bookmark_borderO que é governo

governo | s. m. 1ª pess. sing. pres. ind. de governar
go·ver·no |ê| go·ver·no |ê|
(derivação regressiva de governar )
nome masculino

1. Acto ou efeito de governar.

2. Regência.

3. Direcção , administração.

4. Poder ou colectividade que dirige um Estado.

5. Poder executivo, ministério.

6. Território em que o governo é exercido.

7. Tempo durante o qual os governantes exercem o seu cargo.

8. [Figurado]   [Figurado]   Economia, ordem.

9. Arranjo.

10. Regra, norma.

11. Procedimento.

12. Rédeas e freio do cavalo.

13. [Marinha]   [Marinha]   Leme do navio.

14. [Marnotagem]   [Marnotagem]   Depósito geral das águas das salinas.

15. [Marnotagem]   [Marnotagem]   Comporta entre os reservatórios das salinas.

governo representativo • Aquele em que os deputados, eleitos pelo povo, concorrem para a feitura das leis.

olhar contra o governo • [Informal]   • [Informal]   Ser estrábico.
go·ver·nar go·ver·nar – Conjugar
(latim guberno, -are, pilotar um navio, dirigir, conduzir )
verbo transitivo

1. Ter a seu cargo ou exercer o governo de.

2. Dirigir; imperar em.

3. Dirigir (embarcação), com o leme. = PILOTARverbo intransitivo

4. Dirigir-se; exercer governo.verbo pronominal

5. Dirigir os seus negócios; tratar dos seus interesses. = ARRANJAR-SE

6. Fazer bons interesses.

7. Proceder; regular-se.


substantivo masculino Ação, resultado ou efeito de governar ou de se governar (orientar); governança.
Tendência ou capacidade de ter o poder sobre (alguma coisa): tinha o governo daquela circunstância.
Designação do poder executivo de um país: o governo não prestava esclarecimentos ao povo.
O presidente juntamente com seus assessores ou ministros (geralmente grafado com a inicial maiúscula): a transparência do Governo.
Maneira ou procedimentos através dos quais um Estado é governado: governo socialista.
[Por Extensão] O tempo em que um presidente ou governador permanece em seu cargo; mandato.
[Marinha] Ação ou efeito de fazer com que uma embarcação seja conduzida através do leme.
Etimologia (origem da palavra governo). Forma regressiva de governar.


O Governo é a organização que é a autoridade governante de uma unidade política”; “o poder de regrar uma sociedade política”; ou o aparato pelo qual o corpo governante funciona e exerce autoridade. O governo é, usualmente, utilizado para designar a instância máxima de administração executiva, geralmente reconhecida como a liderança de um Estado ou uma nação. Os Estados podem ter vários níveis de Governo conforme a organização política daquele país, como por exemplo os Governos locais, os regionais e nacional.
No direito administrativo contemporâneo, Governo é a expressão que define o núcleo diretivo do Estado, alterável por eleições e responsável pela gerência dos interesses estatais e pelo exercício do poder político.


bookmark_borderO que é extremismo

extremismo | s. m.
ex·tre·mis·mo
(extremo + -ismo )
substantivo masculino

Adopção de teorias político-sociais extremas.


substantivo masculino Ponto de vista político que prioriza medidas radicais e extremas para solucionar os problemas sociais.
[Por Extensão] Movimento radical e autoritário que busca impor ideologias, religiões, modos de vida etc., geralmente através do uso de violência: extremismo religioso.
Etimologia (origem da palavra extremismo). Extremo + ismo.


