bookmark_borderO que é poeira

substantivo feminino Terra ou qualquer outra matéria reduzida a pó.
O pó que está no ar.
Poeira atômica, as pequenas partículas, carregadas de energia nuclear, que ficam no ar após uma explosão atômica.
Poeira cósmica, conjunto de partículas espalhadas pelo espaço galáctico.


Poeira ou pó são uma quantidade de pequenas partículas de variadas origens, estruturas e composições, que se depositam a partir da suspensão pelo ar, causando sujeira em diversos objetos.
Algumas poeiras conhecidas:

Pó da casa, muitas vezes uma mistura de microfibras, pele morta, pequenas partículas e excremento de ácaros (ver também: Alergia)
Pólen das plantas
Poeira de farinha em padarias
Poeira de carvão e de pedra em minas
Poeira das construções, que surge na construção de casas ou na sua demolição.Como poeiras finas denominam-se partículas de pó com um diâmetro inferior a 10 micrômetros (10 µm = 0.01 mm).
Se as partículas de pó são inferiores a 5 micrômetros de diâmetro, elas podem penetrar a membrana exterior dos pulmões. A maioria dessas partículas acumula-se então nos espaços disponíveis dentro dos pulmões. Desse modo prolonga-se o trajeto de difusão para o oxigênio, o que dificulta a respiração e provoca a falta de ar do paciente.
A doença resultante chama-se de pneumoconiose, e é reconhecida geralmente como uma doença profissional típica dos mineradores.
O mesmo se pode dizer da doença denominada asbestose. No entanto, com a agravante de os filamentos ou microfibras de asbesto serem cancerígenos.
Farinha, pó da casa ou pólen podem provocar alergias.
Certas poeiras, quando distribuídas em grandes quantidades e constituídas de pós inflamáveis podem originar explosões por causa da sua grande superfície.


bookmark_borderO que é fadiga

fadiga | s. f. 3ª pess. sing. pres. ind. de fadigar 2ª pess. sing. imp. de fadigar
fa·di·ga
(derivação regressiva de fadigar )
substantivo feminino

1. Cansaço que resulta de um esforço qualquer (ex.: fadiga física, fadiga mental).

2. Trabalho árduo. = CANSEIRA

3. [Física]   [Física]   Diminuição gradual da resistência de um material ou equipamento, devido ao uso continuado ou a esforços repetidos. = DESGASTE

Sinónimo Sinônimo Geral: FATIGA
fa·di·gar fa·di·gar – Conjugar
(latim fatigo, -are )
verbo transitivo

1. Causar ou sentir fadiga ou cansaço. = AFADIGAR, CANSAR, EXAURIR, EXTENUAR ≠ DESCANSAR, DESFADIGAR

2. Causar aborrecimento ou enfado. = ABORRECER, CANSAR, ENFADAR, ENFASTIAR, FARTAR, MAÇAR ≠ ENTUSIASMAR, ESTIMULAR, INTERESSAR

3. Causar transtorno ou incómodo . = IMPORTUNAR, MOLESTAR

Sinónimo Sinônimo Geral: FATIGAR


substantivo feminino Sensação penosa causada pelo esforço ou pelo trabalho intenso.
Trabalho excessivamente cansativo; estafa ou esgotamento.
[Por Extensão] Diminuição gradativa da força de um equipamento, de um mecanismo etc., causada pelo seu uso contínuo.
Etimologia (origem da palavra fadiga). Forma regressiva de fatigar.


A palavra fadiga (ou também cansaço) é usada cotidianamente para descrever uma série de males subjetivos intrínsecos que vão desde um estado genérico de letargia até uma sensação específica de calor nos músculos provocada pelo trabalho intenso. Fisiologicamente, “fadiga” descreve a incapacidade de continuar funcionando ao nível normal da capacidade pessoal devido a uma percepção ampliada do esforço. Fadiga é onipresente na vida cotidiana, mas geralmente torna-se particularmente perceptível durante exercícios pesados. É o chamado esgotamento, na essência da palavra.
A fadiga possui duas formas; uma se manifesta como uma incapacidade muscular local para desenvolver um trabalho e a outra se manifesta como uma sensação abrangente de falta de energia, corporal ou sistêmica. Devido a estas duas facetas divergentes de sintomas de fadiga, tem sido proposto que as causas da fadiga sejam encaradas sob perspectivas “central” e “periférica”.A fadiga pode ser perigosa quando são realizadas tarefas que demandem concentração constante, tais como dirigir um veículo. Quando uma pessoa está suficientemente fatigada, ele ou ela pode experimentar períodos de microssono (perda de concentração). Todavia, testes cognitivos objetivos deverão ser feitos para diferenciar os déficits neurocognitivos dos males cerebrais daqueles atribuíveis ao cansaço.
Acredita-se que a sensação de fadiga origina-se no sistema ativador reticular na base do cérebro. Estruturas musculo-esqueléticas podem ter co-evoluído com estruturas cerebrais apropriadas de modo que todo o conjunto funcione de forma construtiva e adaptativa. Os sistemas conjuntos de músculos, juntas e funções proprioceptivas e cinestésicas mais partes do cérebro evoluem e funcionam conjuntamente de forma unitária).


