bookmark_borderO que é desejo

desejo | s. m. 1ª pess. sing. pres. ind. de desejar
de·se·jo |â| ou |ê| ou |âi| de·se·jo |ê|
(latim vulgar *desedium, do latim desidia, -ae, preguiça, indolência, inércia )
substantivo masculino

1. Acto de desejar ou de se desejar.

2. Coisa que se deseja; coisa que se quer ter, conseguir, alcançar, etc.

3. Vontade; aspiração.

4. Grande apetite ou vontade em relação a algo que se pode comer ou beber.

5. Atracção sexual.
de·se·jar de·se·jar – Conjugar
(desejo + -ar )
verbo transitivo

1. Ter vontade de. = QUERER

2. Sentir desejo por. = APETECER, COBIÇAR, PRETENDER

3. Aspirar a.

4. Expressar a alguém votos de que algo aconteça (ex.: desejar felicidades).verbo intransitivo

5. Sentir desejos; ter ambições.verbo transitivo e pronominal

6. Sentir atracção sexual por.


substantivo masculino Aspiração; vontade de ter ou obter algo: desejo de perdão.
Objetivo ou propósito: um trabalho decente é o seu desejo.
Cobiça; excesso de vontade por bens, posses: o desejo de poder.
Impulso pelo prazer através de relações sexuais: desejo sexual.
[Informal] Ansiedade provocada durante a gravidez; vontade de comer certos alimentos durante a gravidez: desejo de comer manga.
Ação ou efeito de desejar; de querer; possuir vontade.
Etimologia (origem da palavra desejo). Do latim desedium.


Em filosofia, o desejo é uma tensão em direção a um fim que é considerado, pela pessoa que deseja, uma fonte de satisfação. É uma tendência algumas vezes consciente, outras vezes inconsciente ou reprimida. Quando consciente, o desejo é uma atitude mental que acompanha a representação do fim esperado. Enquanto elemento apetitivo, o desejo se distingue da necessidade fisiológica ou psicológica que o acompanha por ser o elemento afetivo do respectivo estado fisiológico ou psicológico.
Tradicionalmente, o desejo pressupõe carência, indigência. Um ser que não carecesse de nada não desejaria nada, seria um ser perfeito, um deus. Por isso, Platão e os filósofos cristãos tomam o desejo como uma característica de seres finitos e imperfeitos.
Tradicionalmente, os filósofos viram o Bem como o objeto do desejo. Atualmente, isso é questionado.


bookmark_borderO que é sede

sede | s. f. sede | s. f. 2ª pess. pl. imp. de ser 1ª pess. sing. pres. conj. de sedar 3ª pess. sing. imp. de sedar 3ª pess. sing. pres. conj. de sedar
se·de |ê| se·de |ê| 2
(latim sitis, -is )
substantivo feminino

1. Necessidade ou vontade de beber.

2. Falta de humidade ou de água. = SECURA

3. [Figurado]   [Figurado]   Desejo ardente.

4. Desejo de obter bens ou poder. = AVIDEZ, COBIÇA
se·de |é| se·de |é| 1
(latim sedes, -is, assento, morada, centro, fundamento, lugar )
substantivo feminino

1. Lugar em que alguém se pode sentar.

2. Assento de pedra no vão das janelas antigas.

3. Capital de diocese.

4. Jurisdição episcopal.

5. Lugar onde se concentra o poder ou a administração (ex.: sede de concelho).

6. Lugar onde uma empresa ou sociedade tem o seu estabelecimento ou actividade .

7. Ponto ou lugar onde se concentram certos factos ou fenómenos ou onde um acontecimento se realiza.

8. Lugar de análise, discussão ou avaliação de algo.

em sede de • No âmbito de ou na condição de (ex.: o contrato encontra-se em sede de apreciação pelo Tribunal Arbitral; estes rendimentos devem ser declarados em sede de IRS).
ser |ê| ser |ê| – Conjugar
(latim sedeo, -ere, estar sentado )
verbo copulativo

