bookmark_borderO que é definição

definição | s. f. derivação fem. sing. de definir
de·fi·ni·ção
(latim definitio, -onis )
substantivo feminino

1. Explicação clara e breve.

2. Decisão em matéria duvidosa.

3. [Retórica]   [Retórica]   Exposição dos diversos lados pelos quais se pode encarar um assunto.
de·fi·nir de·fi·nir – Conjugar
(latim definio, -ire )
verbo transitivo

1. Dar a significação, o sentido, a definição de.

2. Explicar; revelar.

3. Determinar, fixar.

4. Decidir.

5. Decretar (em matéria religiosa).verbo pronominal

6. Ser definido; depreender-se.


substantivo feminino Explicação do sentido de uma palavra, vocábulo, expressão, pensamento, conceito: qual seria a definição de amor?
Descrição de algo ou de alguém, partindo de suas características distintivas: definição de um produto, de um comportamento.
Capacidade de decidir, de determinar; resolução: definição de uma meta.
Demonstração ou expressão clara; revelação: o mau humor é a definição do descontentamento.
[Linguística] Mecanismo linguístico que procura determinar clara e precisamente um conceito ou objeto.
Nitidez e exatidão na reprodução de um som.
Etimologia (origem da palavra definição). Do latim definitio.onis.


Uma definição é um enunciado que explica o significado de um termo (uma palavra, frase ou um conjunto de símbolos). O termo a ser definido é chamado definiendum. O termo pode ter muitos sentidos diferentes. Para cada sentido ou significado, um definiens pode ser estabelecido através de uma série de palavras que definem o termo (ou esclarece a intenção do falante). Por exemplo: para bem definir o que é vegan, ao definiendum (a palavra “vegan” em si mesma) deve ser dado um definiens (na verdade, no caso dessa palavra em particular, serão pelo menos dois definiens: (1) “uma pessoa que em sua forma de viver é contra, na medida do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais(veganismo)” e (2) “alguém de Vega, uma cidade pertencente à Noruega”).Uma definição pode variar em precisão e popularidade. A palavra “vegan”, por exemplo, raramente quer dizer “alguém de Vega, na Noruega”. Há também diferentes tipos de definição, visando propósitos distintos (definição intencional, extensional, descritiva, estipulativa, etc.).
Como uma definição usa palavras para definir ou esclarecer uma palavra, uma dificuldade comum nessa prática é ter de escolher termos cuja compreensão seja mais acessível que a daquele que se quer definir. Se os termos usados para definir uma palavra carecerem eles mesmos de esclarecimento, a definição proposta não terá utilidade alguma.
Definições de dicionário geralmente contêm detalhes adicionais sobre a palavra, como a etimologia, a língua de origem e os sentidos já obsoletos.


bookmark_borderO que é tropo

tropo | s. m. tropo | adj.
tro·po |ô| ou |ó| tro·po |ó| 1
(grego trópos, -ou, direcção )
nome masculino

1. [Retórica]   [Retórica]   Emprego de uma palavra ou expressão em sentido figurado. = FIGURA

2. [Filosofia]   [Filosofia]   Cada um dos vários argumentos com que os filósofos cépticos gregos da Antiguidade pretendiam provar a impossibilidade de alcançar a verdade. (Mais usado no plural.)

3. [Música]   [Música]   Na Grécia Antiga, determinação da altura absoluta na escala musical.

4. [Música]   [Música]   Processo de ampliação usado no canto gregoriano, com intercalações de partes com melodia e texto.

5. [Teatro]   [Teatro]   Pequeno diálogo ou recitativo incluído na liturgia da missa, que foi umas das primeiras manifestações teatrais medievais.Plural: tropos |ô|. Plural: tropos |ô|.
tro·po |ô| tro·po |ô| 2
(redução de trôpego )
adjectivo adjetivo

[Informal]   [Informal]   Que sente dificuldade em movimentar-se ou a mover algum membro. = TRÔPEGOPlural: tropos |ô|. Plural: tropos |ô|.


substantivo masculino [Retórica] Emprego de uma palavra no sentido figurado, atribuindo-lhe uma significação não literal nem habitual, geralmente transferindo o sentido de uma palavra para outra: a metáfora é um tipo de tropo.
[Gramática] Figura de linguagem em que se emprega uma palavra com um sentido diferente do habitual.
[Teatro] Diálogo breve que, fazendo parte da liturgia de uma missa, pode ser definido como umas das primeiras manifestações do teatro na Idade Média.
[Filosofia] Premissas gregas de natureza cética, incrédula, descrente, que visam provar ser impossível e inútil a busca pela verdade (mais usado no plural: tropos).
[Música] Na Grécia antiga, determinação da altura absoluta de uma escala musical; tom.
[Música] No canto gregoriano, ato de intercalar partes com melodia e textos ditos melodicamente.
Etimologia (origem da palavra tropo). Do grego trópos, “volta” + do latim tropu.