bookmark_borderO que é loucura

loucura | s. f.
lou·cu·ra
nome feminino

1. Alienação mental.

2. Insensatez; imprudência.

3. Extravagância.

4. Doidice, acto descontrolado ou irreflectido .


substantivo feminino Qualidade de louco, desprovido de razão.
[Medicina] Distúrbio mental grave que impede alguém de viver em sociedade, definido pela incapacidade mental de agir, de sentir ou de pensar como o suposto; insanidade mental.
Ato ou comportamento próprio de louco; insensatez: rasgar dinheiro é uma ação de loucura.
Ato de extravagância; imprudência: fazer uma loucura.
Amor excessivo ou exagerado por: ele tem verdadeira loucura pelo filho.
Etimologia (origem da palavra loucura). Louco + ura.


A loucura ou insanidade é segundo a psicologia uma condição da mente humana caracterizada por pensamentos considerados anormais pela sociedade. É resultado de doença mental, quando não é classificada como a própria doença. A verdadeira constatação da insanidade mental de um indivíduo só pode ser feita por especialistas em psicopatologia.
Algumas visões sobre loucura defendem que o sujeito não está doente da mente, mas pode simplesmente ser uma maneira diferente de ser julgado pela sociedade. Na visão da lei civil, a insanidade revoga obrigações legais e até atos cometidos contra a sociedade civil com diagnóstico prévio de psicólogos, julgados então como insanidade mental.
Na profissão médica, o termo é agora evitado em favor de diagnósticos específicos de perturbações mentais, a presença de delírios ou alucinações é amplamente referida como a psicose. Quando se discute a doença mental, em termos gerais, psicopatologia é considerada uma designação preferida.


bookmark_borderO que é saúde

saúde | s. f. | interj. 1ª pess. sing. pres. conj. de saudar 3ª pess. sing. imp. de saudar 3ª pess. sing. pres. conj. de saudar
sa·ú·de
(latim salus, -utis )
substantivo feminino

1. Estado de bem-estar físico, mental e psicológico.

2. Robustez; vigor.interjeição

3. Expressão usada para desejar bem-estar ou felicidade a alguém, geralmente em brindes ou despedidas.

4. Expressão que se dirige a alguém que acabou de espirrar para lhe desejar saúde.
sau·dar |au| ou |a-u| sau·dar |au| ou |a-u| – Conjugar
(latim saluto, -are )
verbo transitivo

1. Cumprimentar; tirar o chapéu a.

2. Enviar recordações ou cumprimentos a.

3. Aclamar.

4. Salvar, cumprimentar com salvas.substantivo masculino

5. Saudação.


substantivo feminino Estado do organismo que está em equilíbrio com o ambiente, mantendo as condições necessárias para dar continuidade à vida.
Estado habitual de equilíbrio mental, físico e psicológico.
Condição de são, de quem está saudável: boa saúde.
Demonstração de força; vigor, robustez.
interjeição Saudação que se faz bebendo à saúde de alguém; brinde.
Expressão que se diz após alguém espirrar.
expressão Vender saúde. Ter uma saúde excelente.
Casa de saúde. Estabelecimento hospitalar; hospital.
Etimologia (origem da palavra saúde). Do latim salute, salvação.


A definição de saúde possui implicações legais, sociais e econômicas dos estados de saúde e doença; sem dúvida, a definição mais difundida é a encontrada no preâmbulo da Constituição da Organização Mundial da Saúde: saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças.


bookmark_borderO que é vacina

vacina | s. f. 3ª pess. sing. pres. ind. de vacinar 2ª pess. sing. imp. de vacinar
va·ci·na
(francês vaccine, do latim científico [variola] vaccina, varíola das vacas )
substantivo feminino

1. Doença da vaca ou do cavalo que se pode transmitir ao homem e que confere a este a imunidade variólica.

2. Qualquer substância que, inoculada num indivíduo, lhe confere imunidade contra uma determinada doença.

3. Em especial, líquido seroso, proveniente de uma pústula, que se desenvolve nas tetas da vaca, e que se emprega por meio de inoculação para preservar da varíola.

