pensar + -mento )
substantivo masculino

1. Acto , faculdade de pensar.

2. Ideia, reflexão, consideração.

3. Intenção.

4. Conceito, opinião.

5. Esboço da primeira ideia ou invenção de um artista.

6. A ideia capital de um escrito e cada uma das mais notáveis nele contidas.
pensamentossubstantivo masculino plural

7. [Antigo]   [Antigo]   Arrecadas, com filigrana de ouro.
pen·sar pen·sar – Conjugar
verbo intransitivo

1. Formar ideias .

2. Reflectir .

3. Raciocinar.

4. Ser de parecer.

5. Tencionar.

6. Ter no pensamento.verbo transitivo

7. Imaginar, julgar.

8. Planear.

9. Dar penso, alimento a (ex.: foi à corte pensar a toura).

10. Tratar convenientemente.

11. Fazer curativo.substantivo masculino

12. Pensamento; opinião; juízo.


substantivo masculino Ato de pensar, de tomar consciência, de refletir ou meditar.
Faculdade de conceber, de combinar e comparar ideias; inteligência.
Ato particular da mente; o resultado deste ato; reflexão.
Modo de pensar; opinião, ponto de vista.
Ato de meditar, de fantasiar; meditação, fantasia.
Faculdade mental, do intelecto; ideia, mente, espírito.
Ponto de vista que resulta da observação.
Frase que traz consigo um ensinamento moral; máxima, sentença.
Ação de representar mentalmente alguma coisa; ideia.
Sentimento de cuidado, zelo, preocupação.
Reunião das ideias ou dos conceitos que vigoraram ou fazem parte de uma determinada época, povo ou etnia: pensamento medieval.
Etimologia (origem da palavra pensamento). Pensar + mento.


Pensamento e pensar são, respectivamente, uma forma de processo mental ou faculdade do sistema mental. Pensar permite aos seres modelarem sua percepção do mundo ao redor de si, e com isso lidar com ele de uma forma efetiva e de acordo com suas metas, planos e desejos. Palavras que se referem a conceitos e processos similares incluem cognição, senciência, consciência, ideia, e imaginação. O pensamento é considerado a expressão mais “palpável” do espírito humano, pois através de imagens e ideias revela justamente a vontade deste.
O pensamento é fundamental no processo de aprendizagem (vide Piaget). O pensamento é construtor e construtivo do conhecimento.
O principal veículo do processo de conscientização é o pensamento. A atividade de pensar confere ao homem “asas” para mover-se no mundo e “raízes” para aprofundar-se na realidade.
Etimologicamente, pensar significa avaliar o peso de alguma coisa. Em sentido amplo, podemos dizer que o pensamento tem como missão tornar-se avaliador da realidade.
Segundo Descartes (1596-1650), filósofo de grande importância na história do pensamento:


bookmark_borderO que é conhecimento

conhecimento | s. m. | s. m. pl. derivação masc. sing. de conhecer
co·nhe·ci·men·to
substantivo masculino

1. Acto ou efeito de conhecer.

2. Noção.

3. Notícia, informação.

4. Experiência.

5. Ideia.

6. Relações entre pessoas não íntimas.

7. Trato.

8. Recibo de contribuição paga.

9. Escrito representativo da fazenda recebida a bordo de um navio.
conhecimentossubstantivo masculino plural

10. Instrução, saber.

11. Pessoas das nossas relações.

conhecimento de causa • Competência ou sabedoria em relação a um assunto ou a um facto .
co·nhe·cer |ê| co·nhe·cer |ê| – Conjugar
(latim cognosco, -ere )
verbo transitivo

