bookmark_borderO que é mucilagem

mucilagem | s. f.
mu·ci·la·gem
nome feminino

1. Substância viscosa vegetal.

2. Líquido gomoso.


substantivo feminino Substância gomosa com qualidades nutritivas que se encontra em quase todos os vegetais, principalmente nas raízes e nas sementes.
Líquido espesso, viscoso, usualmente produzido pela dissolução de goma em água ou em algum outro líquido.
A finalidade da mucilagem é tornar duas substâncias aderidas. A mucilagem, portanto, é classificada como adesivo.


A mucilagem, no sentido botânico é uma secreção rica em polissacarídeos. Retém a água aumentando de volume. Encontra-se, em alta concentração, em raízes aquáticas para sua proteção, envolvendo algumas sementes etc.
No sentido farmacológico, é uma substância viscosa resultante da solução de determinadas matérias em água.
Grande grupo de polissacarídeos complexos, frequentemente presentes nas paredes celulares das plantas aquáticas e nos tegumentos de algumas outras espécies.
Mucilagem é rígida quando seca e pegajosa quando húmida.
Tem possivelmente uma função protectora e de âncora nas plantas.


bookmark_borderO que é ágar-ágar

ágar-ágar | s. m.
á·gar·-á·gar
substantivo masculino

1. [Química]   [Química]   Geleia extraída de uma alga, e que se utiliza em bacteriologia, farmácia e na indústria. = GELOSE

2. A própria alga.Plural: ágar-ágares. Plural: ágar-ágares.



O ágar-ágar, também conhecido simplesmente como ágar ou agarose, é um hidrocolóide fortemente gelatinoso extraído de diversos gêneros e espécies de algas marinhas vermelhas que consiste em uma mistura heterogênea de dois polissacarídeos, agarose e agaropectina. Essas substâncias ocorrem como carboidrato estrutural na parede das células. Tais algas que contém o ágar-ágar são denominadas agarófitas e pertencem à classe Rhodophyta . O nome deste polímero provém da palavra malaia agar-agar. Os principais gêneros de algas agarófitas são a Gelidium, Gracilaria, Gelidiela e Pterocladia. Os primeiros registos conhecidos da extração da agarose datam de finais da década de 1650 ou princípios da década de 1660 sendo atribuída a descoberta do método de extracção a Mino Tarōzaemon (美濃 太郎左衛門), no Japão, onde o produto foi designado por kanten, nome que mantém em diversas dietas e preparados.


bookmark_borderO que é celobiose

Palavra não encontrada. Se procurava uma das palavras seguintes, clique nela para consultar a sua definição. cenóbios celulose relógios elogios eclodisse elogiosa elogioso velórios colóbios (norma brasileira)
Caso a palavra que procura não seja nenhuma das apresentadas acima, sugira-nos a sua inclusão no dicionário.


substantivo feminino [Química] Dissacarídeo (C2H22O) obtido pela hidrólise parcial da celulose; celose.
Etimologia (origem da palavra celobiose). Celo + bio + ose.


Celobiose é um dissacarídeo glicosil-glicose de fórmula [HOCH2CHO(CHOH)3]2O, composto por duas moléculas de glicose, cada glicose é unida por ligações β (1 → 4). A celobiose é o dissacarídeo repetitivo da celulose. Esse polissacarídeo estrutural é o principal componente das paredes celulares de plantas. Os vertebrados não possuem celulase, que são responsáveis por hidrolisar as ligações β (1 → 4) da celulose. Entretanto, os herbívoros contém em seu trato digestivo celulases secretadas por microorganismos simbiontes, que assim permitem a digestão de plantas fibrosas. A celobiose é hidrolisada à glicose por 1,4-β-D-glucosidades.


bookmark_borderO que é amido

amido | s. m.
a·mi·do
nome masculino

Fécula dos vegetais, particularmente do trigo.


substantivo masculino Substância orgânica frequentemente mantida de reserva nos vegetais (grãos de cereais, tubérculos de batatas etc.).
Polvilho.
O mesmo que amilo.


Amido ou fécula é um carboidrato constituído principalmente de glicose com ligações glicosídicas. Este polissacarídeo é produzido pelas plantas verdes servindo como reservatório de energia. É o mais comum carboidrato na alimentação humana e é encontrado em grande quantidade de alimentos, como batatas, arroz e trigo.


bookmark_borderO que é quitina

quitina | s. f.
qui·ti·na
(grego khitón, -onos, túnica + -ina )
substantivo feminino

[Bioquímica]   [Bioquímica]   Substância orgânica córnea que faz parte do exoesqueleto de alguns artrópodes e da parede celular dos fungos.


substantivo feminino Substância córnea que faz parte do esqueleto externo dos artrópodes (crustáceos, aracnídeos, quilópodes, diplópodes e insetos) e da parede celular de alguns fungos.
[Bioquímica] Substancia largamente utilizada na industria farmacêutica cuja desacetilação serve de base para a fabricação de medicamentos para emagrecer.
Etimologia (origem da palavra quitina). Quito + ina.