O extremismo, em política, refere-se a doutrinas ou modelos de ação política que preconizam soluções extremas, radicais e revolucionárias, para os problemas sociais.
Frequentemente está associado ao dogmatismo, ao fanatismo e à tentativas de imposição de estilos e modos de vida, bem como à negação radical de valores vigentes. O extremismo, unido ao unilateralismo, resulta em total fechamento ao diálogo e à negociação.
No uso corrente, o termo política, o conceito tem mantido uma conotação pejorativa. Quando referido a posição e comportamento adotados por um movimento, grupo político ou mesmo partidos e grupos parlamentares, o extremismo indica a tendência a um comportamento ou a um modelo de ação política que rejeita as regras de uma comunidade política, não se identificando com as suas finalidades, valores e instituições e procurando transformá-los radical e abruptamente, na linha do tudo agora; por conseguinte, recusa o gradualismo ou o alcance parcial dos objetivos, bem como a negociação e o compromisso. O comportamento desses grupos se concretiza historicamente por práticas muitas vezes eversivas e violentas, que rejeitam os vínculos formais da transformação do conflito em controvérsia, próprios da tradição parlamentar.
Na história política moderna e contemporânea, o extremismo foi adotado em diferentes ocasiões, por diversos movimentos sociais e políticos, de diferentes orientações ideológicas, principalmente em épocas críticas de intensa mobilização social e de profundas transformações econômicas e institucionais.
O extremismo convencionalmente considerado de direita emana diretamente de classes ou estamentos sujeitos a uma repentina perda de status e de uma drástica redução de sua influência política. É o extremismo daqueles que, “em outros tempos foram possuidores” e cujo comportamento político está voltado para a defesa a todo custo e/ou para a reconquista das suas tradicionais prerrogativas político-sociais. O fascismo, o nazismo, o salazarismo e o franquismo, por exemplo, rompem com o pluralismo democrático pelo lado direito do espectro ideológico.
Já a prática de alguns grupos extraparlamentares de orientação marxista-leninista, por exemplo, pode ser caracterizada como extremista, na medida em que rompe com a democracia burguesa pelo lado esquerdo do espectro, defendendo uma democracia operária no lugar desta.
Por fim, contrariando a visão da maioria dos historiadores sobre o espectro político nazista, o autor Lipset afirma que, além dos extremismos da direita e da esquerda, existiria um extremismo do centro: o nazifascismo. O nazifascismo disputaria a mesma base de apoio social que os liberalismos, ou seja as classes médias, pequenos empresários e profissionais anticlericais.
O extremismo pode também ser considerado algo como uma reação extrema a um ato extremo, como a execução de um assassino da mesma força que este cometeu o homicídio, podendo ser (ou não) considerado um pensamento inteligente baseado na pedra da babilônia ” olho por olho dente por dente ” aqueles que cometem um erro devem pagar na mesma moeda.


bookmark_borderO que é política

política | s. f. fem. sing. de político Será que queria dizer politica?
po·lí·ti·ca
(grego politiká, assuntos públicos, ciência política )
substantivo feminino

1. Ciência do governo das nações.

2. Arte de regular as relações de um Estado com os outros Estados.

3. Sistema particular de um governo.

4. Tratado de política.

5. [Figurado]   [Figurado]   Modo de haver-se, em assuntos particulares, a fim de obter o que se deseja.

6. Esperteza, finura, maquiavelismo.

7. Cerimónia , cortesia, civilidade, urbanidade.
po·lí·ti·co po·lí·ti·co
(grego politikós, -ê, -ón, relativo aos cidadãos )
adjectivo adjetivo

1. Relativo à política ou aos negócios públicos.

2. Delicado, urbano, cortês.

3. [Figurado]   [Figurado]   Finório, astuto.

4. [Informal]   [Informal]   Indisposto com alguém.substantivo masculino

5. Aquele que se entrega à política.

6. Estadista.
Ver também dúvida linguística: feminino de político.


substantivo feminino Ciência do governo dos povos.
[Política] Direção de um Estado e determinação das formas de sua organização.
[Política] Mecanismo de orientação administrativa de Estados.
[Política] Conjunto dos negócios de Estado, maneira de os conduzir.
[Figurado] Maneira hábil de agir; astúcia.
[Figurado] Modo cortês e civil de agir; cortesia, civilidade.
[Figurado] Boa capacidade para se relacionar com outras pessoas.
Prática de oferecer direcionamentos ou de exercer influência no modo como algo (partido, opinião pública, eleitores etc.).
expressão Ciência política. Ramo das ciências sociais que trata do governo e da organização dos Estados.
Etimologia (origem da palavra política). Do latim política; pelo grego politiké.


Política (do Grego: πολιτικός / politikos, significa ” de, para, ou relacionado a grupos que integram a Pólis “) denomina-se a arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados; a aplicação desta ciência aos assuntos internos da nação (política interna) ou aos assuntos externos (política externa). Nos regimes democráticos, a ciência política é a atividade dos cidadãos que se ocupam dos assuntos públicos com seu voto ou com sua militância.
A palavra tem origem nos tempos em que os gregos estavam organizados em Pólis (cidades-estado), nome do qual se derivaram palavras como “politiké” (política em geral) e “politikós” (dos cidadãos, pertencente aos cidadãos), que estenderam-se ao latim “politicus” e chegaram às línguas europeias modernas através do francês “politique” que, em 1265 já era definida nesse idioma como “ciência dos Estados”.O termo política é derivado do grego antigo πολιτεία (politeía), que indicava todos os procedimentos relativos à Pólis, ou cidade-Estado grega. Por extensão, poderia significar tanto cidade-Estado quanto sociedade, comunidade, coletividade e outras definições referentes à vida urbana.
O livro de Platão traduzido como “A República” é, no original, intitulado “Πολιτεία” (Politeía).


bookmark_borderO que é estado

estado | s. m. masc. sing. part. pass. de estar
es·ta·do
(latim status, -us, posição de pé, postura, posição, estado, situação, condição, forma de governo, regime )
substantivo masculino

1. Modo actual de ser (de pessoa ou coisa).

2. Modo geral; conjunto de circunstâncias em que se está e se permanece. = CONDIÇÃO, DISPOSIÇÃO, POSIÇÃO, SITUAÇÃO

3. [Física, Química]   [Física, Química]   Maneira de ser que a matéria apresenta, conforme a coesão das suas moléculas (ex.: estado gasoso, estado sólido).