4. Vacinação.
Ver também dúvida linguística: pronúncia de vacina.

va·ci·nar va·ci·nar – Conjugar
verbo transitivo

Inocular a vacina em.


substantivo feminino Substância que, contendo certos agentes patológicos, mortos ou atenuados, é introduzida no organismo para provocar a formação de anticorpos, desenvolvendo imunidade às doenças por eles causadas.
[Informática] Antivírus; programa cuja função é proteger o computador do ataque de vírus.
Etimologia (origem da palavra vacina). Do francês vaccine.


Uma vacina é uma preparação biológica que fornece imunidade adquirida ativa para uma doença particular. Uma vacina tipicamente contém um agente que se assemelha a um microrganismo causador de doenças e é muitas vezes feito de formas enfraquecidas ou mortas do micróbio, das suas toxinas ou de uma das suas proteínas de superfície. O agente estimula o sistema imunológico do corpo para reconhecê-lo como uma ameaça, destruí-lo e a manter um registro dele para que o sistema imunológico possa mais facilmente reconhecer e destruir qualquer um desses microrganismos que mais tarde encontre. As vacinas podem ser profilácticas (exemplo: para prevenir ou melhorar os efeitos de uma futura infecção por qualquer patógeno natural ou “selvagem”), ou terapêuticas (por exemplo, vacinas contra o câncer estão a ser pesquisadas).
A administração de vacinas é chamada vacinação e sua eficácia tem sido amplamente estudada e verificada; por exemplo, a vacina contra a gripe, a vacina contra o HPV e a vacina contra a varicela. A vacinação é o método mais eficaz de prevenção de doenças infecciosas, a imunidade generalizada devido à vacinação é amplamente responsável pela erradicação mundial da varíola e pela restrição de doenças como poliomielite, sarampo e tétano de grande parte do mundo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) relata que as vacinas licenciadas estão atualmente disponíveis para prevenir ou contribuir para a prevenção e controle de 25 infecções.Os termos “vacina” e “vacinação” são derivados de Variolae vaccinae (varíola da vaca), o termo inventado por Edward Jenner para denotar a varíola bovina. Em 1881, para homenagear Jenner, Louis Pasteur propôs que os termos fossem estendidos para cobrir as novas inoculações protetoras então em desenvolvimento.


bookmark_borderO que é icterícia

icterícia | s. f.
ic·te·rí·ci·a |icte| ic·te·rí·ci·a |icte|
(ictérico + -ia )
substantivo feminino

[Medicina]   [Medicina]   Sinal clínico caracterizado por amarelidão na pele, na esclerótica e nas secreções, devido a presença de pigmentos biliares.


substantivo feminino Síndrome que caracteriza várias doenças, definida pela coloração amarelada da pele, das mucosas, dos olhos, sendo provocada pelo aparecimento excessivo de pigmentos provenientes da bile.
[Gramática] Nome comum: tiriça.
Etimologia (origem da palavra icterícia). Do latim ictericus.a.um; octeritia.


