bookmark_borderO que é identidade

identidade | s. f.
i·den·ti·da·de
(latim identitas, -atis )
substantivo feminino

1. Qualidade de idêntico.

2. Paridade absoluta.

3. Circunstância de um indivíduo ser aquele que diz ser ou aquele que outrem presume que ele seja.

4. Circunstância de um cadáver ser o de determinada pessoa.

5. [Álgebra]   [Álgebra]   Equação cujos dois membros são identicamente os mesmos.

identidade de género • Sentimento íntimo que alguém tem sobre o género a que pertence; o género com o qual alguém se identifica.


substantivo feminino Documento de identificação; comprovante de que alguém é a pessoa que se diz ser: carteira de identidade.
Conjunto das qualidades e das características particulares de uma pessoa que torna possível sua identificação ou reconhecimento: não se sabe a identidade do criminoso.
Semelhança; em que há ou expressa similaridade, relação de conformidade: identidade de conceitos, de pontos de vista.
Igualdade; qualidade ou particularidade do que é idêntico, rigorosamente igual em relação a outro(s): identidade de opiniões.
[Linguística] Saussure. Igualdade de um elemento em relação a ele próprio, ainda que estejam em situações distintas.
[Lógica] Filosofia. Qualidade através da qual um ou mais objetos de pensamento possuem propriedades iguais, ainda que designados distintamente.
Etimologia (origem da palavra identidade). Do latim identitas.atis.


Identidade é o conjunto de características próprias e exclusivas com os quais se podem diferenciar pessoas, animais, plantas e objetos inanimados uns dos outros, quer diante do conjunto das diversidades, quer ante seus semelhantes.Sua conceituação interessa a vários ramos do conhecimento, tais como História, Sociologia, Antropologia, Direito, entre outros, e que tem portanto diversas definições, conforme o enfoque que se lhe dê, podendo ainda haver uma identidade individual ou coletiva, falsa ou verdadeira, presumida ou ideal, perdida ou resgatada.


bookmark_borderO que é tolerância

tolerância | s. f.
to·le·rân·ci·a
(latim tolerantia, -ae, constância em suportar )
substantivo feminino

1. Condescendência ou indulgência para com aquilo que não se quer ou não se pode impedir.

2. Boa disposição dos que ouvem com paciência opiniões opostas às suas.

3. [Medicina]   [Medicina]   Faculdade ou aptidão que o organismo dos doentes apresenta para suportar certos medicamentos.

tolerância de ponto • Dispensa excepcional de comparência no local de trabalho em determinados dias úteis (ex.: o governo concedeu tolerância de ponto aos funcionários públicos na quinta-feira de Páscoa).


substantivo feminino Ação de tolerar, de aceitar ou suportar, com indulgência; clemência.
Disposição para admitir modos de pensar, de agir e de sentir diferentes dos nossos.
Liberação de uma regra, preceito, norma; licença: tolerância de prazo.
Favor feito a alguém em determinadas circunstâncias: isto não é um direito, é uma tolerância.
[Farmácia] Propriedade do organismo de aceitar, sem dano, certas substâncias: a tolerância aos barbitúricos difere em cada paciente.
Excesso ou insuficiência de dimensão ou de peso admitidos na fabricação de qualquer coisa: a tolerância nas moedas é mínima.
Casa de tolerância; prostíbulo.
Etimologia (origem da palavra tolerância). Do latim tolerantia.ae.


A tolerância, do latim tolerantĭa (constância em sofrer), é um termo que define o grau de aceitação diante de um elemento contrário a uma regra moral, cultural, civil ou física.Do ponto de vista da sociedade, a tolerância é a capacidade de uma pessoa ou grupo social de aceitar outra pessoa ou grupo social, que tem uma atitude diferente das que são a norma no seu próprio grupo. Assim, a partir da tolerância, é garantida a aceitação de diferenças sociais e a liberdade de expressão. Tolerar algo ou alguém é permitir que algo prossiga, mesmo que a pessoa não concorde com tal valor, pois é dado o respeito de discordar.O conceito de tolerância se aplica em diversos domínios:

Tolerância social: atitude de uma pessoa ou de um grupo social diante daquilo que é diferente de seus valores morais ou de suas normas.
Tolerância civil: discrepância entre a legislação, a sua aplicação e a impunidade.
Tolerância segundo John Locke: «parar de combater o que não se pode mudar».
Tolerância religiosa: atitude respeitosa e convivial diante das confissões de fé diferentes da sua.
Tolerância farmacológica ou medicamentosa: diminuição da responsabilidade a um fármaco, ou seja, a diminuição do efeito farmacológico com a administração repetida da substância.
Tolerância técnica: margem de erro aceitável, ou capacidade de resistência a uma força externa.
Tolerância: em gestão de riscos constitui o nível de risco aceitável normalmente definido por critérios pré-estabelecidoos.O dia 16 de novembro é considerado o Dia Internacional da Tolerância.Em 2016 foi editado na Austrália, um livro bilingue (em português e inglês) com um Ensaio recomendável onde também se aborda a problemática da Tolerância e cujo título é “Será Paz uma Ilusão?” – um estudo e resumo de uma Tese académica sobre Conflitualidade – “Avaliação Matemática da Conflitualidade entre Pré-Beligerantes” de autoria do Politólogo e Jurisconsulto Luis Arriaga, actualmente a viver em Brisbane – Queensland – AUSTRÁLIA.


bookmark_borderO que é perseguição

perseguição | s. f. derivação fem. sing. de perseguir
per·se·gui·ção
(perseguir + -ção )
substantivo feminino

1. Acto ou efeito de perseguir.

2. Insistência.

3. Cada uma das dez épocas em que os cristãos dos primeiros séculos da Igreja foram perseguidos publicamente pelos imperadores romanos.
per·se·guir |guí| per·se·guir |guí| – Conjugar
(latim vulgar *persequo, -ere, do latim persequor, -qui, seguir sem cessar, seguir até atingir, percorrer, reclamar, reivindicar )
verbo transitivo

1. Ir no encalço de (ex.: perseguir a presa).

2. Seguir ou procurar alguém por toda a parte com frequência , insistência e falta de oportunidade. = ACOSSAR, IMPORTUNAR

3. Procurar fazer mal a alguém; tratar com violência ou agressividade. = ATORMENTAR, FUSTIGAR, MOLESTAR

4. Procurar ou incomodar com insistência. = FATIGAR, IMPORTUNAR

5. Agir ou lutar para conseguir algo (ex.: perseguir um objectivo).


substantivo feminino Ação ou efeito de perseguir (correr ou ir atrás de): nunca conseguiu se livrar da perseguição dos policiais.
Sociologia. Falta de tolerância dirigida a determinado grupo social, organização, coletividade, associação etc.: perseguição política.
[Por Extensão] Ação ou comportamento da pessoa que age na intenção de perseguir, prejudicar ou coibir algo ou alguém.
Etimologia (origem da palavra perseguição). Perseguir + ção.


Perseguição consiste num conjunto de ações repressivas realizadas por um grupo específico sobre outro, do qual se demarca por determinadas características religiosas, culturais, políticas ou étnicas. O cenário mais comum consiste na opressão de um grupo por parte de outro contentor do poder, já que o inverso é, na maior parte dos casos, muito improvável. Alguns autores consideram os apartheids, na África do Sul e Israel, como exceções, ainda que, rigorosamente, o termo que melhor se aplique a esta realidade, assistida entre nações, seja discriminação na África do Sul, enquanto que, no Oriente Médio, outro motivo.
A perseguição implica a proibição oficial de determinadas ideologias e/ou crenças por parte dos poderosos, de modo a não permitir o desenvolvimento de uma resistência no grupo perseguido que, consequentemente, é considerado perigoso, subversivo, violento ou capaz de obter poder e, assim, ameaçar o status quo adquirido, no caso de Israel.
Por vezes, elementos da maioria perseguidora (mesmo que não concordem, pessoalmente, com a perseguição) são alvo de represálias por parte da minoria, o que origina um círculo vicioso gerador de violência e serve como justificação para os atos persecutórios da maioria, também no caso de Israel.


bookmark_borderO que é seita

seitã | s. m. seita | s. f.
sei·tã
(inglês seitan, formado a partir do japonês )
nome masculino

[Culinária]   [Culinária]   Alimento produzido a partir de glúten de trigo, de elevado teor proteico .
sei·ta sei·ta
(latim secta, -ae, caminho, linha de conduta, princípios, escola filosófica )
nome feminino

1. Opinião, seguida por um grupo numeroso, que se destaca de um corpo de doutrina principal.

2. [Religião]   [Religião]   Grupo que segue uma doutrina que deriva ou diverge de uma religião.

