bookmark_borderO que é homúnculo

homúnculo | s. m.
ho·mún·cu·lo
(latim homunculus, -i )
nome masculino

1. Homem pequeno.

2. Anão.

3. [Figurado]   [Figurado]   Homem desprezível.

4. Homem insignificante.


substantivo masculino Homem de muito pequena estatura.
[Figurado] Homem sem importância, abjeto, vil, ridículo.
Pequeno ser sem corpo, sem peso, sem sexo, dotado de poder sobrenatural, que os feiticeiros pretenderam fabricar.


O conceito de homúnculo (do latim homunculus, “homenzinho”, plural homunculi) tem sido aplicado em várias áreas do conhecimento humano.


bookmark_borderO que é armazenamento

armazenamento | s. m. derivação masc. sing. de armazenar
ar·ma·ze·na·men·to
(armazenar + -mento )
nome masculino

1. Acto ou efeito de armazenar.

2. Quantia que se paga por depositar alguma coisa em armazém.

Sinónimo Sinônimo Geral: ARMAZENAGEM
ar·ma·ze·nar ar·ma·ze·nar – Conjugar
verbo transitivo

1. Recolher em armazém.

2. Depositar.

3. Conservar, reunir.

4. [Figurado]   [Figurado]   Reter (na mente).


substantivo masculino Ação ou efeito de armazenar; armazenagem.
[Informática] Ação de guardar dados que não estão disponíveis para acessar naquele momento; armazenagem.
Etimologia (origem da palavra armazenamento). Armazenar + mento.


De forma geral, armazenamento é o ato ou efeito de armazenar, guardar, juntar qualquer coisa em algum lugar de forma que seja possível resgatá-la, consultá-la, usá-la ou consumi-la posteriormente. Pode-se armazenar diversos produtos, desde sólidos, líquidos ou gases. O armazenamento de sementes e materiais de propagação necessitam de condições especiais de estocagem.


bookmark_borderO que é psiquismo

psiquismo | s. m.
psi·quis·mo
(grego psukhê, -ês, vida, espírito + -ismo )
nome masculino

1. Conjunto de fenómenos procedentes da alma ou a ela relativos.

2. [Psicologia]   [Psicologia]   Conjunto de fenómenos estudados pela psicologia. = PSIQUE

3. [Psicologia]   [Psicologia]   Conjunto das características psíquicas de um indivíduo. = PSIQUE


substantivo masculino Conjunto dos caracteres psíquicos de um indivíduo.
Conjunto dos fenômenos relativos à alma.


Psiquismo é definido como o conjunto de características psicológicas de um indivíduo, ou o conjunto de fenômenos psíquicos e processos da evolução mental de um indivíduo.É uma energia inteligente, gerada pelo cérebro, consciente ou inconscientemente, emanada em determinadas frequências, de alcance ilimitado e direcionadas de forma aleatória ou objetiva.
A ciência já comprovou que todos os corpos do Universo, e em especial os seres vivos, possuem magnetismo (radiestesia). O psiquismo é a força inteligente que comanda ou pode comandar e orientar a energia magnética que possuímos. Assim, quando em harmonia, o psiquismo gerencia e coordena o nosso magnetismo, de forma a realizar nossos desejos, a partir dos pensamentos que geramos.
Existem orientações que realmente são de utilidade no sentido de desenvolver, através de práticas simples, tais aptidões individuais, o que pode ajudar inclusive na cura de pessoas e no alcance de objetivos.
A ciência já descobriu que a força magnética do ser lhe é inerente. Pesquisas que demonstram a infinidade do poder e da capacidade de utilização do psiquismo em relação à vida, aos seres e na física quântica.


bookmark_borderO que é realidade

realidade | s. f.
re·a·li·da·de
(real + -idade )
substantivo feminino

1. Qualidade do que é real.

2. Existência de facto .

3. O que existe realmente; coisa real.

4. Conjunto de todas as coisas reais. = REAL ≠ FANTASIA, FICÇÃO, IRREALIDADE

em realidade • O mesmo que na realidade.

na realidade • Usa-se para enfatizar ou confirmar o que é dito. = COM EFEITO, DEFACTO ,EFECTIVAMENTE , NA VERDADE, REALMENTE

ocultar a realidade • Enganar; esconder o jogo.

realidade aumentada • Tecnologia que combina visualizações de elementos do real com elementos virtuais, permitindo interacção dos dois tipos de elementos em tempo real.

realidade virtual • Ambiente de simulação ou recriação do real que resulta da utilização de tecnologia informática interactiva .


substantivo feminino Característica ou particularidade do que é real (tem existência verdadeira).
Aquilo que existe verdadeiramente; circunstância ou situação real; verdade: sua vontade se tornou realidade.
A reunião daquilo que é real (coisas, fatos, circunstâncias etc.): tentava se esquivar da realidade nos vícios.
Etimologia (origem da palavra realidade). Do latim realitas.atis.