Icterícia é a pigmentação amarela ou verde da pele e da parte branca do olho causada por níveis elevados de bilirrubina no sangue. Em muitos casos está associada a prurido. As fezes podem ser de cor clara e a urina de cor escura. A icterícia em recém-nascidos ocorre na primeira semana de mais de metade dos nascimentos e na maior parte dos casos não é um problema. No entanto, se os níveis de bilirrubina se mantiverem elevados por muito tempo podem causar uma lesão cerebral denominada querníctero.As causas de icterícia são variadas, desde as que não são um problema sério até às que são potencialmente fatais. A concentração normal de bilirrubina no plasma sanguíneo é inferior a 1,0 mg/dL (17 µmol/L). A icterícia é geralmente causada por concentrações superiores a 2–3 mg/dL (34-51 µmol/L), condição que se denomina hiperbilirrubinemia. A hiperbilirrubinemia divide-se em dois tipos: não conjugada (indireta) e conjugada (direta). O diagnóstico de hiperbilirrubinemia conjugada pode ser confirmado com a deteção de bilirrubina na urina.A hiperbilirrubina não conjugada pode ser o resultado de anemia hemolítica, hematomas de grande dimensão, condições genéticas como a síndrome de Gilbert, não comer durante muito tempo, icterícia neonatal ou doenças da tiróide. A hiperbilirrubina conjugada pode ser o resultado de doenças do fígado como a cirrose ou hepatite, infeções, alguns medicamentos ou bloqueio do canal biliar. Em países desenvolvidos, as causas mais comuns são o bloqueio do canal biliar ou medicamentos, enquanto em países em vias de desenvolvimento, as causas mais comuns são infeções como a hepatite viral, leptospirose, esquistossomose ou malária. O bloqueio do canal biliar pode ser o resultado de cálculos na vesícula, cancro ou pancreatite. Os bloqueios do canal biliar podem ser diagnosticados com exames imagiológicos como a ecografia. Entre outras condições que causam pigmentação amarela da pele mas que não são icterícia estão a concentração excessiva de carotenoides resultante da ingestão excessiva de carotenos na dieta e alguns medicamentos como a rifampicina.O tratamento de icterícia depende da causa subjacente. Na presença de um bloqueio do canal biliar, geralmente é necessária uma intervenção cirúrgica. Nos outros casos, o tratamento é médico. O tratamento médico pode consistir no tratamento das causas infecciosas e em interromper o uso de medicamentos que possam estar a contribuir para a situação. Em recém-nascidos, dependendo da idade e da prematuridade, os níveis de bilirrubina superiores a 4–21 mg/dL (68-360 µmol/L) podem ser tratados com fototerapia ou transfusão de sangue. O prurido associado pode ser aliviado com o dreno da vesícula biliar ou com ácido ursodesoxicólico.


bookmark_borderO que é letargia

letargia | s. f.
le·tar·gi·a
nome feminino

1. Sono profundo em que a circulação e a respiração parecem estar suspensas.

2. [Figurado]   [Figurado]   Apatia, indolência extrema.


substantivo feminino Estado de inconsciência que se assemelha ao sono profundo.
[Figurado] Ausência de ânimo; excesso de preguiça; desânimo: ela não conseguiu tirar o filho da letargia.
[Por Extensão] Incapacidade para assimilar ou para responder às sensações, aos sentimentos, às emoções; desinteresse: a letargia de uma sociedade adormecida pelos abusos do governo.
[Psicologia] Condição intensa e demorada de inconsciência que, assemelhando-se ao sono profundo, faz com que uma pessoa seja despertada, mas volte à sua mesma condição (de inconsciência) logo após.
Etimologia (origem da palavra letargia). Do grego lethargía.


Letargia (do latim lethargia: lethe — esquecimento e argia — inação), é a perda temporária ou completa da sensibilidade e do movimento por causa fisiológica, ainda não identificada, levando o indivíduo a um estado mórbido em que as funções vitais estão atenuadas de tal forma que parece estarem suspensas, dando ao corpo a aparência de morte.
O paciente jaz imóvel, os membros pendentes sem rigidez alguma, a respiração e o pulso ficam praticamente imperceptíveis, as pupilas dilatadas e sem reação à luz. Há casos em que o paciente, apesar da inércia absoluta, tudo percebe e compreende, mas se encontra totalmente impossibilitado de reagir de qualquer forma. Por motivo da atividade psíquica conservada durante esse estado letárgico, dá-se o nome de letargia lúcida.
Antigamente, devido a falta de recursos da medicina, havia casos de pessoas dadas como mortas e que, posteriormente, no caso de exumações, verificou-se que o cadáver se encontrava em posição diferente da qual fora colocado no caixão ou de tampas arranhadas, sugerindo que tais pessoas foram enterradas vivas durante um estado letárgico. Atualmente a medicina reconhece como mortas somente as pessoas que não apresentem nenhuma atividade cerebral, o que impossibilitaria tal fato.
Assistindo ao filme “Tempo de Despertar” pode se ter uma ideia clara de exemplo de letargia.


bookmark_borderO que é candidíase

candidíase | s. f.
can·di·dí·a·se
(cândida + -íase )
substantivo feminino

[Medicina]   [Medicina]   Infecção aguda ou subaguda causada por fungos do género Candida albicans. = CANDIDOSE


substantivo feminino [Medicina] Infecção ocasionada por fungos do gênero Candida, podendo aparecer na vagina, boca ou em outras partes do corpo; monilíase.
Etimologia (origem da palavra candidíase). Do latim Candida + íase.


