bookmark_borderO que é ex-voto

ex-voto | s. m.
ex·-vo·to |ó| ex·-vo·to |ó|
(latim ex voto, por causa do voto )
substantivo masculino

[Religião católica]   [Religião católica]   Peça de cera, de plástico ou de madeira que representa uma parte do corpo humano, podendo ser também uma madeixa de cabelo, um quadro, uma placa ou outro objecto , que os crentes oferecem a Deus, a Nossa Senhora ou a algum santo e que depositam em lugar de culto ao cumprirem um voto ou uma promessa (ex.: o tecto da capela está repleto de ex-votos pendurados em sinal de gratidão).



O ex-voto (do latim: Por força de uma promessa, de um voto; ou a abreviação de ex-voto suscepto – o voto realizado)
é o presente dado pelo fiel ao seu santo de devoção em consagração,
renovação ou agradecimento de uma promessa. As expressões votivas são
tradicionalmente reconhecidas sob as formas de pinturas ou desenhos, figuras esculpidas em madeira, modeladas em argila ou moldadas em cera, muitas vezes representando partes do corpo que estavam adoecidas e foram curadas. Comumente são representados como placas com inscrições, manuscritos em papel ou como
objetos de uso cotidiano, ressignificados no contexto religioso. Podem, ainda, substituir a
representação física por atos, interdições, obrigações, sacrifícios pessoais, falas, gestos ou ritos,
vindo sempre a apresentar formas e valores litúrgicos dos mais variados. São colocados em igrejas, capelas, estátuas, cemitérios e cruzeiros de acontecido, para pagar promessas, agradecer uma graça alcançada, consagrar ou renovar um pacto de fé. O advento da oferta votiva abre ou fecha um ciclo transacional que se imagina tão antigo quanto a própria existência humana. Trata-se de uma expressão moderna da relação entre o frágil mundo dos homens e o inexorável mundo dos deuses. É uma relação cujo modelo estrutural se mantém semelhante em diferentes matrizes religiosas, desde a Antiguidade.


bookmark_borderO que é meditação

meditação | s. f. | s. f. pl. derivação fem. sing. de meditar
me·di·ta·ção
substantivo feminino

1. Acto de meditar.

2. Reflexão.

3. Contemplação mental.
meditaçõessubstantivo feminino plural

4. Obra literária que é fruto da reflexão.
me·di·tar me·di·tar – Conjugar
verbo transitivo

1. Considerar.

2. Pensar sobre.

3. Projectar , tencionar.verbo intransitivo

4. Reflectir .substantivo masculino

5. Meditação.


substantivo feminino Ação ou efeito de refletir profundamente sobre determinada coisa; resultado dessa ação.
Escrito que tem como tema um assunto filosófico ou religioso: as “Meditações” de Descartes, de Santa Teresa. (Neste sentido, escreve-se com maiúscula.).
Oração mental.


A meditação pode ser definida como uma prática na qual o indivíduo utiliza técnicas para focar sua mente num objeto, pensamento ou atividade em particular, visando alcançar um estado de clareza mental e emocional.. Sua origem é muito antiga, remontando as tradições orientais, especialmente a ioga, mas o termo também se refere a práticas adotadas por alguns caminhos espirituais ou religiões, como o budismo e cristianismo, entre outras. Textos orientais consideram a meditação como instrumento que leva em direção à libertação.


bookmark_borderO que é religiosidade

religiosidade | s. f.
re·li·gi·o·si·da·de
nome feminino

1. Qualidade do que é religioso.

2. Sentimento que nos impele a reconhecer a divindade independentemente de culto determinado.

3. [Figurado]   [Figurado]   Escrúpulo, zelo, pontualidade.


substantivo feminino Característica do que é religioso.
Aptidão natural ou tendência específica para os sentimentos religiosos: a religiosidade de Rousseau.
Reunião das virtudes religiosas; preceitos éticos de caráter religioso.
Etimologia (origem da palavra religiosidade). Do latim religiositas.atis.