1. Serve para ligar o sujeito ao predicado, por vezes sem significado pleno ou preciso (ex.: o dicionário é útil).

2. Corresponder a determinada identificação ou qualificação (ex.: ele era muito alto; ela é diplomata).

3. Consistir em.

4. Apresentar como qualidade ou característica habitual (ex.: ele é de manias; ela não é de fazer essas coisas).

5. Estar, ficar, tornar-se.

6. Exprime a realidade.

7. Acontecer, ocorrer, suceder.

8. Equivaler a determinado valor, custo ou preço (ex.: este relógio é 60€).verbo transitivo

9. Pertencer a (ex.: o carro é do pai dele).

10. Ter como proveniência (ex.: o tapete é de Marrocos).

11. Preferir ou defender (ex.: eu sou pela abolição da pena de morte).verbo intransitivo

12. Exprime a existência.

13. Acontecer, suceder (ex.: não sei o que seria, se vocês se fossem embora).

14. Indica o momento, o dia, a estação, o ano, a época (ex.: já é noite; são 18h00).verbo auxiliar

15. Usa-se seguido do particípio passado, para formar a voz passiva (ex.: foram ultrapassados, tinha sido comido, fora pensado, será espalhado, seríamos enganados).substantivo masculino

16. Aquilo que é, que existe. = ENTE

17. O ente humano.

18. Existência, vida.

19. O organismo, a pessoa física e moral.

20. Forma, figura.

a não ser que • Seguido de conjuntivo , introduz a condição para que algo se verifique (ex.: o atleta não pretende mudar de clube, a não ser que a proposta seja mesmo muito boa).

não poder deixar de ser • Ser necessário; ter forçosamente de ser.

não poder ser • Não ser possível.

não ser para graças • Não gostar de brincadeiras; ser valente.

o Ser dos Seres • Deus.

ser alguém • Ser pessoa importante e de valia.

ser com • Proteger.

ser dado a • Ter inclinação para.

ser da gema • Ser genuíno.

ser de crer • Ser crível; merecer fé.

ser humano • O homem. = HUMANO

ser pensante • O homem.
se·dar se·dar – Conjugar
verbo transitivo

Moderar; acalmar; assedar.


substantivo feminino Lugar onde fica o governo, os setores administrativos e o tribunal de: em Brasília está a sede do governo brasileiro.
[Por Extensão] Local em que uma organização, empresa ou companhia tem seu estabelecimento mais importante; cidade-sede.
[Figurado] Ponto central, mais importante: o córtex cerebral é a sede da inteligência e da memória.
Local utilizado para se sentar; cadeira ou assento.
Etimologia (origem da palavra sede). Do latim sedes.is.
substantivo feminino Sensação causada pela falta de água no organismo; secura.
[Por Extensão] Desejo excessivo; vontade desmedida; ambição: ele tinha sede de poder.
[Por Extensão] Pressa exagerada; afobação: tinha sede de ir embora da festa.
Etimologia (origem da palavra sede). Do latim sitis.is.


Sede é uma sensação de caráter geral, iniciada por estímulos originados dentro do próprio organismo e não do meio ambiente. Os estímulos são detectados por receptores através de impulsos inatos que garatem a sobrevivência e gera a motivação que impele o organismo a providenciar aquilo o que lhe falta. A satisfação do impulso elimina a origem da sensação de caráter geral. O sintomas da sede podem ser dividos entre falsa sede, quando esta é eliminada umedecendo-se a mucosa da boca e verdadeira sede, quando este procedimento alivia, mas não cessa os sintomas. Uma pessoa com sede está sedenta.


bookmark_borderO que é autoestima

auto-estima autoestima auto-estima autoestima | s. f.
au·to·-es·ti·ma au·to·es·ti·ma au·to·-es·ti·ma au·to·es·ti·ma
(auto- + estima )
nome feminino

Apreço ou valorização que uma pessoa confere a si própria, permitindo-lhe ter confiança nos próprios actos e pensamentos.Plural: auto-estimas.• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: autoestima. • Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990:auto-estima. • Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990:autoestima. • Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990:auto-estima


substantivo feminino Qualidade de quem se valoriza, está satisfeito com seu modo de ser, com sua forma de pensar ou com sua aparência física, expressando confiança em suas ações e opiniões.
Etimologia (origem da palavra autoestima). Auto + estima.