A quitina é um polissacarídeo constituído por um polímero de cadeia longa de N-acetilglicosamina. Insolúvel em água e córneo, é o precursor direto da quitosana. Ocorre naturalmente em diversos organismos, sendo o principal componente da parede celular dos fungos e do exoesqueleto dos artrópodes. Está presente também na rádula dos moluscos, no bico dos cefalópodes e na concha dos foraminíferos.
Foi descoberta em cogumelos pelo professor francês Henri Braconnot, em 1811, recebendo então a denominação inicial de fungina. O nome quitina foi dado por Odier, em 1823, quando esta foi isolada de insetos. Somente em 1843, Payen descobriu que a quitina continha nitrogênio em sua estrutura, a qual é semelhante à fibra vegetal denominada celulose. A diferença estrutural entre as duas fibras se deve aos grupos hidroxila localizados na posição 2, que na quitina foram substituídos por grupos acetamino. É a mais abundante fibra de ocorrência natural depois da celulose.
A quitina poderá substituir futuramente os produtos que empregam plásticos, pois os plásticos tem uma meia-vida muito longa (acima de 300 anos), ao contrário da quitina que é biodegradável, além de apresentar a possibilidade de ser empregado na construção civil como material de extrema resistência à pressão. Até ao momento não foi possível a síntese industrial (in vitro) somente a síntese em laboratório (in vivo).
Não deve ser confundida com a queratina, que é uma proteína.


bookmark_borderO que é inulina

inulina | s. f.
i·nu·li·na
(ínula + -ina )
nome feminino

[Química]   [Química]   Substância encontrada no bolbo da dália. = ALANTINA, DALINA


substantivo feminino Química Substância orgânica semelhante ao amilo, solúvel na água, insolúvel no álcool, e encontrada em várias plantas, especialmente da família das compostas (dália etc.).


A inulina é um frutano, polissacarídeo da frutose com uma unidade de glicose terminal. de origem vegetal, formula C6nH10n+2O5n+1 e CAS nº 9005-80-5. O polímero da frutose é particularmente abundante nas raizes da chicória, de onde é extraída industrialmente. Também é encontrada em outros vegetais que pertencem a família das Asteraceae, principalmente nos tubérculos do tupinambo ( Helianthus tuberosus) e cebolas da Dahlia. No final da temporada, com as primeiras geadas, a inulina sofre uma hidrólise que provoca uma baixa do seu rendimento.
A inulina é uma fibra solúvel. Apesar de não ser digerida pelas enzimas intestinais, é um dos principais substratos da flora intestinal, sendo por isso considerada um pré-biótico.
A inulina é utilizada na indústria como ingrediente para a preparação de diversos produtos agro-alimentares. O grau de polimerização condiciona a sua funcionalidade. Os polímeros que apresentam menos de dez unidades de frutose são denominados frutooligossacarideos ou oligofrutoses, sendo utilizados como adoçantes; aqueles que apresentam mais de dez unidades não apresentam características adoçantes, sendo usadas para melhorar a textura dos alimentos em substituição as matérias graxas.


bookmark_borderO que é celulose

celulose | s. f.
ce·lu·lo·se |ó| ce·lu·lo·se |ó|
(francês cellulose )
nome feminino

[Bioquímica]   [Bioquímica]   Polissacárido que constitui a parte sólida dos vegetais e que é matéria-prima para o fabrico do papel, entre outros.


substantivo feminino Hidrato de carbono que constitui a base dos tecidos vegetais e principalmente as paredes das células e das fibras (C6H10O5)n. (Encontra-se quase pura na medula do sabugueiro, do algodão, do linho etc. Combina-se a frio com o ácido nítrico, formando o algodão-pólvora.).


A celulose (C6H10O5) é um polímero de cadeia longa composto de um só monômero (glicose), classificado como polissacarídeo ou carboidrato. É um dos principais constituintes das paredes celulares das plantas (cerca de 33% da massa da planta), em combinação com a lignina, com hemicelulose e pectina e não é digerível pelo homem, constituindo uma fibra dietética. Alguns animais, particularmente os ruminantes, podem digerir celulose com a ajuda de microrganismos simbióticos. Outros, como humanos, não possuem celulase, a enzima responsável por hidrolisar a celulose em glicose, e por isso não conseguem utilizá-la como fonte de energia.