1. Ter conhecimento de.

2. Ter noção de, saber.

3. Ter relações com.

4. Saber quem (alguém) é.

5. Estar convencido de.

6. Distinguir.

7. Ver.

8. Ter indícios certos.

9. [Pouco usado]   [Pouco usado]   Ter relações sexuais.verbo intransitivo

10. Tomar conhecimento.

11. Averiguar.verbo pronominal

12. Ter perfeito conhecimento de si próprio, dos próprios méritos, do carácter próprio.


substantivo masculino Entendimento sobre algo; saber: conhecimento de leis.
Ação de entender por meio da inteligência, da razão ou da experiência.
[Por Extensão] Ação de dominar uma ciência, uma arte, um método, um procedimento etc.: ele tinha grande conhecimento de história.
[Por Extensão] Ação de se relacionar com uma ou mais pessoas; manter uma relação por amizade ou por conveniência: pessoas do nosso conhecimento.
Circunstância ou situação em que se toma consciência de: o presidente não tem conhecimento da real situação do país.
[História] Reunião das referências ou informações guardadas pela humanidade.
O que é utilizado para confirmar uma venda; recibo.
[Filosofia] Ação ou capacidade que faz com que o pensamento consiga apreender um objeto, através de meios cognitivos que se combinam (intuição, contemplação, analogia etc.).
Etimologia (origem da palavra conhecimento). Conhecer + mento.


Conhecimento (do latim cognoscere, “ato de conhecer”), como a própria origem da palavra indica, é o ato ou efeito de conhecer. Como por exemplo: conhecimento das leis; conhecimento de um fato; conhecimento de um documento; termo de recibo ou nota em que se declara o aceite de um produto ou serviço; saber, instrução ou cabedal científico (homem com grande conhecimento); informação ou noção adquiridas pelo estudo ou pela experiência; (autoconhecimento) consciência de si mesmo.
No conhecimento temos dois elementos básicos: o sujeito (cognoscente) e o objeto (cognoscível), o cognoscente é o indivíduo capaz de adquirir conhecimento ou o indivíduo que possui a capacidade de conhecer. O cognoscível é o que se pode conhecer.
O tema “conhecimento” inclui, mas não está limitado a descrições, hipóteses, conceitos, teorias, princípios e procedimentos que são úteis ou verdadeiros. O estudo do conhecimento é a gnoseologia. Hoje existem vários conceitos para esta palavra e é de ampla compreensão que conhecimento é aquilo que se sabe sobre algo ou alguém. Isso em um conceito menos específico. Contudo, para falar deste tema é indispensável abordar dado e informação.
Dado é um emaranhado de códigos decifráveis ou não. O alfabeto russo, por exemplo, para leigos no idioma, é simplesmente um emaranhado de códigos sem nenhum significado especifico. Algumas letras são simplesmente alguns números invertidos e mais nada. Porém, quando estes códigos, até então indecifráveis, passam a ter um significado próprio para aquele que os observa, estabelecendo um processo comunicativo, obtém-se uma informação a partir da decodificação destes dados. Diante disso, podemos até dizer que dado não é somente códigos agrupados, mas também uma base ou uma fonte de absorção de informações. Dessa forma, informação seria aquilo que se tem pela decodificação de dados, não podendo existir sem um processo de comunicação. Essas informações adquiridas servem de base para a construção do conhecimento. Segundo essa afirmação, o conhecimento deriva das informações absorvidas. Constroem-se conhecimentos nas interações com outras pessoas, com o meio físico e natural. Podemos conceituar conhecimento da seguinte maneira: conhecimento é aquilo que se admite a partir da captação sensitiva sendo assim acumulável a mente humana; ou seja, é aquilo que o homem absorve de alguma maneira mediante informações que de alguma forma lhe são apresentadas, para um determinado fim ou não.
O conhecimento distingue-se da mera informação porque está associado a uma intencionalidade. Tanto o conhecimento como a informação consistem em declarações verdadeiras, mas o conhecimento pode ser considerado informação com um propósito ou uma utilidade.
Associamos informação à semântica. Conhecimento está associado com pragmática, isto é, relaciona-se com alguma coisa existente no “mundo real” do qual temos uma experiência direta.
O conhecimento pode ainda ser aprendido como um processo ou como um produto. Quando nos referimos a uma acumulação de teorias, ideias e conceitos, o conhecimento surge como um produto resultante dessas aprendizagens, mas como todo produto é indissociável de um processo, podemos então olhar o conhecimento como uma atividade intelectual por meio da qual é feita a apreensão de algo exterior à pessoa.
A definição clássica de conhecimento, originada em Platão, diz que este consiste numa crença verdadeira e justificada. Aristóteles divide o conhecimento em três áreas: científica, prática e técnica.