Em psicologia, autoestima (pré-AO 1990: auto-estima) inclui uma avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau. A autoestima envolve tanto crenças autossignificantes (por exemplo: “eu sou competente/incompetente”, “eu sou benquisto/malquisto”) e emoções autossignificantes associadas (por exemplo: triunfo/desespero, orgulho/vergonha). Também encontra expressão no comportamento (por exemplo: assertividade/temeridade, confiança/cautela).
Se define, como William James (1892), o “si mesmo” como o conhecimento que o indivíduo tem de si próprio, pode-se dividir esse conhecimento em dois componentes distintos: um descritivo, chamado autoimagem, e outro valorativo, que se designa autoestima. Outros dois termos são muitas vezes usados como sinônimos de autoestima: autoconfiança e autoaceitação. Uma análise mais aprofundada desses termos indicam, no entanto, uma sutil diferença de uso: autoconfiança refere-se quase sempre à competência pessoal e é definida por Potreck-Rose e Jacob (2006) como a convicção que uma pessoa tem de ser capaz de fazer ou realizar alguma coisa, enquanto autoestima é um termo mais amplo, incluindo, por exemplo, conceitos sobre as próprias qualidades etc. Autoaceitação, por outro lado, é um termo ligado ao conceito de “aceitação incondicional” da abordagem centrada na pessoa de Carl Rogers e indica uma aceitação profunda de si mesmo, das próprias fraquezas e erros. A autoestima, a autoconfiança e a autoaceitação tendem a estar intimamente ligadas e se influenciam mutuamente. O significado prático dessa inter-relação será tratado mais abaixo (ver abaixo “Psicoterapia para baixa autoestima”).
Entende-se por autoestima a avaliação que a pessoa faz de si mesma; expressa uma atitude de aprovação ou de repulsa e até que ponto ela se considera capaz, significativa, bem-sucedida e valiosa para si e para o meio em que vive. Conforme entendimento de Coopersmith (1967), trata-se tanto do juízo pessoal de valor expresso nas atitudes que o indivíduo tem consigo mesmo, quanto de uma experiência subjetiva que pode ser acessível às pessoas através de relatos verbais e comportamentos observáveis.
Segundo Branden (2000), autoestima é a disposição para experimentar a si mesmo como alguém competente para lidar com os desafios básicos da vida e ser merecedor da felicidade.


bookmark_borderO que é cognição

cognição | s. f.
cog·ni·ção
(latim cognitio, -onis, acção de conhecer )
substantivo feminino

Função da inteligência ao adquirir um conhecimento.


substantivo feminino Aquisição de conhecimento; capacidade de discernir, de assimilar esse conhecimento; percepção.
Ação de conhecer, de perceber, de ter ou de passar a ter conhecimento sobre algo.
[Jurídico] Período que, num processo judicial, consiste no momento em que o juiz passa a conhecer o pedido, a defesa, as provas e testemunhas, partindo para sua decisão.
[Psicologia] Agrupamento de processos mentais a partir dos quais é possível perceber, pauta-se nos sentidos, pensamentos, memórias etc.
[Psicologia] Função que, juntamente com o afeto e a volição, compõe as três funções mentais básicas.
Etimologia (origem da palavra cognição). Do latim cognitio.onis.


Cognição é uma função psicológica actuante na aquisição do conhecimento e se dá através de alguns processos, como a percepção, a atenção, associação, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem. A palavra Cognitione tem origem nos escritos de Platão e Aristóteles.É o conjunto de processos psicológicos usados no pensamento que realizam o reconhecimento, a organização e a compreensão das informações provenientes dos sentidos, para que posteriormente o julgamento através do raciocínio os disponibilize ao aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas.
De uma maneira mais simples, podemos dizer que cognição é a forma como o cérebro percebe, aprende, recorda e pensa sobre toda informação captada através dos cinco sentidos, bem como as informações que são disponibilizadas pelo armazenamento da memória, isto é, a cognição processa as informações sensoriais que vem dos estímulos do ambiente que estamos e também processa o conteúdo que retemos em relação às nossas experiências vividas.
Mas a cognição é mais do que simplesmente a aquisição de conhecimento e consequentemente, a nossa melhor adaptação ao meio – é também um mecanismo de conversão do que é captado para o nosso modo de ser interno. Ela é um processo pelo qual o ser humano interage com os seus semelhantes e com o meio em que vive, sem perder a sua identidade existencial. Ela começa com a captação dos sentidos e logo em seguida ocorre a percepção. É, portanto, um processo de conhecimento, que tem como material a informação do meio em que vivemos e o que já está registrado na nossa memória.


bookmark_borderO que é inconsciente

inconsciente | adj. 2 g. | adj. 2 g. s. 2 g. | s. m.
in·cons·ci·en·te
(in- + consciente )
adjectivo de dois géneros adjetivo de dois géneros