3. [Informal]   [Informal]   Grupo organizado que tem ideias ou causas em comum. = BANDO, PARTIDO

4. Grupo organizado de carácter fechado.

5. Ferro que se adapta ao timão do arado, adiante da relha, para facilitar a lavra e cortar as raízes. = SEGA

6. [Portugal: Minho]   [Portugal: Minho]   Céspede ou leiva que o ferro do arado levanta e deita aos lados.Confrontar: ceita.


substantivo feminino Doutrina que, propagada por um grande número de pessoas, se afasta ou diverge de certa forma de outra doutrina principal.
Grupo de pessoas que adota uma doutrina diferente das demais.
[Religião] Grupo religioso dissidente que deixa de participar de uma religião por não concordar com suas normas e objetivos.
[Popular] Grupo com uma organização própria, geralmente restrito e fechado, que se une por ideias, ideologias, opiniões e comportamentos semelhantes; facção, bando.
Etimologia (origem da palavra seita). A palavra seita tem sua origem no latim, “secta, ae”, e significa “partido, causa”.


Seita (latim secta = “secionar”, “dividir”, “sectar”) de forma geral é um conceito complexo utilizado para grupos que professem doutrina, ideologia, sistema filosófico, religioso ou político divergentes da correspondente doutrina ou sistema dominantes.
O termo “seita” é usado amplamente e é aplicado a grupos que seguem um líder vivo que promove doutrinas e práticas novas e não-ortodoxas.
Segundo Peter L. Berger, seita seria a organização de um grupo contra um meio que consideram hostil ou descrente. O grupo então se fecha em um corpo de doutrinas e vê o restante da sociedade como inerentemente má ou pecadora, passível da ira divina, que inevitavelmente sobrevirá sobre eles. As seitas de orientação cristã usam as noções de pecado e santificação como forma de dar legitimidade discursiva aos neófitos e manter os que já são seguidores. A saída do grupo pode acarretar diversos efeitos psicossociais em decorrência do sentimento de solidão, de autoculpabilização e da hostilidade advinda do grupo que se está deixando. Sair de uma seita nunca é fácil porque ela exerce controle sobre toda a vida individual e coletiva dos indivíduos. As seitas, assim como as religiões instituídas, são agências reguladoras do pensamento e da ação, mas com a diferença de que na seita a regulação tende a ser mais totalizante, devido ao rígido controle que exercem sobre os sujeitos.
Embora o termo seja frequentemente usado apenas às organizações religiosas ou políticas, estende-se também à adesão a grupos militantes minoritários em tensão com a sociedade ampla.


bookmark_borderO que é tradição

tradição | s. f.
tra·di·ção
substantivo feminino

1. Via pela qual os factos ou os dogmas são transmitidos de geração em geração sem mais prova autêntica da sua veracidade que essa transmissão.

2. O facto ou o dogma assim transmitido.

3. Transmissão de uma notícia, boato, rumor.

4. Símbolo, memória, recordação, uso, hábito.

5. Entrega, acto pelo qual se entrega alguma coisa a alguém.

6. Transmissão, transferência de bens ou de direitos.


substantivo feminino Costume transmitido de geração a geração ou aquilo que se faz por hábito; costume: as tradições de uma região.
Herança cultural, legado passado de uma geração para outra: não concordava com tradições que violavam os direitos dos animais.
Transmissão oral de doutrinas, de lendas, de costumes etc., durante longo espaço de tempo, de geração para geração.
Religião.Transmissão oral, às vezes registrada por escrito, dos fatos ou das doutrinas religiosas.
[Jurídico] Entrega material de um bem móvel, objeto de uma transferência de propriedade.
Ação ou efeito de transmitir, de fazer a transferência entre uma coisa e outra.
Etimologia (origem da palavra tradição). Do latim traditio.onis, “ato de entregar”.