Um tropo (do grego τρόπος, transl. trópos, ‘direção’, ‘giro’, do verbo trépo, “girar”), é uma figura de linguagem ou da retórica onde ocorre uma mudança de significado, seja interna (em nível do pensamento) ou externa (em nível da palavra). No primeiro caso e quando ocorre apenas uma associação de ideias, dá-se o nome de perífrase; se a associação de ideias é de caráter comparativo, produz-se uma metáfora, que é o tropo por excelência. A palavra também é usada para definir clichês em obras de ficção.A retórica clássica, segundo Lausberg, somente classifica como tropos a sinédoque, a antonomásia, a ênfase, a lítotes (“atenuação”), a hipérbole, a metonímia, a metáfora, a perífrase, a ironia e a metalepse (um tipo raro de metonímia).
Na música da Grécia Antiga, indicava a altura baseada na oitava média das vozes e que dava forma ao elemento principal da estrutura musical. Na música medieval, significava a ampliação do canto litúrgico através da inserção de textos curtos que facilitavam a memorização da música e que deram origem ao drama musical a partir do século IX.


bookmark_borderO que é semântica

semântica | s. f. fem. sing. de semântico
se·mân·ti·ca
(francês sémantique )
nome feminino

1. [Linguística]   [Lingüística]   [Linguística]   Ramo da linguística que estuda o significado das palavras.

2. [Lógica]   [Lógica]   Estudo das relações entre os signos e os seus referentes.
se·mân·ti·co se·mân·ti·co
adjectivo adjetivo

1. Relativo à semântica.

2. Relativo a significação, ao significado. = SIGNIFICATIVO


substantivo feminino Parte da linguística que se dedica ao estudo do significado das palavras e da interpretação das frases ou dos enunciados.
[Linguística] Análise da significação nas línguas naturais, sendo ela sincrônica, tendo em conta a evolução da língua, ou diacrônica, num tempo passado.
[Filologia] Ciência que analisa a evolução do sentido das palavras e de outros símbolos utilizados na comunicação humana.
Etimologia (origem da palavra semântica). Do francês sémantique; do grego semantiké.


Semântica (do grego σημαντικός, sēmantiká, plural neutro de sēmantikós, derivado de sema, sinal) é o estudo do significado. Incide sobre a relação entre significantes, tais como palavras, frases, sinais e símbolos, e o que eles representam, a sua denotação.
A semântica linguística estuda o significado usado por seres humanos para se expressar através da linguagem. Outras formas de semântica incluem a semântica nas linguagens de programação, lógica formal, e semiótica.
A semântica contrapõe-se com frequência à sintaxe, caso em que a primeira se ocupa do que algo significa, enquanto a segunda se debruça sobre as estruturas ou padrões formais do modo como esse algo é expresso (por exemplo, as relações entre predicados e seus argumentos). Dependendo da concepção de significado das palavras leva em consideração:
Sinonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados iguais ou semelhantes, ou seja, os sinônimos. Exemplos: Cômico – engraçado / Débil – fraco, frágil / Distante – afastado, remoto.
Antonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados diferentes, contrários, isto é, os antônimos: Exemplos. Economizar – gastar / Bem – mal / Bom – ruim.
Homonímia: É a relação entre duas ou mais palavras que, apesar de possuírem significados diferentes, possuem a mesma estrutura fonológica, ou seja, os homônimos.
As homônimas podem ser:

Homógrafas: palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia. Exemplos: gosto (substantivo) – gosto / (1ª pessoa singular presente indicativo do verbo gostar) / sua (pronome) de você, de si – sua (verbo) de suar;
Homófonas: palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita. Exemplos: cela (substantivo) – sela (verbo) / cessão (substantivo) – sessão (substantivo) / cerrar (verbo) – serrar ( verbo) / concerto (substantivo) – conserto (1ª pessoa singular presente indicativo do verbo consertar);
Perfeitas: palavras iguais na pronúncia e na escrita. Exemplos: cura (verbo) – cura (substantivo) / verão (verbo) – verão (substantivo) / cedo (verbo) – cedo (advérbio);
Paronímia: É a relação que se estabelece entre duas ou mais palavras que possuem significados diferentes, mas são muito parecidas na pronúncia e na escrita, isto é, os parônimos: Exemplos: cavaleiro – cavalheiro / absolver – absorver / comprimento – cumprimento/ aura (atmosfera) – áurea (dourada)/ conjectura (suposição) – conjuntura (situação decorrente dos acontecimentos)/ descriminar (desculpabilizar) – discriminar (diferenciar)/ desfolhar (tirar ou perder as folhas) – folhear (passar as folhas de uma publicação)/ despercebido (não notado) – desapercebido (desacautelado)/ geminada (duplicada) – germinada (que germinou)/ mugir (soltar mugidos) – mungir (ordenhar)/ percursor (que percorre) – precursor (que antecipa os outros)/ sobrescrever (endereçar) – subscrever (aprovar, assinar)/ veicular (transmitir) – vincular (ligar) / descrição – discrição / onicolor – unicolor.
Polissemia: É a propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar vários significados. Exemplos: Ele ocupa um alto posto na empresa. / Abasteci meu carro no posto da esquina. / Os convites eram de graça. / Os fiéis agradecem a graça recebida.
Homonímia: Identidade fonética entre formas de significados e origem completamente distintos. Exemplos: São(Presente do verbo ser) – São (santo)
Hiperônimo: é uma palavra que pertence ao mesmo campo semântico de outra mas com o sentido mais abrangente, podendo ter várias possibilidades para um único hipônimo.Por exemplo, a palavra flor está associada a todos os tipos de flores: rosa, dália, violeta, etc..

Hipônimo: têm sentido mais restrito que os hiperônimos, ou seja, hipônimo é um vocábulo mais específico. Por exemplo: Observar, examinar, olhar, enxergar são hipônimos de ver.Hiperônimo e hipônimo são dois termos usados pela semântica moderna. São elementos importantes na coesão do texto evitando repetições através da retomada de ideias anteriores.
Conotação e Denotação:

Conotação: é o uso da palavra com um significado diferente do original, criado pelo contexto. Exemplos: Você tem um coração de pedra.
Denotação: é o uso da palavra com o seu sentido original. Exemplos: Pedra é um corpo duro e sólido, da natureza das rochas. A construção de um muro de pedras.


bookmark_borderO que é escopo

escopo | s. m.
es·co·po |ô| es·co·po |ô|
(latim scopus, -i, do grego skopós, -oú, observador, espião, vigilante )
substantivo masculino

1. Local bem determinado a que se aponta para atingir. = ALVO, MIRA

2. Objectivo que se pretende atingir. = DESÍGNIO, FIM, INTUITO, PROPÓSITO

3. Limite ou abrangência de uma operação (ex.: ainda não definiram o escopo da campanha).Plural: escopos |ô|. Plural: escopos |ô|.Confrontar: escopro.


substantivo masculino Ponto que se deseja alcançar; alvo: o escopo da proposta era erradicar a fome.
Aquilo que se tem por finalidade; propósito.
Somatória de tudo que se pode referir a um projeto; descrição detalhada de um projeto, de seus propósitos: escopo de projeto.
Delimitação das atividades: traçou o escopo de sua profissão.
Extensão irrestrita ou ocasião favorável ao pensamento, à ação: descrever uma ciência é expressar seu real escopo.
[Gramática] Elemento gramatical através do qual se interpreta o predicado.
Etimologia (origem da palavra escopo). Do grego skopós.oû; pelo latim scopus.i.