1. Que não tem consciência. = INCÔNSCIO ≠ CONSCIENTE, CÔNSCIO

2. Que não é feito com intervenção da vontade. ≠ CONSCIENTE

3. Que é feito sem pensar, sem reflexão. = ESPONTÂNEO, INSTINTIVO, INVOLUNTÁRIO,IRREFLECTIDO ≠ REFLECTIDO

4. Que mostra falta de responsabilidade ou de bom senso. = IRRESPONSÁVELadjectivo de dois géneros e nome de dois géneros adjetivo de dois géneros e nome de dois géneros

6. Que ou quem procede sem consciência do que faz ou das consequências dos seus actos . = IRRESPONSÁVEL, LEVIANOnome masculino

7. [Psicologia]   [Psicologia]   Conjunto formado pelos factos psíquicos e pela actividade mental que escapam à consciência, por oposição ao consciente.


adjetivo Que não é consciente; que não tem nem usa a consciência em seus atos; incônscio.
Realizado inconsequente e irresponsavelmente; inconsequente: palavras inconscientes.
De que não se tem consciência: muitos fenômenos fisiológicos importantes são inconscientes.
[Medicina] Que perdeu a razão: paciente inconsciente.
Cuja ocorrência se realiza sem intenção, de maneira automática; maquinal.
Que não se dá conta da realidade que o circunda; irresponsável.
Que não é perceptível ao indivíduo, falando especialmente de um processo.
[Psicologia] Que, sem influência da consciência, pode influenciar o modo como alguém se porta.
substantivo masculino e feminino Aquele que procede sem consciência do que faz.
O que ocorre de maneira inconsequente e irresponsável.
O que não resulta do uso da consciência, é feito de modo irrefletido.
substantivo masculino [Psicologia] Segundo preceitos da psicanálise estabelecidos por Sigmund Freud (1856-1939), sistema psíquico em que estão os processos psíquicos, impulsos e desejos, que escapam à consciência (censurados ou reprimidos), sendo estes capazes de, em algum momento, influenciar a vida de alguém.
Etimologia (origem da palavra inconsciente). In + consciente.


Inconsciente, do latim inconscius (às vezes chamado também subconsciente), é um termo psicológico com dois significados distintos. Em um sentido amplo, mais genérico, é o conjunto dos processos mentais que se desenvolvem sem intervenção da consciência. O segundo significado, mais específico, provém da teoria psicanalítica e designa uma forma específica de como o inconsciente (em sentido amplo) funciona. Enquanto a maior parte dos pesquisadores empíricos está de acordo em admitir a existência de processos mentais inconscientes (ou seja, do inconsciente em sentido amplo), o modelo psicanalítico tem sido alvo de muitas críticas, sobretudo de pesquisadores da psicologia cognitiva. Para evitar a confusão entre os significados, alguns autores preferem utilizar o adjetivo “não consciente” no primeiro significado, reservando o adjetivo “inconsciente” para o significado psicanalítico. Segundo Carl Gustav Jung (1875-1961), psiquiatra suíço, há uma distinção crucial entre características conscientes e inconscientes da psique: consciência é o que conhecemos e inconsciência é tudo aquilo que ignoramos. “O inconsciente não se identifica simplesmente com o desconhecido; é antes o psíquico desconhecido, ou seja, tudo aquilo que presumivelmente não se distinguiria dos conteúdos psíquicos conhecidos, quando chegasse à consciência.” Para Jung ainda, o ego forma o centro crítico da consciência e, de fato, determina em grande medida que conteúdos permanecem no domínio da consciência e quais se retiram, pouco a pouco, para o inconsciente. O inconsciente inclui todos os conteúdos psíquicos que se encontram fora da consciência, por qualquer razão ou qualquer duração.
Carl Jung atribuiu, a Carus, médico e pintor do século XIX, a indicação do inconsciente como a base essencial da psiqueː


bookmark_borderO que é condicionamento

condicionamento | s. m. derivação masc. sing. de condicionar
con·di·ci·o·na·men·to
(condicionar + -mento )
nome masculino

1. Acto ou efeito de condicionar.

2. Conjunto das condições ou circunstâncias em que um facto se realiza.

4. [Psicologia]   [Psicologia]   Associação de um estímulo a uma reacção , através da repetição.
con·di·ci·o·nar con·di·ci·o·nar – Conjugar
(latim conditio, -onis, condição + -ar )
verbo transitivo

1. Tornar dependente de condição.

2. Ser condição de algo ou pôr como condição de algo.

3. Pôr ou impor condições, normar, restrições, limites ou modo de agir.

4. Influenciar ou determinar alguma coisa.

5. [Psicologia]   [Psicologia]   Associar um estímulo a uma reacção , através da repetição.