Religiosidade, em seu sentido mais amplo, é um termo abrangente usado para se referir aos numerosos aspectos da atividade religiosa, dedicação e crença religiosa. No sentido mais restrito, a religiosidade trata mais de quanto uma pessoa é religiosa e menos de como uma pessoa é religiosa (praticando certos rituais, recontando histórias, reverenciando símbolos ou aceitando uma doutrina sobre deidades e vida após a morte).


bookmark_borderO que é promessa

promessa | s. f.
pro·mes·sa |é| pro·mes·sa |é|
(latim promissa, plural neutro de promissus, -a, -um, particípio de promitto, -ere, enviar para diante, deixar ir para diante, deixar crescer, garantir, assegurar )
nome feminino

1. Acto ou efeito de prometer. = PROMETIMENTO, PROMISSÃO

2. Declaração em que se anuncia a outrem ou a si mesmo uma acção futura ou intenção de dar, cumprir, fazer ou dizer algo.

3. [Figurado]   [Figurado]   Esperança fundada em aparências.

4. Acordo, oral ou escrito, em que as partes se obrigam a cumprir o estabelecido (ex.: promessa de compra e venda). = COMPROMISSO

5. [Religião]   [Religião]   Oferta ou obrigação a que alguém se compromete perante uma divindade ou um santo para obtenção de uma graça. = VOTO


substantivo feminino Compromisso que alguém assume de fazer, dar ou dizer alguma coisa: fazia promessas para tirar o povo da pobreza.
[Religião] Voto feito aos santos ou a Deus para obter alguma graça: foi à Aparecida pagar sua promessa.
[Figurado] Esperança pautada em aparências, indícios, conjecturas: a promessa de bom tempo.
Ação ou efeito de prometer, de afirmar verbalmente ou por escrito que irá fazer ou dizer alguma coisa.
Etimologia (origem da palavra promessa). Do latim promissa, “prometida”.


Uma promessa (do termo latino primissa, “prometida”) pode ser equiparada a um juramento. Existe para transmitir segurança, pois acredita-se que será cumprida. Usa-se folcloricamente, no entanto, o ato de se cruzar os dedos para se prometer algo falsamente.
Muitas vezes, está associada a uma tradição religiosa, nomeadamente a cristã. Nesta acepção, a promessa consiste no compromisso em se prestar culto a uma entidade específica (um santo, Deus etc.) em agradecimento a um pedido atendido.


bookmark_borderO que é tradição

tradição | s. f.
tra·di·ção
substantivo feminino

1. Via pela qual os factos ou os dogmas são transmitidos de geração em geração sem mais prova autêntica da sua veracidade que essa transmissão.

2. O facto ou o dogma assim transmitido.

3. Transmissão de uma notícia, boato, rumor.

4. Símbolo, memória, recordação, uso, hábito.

5. Entrega, acto pelo qual se entrega alguma coisa a alguém.

6. Transmissão, transferência de bens ou de direitos.


substantivo feminino Costume transmitido de geração a geração ou aquilo que se faz por hábito; costume: as tradições de uma região.
Herança cultural, legado passado de uma geração para outra: não concordava com tradições que violavam os direitos dos animais.
Transmissão oral de doutrinas, de lendas, de costumes etc., durante longo espaço de tempo, de geração para geração.
Religião.Transmissão oral, às vezes registrada por escrito, dos fatos ou das doutrinas religiosas.
[Jurídico] Entrega material de um bem móvel, objeto de uma transferência de propriedade.
Ação ou efeito de transmitir, de fazer a transferência entre uma coisa e outra.
Etimologia (origem da palavra tradição). Do latim traditio.onis, “ato de entregar”.