O escopo, no âmbito da gestão de projetos, designa a especificação do limite dentro do qual os recursos de sistema podem ser utilizados, ou seja, o seu propósito.No âmbito da Matemática, o escopo de um operador pode ser explicado através de alguns exemplos.
Na aritmética, quando adicionamos uma lista de números; por exemplo:

2
+
4
+
5

{\displaystyle 2+4+5}
, a ordem da adição não faz diferença para o resultado (se primeiro adicionamos 2 e 4 , ou se primeiro adicionamos 4 e 5). Todavia, quando outra operação está envolvida, a ordem faz diferença. P.ex., faz diferença para o resultado de

2
+
4
×
5

{\displaystyle 2+4\times 5}
, se primeiro adicionamos 2 e 4, e depois multiplicamos o resultado por 5, ou se primeiro multiplicamos 4 e 5, e depois adicionamos 2. Assim,

2
+
4
×
5

{\displaystyle 2+4\times 5}
é ambígua entre

2
+
(
4
×
5
)

{\displaystyle 2+(4\times 5)}
e

(
2
+
4
)
×
5

{\displaystyle (2+4)\times 5}
, ambigüidade que pode ser facilmente evitada, como fica claro, usando parênteses.
Procede-se da mesma maneira em lógica, tal como no chamado cálculo proposicional. Por exemplo, em notação quase-formal, distinguimos ((P ou Q) e R), de (P ou (Q e R)) — onde P , Q e R são variáveis proposicionais, e ou e e têm a força lógica da disjunção e da conjunção. O recurso aos parênteses, nesse caso, também evita ambiguidades, de modo que uma fórmula complexa possa ser decomposta de uma única maneira em seus átomos, e pela atribuição de um valor de verdade aos átomos resulte um único valor de verdade para a fórmula complexa.
Fálacias de escopo podem ser geradas, também, quando estão envolvidos operadores do cálculo de predicados, ou seja os quantificadores existenciais e universais, em particular, no que se chama “generalidade múltipla”. Por exemplo:

(1) Todo garoto ama uma garota.Essa frase admite pelo menos duas leituras, conforme consideremos como amplo ou como restrito os escopos dos quantificadores universal (representado por “todo”) e existencial (representado por “uma”).
Talvez os casos mais interessantes para o exame da noção de escopo sejam aqueles envolvendo a interação entre operadores chamados extensionais (como os do cálculo proposicional e do cálculo de predicados) e operadores chamados intensionais ou hiperintensionais (como os das váriaveis lógicas modais e epistêmicas). Por exemplo:

(2) Todos os números pares são necessariamente múltiplos de 2.em que interagem o quantificador universal e o operador modal (representado por “necessariamente”). Willar Quine objetou a certas interações entre operadores modais e extensionais por nos comprometerem com alguma forma de essencialismo.
Um dos mais famosos tratamentos dado à noção de escopo — e que nortearia uma parte do debate em torno das relações entre referência e modalidade — é o de Bertrand Russell, em sua teoria das descrições definidas. Russell distingue a ocorrência primária de uma descrição da ocorrência secundária (ou n-ária) da mesma ou de outra descrição — o que nada mais é também do que uma distinção de escopo –, relativamente aos escopos de outros operadores. Por exemplo:

(3) George IV crê que Scott é o autor de Waverley.admitiria, segundo Russell, duas interpretações, conforme a descrição definida “o autor de Waverley” tenha uma ocorrência primária, a saber,

(3.1) Existe pelo menos um x, existe no máximo um x, e x escreveu Waverley, e George IV crê que Scott=x.ou conforme a descrição definida tenha uma ocorrência secundária, a saber,

(3.2) George IV crê que existe pelo menos um x, que existe no máximo um x, e que x escreveu Waverley.A análise de (3) procede de acordo com as regras que Russell fornece informalmente em “On Denoting” (1905) e formalmente em Principia Mathematica (1910-13).
Numa terminologia que também pode ser usada para capturar as distinções propostas por Russell, diz-se que em (3.2) a atitude proposicional crer é de dicto, i.e., que George IV crê numa proposição (dictum), nesse caso, numa proposição geral; e que em (3.1) temos uma atitude de re, a crença de George IV numa coisa (res) (cf. crença). Uma questão adicional envolvida é saber de que entidade essa atitude é de re — se é que é de alguma entidade.


bookmark_borderO que é intensão

intensão | s. f.
in·ten·são
(latim intensio, -onis, acção de esticar )
substantivo feminino

1. Acto ou efeito de aumentar a tensão ou de tornar intenso.

2. Alto grau de tensão, de força, de veemência (ex.: intensão da febre). = INTENSIDADE

3. [Fonética]   [Fonética]   Primeira etapa da articulação de uma consoante.Confrontar: intenção.


substantivo feminino Ato ou resultado de aumentar a tensão; esse aumento de tensão.
Nível de força, de movimento, de energia; intensidade.
Ação de intensar, de aumentar ou estimular.
[Fonética] Fase inicial de articulação de uma consoante; catástase.
Etimologia (origem da palavra intensão). Do latim intensio.onis.