bookmark_borderO que é escolha

escolha | s. f. 1ª pess. sing. pres. conj. de escolher 3ª pess. sing. imp. de escolher 3ª pess. sing. pres. conj. de escolher
es·co·lha |ô| es·co·lha |ô|
nome feminino

1. Acto ou efeito de escolher.

2. Opção.

3. Preferência.

4. Selecção .
es·co·lher |ê| es·co·lher |ê| – Conjugar
verbo transitivo

1. Fazer escolha de.

2. Preferir.

3. Estremar.

4. Separar.

5. Marcar.verbo intransitivo

6. Optar.


substantivo feminino Ato ou efeito de escolher, de selecionar entre uma coisa e outra; seleção, preferência, opção: a vida é feita de escolhas.
Predileção que se demonstra em relação a algo ou alguém; preferência.
Opção entre duas ou mais coisas, situações, circunstâncias, caminhos.
Ação de eleger alguém para um cargo; eleição.
[Agricultura] Café de qualidade inferior, refugo de produtos agrícolas.
[Agricultura] Parte inaproveitável de produtos agrícolas; resto, sobra.
Etimologia (origem da palavra escolha). Forma regressiva de escolher.


Escolha ou alternativa consiste num processo mental de pensamento envolvendo o julgamento dos méritos de múltiplas opiniões e a seleção de uma delas para ação. Alguns exemplos simples incluem decidir-se levantar pela manhã ou voltar à dormir, ou escolher um determinado trajeto para uma viagem. Exemplos mais complexos (frequentemente decisões que afetam crenças pessoais) incluem a escolha de um estilo de vida, filiação religiosa ou posição política. A maioria das pessoas considera ter alternativas uma boa coisa, embora uma escolha severamente limitada ou artificialmente restrita, possa levar ao desconforto com a opção selecionada e possivelmente a um resultado insatisfatório. No extremo oposto, alternativas ilimitadas podem levar à confusão, remorsos pelas opções não escolhidas e indiferença, numa existência amorfa.


bookmark_borderO que é conceito

conceito | s. m.
con·cei·to
(latim conceptus, -a, -um, particípio passado de concipio, -ere, tomar juntamente, reunir, conter, absorver, receber, recolher, conceber, perceber )
substantivo masculino

1. Mente considerada como sede das concepções ; faculdade de conceber ou conhecer.

2. Concepção compreendida numa palavra que designa características e qualidades de uma classe de objectos , abstractos ou concretos.

3. Opinião ou ideia , juízo que se faz de alguém ou de alguma coisa (ex.: não partilhamos o mesmo conceito de profissionalismo).

4. Expressão sintética. = SÍNTESE

5. Dito engenhoso. = DITADO, MÁXIMA, NORMA, PRECEITO, SENTENÇA

6. Reputação de que algo ou alguém goza (ex.: a universidade alcançou um bom conceito; eram pessoas consideradas de mau conceito).

