bookmark_borderO que é misantropia

misantropia | s. f.
mi·san·tro·pi·a
(grego misanthropía, -as )
nome feminino

1. Tédio ao género humano. = ANTROPOFOBIA ≠ FILANTROPIA

2. Aversão à convivência social. = ANTROPOFOBIA

3. Melancolia, tristeza.

Sinónimo Sinônimo Geral: MISANTROPISMO


substantivo feminino Qualidade ou particularidade do que é misantropo.
[Por Extensão] Repulsa ao convívio social; anti-social.
[Por Extensão] Que demonstra ou sente melancolia, tristeza.
Etimologia (origem da palavra misantropia). Do grego misanthropía.


Misantropia é a aversão ao ser humano e à natureza humana no geral. Também engloba uma posição de desconfiança e tendência para antipatizar com outras pessoas ou um determinado grupo de pessoas. Um misantropo é alguém que desconfia da humanidade de uma forma generalizada. A palavra vem do grego misanthropía, a junção dos termos μίσος (ódio) e άνθρωπος (ser humano). O termo também é aplicável a todos aqueles que se tornam isolados por causa dos sentimentos acima mencionados (de destacar o elevado grau de desconfiança que detêm pelas outras pessoas em geral).


bookmark_borderO que é logoterapia

logoterapia | s. f.
lo·go·te·ra·pi·a
(logo- + terapia )
nome feminino

[Psicologia]   [Psicologia]   Psicoterapia que preconiza que a principal motivação de um indivíduo é encontrar o sentido da vida e que o auxilia nessa busca.


substantivo feminino [Psicologia] Tratamento terapêutico e psicológico que consiste na busca pelo sentido, especialmente pelo sentido da vida, sendo essa a motivação mais importante que permeia a existência de uma pessoa.
Etimologia (origem da palavra logoterapia). Logo + terapia; pelo alemão logotherapie.


Logoterapia e Análise Existencial é “uma abordagem psicoterapêutica reconhecida internacionalmente e que se fundamenta empiricamente no sentido da vida”. Também é considerada como a terceira escola vienense de psicoterapia – ao lado da Psicanálise de Freud e da Psicologia Individual de Adler. Essa abordagem foi fundada pelo médico austríaco Viktor Frankl e amplamente divulgada depois que seu fundador sobreviveu a quatro campos de concentração nazistas.
Para a Logoterapia, a necessidade mais profunda do ser humano é de ter sentido na vida. Isso faz com que a “vontade de sentido” seja a maior força motivadora do ser humano. A logoterapia não é necessariamente religiosa. Tudo o que é humano, para Frankl, tem dimensão noológica, que distingue os homens dos animais. Essa dimensão humana não se confunde com o religioso.


bookmark_borderO que é linguagem

linguagem | s. f. | s. f. pl.
lin·gua·gem
(provençal lenguatge )
nome feminino

1. Expressão do pensamento pela palavra, pela escrita ou por meio de sinais.

2. O que as coisas significam.

3. Voz dos animais.

4. Estilo.
linguagensnome feminino plural

5. Conjugação dos verbos.Confrontar: lingagem.


substantivo feminino Faculdade que têm as pessoas de se comunicar umas com as outras, exprimindo pensamentos e sentimentos por palavras, que podem ser escritas, quando necessário.
Maneira de falar, relativamente às expressões, ao estilo: linguagem obscura.
Voz, grito, canto dos animais: linguagem dos papagaios.
Modo de se exprimir por meio de símbolos, formas artísticas etc.: a linguagem do cinema.
[Linguística] Sistema organizado através do qual é possível se comunicar por meio de sons, gestos, signos convencionais.
Sistema de símbolos que permite a representação de uma informação; código: linguagem do teatro.
Capacidade natural da espécie humana para se comunicar por um a língua.
Maneira particular de se comunicar usada por um grupo específico; jargão: linguagem da rua.
expressão [Informática] Linguagem de programação. Conjunto de regras que, criadas artificialmente, servem para dar instruções padronizadas a um computador, permitindo que os programadores codifiquem suas intenções mais facilmente.
Linguagem formal. Linguagem simbólica que serve de axiomas e leis, bem como de normas especiais, em oposição à linguagem natural.
Linguagem natural. Conjunto de sinais que se empregam e interpretam indistintivamente (como a fala, o grito, os olhares, os gestos etc.).
Etimologia (origem da palavra linguagem). Língua + agem.