Em Filosofia da linguagem, e em semântica, intensão é o conceito contido numa expressão linguística que refere um objeto (ou objetos), o qual constitui a extensão da expressão.
Deve-se ter atenção que este termo técnico da Filosofia (com s) não tem nada a ver com o outro termo técnico filosófico “intencional” (com c), tendo este a ver com o conceito filosófico de intencionalidade.Nota: Intensão e intensionalidade (estado de ter intensão) não devem ser confundidos com intenção e intencionalidade, que são palavras homônimas e podem surgir ocasionalmente no mesmo contexto filosófico. Intenção tem sua origem na palavra em latim intentio sofrendo evolução em português para a terminação -ção. Por outro lado, Intensão tem sua origem na palavra intensionis. Tal palavra latina manteve o -s em sua evolução.
Numa certa acepção da palavra é também usual dizer-se que a intensão de uma expressão linguística é, pelo menos, o seu significado cognitivo.

Apesar de os termos “estrela da manhã” e “estrela da tarde” se referirem à mesma extensão, a saber, o planeta Vênus, diferem em intensão, pois diferem manifestamente em conteúdo conceptual.Enquanto que a extensão de uma palavra corresponde ao conjunto de entidades que ela escolhe no mundo, sua intensão corresponde ao seu sentido inerente, o conceito que ela evoca.Em linguística, lógica, filosofia e/ou em outros campos, uma intensão é alguma propriedade ou qualidade conotada por uma palavra, frase, ou outro símbolo.
No caso de uma palavra, a definição da própria palavra frequentemente pode implicar em uma intenção. Um exemplo é a intenção da palavra ‘[planta]’ incluí propriedades tais como “composto de celulose”, “vivo” e “organismo”, etc. Compreensão é a coleção de todas as intensões.
O significado de uma palavra pode ser entendido como a ideia que a palavra significa e a forma estrutural da palavra. O linguista suiço Ferdinand de Saussure (1857-1913) contrastou três conceitos:
1. Significante – é a “imagem sonora” ou conjunto de letras em uma página que se reconhece como a forma de um signo.
2. Significado – é o sentido, conceito ou ideia com um signo expressa ou evoca.
3. Referente – a coisa em si ou conjunto de coisas a que um signo se refere.
Intensão é análogo à significado no sistema Saussuriano e a Extensão ao referente. Argumentos filosóficos sobre dualismo versus monismo, nota-se que pensamentos tem intesionalidade e objetos físicos não. (Palmer, 1999)Forma declarativa intesional
Uma forma declarativa intensional é uma forma declarativa com pelo menos uma instância a qual ao ser substituída por uma expressão coextensiva muitas vezes não preserva seu valor lógico. Uma declaração intesional é uma instância de uma forma declarativa intensional. Nesse contexto, expressões coextensivas são expressões com a mesma extensão. Isto é, uma forma declarativa é intensional se ela tem, como uma de suas instâncias, uma declaração para qual existem duas expressões coextensivas tais que uma delas ocorre na declaração, e se a outra é colocada em seu lugar (uniformemente, para que ela substitua a expressão anterior onde quer que ela ocorra na declaração), o resultado seria uma declaração (diferente) com um valor lógico diferente. Uma declaração intensional, então, é uma instância de tal forma; ela tem a mesma forma de uma declaração na qual a substituição de termos coextensivos não preservam seu valor lógico.
Exemplos:

Todos que leem O Alienista sabem que Machado de Assis o escreveu.
É possível que Aristóteles não tenha tutorado Alexandre, O grande.
Aristóteles ficaria satisfeito se ele tivesse tido uma irmã.Para ver que esses exemplos são intensionais, faça as seguintes substituições (1)” Machado de Assis”→”o autor de ‘Dom Casmurro'”; (2) “Aristóteles”→”o tutor de Alexandre, o grande”; (3) pode ser visto como intensional dado que “uma irmã”→”um parente com dois cromossomos X”.
Pode-se notar que as declarações intensionais dadas como exemplos tem como características expressões como “sabem”, “possível”, “satisfeito”. Tais expressões sempre, ou quase sempre, produzem declarações intensionais quando ligadas (de uma maneira inteligível) à uma declaração extensional, e assim essas expressões (ou expressões mais complexas como “é possível que”) são chamadas algumas vezes de operadores intensionais.
Uma grande classe de declarações intensionais, mas de maneira nenhuma todas, podem ser marcadas pelo fato de que elas contenham operadores intencionais.
Significância
Línguas intensionais não podem receber uma semântica adequada em termos de extensões das expressões contidas nelas, uma vez que extensões em si não são suficientes para determinar um valor lógico (se as línguas fizessem isso, então não se poderia mudar o valor lógico substituindo expressões coextensivas). Por outro lado, na primeira metade do século XX o único sistema conhecido de semântica formal trabalhava atribuindo extensões à expressões e usava uma definição-verdade de Tarski de declarações construídas a partir de línguas primitivas ou fragmentos mutilados de línguas naturais. Essa situação mudou nos anos 60 com a invenção do mundo-possível ou semântica “intensional”, a qual a principal forma é devido à Saul Kripke.
Embora isso tenha permitido melhorias na modelagem semântica das línguas naturais, há muito trabalho a ser feito.
Intensão em linguística Gerativa

Ao introduzir as noções de Língua-E e Língua-I, Chomsky lista alguns conceitos diferenciadores entre tais noções. Em linguística gerativa, intensionalidade ou intensão é apresentado como conceito ligado à Língua-I em contraposição a extensão, que estaria relacionado à Língua-E. No que diz respeito à Língua-I, intensão seria uma propriedade mental que distinguiria a linguagem humana.Embora dois indivíduos não demonstrem diferir no que diz respeito à gramaticalidade de expressões linguísticas, poderia ser falso afirmar que estes indivíduos possuem exatamente a mesma Língua-I. Num contexto no qual H é humano e L é a linguagem e R é a relação (ter ou usar) entre o ser humano e a linguagem, R seria um contexto intensional Sendo assim, para a linguística Chomskyana Línguas-Is podem ser intensionais e Línguas-Es podem ser extensionais. Em linguagem, a extensão de um item comum como rosa seria o conjunto de todos os objetos rosas, já a intensão seria a função que selecionaria num dado conjunto os objetos rosas contidos. A partir disto, Chomsky afirma que o valor de verdade atribuído em língua-I não poderia ser preservado caso houvesse substituição entre termos que tenham o mesmo valor extensional. De modo geral, uma abordagem racionalista pode definir linguagem como um conjunto de todas e apenas suas expressões, assim como, através de uma formalização de gramática. Para a Teoria Gerativa, os indivíduos poderiam conhecer (ter ou usar) distintas Línguas-Is que gerariam exatamente as mesmas sequências de palavras e até as mesmas estruturas.


bookmark_borderO que é sinônimo

sinónimo sinônimo | s. m. | adj. Será que queria dizer sinónimo?
si·nó·ni·mo si·nô·ni·mo
(latim synonymum, -i, do grego sunónumon, neutro de sunónumos, -os, -on, que tem o mesmo nome, que tem o mesmo significado )
substantivo masculino

1. [Linguística]   [Lingüística]   [Linguística]   Palavra que tem o mesmo significado que outra ou outras, ou significado semelhante ou aproximado (ex.: acabar, concluir e terminar são sinónimos).adjectivo adjetivo

2. [Linguística]   [Lingüística]   [Linguística]   Que tem o mesmo significado que outro (ex.: palavras sinónimas).

Antónimo Antônimo Geral: ANTÓNIMO• Grafia no Brasil: sinônimo. • Grafia no Brasil: sinônimo. • Grafia em Portugal:sinónimo. • Grafia em Portugal:sinónimo.


substantivo masculino [Gramática] Palavra ou expressão que possui o mesmo, ou aproximadamente o mesmo, significado que outra, podendo substituí-la sem que haja prejuízo ou alteração de sentido.
[Botânica] Designação taxinômica não oficial de um grupo organizado, que assim se designa por não possuir comprovação empírica ou científica.
adjetivo Que possui o mesmo, ou aproximadamente o mesmo, sentido que outra palavra.
[Botânica] Diz-se do grupo cuja taxonomia não é oficial.
Etimologia (origem da palavra sinônimo). Do grego synonymos.