Tradição (do latim traditio, tradere = “entregar”, “passar adiante”) é a continuidade ou permanência de uma doutrina, visão de mundo, costumes e valores de um grupo social ou escola de pensamento.Ao nível da etnografia, a tradição revela um conjunto de costumes, comportamentos, memórias, rumores, crenças, lendas, música, práticas, doutrinas e leis que são transmitidos para pessoas de uma comunidade, sendo que os elementos passam a fazer parte da cultura.O italiano Julius Evola, citando António Sardinha em nota que consta de sua obra “Os homens e as ruínas”, salienta que o pensador português acertou ao afirmar que a Tradição não é apenas o Passado, mas, antes, a “permanência no desenvolvimento”, a “permanência na continuidade'”.


bookmark_borderO que é jejum

jejum | s. m.
je·jum
(latim jejunus, -a, -um, que está em jejum, que está sem comer, magro )
substantivo masculino

1. Privação de comida durante um período. ≠ DEJEJUM, DESJEJUM

2. Privação de toda a espécie de alimento durante o dia (ou de outro período de tempo) por espírito de penitência.

3. [Religião católica]   [Religião católica]   Redução de todas as refeições diárias a uma só, e a duas ligeiras colações chamadas parvas.

4. [Figurado]   [Figurado]   Privação; abstenção.

5. [Informal]   [Informal]   Ignorância de determinado assunto.


substantivo masculino Abstinência de alimentos: debilitado por longo jejum.
Abstinência de alimentos por espírito de mortificação: hoje é dia de jejum.
Estar em jejum, não ter ainda comido nada no dia; fig. ignorar alguma coisa.
Quebrar o jejum, fazer a primeira refeição do dia; comer alguma coisa que interrompa o jejum de preceito.
Sua origem é desconhecida, mas o costume de jejuar já desempenhou um papel importante nas práticas de todos os grandes grupos religiosos.


Jejum é a privação de comida ou redução das refeições diárias a uma só durante um período. Existem diversos motivos que levam uma pessoa a fazer jejum, sendo os principais religiosos ou medicinais. Outros motivos incluem a greve de fome política.


bookmark_borderO que é proselitismo

proselitismo | s. m.
pro·se·li·tis·mo
(prosélito + -ismo )
nome masculino

1. Zelo ou esforço para fazer prosélitos ou converter pessoas a uma religião, a um partido, a uma causa ou a uma ideia .

2. Conjunto de prosélitos.


substantivo masculino [Religião] Esforço contínuo para converter alguém, fazendo com que essa pessoa pertença a determinada religião, seita, doutrina; catequese: proselitismo religioso.
[Por Extensão] Empenho para atrair alguém para um partido, sistema, ideia etc.; empenho para tornar alguém adepto ou seguidor de algo; doutrinação: proselitismo ideológico.
Ação ou empenho para se fazer prosélitos; a reunião de prosélitos.
Etimologia (origem da palavra proselitismo). Do francês prosélytisme.


O proselitismo (do latim eclesiástico prosélytus, que por sua vez provém do grego προσήλυτος) é o intento, zelo, diligência, empenho de converter uma ou várias pessoas, ou determinados grupos, a uma determinada causa, ideia ou religião.


bookmark_borderO que é dízimo

dízimo | s. m. | adj. Será que queria dizer dizimo?
dí·zi·mo
(latim decimus, -a, -um, décimo, décima parte )
nome masculino

1. Décima parte. = DÉCIMO, DÍZIMA

2. Contribuição avaliada na décima parte de um rendimento. = DÉCIMA, DÍZIMA

3. Contribuição que a Igreja católica exigia dos fiéis, e que consistia na décima parte dos frutos que colhiam.

4. Antigo imposto de pescado cobrado pela Guarda Fiscal.adjectivo adjetivo

5. Relativo à décima parte.


substantivo masculino A décima parte de algo; décimo.
[Religião] Contribuição dada pelos fiéis à igreja que, geralmente, corresponde à décima parte de seus rendimentos.
[Antigo] Imposto que, pago pelos fiéis à igreja, correspondia à décima parte da colheita, renda, salário etc.
adjetivo Relacionado com a décima parte de algo.
Etimologia (origem da palavra dízimo). Do latim decimus.


Dízimo significa a décima parte é uma contribuição financeira para ajudar organizações religiosas judaicas e algumas denominações cristãs. Apesar de atualmente estar associada à religião, muitos reis na Antiguidade exigiam o dízimo de seus povos.


bookmark_borderO que é exorcismo

exorcismo | s. m.
e·xor·cis·mo |z| e·xor·cis·mo |z|
nome masculino

1. [Religião católica]   [Religião católica]   Orações e cerimónias do prelado ou do sacerdote para ordenar ao demónio que deixe o possesso.