Realidade (do latim realitas isto é, “coisa”) significa em uso comum “tudo o que existe”. Em seu sentido mais livre, o termo inclui tudo o que é, seja ou não perceptível, acessível ou entendido pela filosofia, ciência ou qualquer outro sistema de análise.O real é tido como aquilo que existe fora da mente ou dentro dela também. A ilusão, a imaginação, embora não esteja expressa na realidade tangível extra-mentis, existe ontologicamente, onticamente* (relativa ao ente — vide Heidegger in “Ser e tempo”)*, ou seja: intra-mentis. E é portanto real, embora possa ser ou não ilusória. A ilusão quando existente, é real e verdadeira em si mesma. Ela não nega sua natureza. Ela diz sim a si mesma. A realidade interna ao ser, seu mundo das ideias, embora na qualidade de ens fictionis intra mentis (ipsis literis, in “Proslogion” de Anselmo de Aosta — argumento ontológico), ou seja, enquanto ente fictício, imaginário, idealizado no sentido de tornar-se ideia, e ser ideia, pode — ou não — ser existente e real também no mundo externo. O que não nega a realidade da sua existência enquanto ente imaginário, idealizado.
Quanto ao externo — o fato de poder ser percebido só pela mente — torna-se sinônimo de interpretação da realidade, de uma aproximação com a verdade. A relação íntima entre realidade e verdade, o modo em como a mente interpreta a realidade, é uma polêmica antiga. O problema, na cultura ocidental, surge com as teorias de Platão e Aristóteles sobre a natureza do real (o idealismo e o realismo). No cerne do problema está presente a questão da imagem (a representação sensível do objeto) e a da ideia (o sentido do objeto, a sua interpretação mental ).
Em senso comum, realidade significa o ajuste que fazemos entre a imagem e a ideia da coisa, entre verdade e verossimilhança. O problema da realidade é matéria presente em todas as ciências e, com particular importância, nas ciências que têm como objeto de estudo o próprio homem: a antropologia cultural e todas as que nela estão implicadas: a filosofia, a psicologia, a semiologia e muitas outras, além das técnicas e das artes visuais.
Na interpretação ou representação do real, (verdade subjetiva ou crença), a realidade está sujeita ao campo das escolhas, isto é, determinamos parte do que consideramos ser um fato, ato ou uma possibilidade, algo adquirido a partir dos sentidos e do conhecimento adquirido. Dessa forma, a construção das coisas e as nossas relações dependem de um intrincado contexto, que ao longo da existência cria a lente entre a aprendizagem e o desejo: o que vamos aceitar como real?
Portanto a realidade é construída pelo sujeito cognoscente; ela não é dada pronta para ser descoberta.
A verdade (subjetiva) pode, às vezes, estar próxima da realidade, mas depende das situações, contextos, das premissas de pensamento, tendo de criar dúvidas reflexivas. Às vezes, aquilo o que observamos está preso a escolhas que são mais um conjunto de normas do que evidências.


bookmark_borderO que é psicogênese

psicogénese psicogênese | s. f.
psi·co·gé·ne·se psi·co·gê·ne·se
(psico- + -génese )
nome feminino

1. Estudo das causas psíquicas susceptíveis de explicar uma neurose ou uma psicose.

2. O mesmo que psicogenia.• Grafia no Brasil: psicogênese. • Grafia no Brasil: psicogênese. • Grafia em Portugal:psicogénese. • Grafia em Portugal:psicogénese.


substantivo feminino Estudo das causas psíquicas suscetíveis de explicar uma neurose ou uma psicose.


A Psicogênese (do grego psyche, alma; genesis, origem) é a parte da Psicologia que se ocupa em estudar a origem e o desenvolvimento dos processos mentais, das funções psíquicas, das causas psíquicas que podem causar uma alteração no comportamento etc.


bookmark_borderO que é clínica

clínica | s. f. fem. sing. de clínico
clí·ni·ca
(latim clinice, -es, do grego klinikê, -ês, cuidados médicos junto do leito )
nome feminino

1. [Medicina]   [Medicina]   Prática da medicina.

2. [Medicina]   [Medicina]   Estudo prático da medicina no corpo do doente.