Sinônimo (português brasileiro) ou sinónimo (português europeu) (do grego antigo σύν, translit. syn: ‘com’; e ὀνυμα, translit. ónyma: ‘nome’) é a unidade significativa da língua (morfema, palavra, locução, frase) que tem significado idêntico ou muito semelhante ao de outras. Exemplos: carro e automóvel, cão e cachorro, reto e íntegro.
Os sinônimos são palavras “da mesma categoria gramatical, com sentido parecido e com forma diferente, que podem intercambiar-se em determinados contextos com ou sem matizações de significado”.Dentro da Biologia, quando dois nomes científicos diferentes se referem à mesma espécie, eles são considerados sinônimos.


bookmark_borderO que é tautologia

tautologia | s. f.
tau·to·lo·gi·a
(grego tautología, -as )
nome feminino

Repetição inútil da mesma ideia em termos diferentes. = PLEONASMO, REDUNDÂNCIA


substantivo feminino Repetição de uma mesma ideia por meio de palavras diferentes; redundância: “entrar para dentro” é uma tautologia.
[Lógica] Proposição que, dada como esclarecimento ou prova, está sempre verdadeira pela repetição dos mesmos conceitos mencionados anteriormente.
[Lógica] Proposição em que o predicado repete o sujeito, através de palavras iguais ou semelhantes.
Etimologia (origem da palavra tautologia). Do latim tautología.as “repetição de palavras”.


Tautologia (do grego ταὐτολογία “dizer o mesmo”) é a denominação, na retórica, a um termo ou texto que é a mesma ideia expressa de formas diferentes, dizer a mesma coisa em termos diferentes. Vem de tautó (o mesmo) e logos (assunto). Como um vício de linguagem pode ser considerada um sinônimo de pleonasmo ou redundância.
Em filosofia e outras áreas das ciências humanas, diz-se que um argumento é tautológico quando se explica por ele próprio, às vezes redundante ou falaciosamente. Por exemplo, dizer que “o mar é azul porque reflete a cor do céu e o céu é azul por causa do mar” é uma afirmativa tautológica. Um exemplo de dito popular tautológico é “tudo o que é demais sobra”. Da mesma forma, um sistema é caracterizado como tautológico quando não apresenta saídas à sua própria lógica interna.


bookmark_borderO que é polissemia

polissemia | s. f.
po·lis·se·mi·a
(francês polysémie )
nome feminino

1. [Linguística]   [Lingüística]   [Linguística]   Propriedade de uma palavra ou locução que tem vários sentidos.

2. [Linguística]   [Lingüística]   [Linguística]   Conjunto dos vários sentidos de uma palavra ou locução.
Ver também dúvida linguística: polissemia e homonímia.


substantivo feminino [Linguística] Que apresenta um grande número significados numa só palavra.
Cujo significado dependerá do contexto em que a palavra está inserida.
Etimologia (origem da palavra polissemia). Do francês polysémie.


A polissemia, ou polissêmica lexical (do grego poli: “muitos”; sema: “sentido”), é o fato de uma determinada palavra ou expressão adquirir um novo sentido..
Observe que há relação de “abertura”, “orifício” da palavra boca em ambas as frases. É isso que torna a polissemia diferente da homonímia.
Nota: A classe da palavra pode alterar conforme a frase.

Outros exemplos
Ela pediu-me para sair (ou ficar). (Sair ou ficar pode ser denotativo ou gíria)
Doe nesta páscoa, ponha (ou bote) ovo em cima da mesa.As frases acima apresentam a ambiguidade, ou seja tem dois sentidos, e causam estranheza. Para não ocorrer esse problema, seria melhor trocar as palavras polissêmicas por outras palavras: sair = ir para fora; ficar = permanecer; por/botar = colocar.
A ambiguidade é um desvio à norma culta.


bookmark_borderO que é quantificação

quantificação | s. f. derivação fem. sing. de quantificar
quan·ti·fi·ca·ção
nome feminino

1. Facto de determinar a quantidade de qualquer coisa.

2. [Física]   [Física]   Acção de impor a uma grandeza uma variação descontínua por quantidades distintas e múltiplas de uma mesma variação elementar.
quan·ti·fi·car quan·ti·fi·car – Conjugar
verbo transitivo

1. Determinar a quantidade de.

2. [Física]   [Física]   Aplicar a um fenómeno a teoria dos quanta.


substantivo feminino Ato ou efeito de determinar a quantidade de qualquer coisa.
[Física] Ato de impor a uma grandeza uma variação descontínua (por quanta).