4. Posição social.

5. Circunstâncias especiais em que se exerce a profissão ou modo de vida habitual.

6. Nação considerada como entidade que tem governo e administração particulares. (Geralmente com inicial maiúscula.)

7. Governo político do povo constituído em nação. (Geralmente com inicial maiúscula.)

8. Cada uma das grandes divisões territoriais, numa república federativa.

9. Representação de cada uma das três classes (nobreza, clero e povo), nas cortes do regime antigo.

10. Domínio, terras.

11. Ostentação.

12. Séquito .

13. [Por extensão]   [Por extensão]   Suspensão das leis ordinárias de um país, e sua sujeição temporária a regime militar especial.

14. Prevenção armada com receio de revolta.

dar estado • Casar; dar modo de vida.

estado civil • Existência e condições da existência do indivíduo perante a lei civil e que corresponde geralmente a solteiro, casado, viúvo ou divorciado.

estado da arte • Nível mais avançado de conhecimento ou de desenvolvimento em determinada área e em determinado momento.

estado de alerta • [Política]   • [Política]   Conjunto de medidas tomadas em circunstâncias que implicam a prontidão dos meios de protecção civil e das forças e serviços de segurança, não havendo qualquer restrição nas liberdades e direitos individuais ou na circulação de pessoas.

estado de calamidade • [Política]   • [Política]   Conjunto de medidas tomadas em circunstâncias especiais e que implicam o estabelecimento de restrições à actividade económica e à circulação de pessoas.

estado de emergência • [Política]   • [Política]   Medida tomada em circunstâncias especiais, nomeadamente em caso de guerra, para justificar poderes especiais, suspensão de leis vigentes ou restrições de liberdade, de direitos e de garantias.

estado de graça • [Teologia católica]   • [Teologia católica]   Estado de inocência ou de isenção de culpas.

• Estado, geralmente temporário, em que se recebe a benevolência ou a simpatia de outrem.

• Gravidez.

estado de sítio • [Política]   • [Política]   Medida tomada em circunstâncias especiais, nomeadamente em caso de perturbações sociais, para justificar certas restrições de liberdade, de direitos e de garantias.

• Situação de uma praça, fortaleza ou povoação, cercada pelo inimigo.

estado interessante • Gravidez.

Estado Novo • [História]   • [História]   Regime político autoritário, ditatorial e nacionalista que vigorou em Portugal de 1933 até 1974.

Regime político autoritário, ditatorial e nacionalista correspondente ao governo de Getúlio Vargas no Brasil, de 1937 a 1945.

Terceiro Estado • [História]   • [História]   Parte da população que não pertencia ao clero ou à nobreza e que era composta pelo povo e pela burguesia.

tomar estado • Casar-se.
es·tar es·tar – Conjugar
(latim sto, stare, estar de pé, estar imóvel, ficar firme )
verbo copulativo

1. Achar-se em certas condições ou em determinado estado (ex.: a caixa está danificada; ele está uma pessoa diferente; estou sem paciência; está claro que há divergências entre nós).

2. Experimentar determinado sentimento (ex.: estou contente). = SENTIR-SE

3. Ter atingido um certo grau ou qualidade (ex.: a execução está perfeita; isto está uma porcaria).

4. Achar-se em certa colocação, posição ou postura, sujeita a alteração ou modificação (ex.: a equipa está em segundo lugar no campeonato; estou sentado porque esta menina cedeu-me o lugar).

5. Ter certo vestuário, ornamento ou acessório (ex.: os convivas estão em traje de gala).

6. Apresentar determinado estado de saúde (ex.: o paciente está pior; estou bem, obrigado; como está o seu marido?).

7. Sair pelo preço de ou ter um valor (ex.: a banana está a 2 euros ; a despesa está em 1000 euros). = ATINGIR, CUSTAR, IMPORTARverbo transitivo

8. Achar-se, encontrar-se num dado momento ou num determinado espaço (ex.: estamos no início do ano lectivo ; estávamos na rua e ouvimos o estrondo; vou estar por casa; estou em reunião).

9. Ter determinada localização (ex.: o Brasil está na América do Sul; o Funchal está a mais de 900 km de Lisboa). = FICAR, LOCALIZAR-SE, SITUAR-SE

10. Ter chegado a ou ter atingido determinada situação ou ocasião (ex.: estamos num ponto de viragem; estou com problemas; o carro está à venda).