3. [Medicina]   [Medicina]   Conjunto formado pelos sintomas, sinais e pela evolução de uma doença (ex.: a paciente não apresenta clínica de parkinsonismo).

4. Conjunto de clientes ou pessoas que são tratadas por um mesmo médico. = CLIENTELA

5. Estabelecimento particular onde se operam e tratam doentes.

clínica geral • [Medicina]   • [Medicina]   Prática da medicina por um médico não especializado.

Especialidade médica que trata de doentes adultos e de todos os sistemas do corpo de forma global e integrada. = MEDICINA INTERNA
clí·ni·co clí·ni·co
(latim clinicus, -a, -um, do grego klinikós, -ê, -ón, relativo ao leito )
adjectivo adjetivo

1. Que se refere à clínica (ex.: análises clínicas). = MÉDICO

2. Que se percebe pela observação directa do doente (ex.: dados clínicos).nome masculino

3. Médico ou cirurgião que exerce a sua profissão.

clínico geral • Médico sem especialização. = GENERALISTA


substantivo feminino [Medicina] Estudo médico feito sobre o corpo de um doente.
A prática da medicina: este médico já exerce clínica.
O conjunto de pessoas que são tratadas por um médico: um médico que tem grande clínica.
Estabelecimento privado destinado à cirurgia ou ao tratamento de doenças: internar-se numa clínica.


Clínica é toda atividade de Medicina, e por extensão, de outros profissionais da área da saúde, atividades estas que envolvem cuidado, promoção de saúde, prevenção e/ou terapia pós dano ou pós adoecimento, envolvendo escuta, diagnóstico e orientação/tratamento.
O termo clínica é usualmente atribuídos ao espaço de trabalho dos profissionais da saúde, tais como ambulatórios ou enfermarias, por isso os médicos costumam ser diferenciados em clínicos e cirurgiões.


bookmark_borderO que é altruísmo

altruísmo | s. m.
al·tru·ís·mo
(francês altruisme )
substantivo masculino

Inclinação para procurarmos obter o bem para o próximo. = FILANTROPIA


substantivo masculino Ausência de egoísmo; abnegação.
Atitude que visa o bem-estar do próximo, não tendo em consideração interesses particulares.
Dedicação desinteressada; ato de amar ao próximo sem esperar nada em troca.
Dedicação demonstrada de maneira desinteressada; filantropia.
[Filosofia] Para Comte (1798-1857), tendência natural do indivíduo que se preocupa com o outro e, embora seja espontânea, precisa ser aperfeiçoada através da educação positivista, evitando os instintos relacionados ao egoísmo.
Etimologia (origem da palavra altruísmo). Do francês altruisme.


Altruísmo é um tipo de comportamento encontrado em seres humanos e outros seres vivos, em que as ações voluntárias de um indivíduo beneficiam outros. É sinônimo de filantropia. No sentido comum do termo, é, muitas vezes, percebida como sinônimo de solidariedade. A palavra “altruísmo” foi criada em 1831 pelo filósofo francês Auguste Comte para caracterizar o conjunto das disposições humanas (individuais e coletivas) que inclinam os seres humanos a dedicarem-se aos outros. Esse conceito opõe-se, portanto, ao egoísmo, que são as inclinações específica e exclusivamente individuais (pessoais ou coletivas).
O conceito do altruísmo tem a importância filosófica de referir-se às disposições naturais do ser humano, indicando que o homem pode ser – e é – bom e generoso naturalmente, sem necessidade de intervenções culturais (como religião e crença).
Na doutrina cotidiana, o altruísmo pode apresentar-se em três modalidades básicas: o apego, a veneração e a bondade. Do primeiro para o último, sua intensidade diminui e, por isso mesmo, sua importância e sua nobreza aumentam. O apego refere-se ao vínculo que os iguais mantêm entre si; a veneração refere-se ao vínculo que os mais fracos têm para com os mais fortes (ou os que vieram depois têm com os que vieram antes); por fim, a bondade é o sentimento que os mais fortes têm em relação aos mais fracos (ou aos que vieram depois).


bookmark_borderO que é psicodrama

psicodrama | s. m.
psi·co·dra·ma
nome masculino

[Psicanálise]   [Psicanálise]   Improvisação dirigida de cenas que tem por finalidade fazer representar pelos doentes o seu comportamento na vida.


substantivo masculino Método de psicoterapia em grupo, criado em Viena pelo médico romeno Jakob Levy Moreno e que consiste em fazer os neuróticos improvisarem uma representação com cenas que retratem seu próprio comportamento na vida.