2. Preces para afugentar tempestades, insectos malignos, etc.

3. Esconjuro.


substantivo masculino [Religião] Cerimônia ou ritual religioso em que são profanadas palavras para exorcizar, esconjurar, o demônio ou outros espíritos do mal; esconjuro.
[Por Extensão] Refere-se as ou quaisquer cerimônias em que preces e esconjuros são utilizados para afugentar os insetos nocivos às searas, as tempestades, as pragas etc.
Etimologia (origem da palavra exorcismo). Do latim exorcismus.i.


Os termos exorcismo, esconjuração ou esconjuro (em grego: exorkismos, “ato de fazer jurar”, em latim: exorcismu) designam o ritual executado por uma pessoa devidamente autorizada para expulsar espíritos malignos (ou demónios) de outra pessoa que está num estado de possessão demoníaca. Pode também designar o ato de expulsar demônios por intermédio de rezas e esconjuros (imprecações). No cristianismo, o Evangelho, relata frequentemente episódios em que Jesus Cristo expulsa o demónio de pessoas possuídas, tendo esse poder sido transmitido aos seus apóstolos, no dia da Ascensão, no entanto a prática ou práticas semelhantes são bastante antigas e fazem parte do sistema de crença de muitas culturas e religiões.
Em 2015, segundo o site católico britânico Catholic Herald, houve um grande aumento mundial nos rituais de exorcismo executados por padres. O padre Marcelo Rossi disse que Edir Macedo foi responsável por chamar a atenção da Igreja Católica para o assunto. Segundo a mesma reportagem, a Renovação Carismática Católica também realiza exorcismos não oficiais.


bookmark_borderO que é mortificação

mortificação | s. f. derivação fem. sing. de mortificar
mor·ti·fi·ca·ção
substantivo feminino

1. Acto ou efeito de mortificar.

2. Dor, aflição.

3. Penitência.

4. [Medicina]   [Medicina]   Falta de circulação e de sensibilidade (em parte gangrenada, etc.).
mor·ti·fi·car mor·ti·fi·car – Conjugar
(latim mortifico, -are, matar; destruir; enfraquecer )
verbo transitivo e pronominal

1. Sujeitar ou sujeitar-se a castigos ou penitências. = PENITENCIAR

2. Causar ou sentir dor ou aflição. = ATORMENTAR, CONSUMIRverbo transitivo

3. Diminuir a vitalidade de uma parte do corpo.


substantivo feminino Ação de mortificar, a si mesmo ou a alguém.
Aflição, desgosto, sofrimento, tormento.
Mortificação da carne, a penitência a que os cristãos se entregam para amortecer as paixões.


A mortificação é vista pela teologia católica como uma forma de ascetismo, um meio de ‘ pôr à morte ‘ o pecado na vida de um crente. É uma antiga prática religiosa que consiste em realizar um sacrifício físico e, portanto, como meio de participação na Redenção.
Adolphe Tanquerey define a mortificação como sendo “a luta contra as más inclinações para submetê-las à vontade e esta a Deus.” Esta prática pertence ao patrimônio espiritual da Igreja: Francisco de Assis, São Bento, Tomás Moro, Paulo VI, Madre Teresa de Calcutá, irmã Lúcia de Fátima e o teólogo suíço e ex-jesuíta Hans Urs von Balthasar, são alguns dentre os muitos monges, religiosos e leigos que a praticaram e ainda praticam com sentido cristão.
O fundamento dogmático do oferecimento como vítima de expiação pela salvação das almas ou por qualquer outro motivo sobrenatural (p. ex.: reparar a glória de Deus ultrajada, liberar almas do purgatório ou atrair a misericórdia divina sobre uma alma determinada, etc.) está na solidariedade sobrenatural, estabelecida por Deus entre todos os membros do Corpo místico de Cristo, atuais ou em potência.