Candidíase é uma infecção fúngica causada por qualquer tipo do fungo Candida. Quando a doença afeta a boca é denominada candidíase oral. O sintoma mais evidente de candidíase oral são manchas brancas na língua ou em outras partes da boca e da garganta. A boca pode também apresentar-se dolorida e haver dificuldade em engolir. Quando a doença afeta a vagina é denominada candidíase vaginal. Entre os sinais e sintomas da candidíase vaginal estão prurido e irritação vaginais e, por vezes, um corrimento vaginal branco semelhante a queijo fresco. Ainda que de forma menos comum, o pénis pode também ser afetado causando prurido. Muito raramente a infeção pode tornar-se invasiva e espalhar-se por todo o corpo, causando febre e outros sintomas que dependem das partes do corpo afetadas.A doença pode ser causada por mais de vinte tipos de fungos do género Candida, um tipo de levedura, dos quais a Candida albicans é o mais comum. As infeções da boca são mais comuns entre crianças com menos de um mês de idade, idosos e pessoas com debilidade imunitária. Entre as condições que causam esta debilidade estão a SIDA, os medicamentos usados em transplante de órgãos, diabetes e o uso de corticosteroides. Entre outros fatores de risco estão o uso de próteses dentárias e o uso de antibióticos. As infeções vaginais ocorrem com maior frequência durante a gravidez, em pessoas com debilidades imunitárias e que se encontram a tomar antibióticos. Os fatores de risco para que a infeção se espalhe pelo corpo incluem estar presente numa unidade de cuidados intensivos, o período pós-cirurgia, recém-nascidos com pouco peso e pessoas com sistema imunitário debilitado.Entre as medidas para prevenir infeções estão a lavagem da boca com gluconato de clorexidina em pessoas com debilidade imunitária, e a lavagem da boca após a inalação de esteroides. Há poucas evidências que apoiem o uso de probióticos, tanto na prevenção como no tratamento, mesmo entre pessoas com infeções vaginais frequentes. No caso de infeções da boca, o tratamento com nistatina ou clotrimazol de aplicação tópica é geralmente eficaz. No caso destes medicamentos não resultarem, pode ser usado fluconazol, itraconazol ou anfotericina B de administração oral ou intravenosa. No caso das infeções vaginais, podem ser usados diversos antifúngicos de aplicação tópica, entre os quais clotrimazol. Em pessoas em que a doença se espalhou pelo corpo, podem ser usadas equinocandinas como a caspofungina ou a micafungina. Em alternativa, pode ser administrada anfotericina B por via injetável ao longo de algumas semanas. Em alguns grupos de risco muito elevado podem ser usados antifúngicos como medida de prevenção.Cerca de 6% dos recém-nascidos com menos de um mês de idade apresentam infeções da boca. Cerca de 20% das pessoas em tratamentos de quimioterapia para o cancro e 20% das pessoas com SIDA também desenvolvem a doença. Cerca de três quartos da mulheres apresentam pelo menos uma infeção por leveduras em determinado momento da vida. A doença disseminada pelo corpo é rara, exceto em grupos de maior risco.


bookmark_borderO que é hemorragia

hemorragia | s. f.
he·mor·ra·gi·a
substantivo feminino

1. Derramamento de sangue para fora dos vasos que o devem conter.

2. Fluxo de sangue.

hemorragia cerebral • Apoplexia.

hemorragia cutânea • Suor de sangue.

hemorragia nasal • Epistaxe.


substantivo feminino Em que há escoamento ou derramamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
Hemorragia externa. Quando o sangue se espalha pelo exterior do corpo.
Hemorragia interna. Quando o sangue se espalha nos tecidos ou nas cavidades naturais do organismo (dentro do corpo).
Etimologia (origem da palavra hemorragia). Do latim haemorrhagia; do grego haimorrhagía.