Linguagem pode se referir tanto à capacidade especificamente humana para aquisição e utilização de sistemas complexos de comunicação, quanto a uma instância específica de um sistema de comunicação complexo.[3] O estudo científico da linguagem, em qualquer um de seus sentidos, é chamado linguística.[4]Atualmente, entre 3000 e 6000 línguas são usadas pela espécie humana, e um número muito maior era usado no passado. As línguas naturais são os exemplos mais marcantes que temos de linguagem. Outros tipos de linguagem se baseiam na observação visual e auditiva, como as línguas de sinais e a escrita. Os códigos e outros sistemas de comunicação construídos artificialmente, como aqueles usados ​​para programação de computadores, também podem ser chamados de linguagens – a linguagem, nesse sentido, é um sistema de sinais para codificação e decodificação de informações. A palavra portuguesa deriva do francês antigo langage.[nota 1] Quando usada como um conceito geral, a palavra “linguagem” refere-se a uma faculdade cognitiva que permite aos seres humanos aprender e usar sistemas de comunicação complexos.
A linguagem humana enquanto sistema de comunicação é fundamentalmente diferente e muito mais complexa do que as formas de comunicação das outras espécies. Ela se baseia em um diversificado sistema de regras relativas a símbolos para os seus significados, resultando em um número indefinido de possíveis expressões inovadoras a partir de um finito número de elementos. De acordo com os especialistas, a linguagem pode ter se originado quando os primeiros hominídeos começaram a cooperar, adaptando sistemas anteriores de comunicação baseados em sinais expressivos a fim de incluir a teoria da mente, compartilhando assim intencionalidade. Nessa linha, o desenvolvimento da linguagem pode ter coincidido com o aumento do volume do cérebro, e muitos linguistas acreditam que as estruturas da linguagem evoluíram a fim de servir a funções comunicativas específicas. A linguagem é processada em vários locais diferentes do cérebro humano, mas especialmente na área de Broca e na Área de Wernicke.[5] Os seres humanos adquirem a linguagem através da interação social na primeira infância. As crianças geralmente já falam fluentemente quando estão em torno dos três anos de idade.[6]O uso da linguagem tornou-se profundamente enraizado na cultura humana para comunicar e compartilhar informações, mas também como expressão de identidade e de estratificação social, para manutenção da unidade em uma comunidade e para o entretenimento. A palavra “linguagem” também pode ser usada para descrever o conjunto de regras que torna isso possível, ou o conjunto de enunciados que pode produzir essas regras.
Todas as línguas contam com o processo de semiose, que relaciona um sinal com um determinado significado. Línguas faladas e línguas de sinais contêm um sistema fonológico que rege a forma como os sons ou os símbolos visuais são articulados a fim de formar as sequências conhecidas como palavras ou morfemas; além de um sistema sintático para reger a forma como as palavras e os morfemas são utilizados a fim de formar frases e enunciados. Línguas escritas usam símbolos visuais para representar os sons das línguas faladas, mas elas ainda necessitam de regras sintáticas que governem a produção de sentido a partir da sequências das palavras. As línguas evoluem e se diversificam ao longo do tempo. Por isso, sendo a língua uma realidade essencialmente variável, não há formas de falar intrinsecamente erradas. A noção de certo e errado tem origem na sociedade, não na estrutura da língua.[7][8][9]A história de sua evolução pode ser reconstruída a partir de comparações com as línguas modernas, determinando assim quais características as línguas ancestrais devem ter tido para as etapas posteriores terem ocorrido. Um grupo de idiomas que descende de um ancestral comum é conhecido como família linguística. As línguas mais faladas no mundo atualmente são as pertencentes à família indo-europeia, que inclui o inglês, o espanhol, o português, o russo e o hindi; as sino-tibetanas, que incluem o chinês, mandarim, cantonês e outras; as semíticas, que incluem o árabe, o maltês, o amárico e o hebraico; e as bantu, que incluem o suaíli, o zulu, o shona e centenas de outras línguas faladas em toda a África.


bookmark_borderO que é imaginação

imaginação | s. f. derivação fem. sing. de imaginar
i·ma·gi·na·ção
substantivo feminino