11. Ser presente; marcar presença (ex.: não estava ninguém na sala). = COMPARECER

12. Ter uma relação afectiva ou sexual (ex.: estou com um namorado novo).

13. Haver, existir, verificar-se determinado estado (ex.: estão 29 graus à sombra; ainda está chuva?). [Verbo impessoal] = FAZER

14. Partilhar a mesma habitação (ex.: depois da separação dos pais, esteve vários anos com a avó). = COABITAR, MORAR, RESIDIR

15. Ter data marcada (ex.: a consulta está para dia 8).

16. Pertencer a um grupo, a uma corporação ou a uma classe especial (ex.: ele está nos bombeiros voluntários; estamos no partido há muito tempo). = INTEGRAR

17. Seguir uma carreira ou um percurso escolar ou profissional (ex.: ele está na função pública; esteve 30 anos na carreira diplomática; está em medicina).

18. Empregar-se ou ocupar-se durante certo tempo (ex.: estou num curso de especialização; o rapaz está num restaurante da praia).

19. Fazer viagem ou visita a (ex.: estivemos em Londres no mês passado). = VISITAR

20. Conversar com ou fazer companhia a (ex.: está com um cliente; ela esteve com uma amiga com quem não falava há anos).

21. Não desamparar; ficar ao lado ou a favor de (ex.: estou convosco nesta luta; estamos pelos mais fracos). = APOIAR

22. Ter vontade ou disposição (ex.: ele hoje não está para brincadeiras).

23. Ficar, permanecer ou esperar (ex.: eu estou aqui até vocês voltarem).

24. Depender (ex.: a decisão está no supervisor).

25. Ter o seu fundamento ou a sua base em (ex.: as qualidades estão nos gestos, não nas palavras; o problema está em conseguirmos cumprir o prazo). = CONSISTIR, RESIDIR

26. Ser próprio do caráter ou da natureza de (ex.: está nele ajudar as pessoas).

27. Condizer ou combinar bem ou mal, com alguma coisa (ex.: a roupa está-lhe bem; isto está aqui bem). = FICAR

28. [Pouco usado]   [Pouco usado]   Usa-se seguido de oração integrante introduzida pela conjunção que, para indicar uma opinião (ex.: estou que isto não é grave). = ACHAR, CRER, ENTENDER, JULGAR, PENSARverbo auxiliar

29. Usa-se seguido de gerúndio ou da preposição a e infinitivo, para indicar continuidade da acção (ex.: estavam a descansar; a reunião está decorrendo; não sei o que estarão a pensar; estava espalhando um boato; estariam a enganar alguém).

30. Usa-se seguido da preposição para e infinitivo, para indicar que algo se vai realizar (ex.: não sei o que está para vir; está para acontecer uma surpresa).

31. Usa-se seguido da preposição para e infinitivo, para indicar vontade ou intenção de realizar certo acto dentro de pouco tempo (ex.: ele hoje não está para brincadeiras; estou para ir ver a exposição há 2 meses).

32. Usa-se seguido da preposição por e infinitivo, para indicar que a acção não se realizou ainda (ex.: o trabalho está por fazer).

33. Usa-se seguido de particípio, para formar uma voz passiva cuja acção sofrida é geralmente permanente (ex.: o texto está escrito, agora é só rever; a derrota estava prevista).substantivo masculino

34. Modo de ser num determinado momento. = CONDIÇÃO, ESTADO

35. A posição de imobilidade, a postura, a atitude.

está bem • Expressão usada para consentir, anuir, concordar (ex.: está bem, podem sair). = SIM

não estar nem aí • [Informal]   • [Informal]   Não ligar a ou não se interessar por algo (ex.: ele não está nem aí para os que os outros possam pensar).


substantivo masculino Condição de alguém ou de alguma coisa em determinada situação ou momento: o paciente estava em estado terminal.
Reunião das particularidades ou das características através das quais algo ou alguém pode ser caracterizado(a).
Condição física de alguém (de uma parte do corpo humano) ou de um animal.
Condição emocional, moral ou psicológica que uma pessoa apresenta, em determinada circunstância de sua vida, tendo o poder de influenciar a sua maneira de se comportar diante de um acontecimento: estava em estado de graça.
Circunstância atual em que uma pessoa se encontra; estado civil: solteiro.
[História] Grupos sociais que existiam na Idade Média (clero, nobreza e povo).
Nação absoluta, politicamente estruturada, com regras particulares: o Estado Palestino.
Reunião daquilo que é responsável pela administração de um país.
Regime governamental e político: Estado déspota.
Separação geográfica de certos países: o estado de Minas Gerais.
Que tem luxo e imponência; fausto ou luxo.
Listagem dos bens; inventário: estado das propriedades de um indivíduo.
[Física] Num sistema, a condição definida pela reunião de suas propriedades físicas.
Etimologia (origem da palavra estado). Do latim status.us.