6. Arrumar ou guardar de determinada forma dentro de um espaço. = ACONDICIONAR

7. Fazer a dessecação de algo.verbo transitivo e pronominal

8. Adaptar ou adaptar-se a alguma coisa.


substantivo masculino Ação de condicionar, de providenciar o necessário para a realização de alguma coisa: condicionamento de verbas para o projeto.
Reunião das condições por meio das quais uma ação é realizada; circunstâncias.
[Psicologia] Associação por repetição de um estímulo a uma reação não natural, fazendo com que esse estímulo passe a provocá-la sempre.
[Psicologia] Processo através do qual uma resposta é causada por um estímulo, diferentemente do que aconteceria naturalmente.
Etimologia (origem da palavra condicionamento). Condicionar + mento.


Condicionamento é a ação de condicionar, de providenciar o necessário para a realização de alguma coisa: condicionamento de verbas para um projeto, por exemplo. É a reunião das condições por meio das quais uma ação é realizada; circunstâncias. Em psicologia, é a associação por repetição de um estímulo a uma reação não natural, fazendo com que esse estímulo passe a provocá-la sempre. É o processo através do qual uma resposta é causada por um estímulo, diferentemente do que aconteceria naturalmente. Refere-se a dois fenômenos de aprendizagem distintos:

condicionamento clássico e
condicionamento operante.


bookmark_borderO que é consciência

consciência | s. f.
cons·ci·ên·ci·a
(latim conscientia, -ae )
substantivo feminino

1. Faculdade da razão julgar os próprios actos ou o que é certo ou errado do ponto de vista moral.

2. [Figurado]   [Figurado]   Sinceridade.

3. Acção que causa remorso.

4. Probidade, honradez.

5. Opinião.

6. Cuidado, atenção, esmero.

7. [Medicina]   [Medicina]   Estado do sistema nervoso central que permite pensar, observar e interagir com o mundo exterior.

consciência colectiva • Conjunto dos modos de pensar ou agir de um grupo alargado.

em consciência • Com sinceridade ou honestidade; na verdade.

má consciência • Estado de quem sente remorsos ou mal-estar em relação a um estado ou a uma acção .


substantivo feminino Percepção dos fenômenos próprios da existência; opõe-se à inconsciência: perder a consciência.
Capacidade para discernir; discernimento, bom senso: o juiz deve julgar com consciência.
Noção do que se passa em nós; conhecimento: atriz teve consciência de que seu sucesso era passageiro.
Sentimento do dever; moralidade: um homem sem consciência.
Conjunto de valores morais que definem certos julgamentos, ações ou intenções relacionadas com alguém ou com si próprio: a corrupção machuca sua consciência.
[Medicina] Condição do sistema nervoso central que ocasiona a caracterização precisa, o pensamento lógico e o comportamento coerente: ele perdeu a consciência e enlouqueceu.
Compreensão ou interesse sobre certo ponto de vista, geralmente, refere-se ao contexto social e político.
Etimologia (origem da palavra consciência). Do latim conscientia.ae.


A consciência ou consciez é uma qualidade da mente, considerando abranger qualificações tais como subjetividade, autoconsciência, senciência, sapiência, e a capacidade de perceber a relação entre si e um ambiente. É um assunto muito pesquisado na filosofia da mente, na psicologia, neurologia e ciência cognitiva.
Alguns filósofos dividem consciência em consciência fenomenal, que é a experiência propriamente dita, e consciência de acesso, que é o processamento das coisas que vivenciamos durante a experiência (Block, 2004). Consciência fenomenal é o estado de estar ciente, tal como quando dizemos “estou ciente” e consciência de acesso se refere a estar ciente de algo ou alguma coisa, tal como quando dizemos “estou ciente destas palavras”.
Consciência é uma qualidade psíquica, isto é, que pertence à esfera da psique humana, por isso diz-se também que ela é um atributo do espírito, da mente, ou do pensamento humano. Ser consciente não é exatamente a mesma coisa que perceber-se no mundo, mas ser no mundo e do mundo, para isso, a intuição, a dedução e a indução tomam parte.


bookmark_borderO que é cócegas

fem. pl. de cócega
có·ce·ga
(origem controversa )
nome feminino

1. Sensação irritante produzida em certas partes do corpo por uma fricção ou toque ligeiro que provoca geralmente riso ou movimentos pouco controlados.