1. Faculdade com que o espírito cria imagens, representações, fantasias.

2. Falsa ideia proveniente de um juízo erróneo ou de uma apreciação irreflectida .

3. Suposição; cisma.
i·ma·gi·nar i·ma·gi·nar – Conjugar
(latim imaginor, -ari, imaginar, sonhar )
verbo transitivo

1. Representar no espírito.

2. Idear.

3. Cuidar, pensar.

4. Conjecturar ; cismar.verbo pronominal

5. Julgar-se, supor-se.


substantivo feminino Faculdade de representar objetos pelo pensamento: ter uma imaginação viva.
Faculdade de inventar, criar, conceber: artista de muita imaginação.
Opinião sem fundamento, absurda: isso é pura imaginação.
Resultado da faculdade de imaginar.
Ação ou efeito de criar uma obra artística.
Habilidade para criar imagens novas e originais a partir do nada.
Crença sem fundamento; crendice, supestição.
Percepção equivocada, que engana; mentira, ilusão.
Etimologia (origem da palavra imaginação). Do latim imaginatio.onis.


Imaginação é uma capacidade mental que permite a representação de objetos segundo aquelas qualidades dos mesmos que são dadas à mente através dos sentidos – segundo a concepção sartriana apresentada em sua obra O imaginário: psicologia fenomenológica da imaginação. Em filosofia, tais qualidades são chamadas de qualidades secundárias quando a ereção do subconsciente pronuncia-se à da consciência.


bookmark_borderO que é verossimilhança

verosimilhança verossimilhança | s. f.
ve·ro·si·mi·lhan·ça ve·ros·si·mi·lhan·ça
(verosímil + h + -ança, por analogia com semelhança )
substantivo feminino

Qualidade de verosimilhante .• Grafia no Brasil: verossimilhança. • Grafia no Brasil: verossimilhança. • Grafia em Portugal:verosimilhança. • Grafia em Portugal:verosimilhança.


substantivo feminino Característica do que é verossímil, que que aparenta ser ou é tido como verdadeiro; verossimilhante.
Qualidade do que parece verdadeiro, do que não contraria a verdade: havia verossimilhança na alegação do réu.
[Literatura] Numa obra literária, a coerência, a ligação harmônica entre os elementos fantasiosos ou imaginários que são essenciais para o entendimento do texto.
Etimologia (origem da palavra verossimilhança). Verossímil/h/ + ança.


Chama-se verossimilhança (português brasileiro) ou verosimilhança (português europeu), em linguagem coerente ao atributo daquilo que parece intuitivamente verdadeiro, isto é, o que é atribuído a uma realidade portadora de uma aparência ou de uma probabilidade de verdade, na relação ambígua que se estabelece entre imagem e ideia.


bookmark_borderO que é humilhação

humilhação | s. f. derivação fem. sing. de humilhar
hu·mi·lha·ção
(humilhar + -ção )
substantivo feminino

1. Acto ou efeito de humilhar ou humilhar-se.

2. Vergonha; rebaixamento.
hu·mi·lhar hu·mi·lhar – Conjugar
(latim humilio, -are, abaixar, abater )
verbo transitivo

1. Tornar humilde.

2. Rebaixar, vexar.

3. Tratar desdenhosamente a.

4. Abater, submeter.verbo pronominal

5. Mostrar humildade.

6. Submeter-se; render-se; prostrar-se.


substantivo feminino Ação em que alguém humilha, rebaixa, diminui o valor de outra pessoa ou coisa; rebaixamento moral; afronta, diminuição.
Quem teve sua honra ou dignidade ofendida; desonra, vergonha.
Ação em que uma pessoa é diminuída numa escala hierárquica.
Ato que resulta em obediência; abatimento, submissão.
Etimologia (origem da palavra humilhação). Humilhar + ção.