O termo Estado (do latim status: modo de estar, situação, condição) data do século XIII e se refere a qualquer país soberano, com estrutura própria e politicamente organizado, bem como designa o conjunto das instituições que controlam e administram uma nação. Os agrupamentos sucessivos e cada vez maiores de seres humanos procedem de tal forma a chegarem à ideia de Estado, cujas bases foram determinadas na história mundial com a Paz de Vestfália, em 1648. A instituição estatal, que possui uma base de prescrições jurídicas e sociais a serem seguidas, evidencia-se como “casa-forte” das leis que devem regimentar e regulamentar a vida em sociedade.
Para Kant, o Estado tanto é designado por coisa pública (res publica), quando tem por liame o interesse que todos têm em viver no estado jurídico, como por potentia (poder), quando se pensa em relação com outros povos, ou por gens (nação), por causa da união que se pretende hereditária. Entende o Estado como comunidade, soberania e nação, se utilizadas categorias de hoje, dado que o Estado é ao mesmo tempo Estado-comunidade, ou república, Estado-aparelho, ou principado, e comunidade de gerações, ou nação. Segundo o jurista italiano Norberto Bobbio, a palavra foi utilizada pela primeira vez, com o seu sentido contemporâneo, no livro A Arte da Guerra, pelo general estrategista Sun Tzu, e posteriormente no livro denominado O Príncipe, do diplomata e militar Nicolau Maquiavel. Desse modo, o Estado representa a forma máxima de organização humana, somente transcendendo, a ele, a concepção de “comunidade internacional”.
Estado não se confunde com governo. O Estado é organizado política, social e juridicamente, ocupando um território definido onde, normalmente, a lei máxima é uma constituição escrita. É dirigido por um governo que possui soberania reconhecida tanto interna como externamente. Um Estado soberano é sintetizado pela máxima “Um governo, um povo, um território”. O Estado é responsável pela organização e pelo controle social, pois detém, segundo Max Weber, o monopólio da violência legítima (coerção, especialmente a legal). Segundo a divisão setorial sociológica mais comum, considera-se o Estado o Primeiro Setor, ficando o Mercado e as Entidades da Sociedade Civil respectivamente como Segundo e Terceiro Setores. O reconhecimento da independência de um Estado em relação aos outros, permitindo, ao primeiro, firmar acordos internacionais, é uma condição fundamental para estabelecimento da soberania. O Estado pode também ser definido em termos de condições internas, especificamente (conforme descreveu Max Weber, entre outros) no que diz respeito à instituição do monopólio do uso da violência.
Normalmente, grafa-se o vocábulo com letra maiúscula, a fim de diferenciá-lo de seus homônimos. Há, entretanto, uma corrente de filólogos que defende sua escrita com minúscula, como em cidadania ou civil. Não com o objetivo de ferir a definição tradicional de Estado, mas a fim de equiparar a grafia a outros termos não menos importantes. O conceito parece ter origem nas antigas cidades-estados que se desenvolveram na antiguidade em várias regiões do mundo, como a Suméria, a América Central e no Extremo Oriente. Em muitos casos, estas cidades-estados foram, a certa altura da história, colocadas sob a tutela do governo de um reino ou império, seja por interesses económicos mútuos, seja por dominação pela força. O Estado como unidade política básica no mundo tem, em parte, vindo a evoluir no sentido de um supranacionalismo, na forma de organizações regionais, como é o caso da União Europeia.


bookmark_borderO que é maioria

maioria | s. f. | s. f. pl.
mai·o·ri·a
(maior + -ia )
substantivo feminino

1. Número excedente a metade do todo.

2. A maior parte de um todo.

3. Grupo preponderante.

4. Partido ou aliança de partidos que compreende o maior número de votos no parlamento e geralmente apoia o governo.
maioriassubstantivo feminino plural

5. Gratificação. = LUVAS

maioria absoluta • A que reúne metade do número total de votos mais um.

por maioria • Por maior número de votos.


substantivo feminino O maior número: a maioria dos feridos sobrevivem.
Soma de votos que dão a uma pessoa, a um governo ou a um partido superioridade em relação a seus concorrentes.
Maioria absoluta, maioria que reúne mais da metade dos votos apurados.
Maioria constitucional, maioria absoluta dos membros da Câmara e não mais dos sufrágios obtidos entre os deputados.
Maioria relativa ou simples, soma de votos mais importante que a dos concorrentes.
Maioria de dois terços, a que deixa reduzido a um terço os votos dos opositores.