Psicodrama é uma psicoterapia em grupo em que a representação dramática improvisada é usada como núcleo de abordagem e exploração da psique humana e seus vínculos emocionais, visando à catarse e ao desenvolvimento da espontaneidade do indivíduo.


bookmark_borderO que é abstinência

abstinência | s. f.
abs·ti·nên·ci·a
(latim abstinentia, -ae, respeito pelo que é dos outros, acção de se abster )
substantivo feminino

1. Privação voluntária de algo.

2. [História natural]   [História natural]   Período durante o qual alguns animais não se alimentam por estarem entorpecidos.

3. [Religião católica]   [Religião católica]   Privação de certos alimentos. = JEJUM

4. Privação de actividade sexual. = CONTINÊNCIA


substantivo feminino Ação de abster, de se privar de alguma coisa, em particular de um alimento, por uma razão religiosa; privação: abstinência de carne.
Ação de se abster do contato ou de ter relações sexuais; continência.
Ação de evitar certos vícios dos quais se é dependente.
[Economia] Diminuição de consumo para acumulação de capital, através da manutenção da receita.
Etimologia (origem da palavra abstinência). Do latim abstinentia.ae.


Abstinência (do latim abstinentĭa,ae: ‘ação de se abster, temperança, domínio dos apetites’) é o ato de se abster ou privar-se de algo. Originalmente, o termo pertence ao vocabulário do estoico (conforme a máxima, atribuída a Epiteto, sustine et abstine: ‘suporta e abstém-te’) e cristão, no sentido de renúncia voluntária à satisfação de uma necessidade ou desejo.
Os motivos que levam uma pessoa a entrar em abstinência podem ser muitos, desde motivos de saúde até questões de ordem filosófica ou religiosa (como a abstenção de comer carne, por parte dos católicos, em todas as sextas-feira do ano). Na atualidade, a palavra adquiriu outros sentidos, aludindo principalmente à abstenção do consumo de álcool (abstemia) ou à abstinência sexual.


bookmark_borderO que é habituação

habituação | s. f. derivação fem. sing. de habituar
ha·bi·tu·a·ção
(habituar + -ção )
nome feminino

Acto ou efeito de habituar ou de se habituar. ≠ DESABITUAÇÃO
ha·bi·tu·ar ha·bi·tu·ar – Conjugar
(latim habituo, -are )
verbo transitivo

1. Acostumar (a outrem) a alguma coisa; afazer.verbo pronominal

2. Acostumar-se.


substantivo feminino Ato ou efeito de habituar ou habituar-se.
Em psicologia animal, redução progressiva e às vezes desaparecimento temporário de uma reação reflexa particular, na repetição de uma situação estimulante.


Habituação literalmente originado de habituar-se, criar hábito (Do lat. habitu). Em psicologia, refere-se a uma forma de forma de aprendizagem. Segundo Ernest R. Hilgard (1904-2001) professor de psicologia da Universidade Stanford é um dos quatro tipos básicos de aprendizagem, sendo esta a forma mais simples, distinguindo-se dos processos de aprendizagem descrito nas teorias e experimentos conhecidos como “condicionamento clássico” e “condicionamento operante” ou o grupo de teorias que descrevem a “aprendizagem complexa”.
Habituação é um exemplo de aprendizagem não associativa em que ocorre uma diminuição automática na intensidade de uma resposta a um estímulo repetitivo, fraco, sem consequências sérias, que permite, por exemplo, ignorar estímulos como ruídos, o tic tac de um relógio etc. Ainda segundo Hilgard (oc. p 282) trata-se de um processo que ocorre em quase todos os níveis do reino animal relacionado ao fenômeno similar que se denomina “sensibilização” ou o processo pelo qual um organismo aprende a intensificar sua reação a um estímulo se um efeito doloroso ou ameaçador que dele advém.
Em 1943, Harris em sua clássica revisão, denominou a “habituação” por “inativação ativada” ou “estimulada” comparando-a ao conhecido processo de “extinção” descrito nos experimentos behavioristas como: a ruptura da conexão entre uma resposta operante e seu reforçador. Contudo com afirmado anteriormente trata-se de um exemplo de aprendizagem não associativa, ou perene e deve-se distinguir os desempenhos que implicam numa retenção breve, com apagamento subsequente de outras que envolvem operações que permanecem por toda vida. Segundo Milner deve-se observar também que algumas exigem um esforço voluntário enquanto que outras ocorrem involuntariamente o que pode nos indicar que as diferentes formas de aprendizagem envolvem não só circuitos neurais diferentes com também diferente mecanismos neurais fundamentais.