Hemorragia é a perda de sangue do sistema circulatório. A resposta inicial do sistema cárdio-circulatório à perda aguda de sangue é um mecanismo compensatório, isto é, ocorre vasoconstrição cutânea, muscular e visceral, para tentar manter o fluxo sanguíneo para os rins, coração e cérebro, órgãos mais importantes para a manutenção da vida. Ocorre também um aumento da frequência cardíaca para tentar manter o débito cardíaco. Assim, a taquicardia é muitas vezes o primeiro sinal de choque hipovolêmico. Como as catecolaminas provocam um aumento da resistência vascular periférica, a pressão diastólica tende a aumentar, ficando mais próxima da pressão sistólica. A liberação de outros hormônios nesta fase faz com que a pessoa fique extremamente pálida, com o coração disparado (taquicardia), e com o pulso fino e difícil de palpar (a pressão de pulso é dada pela diferença entre a pressão sistólica e diastólica). Apesar de todo este mecanismo compensatório, existe um limite além do qual o organismo entra em falência. Pessoas vítimas de traumas com perdas sanguíneas importantes e que demoram para receber socorro médico podem ter isquémia temporária dos tecidos, com a liberação de substâncias típicas do metabolismo anaeróbio (sem utilização de oxigênio). Permanecendo mais tempo ocorre a falta de energia para manter a membrana celular normal e o gradiente elétrico. A célula, não suportando mais a isquémia, inicia a rotura de lisossomos e a autodigestão celular. O sódio e a água entram na célula, com edema celular. Também pode ocorrer depósito intracelular de cálcio. Não sendo revertido o processo ocorre finalmente a morte.
Recebendo assistência médica, o volume sanguíneo é inicialmente reposto através de soluções salinas através de um tipo de agulha calibrosa diretamente na veia. Dependendo da fase de isquémia em que a célula se encontra, ao ser refeito o volume sanguíneo por diluição pode acontecer de retornarem para a circulação geral aquelas substâncias tóxicas liberadas pela célula em sofrimento. Isto é conhecido como a “Síndrome da Reperfusão”, com um intenso edema generalizado.
O choque hipovolêmico deve ser tratado com volume, isto é, com soro fisiológico e solução de Ringer. Casos mais graves podem requerer soluções gelatinosas, mas existe um volume máximo desta solução que se ultrapassado intoxica e mata o paciente. Este volume é em torno de 1000 ml para um adulto normal. Todas as tentativas para parar a perda sanguínea devem ser feitas, incluindo cirurgias visando a hemostasia. Este é o motivo do cirurgião comandar o atendimento ao paciente politraumatizado. Alcançado este ponto, somente a transfusão sanguínea pode manter a vida do doente.


bookmark_borderO que é apneia

apneia apnéia apneia | s. f.
ap·nei·a ap·néi·a ap·nei·a
(a- + -pneia )
nome feminino

1. [Medicina]   [Medicina]   Suspensão da respiração.

2. [Desporto]   [Esporte]   Modalidade aquática em que o praticante, geralmente munido de máscara de mergulho, respirador e barbatanas , sustém a respiração debaixo de água e assim permanece submerso durante determinado tempo, determinada distância ou determinada profundidade, usando apenas a sua reserva de ar dos pulmões.• Grafia no Brasil: apnéia. • Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990:apneia. • Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990:apnéia
• Grafia em Portugal:apneia.


substantivo feminino Ausência ou interrupção momentânea da respiração.
[Por Extensão] Obstrução completa da passagem de ar para os pulmões.
Apneia do Sono. Distúrbio do sono que se caracteriza por alterações em que a respiração é interrompida e recomeça repetidamente.
Etimologia (origem da palavra apneia). An + pneia.


Apneia (do em grego: ἄπνοια, a = prefixo de negação e pneia = respirar) designa a suspensão voluntária ou involuntária da ventilação, ou a interrupção da comunicação do ar atmosférico com as vias aéreas inferiores e pulmões.
Uma vez que a respiração em nível celular continua ocorrendo enquanto houver oferta de oxigênio suficiente nos pulmões, mesmo sem o contato com o ar atmosférico, os seres pulmonados podem sobreviver em apneia durante alguns minutos. Algumas baleias podem permanecer em apneia por mais de 90 minutos, enquanto que os seres humanos, em média, suportam cerca de 2 minutos. Alguns atletas especialistas conseguem ultrapassar os 5 minutos, mantendo a lucidez.
O mergulho em apneia ou mergulho livre é um esporte que abrange diversas modalidades, as quais consistem basicamente em o atleta permanecer o maior tempo submerso ou percorrer a maior distância ou profundidade sob a água e sem o auxílio de equipamentos para a respiração, ou seja, apenas com a reserva de ar de seus pulmões. Pode ser praticado em piscinas, rios, lagos ou no mar.
Atualmente o recorde mundial de apneia estática pertence ao Suiço Peter Colat, que em 17 de Setembro de 2011 se tornou o ser humano com o maior tempo de apneia, com 21 minutos e 33 segundos sem respirar.