Maioria é um subconjunto de um grupo cujo número é superior à metade do grupo inteiro. Não deve ser confundido com pluralidade, que é um subconjunto que possui o maior número de partes. Uma pluralidade não se constitui necessariamente em maioria, visto que o maior subconjunto pode ser inferior à metade do grupo inteiro.
Por exemplo, num grupo hipotético de 40 atletas, existem: 15 jogadores de futebol; 10 velocistas; 9 maratonistas; e 6 mesa-tenistas. Neste grupo, a maioria consistiria de mais da metade do número de atletas, ou 21 atletas. O grupo de todos os esportes com bola (tem-se 21 ao somar os 15 futebolistas e os 6 mesa-tenistas) representa a maioria. Todavia, os futebolistas, 15 no total, representam uma pluralidade, não uma maioria.
Um erro comum é especificar a maioria como sendo “a metade mais um” ou “50% mais um”. Isto resulta incorreto quando há um número ímpar de votos envolvidos. Quando existem 51 votos, a metade é 25,5. Então, são necessários somente 26 votos para constituir uma maioria, não 26,5 votos. Portanto, maioria seria o primeiro número inteiro após a metade.


bookmark_borderO que é proselitismo

proselitismo | s. m.
pro·se·li·tis·mo
(prosélito + -ismo )
nome masculino

1. Zelo ou esforço para fazer prosélitos ou converter pessoas a uma religião, a um partido, a uma causa ou a uma ideia .

2. Conjunto de prosélitos.


substantivo masculino [Religião] Esforço contínuo para converter alguém, fazendo com que essa pessoa pertença a determinada religião, seita, doutrina; catequese: proselitismo religioso.
[Por Extensão] Empenho para atrair alguém para um partido, sistema, ideia etc.; empenho para tornar alguém adepto ou seguidor de algo; doutrinação: proselitismo ideológico.
Ação ou empenho para se fazer prosélitos; a reunião de prosélitos.
Etimologia (origem da palavra proselitismo). Do francês prosélytisme.


O proselitismo (do latim eclesiástico prosélytus, que por sua vez provém do grego προσήλυτος) é o intento, zelo, diligência, empenho de converter uma ou várias pessoas, ou determinados grupos, a uma determinada causa, ideia ou religião.


bookmark_borderO que é proscrição

proscrição | s. f.
pros·cri·ção
nome feminino

Acto ou efeito de proscrever; desterro.


substantivo feminino Ato de proscrever.
O efeito desse ato; banimento, desterro; expulsão.
Abolição, extinção; proibição.


Proscrição (latim: proscriptio) é uma pena de banimento, comparado ao Degredo. Em um contexto histórico, o termo que designa a condenação oficial dos que são tidos como “inimigos do Estado”. O Dicionário Oxford a define como uma sentença de condenação à morte ou banimento, por motivações de ordem política.
Na República Romana, essa prática foi adotada durante a ditadura de Sulla e pelos membros do Segundo Triunvirato. Uma das vítimas ilustres dos triúnviros foi o grande orador latino, Cícero.


bookmark_borderO que é orçamento

orçamento | s. m. derivação masc. sing. de orçar 1ª pess. sing. pres. ind. de orçamentar
or·ça·men·to
(orçar + -mento )
nome masculino

1. Conjunto das receitas e das despesas de um particular, de uma família, de um grupo, de uma empresa, de uma colectividade .

2. Quantia de que se dispõe (ex.: as obras ficaram abaixo do orçamento da família).

3. Custo estimado de algo (ex.: orçamento de reparação; orçamento de uma obra).

orçamento do Estado • [Portugal]   • [Portugal]   Conjunto das contas provisionais e anuais das receitas e das despesas do Estado e da administração pública .

orçamento público • [Brasil]   • [Brasil]   O mesmo que orçamento do Estado .
or·çar or·çar – Conjugar
verbo transitivo

1. Computar, calcular.

2. Fazer o orçamento de.verbo intransitivo

3. Andar por; ter pouco mais ou menos.

4. [Marinha]   [Marinha]   Aproximar a proa da embarcação da linha do vento. = BOLINAR
or·ça·men·tar or·ça·men·tar – Conjugar
(orçamento + -ar )
verbo transitivo

1. Calcular o orçamento. = ORÇAR

2. Colocar em orçamento (ex.: orçamentar uma despesa). = CABIMENTAR


substantivo masculino O valor calculado da despesa (valor gasto) e da receita (valor arrecadado); detalhamento da receita e da aplicação dos recursos: orçamento de Estado.
Estimativa que se faz com o intuito de saber o custo de alguma coisa: o engenheiro fará o orçamento da casa.
[Jurídico] Cálculo da divisão de um imóvel, feito pela pessoa legalmente habilitada para o dividir.
Ação ou efeito de orçar.
Etimologia (origem da palavra orçamento). Orçar + mento.