Humilhação é, literalmente, o ato de ser tornado humilde, ou seja alguém que se tornou humilde perante outro ser de devida superioridade, logo, humilhação não é o mesmo que chamar o outro de menos esperto, por exemplo. Tem muito em comum com a emoção da vergonha. A humilhação não é, geralmente, uma experiência agradável, visto que costuma diminuir a autoestima da pessoa que sofreu a humilhação.
No livro a Linguagem do Deuses, de Antônio Carlos Farjani, humildade provém também da palavra humus, relativo à terra. “A fórmula latina homo-humus-humilis é altamente esclarecedora: assim como o universo advém do Caos e a ele retorna no final de cada ciclo, o homem, produto da terra, a ela retornará no fim da sua existência, quando então será ‘humilhado’, isto é, baixado ao húmus, por ocasião de seu sepultamento, e passará a fazer parte do elemento fértil subjacente ao solo. Do ponto de vista esotérico, esse retorno ao seio da terra não coincide com a morte do corpo, mas com a morte do eu profano ocorrida na iniciação. Descer ao húmus, nesse contexto, equivale a descer ao Hades, ou seja, os Infernos ou o Reino dos Mortos; essa ‘descida’ é feita em vida pelo iniciado, e consiste numa viagem interior.”


bookmark_borderO que é agressão

agressão | s. f.
a·gres·são
nome feminino

1. Acção de agredir.

2. Pancada.

3. Ferimento.

4. Insulto.Confrontar: acreção.


substantivo feminino Ação ou efeito de agredir.
Agredir (fisicamente ou moralmente) alguém.
Ação que demonstra hostilidade; em que há provocação.
[Jurídico] Ação contra o Estado que, manifestada pelas forças militares, não constitui guerra.
[Psicologia] Tendência autodestrutiva; comportamento destrutivo direcionado a outra pessoa.
Comportamento Animal. Confrontação em que um animal intimida outro.
Etimologia (origem da palavra agressão). Do latim aggressio.onis.


Agressão é um ato em que um indivíduo prejudica ou lesa outro(s) de sua própria espécie intencionalmente. O comportamento agressivo em humanos pode ser definido em termos gerais como um comportamento social hostil, como o de infligir dano ou causar prejuízo a uma pessoa ou grupo. Ainda é um tema controverso se esse comportamento de causar danos em alguém é devido à existência de um instinto ou se é resultante de múltiplas determinações motivacionais e circunstanciais. Desde o final do século XX, diversos estudos têm apontado para o fato de que ambos os fatores estão presentes na manifestação desse fenótipo. A agressão pode ter benefícios adaptativos ou impactos negativos para a espécie. Na espécie humana, além da agressão capaz de causar lesão corporal, existem vários tipos de agressão: dirigida, verbal, deslocada etc., definidas por critérios de classificação jurídicos ou oriundos de diversas disciplinas científicas. A agressão distingue-se da predação por corresponder ao instinto de combate do animal e do homem dirigido contra o seu próprio congénere.Segundo definição da Organização Mundial da Saúde, considera-se violência como o uso de força ou poder, real ou apenas ameaçado, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação (OMS, 2002). Os comportamentos agressivos são associados com problemas de ajustamento e diversos sintomas psicopatológicos e transtornos, tais como Transtorno de Personalidade Antissocial, Transtorno de Personalidade Borderline, Transtorno Explosivo Intermitente, Esquizofrenia e Transtorno de Humor Bipolar .


bookmark_borderO que é assertividade

assertividade | s. f.
as·ser·ti·vi·da·de
(assertivo + -idade )
nome feminino

Qualidade do que é assertivo.


substantivo feminino Particularidade ou condição do que é assertivo.
Etimologia (origem da palavra assertividade). Assertivo + (i)dade.


Em língua portuguesa esse termo tem um significado literal diferente do que possui em língua inglesa.


bookmark_borderO que é sentimento

sentimento | s. m. | s. m. pl. derivação masc. sing. de sentir
sen·ti·men·to
(sentir + -mento )
substantivo masculino

1. Acto ou efeito de sentir.

2. Aptidão para receber as impressões.

3. Sensação; sensibilidade.

4. Consciência íntima.

5. Faculdade de compreender; intuição; percepção .

6. Pesar; paixão; desgosto.

7. Pressentimento.
sentimentossubstantivo masculino plural

8. Qualidades morais.

9. Manifestação de dor ou pesar pelo falecimento de alguém ou por qualquer grande infortúnio. = CONDOLÊNCIAS, PÊSAMES, PESAR

ter sentimentos • Ter honra, probidade, delicadeza.
sen·tir sen·tir – Conjugar
(latim sentio, -ire, perceber pelos sentidos, perceber, pensar )
verbo transitivo