7. Intuito ou desfecho moral de fábula, de conto ou de história semelhante. = MORALIDADE

8. Parte final e elucidativa de uma charada.


substantivo masculino Percepção que alguém possui sobre algo ou alguém; noção.
Capacidade intelectual e cognitiva do ser humano; pensamento: seu comportamento não faz parte do meu conceito.
Reputação dita e construída a partir da percepção de amigos, da sociedade, do público etc.: sujeito com um bom conceito.
Modo de pensar, de julgar; ponto de vista: ele subiu no meu conceito.
Expressão ou frase cujo conteúdo é de teor moral; máxima.
Conclusão moral que se retira de uma narrativa; moral.
Aquilo que demonstra engenho e originalidade; dito bem feito.
Ponto de vista sintetizado ou dito resumido.
Avaliação feita sobre o aluno tendo em conta seu aproveitamento escolar, geralmente comportamental; nota.
[Filosofia] Imagem mental feita de um objeto (concreto ou abstrato) cujo conteúdo é de extrema importância para o pensamento; noção ou ideia abstrata.
[Linguística] Ideia abstrata compreendida nos vocábulos de uma língua, construída para caracterizar as qualidades de uma classe, de seres ou de entidades imateriais (abstratas).
[Ludologia] Em certos jogos (charadas), aquilo que resolve o mistério; a chave para a solução.
Etimologia (origem da palavra conceito). Do latim conceptus.us.


Conceito (do latim conceptus, do verbo concipere, que significa “conter completamente”, “formar dentro de si”), substantivo masculino, é aquilo que a mente concebe ou entende: uma ideia ou noção, representação geral e abstracta de uma realidade. Pode ser também definido como uma unidade semântica, um símbolo mental ou uma “unidade de conhecimento”. Um conceito corresponde geralmente a uma representação numa linguagem ou simbologia. O termo é usado em muitas áreas, como na matemática, na astronomia, na estatística, na filosofia, nas ciências cognitivas, na física, na biologia, na química, na economia e na informática.
Conceitos são universais ao se aplicarem igualmente a todas as coisas em sua extensão. Conceitos são portadores de significado. Um único conceito pode ser expresso em qualquer número de linguagens: o conceito cão pode ser expresso como Hund em alemão, hond em Afrikaans, dog em inglês, perro em castelhano, gos em catalão, hundo em esperanto, txakur na língua basca, chien em francês, can em galego, cane em italiano, canis em latim, inu em japonês etc. O fato de que conceitos são, de uma certa forma, independentes das linguagens torna a tradução possível; palavras em várias línguas “querem dizer” o mesmo porque expressam um e o mesmo conceito.
Conceito é uma frase (juízo) que diz o que a coisa é ou como funciona. O conceito, enquanto o-que-é é a expressão de um predicado comum a todas as coisas da mesma espécie. Chega-se a esses predicados ou atributos comuns por meio da análise de diversas coisas da mesma espécie. O homem é um ser racional. A racionalidade é o predicado comum a todos os homens. Numa linguagem mais iluminista, o Conceito é “um juízo sintético a priori”. Sendo assim, conceito não é a mesma coisa que definição. Outros autores usam a expressão “definição real” como sinônimo de conceito.


bookmark_borderO que é compreensão

compreensão | s. f.
com·pre·en·são
(latim comprehensio, -onis, acção de agarrar )
substantivo feminino

1. Faculdade de compreender.

2. [Gramática, Lógica]   [Gramática, Lógica]   Significação da palavra (em oposição a extensão): a compreensão está na razão inversa da extensão (ex.: português tem maior compreensão que europeu).

3. [Retórica]   [Retórica]   Sinédoque.


substantivo feminino Capacidade de entender o significado de algo; entendimento.
Ação, efeito ou possibilidade de compreender: compreensão de um texto.
Faculdade de compreender; inteligência: ter a compreensão lenta.
Condição, característica ou predisposição para aceitar e respeitar opiniões ou comportamentos alheios.
Expressão de benevolência, indulgência: falta de compreensão.
[Lógica] Totalidade dos caracteres encerrados numa ideia geral, num conceito, num conjunto; por oposição à extensão.
[Filosofia] De acordo com Dilthey, filósofo alemão, ação de utilizar a intuição ou a empatia como principio básico para analisar os processos sociais, ideológicos, culturais, históricos etc.
Etimologia (origem da palavra compreensão). Do latim comprehensionis.


A compreensão (do termo latino comprehensione) é um processo psicológico que indica o entendimento do significado de algo. De acordo com a taxonomia de Bloom, é uma das habilidades do domínio cognitivo que solicitam a interpretação de um contexto, ou imprimem, a ele, um significado.