Orçamento é a parte de um plano financeiro estratégico que compreende a previsão de receitas e despesas futuras para a administração de determinado exercício (período de tempo). Aplica-se tanto ao setor governamental quanto ao privado, pessoa jurídica ou física.Orçamento empresarial tem como objetivo identificar os componentes do planejamento financeiro com a utilização de um sistema orçamentário, entendido como um plano abrangendo todo o conjunto das operações anuais de uma empresa através da formalização do desempenho dessas funções administrativas gerais.Um orçamento, em contabilidade e finanças, é a expressão das receitas e despesas de um indivíduo, organização ou governo relativamente a um período de execução (ou exercício) determinado, geralmente anual, mas que também pode ser mensal, trimestral, plurianual, etc. O orçamento deriva do processo de planejamento da gestão. A administração de qualquer entidade pública ou privada, com ou sem fins lucrativos, deve estabelecer objetivos e metas para um período determinado, materializados em um plano financeiro, isto é, contendo valores em moeda, para o devido acompanhamento e avaliação da gestão.
O estudo do orçamento, segundo alguns autores, remonta à década de 1920. Na verdade, a gestão organizacional vem tendo saltos de qualidade desde a Revolução Industrial no Século XIX. Esta evolução na gestão proporcionou diversas técnicas na elaboração dos orçamentos, partindo do orçamento tradicional. Surgiram então o Orçamento de Desempenho, o Sistema de Planejamento, Programação e Orçamento (PPBS), o Orçamento Base Zero, o Orçamento-Programa, o Beyond Budgeting, o Rationalisation des Choix Budgetaires, dentre outras.Entendem-se por despesa todos os gastos da pessoa ou organização que podem, inclusive, ser classificados de acordo com os fins a que se destinam. Receita é sinônimo dos provimentos recebidos, que também podem ser classificados basicamente em receitas patrimoniais (relativas a rendas geradas por propriedades), rendas extraordinárias (essencialmente oriundas de operações financeiras, como empréstimos a juros) e rendas tributárias, exclusivas de governos.
Os orçamentos estatais ou públicos são representações dos diversos gastos de um governo, que envolvem saúde, educação, transportes, segurança e defesa, essencialmente. Uma das principais funções do poder político é definir o orçamento a partir das receitas geradas pelos impostos e outras formas de arrecadação. Essa atribuição recai tanto sobre o poder executivo quanto sobre o poder legislativo, nas democracias: o executivo propõe e fiscaliza a execução do orçamento, e o legislativo analisa e aprova-o. No Brasil, a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988, o Chefe do Poder Executivo possui a competência de iniciar as leis que estabelecerão o Plano Plurianual (PPA), as Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o orçamento (LOA). No Brasil, o órgão responsável pela elaboração e acompanhamento do orçamento público federal é a Secretaria de Orçamento Federal (SOF), do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). Em Portugal, esse órgão é a Secretaria de Estado do Orçamento, do Ministério das Finanças.
A maioria dos estados também prevê mecanismos de fiscalização do orçamento público por parte do poder judiciário. O Brasil adotou o processo misto, onde o Executivo elabora o projeto de lei do orçamento, para posterior encaminhamento ao Legislativo, que o emenda e aprova-o. A própria Constituição Federal estabelece que cada Poder deve acompanhar e avaliar sua execução financeira, contábil, dentre outras, tendo o Legislativo a competência de exercer o Controle Externo das coisas públicas.
A parte do Direito que estuda as leis sobre orçamentos públicos é o Direito Fiscal ou Orçamentário, ramificação do Direito Financeiro.
Apesar de ser planejado com mais ou menos cuidado, um orçamento pode ser cumprido à risca, ou com sobras ou com falta de recursos planejados.


bookmark_borderO que é imposto

imposto | adj. | s. m. masc. sing. part. pass. de impor 1ª pess. sing. pres. ind. de impostar
im·pos·to |ô| im·pos·to |ô|
(latim impositus, -a, -um )
adjectivo adjetivo

1. Que se impôs.

2. Que tem de ser cumprido ou aceite. = OBRIGATÓRIOnome masculino

3. Contribuição pecuniária que o Estado impõe a pessoas singulares e colectivas . = TRIBUTOPlural: impostos |ó|. Plural: impostos |ó|.
im·por |ô| im·por |ô| – Conjugar
(latim impono, -ere )
verbo transitivo

1. Pôr em cima.

2. Dar; determinar.

3. Infligir.

4. Obrigar a aceitar.

5. Infundir.

6. Despedir, expulsar.verbo intransitivo

7. Enganar, iludir (com modos insinuantes).

8. Ter imponência.

9. Fazer-se respeitar.verbo pronominal

10. Tornar-se necessário.

11. Obrigar a que o aceitem.

impor a forma • [Tipografia]   • [Tipografia]   Ordená-la na rama para poder entrar no prelo.
im·pos·tar im·pos·tar – Conjugar
(italiano impostare )
verbo transitivo

1. [Música]   [Música]   Fixar o tom nas cordas vocais, para que a voz saia na sua plenitude, sem tremores ou vacilações.