1. Perceber por um dos sentidos; ter como sensação.

2. Perceber o que se passa em si; ter como sentimento. = EXPERIMENTAR

3. Ser sensível a; ser impressionado por.

4. Estar convencido ou persuadido de. = ACHAR, CONSIDERAR, JULGAR, PENSAR

5. Ter determinada opinião ou maneira de pensar sobre (algo ou alguém). = ACHAR, CONSIDERAR, JULGAR, REPUTAR

6. Conhecer, notar, reconhecer.

7. Supor com certos fundamentos. = CONJECTURAR , PREVER

8. Aperceber-se de, dar fé ou notícia de. = PERCEBER

9. Ter a consciência de. = PERCEBER

10. Compreender, certificar-se de.

11. Adivinhar, pressagiar, pressentir.

12. Conhecer por certos indícios. = PRESSENTIR

13. Ouvir indistintamente. = ENTREOUVIR

14. Experimentar mudança ou alteração física ou moral por causa de. = RESSENTIR

15. Sofrer as consequências de.

16. Sentir tristeza ou constrangimento em relação a; afligir-se por. = LAMENTAR

17. Ressentir-se, melindrar-se ou ofender-se com (algo).

18. [Belas-artes]   [Belas-Artes]   Ter o sentimento estético.

19. [Belas-artes]   [Belas-Artes]   Saber traduzir por meio da arte.verbo intransitivo

20. Ter a faculdade de sentir.

21. Ter sensibilidade; ter alma sensível.

22. Sofrer.verbo pronominal

23. Experimentar um sentimento ou uma sensação.

24. Ter a consciência de algum fenómeno ou do que se passa no interior de si mesmo. = RECONHECER-SE

25. Apreciar o seu estado físico ou moral. = CRER-SE, IMAGINAR-SE, JULGAR-SE, REPUTAR-SE

26. Tomar algo como ofensa. = MELINDRAR-SE, OFENDER-SE, RESSENTIR-SEsubstantivo masculino

27. Sentimento, sensibilidade.

28. Maneira de pensar ou de ver. = ENTENDER, OPINIÃO, PARECER


substantivo masculino Ação de sentir, de perceber através dos sentidos, de ser sensível.
Capacidade de se deixar impressionar, de se comover; emoção.
Expressão de afeição, de amizade, de amor, de carinho, de admiração.
Conhecimento intuitivo sobre; consciência: sentimento de dever cumprido.
Modo de se comportar definido pelo afeto: sentimento ufanista.
Demonstração de vigor, de energia; entusiasmo: cantava com sentimento.
Intuição pessoal; pressentimento: tenho um sentimento de que isso vai dar errado!
Sensação de pesar; expressão de mágoa; tristeza.
substantivo masculino plural Sentimentos. Manifestação de pesar, de tristeza; pêsames: meus sentimentos por sua perda.
Reunião das características ou capacidades morais de um indivíduo.
Etimologia (origem da palavra sentimento). Sentir + mento.


Sentimentos são o que seres biológicos são capazes de sentir nas situações que vivenciam. Por exemplo, medo é uma informação de que há risco, ameaça ou perigo direto para o próprio ser ou para interesses correlatos.
A empatia é informação sobre os sentimentos dos outros. Esta informação não resulta necessariamente na mesma reação entre os receptores, mas varia, dependendo da competência em lidar com a situação, e como isso se relaciona com experiências passadas e outros fatores.
O sistema límbico é a parte do cérebro que processa os sentimentos e emoções. Sentimentos humanos podem ser estudados por diversos métodos, como via biologia, fisiologia, filosofia, matemática ou psicologia.


bookmark_borderO que é subjetividade

subjectividade subjetividade | s. f.
sub·jec·ti·vi·da·de |èt| sub·je·ti·vi·da·de |èt| sub·je·ti·vi·da·de |èt|
nome feminino

Qualidade do que é subjectivo .• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: subjetividade. • Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990:subjectividade.
• Grafia no Brasil: subjetividade. • Grafia em Portugal:subjectividade.


substantivo feminino Qualidade de subjetivo, individual, particular; relativo ou próprio do indivíduo.
Qualidade do que expressa pontos de vista e julgamentos de valor da própria pessoa, seus sentimentos e preferências.
Condição do que é abstrato, por oposição ao que é concreto, objetivo: subjetividade de uma obra de arte.
[Filosofia] Condição da atividade psíquica que, relacionada com o próprio indivíduo, é tida por ele como sua.
[Filosofia] Estado psíquico e cognitivo do sujeito cuja manifestação pode ocorrer tanto no âmbito individual quanto no coletivo, fazendo com que esse sujeito tome conhecimento dos objetos externos a partir de referenciais próprios.
Etimologia (origem da palavra subjetividade). Subjetivo + idade.