2. [Informal]   [Informal]   Tentação, desejo, impulso.

3. [Informal]   [Informal]   Impaciência.Nota: mais usado no plural.


substantivo feminino plural Sensação indefinível provocada por toques ou leve fricção da pele em certas partes do corpo, e acompanhada de gargalhadas.
[Figurado] Desejo intenso; impaciência.
Etimologia (origem da palavra cócegas). A palavra cócegas tem sua origem incerta, ou seja, não é possível confirmar com toda a certeza a origem dessa palavra.


As cócegas são um processo neurológico e físico do corpo humano. Diversas teorias tentam explicar o que são as cócegas e a mais aceita recentemente pelos cientistas é a de que as cócegas são um sistema de autodefesa do corpo. Segundo essa teoria, o cérebro emite um sinal de alarme e o corpo responde rapidamente. Embora essa explicação seja possível, as cócegas estão nos comportamentos de animais sociais, como por exemplo, os macacos, que também fazem cócegas uns aos outros, como uma forma de estreitar as relações entre si.
Geralmente estimulada por um leve roçar da pele, fricção ou pequenas pressões (apertões) em certas partes do corpo, como a barriga, os pés ou as axilas, por exemplo, as cócegas são um meio de se aproximar de maneira mais íntima com o outro. Ao receber as cócegas, nosso corpo acaba reagindo com espasmos e riso convulso.


bookmark_borderO que é emoção

emoção | s. f.
e·mo·ção
(francês émotion )
substantivo feminino

1. Acto de deslocar.

2. Agitação popular. = ALVOROÇO, COMOÇÃO, TUMULTO

3. Perturbação moral. = COMOÇÃO

4. [Psicologia]   [Psicologia]   Conjunto de reacções , variáveis na duração e na intensidade, que ocorrem no corpo e no cérebro, geralmente desencadeadas por um conteúdo mental.


substantivo feminino Reação moral, psíquica ou física, geralmente causada por uma confusão de sentimentos que, diante de algum fato, situação, notícia etc., faz com que o corpo se comporte tendo em conta essa reação, expressando alterações respiratórias, circulatórias; comoção.
Ação de se movimentar, deslocar.
Etimologia (origem da palavra emoção). Do francês émotion; do latim motio.onis.


Emoção é uma reação a um estímulo ambiental e cognitivo que produz tanto experiências subjetivas, quanto alterações neurobiológicas significativas. Está associada ao temperamento, personalidade e motivações tanto reais quanto subjetivas. A palavra deriva do termo latino emovere, onde o e- (variante de ex-) significa “fora” e movere significa “movimento”. Seja para lidar com estímulos ambientais, seja para comunicar informações sociais biologicamente relevantes, as emoções apresentam diversos componentes adaptativos para mamíferos com comportamento social complexo, sendo cruciais, até mesmo, para a sua sobrevivência. Não existe uma taxionomia ou teoria para as emoções que seja geral ou aceita de forma mundial. Várias têm sido propostas , como:

Cognitiva versus não cognitiva;
Emoções intuitivas (vindas da amígdala) versus emoções cognitivas (vindas do córtex pré-frontal);
Básicas versus complexas, onde emoções básicas em conjunto constituem as mais complexas;
Categorias baseadas na duração: algumas emoções ocorrem em segundos (por exemplo: surpresa) e outras duram anos (por exemplo: amor).Existe uma distinção entre a emoção e os resultados da emoção, principalmente os comportamentos gerados e as expressões emocionais. As pessoas frequentemente se comportam de certo modo como um resultado direto de seus estados emocionais, como chorando, lutando ou fugindo. Ainda assim, se pode ter a emoção sem o seu correspondente comportamento, então nós podemos considerar que a emoção não é apenas o seu comportamento e muito menos que o comportamento seja a parte essencial da emoção. A Teoria de James-Lange propõe que as experiências emocionais são consequência de alterações corporais. A abordagem funcionalista das emoções (como a de Nico Frijda) sustenta que as emoções estão relacionadas a finalidades específicas, como fugir de uma pessoa ou objeto para obter segurança.