2. [Música]   [Música]   Fazer soar a voz de acordo com as técnicas do canto.

3. [Teatro]   [Teatro]   Impor (o realizador ou encenador) um determinado estilo a (um espectáculo ou actor ).

Sinónimo Sinônimo Geral: EMPOSTAR


substantivo masculino Contribuição ou tributo exigido para assegurar o funcionamento do Estado e das coletividades locais; encargo, ônus, tributo.
Estabelecido por obrigação; obrigação: o vício é um pesado imposto.
adjetivo Que foi obrigado a; estabelecido como obrigação: não aceitou o trabalho que lhe foi imposto.
Que se impôs; posto, colocado: fiel ao dever imposto.
[Tipografia] Disposto na rama, mecanismo que amarra para apertar as folhas: a forma imposta.
Imposto de Renda. Contribuição obrigatória paga anualmente ao Estado, aos cofres públicos, gerido pela Receita Federal, sobre a renda em geral, estabelecido tanto para pessoas físicas (indivíduo), quando para pessoas jurídicas (empresas), exceto nos casos em que se está isento.
Etimologia (origem da palavra imposto). Do latim impositus.a.um.


Imposto (do latim imposìtu-, particípio passado de imponère: “impor”, “pôr como obrigação”) é a imposição de um encargo financeiro ou outro tributo sobre o contribuinte (pessoa física ou jurídica) por um estado ou o equivalente funcional de um estado a partir da ocorrência de um fato gerador, sendo calculado mediante a aplicação de uma alíquota a uma base de cálculo de forma que o não pagamento do mesmo acarreta irremediavelmente sanções civis e penais impostas à entidade ou indivíduo não pagador, sob forma de leis. O imposto é uma das espécies do gênero tributo. Diferentemente de outros tributos, como taxas e contribuição de melhoria, é um tributo não vinculado: é devido pelo contribuinte independentemente de qualquer contraprestação por parte do Estado.Os impostos são, frequentemente, divididos em diretos e indiretos. Os impostos diretos são destinados taxar diretamente o contribuinte sendo que o principal exemplo deste é o imposto de renda e riqueza. Os impostos indiretos, entretanto, são repassados ao contribuinte através do markup adicionado ao custo do produto e o reflexo deste é sentido no preço final dos produtos. Os impostos indiretos são cobrados em todos os bens adquiridos pelo consumidor.Em tese, os recursos arrecadados pelos governos são revertidos para o bem comum, para investimentos e custeio de bens e serviços públicos, como saúde, segurança e educação. Mas não há vinculação entre receitas de impostos e determinada finalidade – ao contrário do que ocorre com as taxas e a contribuição de melhoria, cujas receitas são vinculadas à prestação de determinado serviço ou realização de determinada obra. Embora a lei obrigue os governos a destinar parcelas mínimas da arrecadação a certos serviços públicos- em especial de educação e saúde-, o pagamento de impostos não confere ao contribuinte qualquer garantia de contrapartida.A carga tributária como percentagem do Produto interno bruto (PIB) em 2008 foi de 38,8% no Brasil, 37% em Portugal, 40,6% na Alemanha, 5,7% em Angola, 39% no Reino Unido e na Holanda, 19,7% em Timor-Leste, 15,3% no Sri Lanka, 28% nos Estados Unidos e 13,4% em Moçambique.


bookmark_borderO que é sectarismo

sectarismo | s. m.
sec·ta·ris·mo
(sectário + -ismo )
nome masculino

1. Partidarismo.

2. Procedimento ou carácter de sectário.


substantivo masculino Intolerância; comportamento de quem é intolerante, sectário; estado de quem expressa intransigência: o sectarismo de algumas doutrinas religiosas.
Próprio de uma seita, religião e doutrina; estado ou atributo do que é sectário.
Etimologia (origem da palavra sectarismo). Sectário + ismo.


O termo sectarismo (usado geralmente com conotação negativa e pejorativa) vem do latim sectariu, que em sentido estrito se aplica ao seguidor de uma seita, mas pode também denotar zelo ou apego exagerado a um ponto de vista; visão estreita, intolerante ou intransigente. Muitas seitas, religiões e grupos ideológicos são obstinados e inflexíveis na defesa de suas doutrinas. O termo vale também ao indivíduo fechado ao diálogo.