Subjetividade é entendida como o espaço íntimo do indivíduo, ou seja, como ele “instala” a sua opinião ao que é dito (mundo interno) com o qual ele se relaciona com o mundo social (mundo externo), resultando tanto em marcas singulares na formação do indivíduo quanto na construção de crenças e valores compartilhados na dimensão cultural que vão constituir a experiência histórica e coletiva dos grupos e populações. A psicologia social utiliza frequentemente esse conceito de subjetividade e seus derivados como formação da subjetividade ou subjetivação. Etimologia: do latim subjectivus (subicere: “colocar sob” + jacere: “atirar, jogar, lançar”).
A subjetividade na psicologia foi conceituada a partir das inquietações do sujeito, de modo que pensadores foram levados a sintetizar a questão na contraposição entre características internas e externas. A Gestalt, teoria do fim do século XX, considera o comportamento humano como um todo possuidor de unidade, sendo uma das escolas que intensificou o interesse nos estudos do desenvolvimento da personalidade.
A subjetividade é o mundo interno de todo e qualquer ser humano. Este mundo interno é composto por emoções, sentimentos e pensamentos.
Na teoria do conhecimento, a subjetividade é o conjunto de ideias, significados e emoções que, por serem baseados no ponto de vista do sujeito, são influenciados por seus interesses e desejos particulares. Tem como oposto a objetividade, que se baseia em um ponto de vista intersubjetivo, isto é, que pode ser verificável por diferentes sujeitos.
Do ponto de vista da sociologia, a subjetividade se refere ao campo de ação e representação dos sujeitos – sempre condicionados a circunstâncias históricas, políticas e culturais.
Através da nossa subjetividade construímos um espaço relacional, ou seja, nos relacionamos com o “outro”. Este relacionamento nos insere dentro de esferas de representação social em que cada sujeito ocupa seu papel de agente dentro da sociedade. Estes sujeitos desempenham papeis diferentes de acordo com o ambiente e a situação em que se encontram, o que segundo Goffmam pode ser interpretado como ações de atores sociais. Somente a subjetividade contempla, coordena e conhece estas diversas facetas que compõem o indivíduo.
O campo das psicologias confronta-se cada vez mais com as exigências éticas colocadas pela necessidade de reconhecimento da alteridade como elemento constitutivo das subjetividades singulares.
As diferenças nos modos de subjetivação e constituição das subjetividades relacionam-se com a dimensão ética na medida em que esta sistematiza e justifica racionalmente um determinado código ou padrão de conduta, um determinado quadro de normas e valores e uma determinada postura a ser ensinada aos e exigidas dos sujeitos. As éticas, portanto, são como dispositivos “ensinantes” de subjetivação: elas efetivamente sujeitam os indivíduos, ensinando, orientando, modelando e exigindo a conversão dos homens em sujeitos morais historicamente determinados.Segundo Nelson Mandela, deve-se levar em conta quatro dimensões nos processos de constituição da subjetividade. São denominadas matrizes da experiência intersubjetiva. A primeira matriz, intersubjetividade transubjetiva, emerge das propostas filosóficas que valorizam as modalidades pré-subjetivas de existência. É a experiência de um solo de acolhimento e sustentação, em que a alteridade surge como constituinte das experiências subjetivas, não por oposição e confronto, mas por seu caráter de inclusão primordial. Na segunda matriz, intersubjetividade traumática, o outro não só precede o eu, como sempre o excede. O fato do outro sempre exceder o eu é por sua vez inevitavelmente traumático. A terceira matriz que é denominada intersubjetividade interpessoal, parte da experiência do reconhecimento entre indivíduos. Trata-se de uma interação concreta entre organismos já diferenciados, funcionando em um plano individual ou interindividual. A quarta matriz, a intersubjetividade intrapsíquica, em que se encontraram fundamentalmente as contribuições psicaníticas, inclui o estudo das experiências “intersubjetivas” estabelecidas no “interior” das subjetividades.