bookmark_borderO que é adenite

adenite | s. f.
a·de·ni·te
(grego adén, -énos, glândula + -ite )
nome feminino

[Medicina]   [Medicina]   Inflamação glandular.


substantivo feminino Caroço inflamado, inflamação das glândulas.


Adenite é um termo geral usado para a inflamação de uma glândula ou um linfonodo.
Adenite cervical é uma inflamação de um linfonodo do pescoço.
Linfadenite é causada por uma infecção bacteriana nos linfonodos. Os linfonodos tendem a se tornar maiores, quentes e suaves. Uma dilatação dos linfonodos devido ao crescimento das células linfáticas é chamada de linfadenopatia.
Adenite mesentérica é uma inflamação dos linfonodos mesentéricos no abdômen. Se ela ocorre no quadrante inferior direito, ela pode ser confundida com apendicite aguda.
Adenite sebácea é uma inflamação das glândulas sebáceas da pele. Estas glândulas geralmente produzem sebo (óleo da pele, uma secreção rica em lipídios) que previne a pele de secar.
Adenite tuberculosa (escrófula) é uma infecção tuberculosa da pele do pescoço, geralmente causada por uma micobactéria (incluindo a M. tuberculosis) em adultos. Em crianças é geralmente causada pela M. scrofulaceum ou M. avium.


bookmark_borderO que é linfa

linfa | s. f.
lin·fa
(latim lympha, -ae, água )
nome feminino

1. [Medicina]   [Medicina]   Líquido branco e nutritivo que circula nos vasos linfáticos.

2. [Botânica]   [Botânica]   Humor aquoso dos vegetais.

3. [Linguagem poética]   [Linguagem poética]   Água.


substantivo feminino Líquido orgânico de origem sanguínea que, formado por proteínas e lipídios, se desloca no interior dos vasos linfáticos, transportando glóbulos brancos: a linfa é tem a composição química muito parecida com a do sangue.
Todo o humor (líquido corporal) de consistência aquosa.
Poética. Agua nítida, límpida ou pura: linfas que inspiram poesia.
Etimologia (origem da palavra linfa). Do latim lympha.


A linfa é um líquido que impregna o corpo, produzida quando o sangue atravessa os vasos capilares e vaza para o corpo; os poros dos capilares são pequenos e não permitem a passagem dos glóbulos vermelhos, mas deixam passar o plasma sanguíneo, contendo oxigênio, proteínas, glicose e glóbulos brancos. A linfa é transportada pelos vasos linfáticos em sentido unidirecional e filtrada nos linfonodos (também conhecidos como nódulos linfáticos ou gânglios linfáticos). Após a filtragem, é lançada no sangue, desembocando nas grandes veias torácicas.
É produzida pelo excesso de líquido que sai dos capilares sanguíneos ao espaço intersticial ou intercelular, sendo recolhida pelos capilares linfáticos que drenam aos vasos linfáticos mais grossos até convergir em condutos que se esvaziam nas veias subclávias.
Percorre o sistema linfático graças a débeis contrações dos músculos, da pulsação das artérias próximas e do movimento das extremidades. Se um vaso sofre uma obstrução, o líquido se acumula na zona afetada, produzindo-se um inchaço denominado edema.
A linfa é composta por um líquido claro pobre em proteínas e rico em lipídios, parecido com o sangue, mas com a diferença de que as únicas células que contém são os glóbulos brancos que migram dos capilares sanguíneos, sem conter hemácias. A linfa é mais abundante do que o sangue nos vasos sanguíneos.
Este fluido é responsável pela eliminação de impurezas que as células produzem durante seu metabolismo. Pode conter microorganismos que, ao passar pelo filtros dos gânglios linfáticos e baço são eliminados. Por isso, durante certas infecções pode-se sentir dor e inchaço nos gânglios linfáticos do pescoço, axila ou virilha, conhecidos popularmente como “íngua”.
Ao contrário do sangue, que é impulsionado através dos vasos através da força do coração, a linfa depende exclusivamente da ação de agentes externos para poder circular. Ao caminharmos, os músculos da perna comprimem os vasos linfáticos, deslocando a linfa em seu interior. A linfa bombeada pela ação muscular segue desta forma em direção ao abdome, onde será filtrada e eliminará as toxinas com a urina e fezes. Outros movimentos corporais também deslocam a linfa, tais como a respiração, atividade intestinal e compressões externas, como a massagem. Permanecer por longos tempos parado em uma só posição faz com que a linfa tenha a tendência a se acumular nos pés, por influência da gravidade, causando inchaço.


bookmark_borderO que é timo

timo | s. m.
ti·mo
nome masculino

1. [Botânica]   [Botânica]   Tomilho; serpão.

2. [Anatomia]   [Anatomia]   Corpo glandular situado na parte inferior do pescoço.


substantivo masculino [Botânica] Gênero (Thymus) de ervas do Velho Mundo, da família das Labiadas, com folhas pequenas, inteiras, e flores roxas, bilabiadas em cachos. Inclui o tomilho.
Etimologia (origem da palavra timo). Do grego thymós.
substantivo masculino [Anatomia] Glândula endócrina, ímpar, localizada na porção ântero-superior da cavidade torácica e inferior do pescoço, volumosa no recém-nascido, mantendo-se desenvolvida até a puberdade, para depois começar a regredir e, frequentemente, desaparecer no adulto.
Etimologia (origem da palavra timo). Do grego thymós.


O timo é uma glândula linfóide primária especializada do sistema imunológico. Dentro do timo, os linfócitos T amadurecem. Os linfócitos T são muito importantes para o sistema imunológico adaptativo, onde o corpo se adapta especificamente para combater invasores externos. O timo é composto por dois lobos idênticos e está localizado no mediastino anterior superior, na frente do coração e atrás do esterno. Cada lobo do timo pode ser dividido em uma medula central e um córtex periférico que é cercado por uma cápsula externa.
O córtex e a medula desempenham papéis diferentes no desenvolvimento dos linfócitos T. As células no timo podem ser divididas em células estromais do timo e células de origem hematopoiética (derivadas de células-tronco hematopoiéticas residentes na medula óssea). Os linfócitos T em desenvolvimento são denominadas timócitos e são de origem hematopoiética. As células estromais incluem células epiteliais do córtex e da medula tímica e células dendríticas. O timo fornece um ambiente para o desenvolvimento dos linfócitos T a partir de células precursoras. As células do timo fornecem o desenvolvimento dos linfócitos T que são funcionais e auto-tolerantes. Portanto, um dos papéis mais importantes do timo é a indução da tolerância central.
O timo é maior e mais ativo nos períodos neonatal e pré-adolescente. No início da adolescência, o timo começa a diminuir em tamanho e atividade, e o tecido do timo é gradualmente substituído pelo tecido adiposo (gordura). No entanto, a linfopoiese residual T continua ao longo da vida adulta.