O termo Quantificação tem vários significados, gerais e específicos. Ele cobre, antes de mais nada, toda ação que quantifique observações e experiências, traduzindo-as para números através de contagem e mensuração. É, portanto, a base para a matemática e para a ciência.O quantificador é uma interjeição numeral,que,por vezes pode ser composto e decomposto.
Mais especificamente, na linguagem e na lógica, a quantificação é um construção que especifica a quantidade de indivíduos de um domínio de discurso que se aplicam a (ou satisfazem) uma fórmula aberta. Por exemplo, na aritmética, a quantificação permite a expressão da asserção de que cada número natural tem um sucessor, e na lógica, que tudo dentro de determinado domínio de discurso existe.
O elemento da linguagem que representa a quantificação é chamado de quantificador. A expressão resultante é uma expressão quantificada, e dizemos que quantificamos sobre o predicado ou função cuja variável livre está ligada pelo quantificador. A quantificação é usada tanto nas linguagens naturais quanto nas formais. Alguns exemplos de quantificadores na linguagem natural são: para todo, para algum, muitos, poucos, bastantes e nenhum. Nas linguagens formais, a quantificação é um construtor de fórmulas que produz novas fórmulas a partir de outras. A semântica da linguagem especifica como este construtor é interpretado pela extensão da noção de validade. A quantificação é um exemplo de uma operação que liga variáveis.
Os dois tipos fundamentais de quantificação na lógica de predicados são: a quantificação universal e a quantificação existencial. Outros casos de quantificação incluem a quantificação de unicidade.
O símbolo tradicional para o quantificador universal “para todo” é ∀, a letra A invertida, e para o quantificador existencial “existe” é ∃, a letra E rotacionada. Estes quantificadores foram generalizados através do trabalho de Mostowski e Lindström.
Veja quantificador generalizado e quantificador de Lindström para mais detalhes.


bookmark_borderO que é conotação

conotação | s. f. derivação fem. sing. de conotar
co·no·ta·ção
(latim medieval connotatio, -onis )
substantivo feminino

1. Dependência que se nota entre duas ou mais coisas.

2. [Linguística]   [Lingüística]   [Linguística]   Sentido mais geral que se pode atribuir a um termo abstracto , além da significação própria.
co·no·tar co·no·tar – Conjugar
(latim medieval connoto, -are )
verbo transitivo

1. Transmitir determinada conotação.

2. Estar relacionado ou ter ligação com. = RELACIONAR


substantivo feminino Ação que consiste no emprego de uma palavra a partir de um sentido figurado, não literal, e dependente do contexto.
Aquilo que uma palavra pode sugerir, além do seu sentido literal, através de associações com outras palavras, outros contextos, outros seres ou objetos.
[Filosofia] Capacidade atribuída ao nome que carrega consigo uma série de características implícitas em seu significado.
Não confundir com: denotação.
Etimologia (origem da palavra conotação). Do latim conotatio.onis.


Conotação, também referido como sentido conotativo e sentido figurado, é a associação subjetiva, cultural e
ou emocional, que está para além do significado escrito ou literal de uma palavra, frase ou conceito. Além da sua denotação, o sentido referencial, literal, cada palavra remete a inúmeros outros sentidos, virtuais, conotativos, que são apenas sugeridos, evocando outras ideias associadas, de ordem abstrata, subjetiva. É o sentido de palavras em um sentido incomum, figurado, circunstancial, que depende sempre do contexto. É o significado que palavras ou expressões adquirem, em situações particulares de uso. O seu oposto é a denotação (sentido literal).
A palavra tem valor conotativo quando seu significado é ampliado ou alterado no contexto em que é empregada, sugerindo ideias que vão além de seu sentido mais usual. Por exemplo: Ana é uma flor.
O termo flor não adota o mesmo significado que possui no dicionário, sendo que a única maneira de perceber seu significado é por meio da análise do contexto em que o termo está inserido.