Tradição (do latim traditio, tradere = “entregar”, “passar adiante”) é a continuidade ou permanência de uma doutrina, visão de mundo, costumes e valores de um grupo social ou escola de pensamento.Ao nível da etnografia, a tradição revela um conjunto de costumes, comportamentos, memórias, rumores, crenças, lendas, música, práticas, doutrinas e leis que são transmitidos para pessoas de uma comunidade, sendo que os elementos passam a fazer parte da cultura.O italiano Julius Evola, citando António Sardinha em nota que consta de sua obra “Os homens e as ruínas”, salienta que o pensador português acertou ao afirmar que a Tradição não é apenas o Passado, mas, antes, a “permanência no desenvolvimento”, a “permanência na continuidade'”.


bookmark_borderO que é punição

punição | s. f. derivação fem. sing. de punir
pu·ni·ção
(latim punitio, -onis )
nome feminino

1. Acto ou efeito de punir.

2. Castigo que se impõe a alguém.

3. Pena imposta por juiz.

4. [Figurado]   [Figurado]   Qualquer coisa desagradável ou difícil de fazer (ex.: cozinhar é uma punição para ela). = CASTIGO
pu·nir pu·nir – Conjugar
(latim punio, -ire )
verbo transitivo e pronominal

1. Infligir pena a; servir de castigo; dar castigo a. = CASTIGARverbo intransitivo

2. [Popular]   [Popular]   Lutar em defesa; esforçar-se por vingança.


substantivo feminino Pena; condenação imposta por um juiz à pessoa que cometeu um crime.
Castigo; recriminação feita a alguém: punição infantil.
[Figurado] O que é insuportável; ação de se submeter a algo muito desagradável: o exame demorado se tornou uma punição.
Etimologia (origem da palavra punição). Do latim punitio.onis.


A punição é um processo no qual reduz-se a probabilidade de determinada resposta voltar a ocorrer através da apresentação de um estímulo aversivo, ou a retirada de um estímulo positivo após a emissão de determinado comportamento indesejado numa terapia comportamental. A teoria comportamental, antes de mais nada, foi uma das primeiras teorias psicológicas a reconhecer os efeitos indesejados da punição no sentido popular do termo, e prescrever alternativas científicas para controle e manipulação de comportamentos nocivos à saúde, indesejáveis e/ou ampliar nossa capacidade de ensino-aprendizagem com a reflexão e experimentos que produziu sobre esse processo.
Na perspectiva da terapia comportamental, a palavra “punição” está apenas vagamente relacionada ao seu uso cotidiano. Segundo Hall, a punição se refere ao procedimento de fazer seguir, a um comportamento, uma consequência que diminua sua força ou probabilidade futura de ocorrência. Assim, qualquer evento que diminua a força de um comportamento precedente é chamado de evento punitivo.

Para Skinner (1904-1990), a punição é facilmente confundida com o “reforço negativo”, e algumas vezes chamado de “controle adversativo”. Os mesmos estímulos são usados e o reforço negativo pode ser definido como a punição por não agir. Porém a punição visa a remover um comportamento, ao passo que o reforçamento negativo gera comportamentos.


bookmark_borderO que é intolerância

intolerância | s. f.
in·to·le·rân·ci·a
substantivo feminino

1. Falta de tolerância.

2. Violência.


substantivo feminino Característica do que é intolerante ou repugnância.
Ausência de tolerância ou falta de compreensão.
Comportamento – atitude odiosa e agressiva – de caráter político ou religioso, daqueles que possuem diferentes opiniões.
Intransigência a diferentes opiniões.
[Medicina] Impossibilidade corporal para suportar certas substâncias não tóxicas, mas que são capazes de produzir reações alérgicas.
Etimologia (origem da palavra intolerância). Do latim intolerantia.


Intolerância é uma atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões.
Num sentido político e social, intolerância é a ausência de disposição para aceitar pessoas com pontos de vista diferentes. Como um constructo social, isto está aberto a interpretação. Por exemplo, alguém pode definir intolerância como uma atitude expressa, negativa ou hostil, em relação às opiniões de outros, mesmo que nenhuma ação seja tomada para suprimir tais opiniões divergentes ou calar aqueles que as têm. Tolerância, por contraste, pode significar “discordar pacificamente”. A emoção é um fator primário que diferencia intolerância de discordância respeitosa.
A intolerância pode estar baseada no preconceito, podendo levar à discriminação. Formas comuns de intolerância incluem ações discriminatórias de controle social, como racismo, sexismo, antissemitismo , homofobia, heterossexismo, etaísmo (discriminação por idade), intolerância religiosa e intolerância política. Todavia, não se limita a estas formas: alguém pode ser intolerante a quaisquer ideias de qualquer pessoa.
É motivo de controvérsia a legitimidade de um governo em aplicar a força para impedir aquilo que ele considera como incitamento ao ódio. Por exemplo, a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos da América permite tais manifestações sem risco de ação criminal. Em países como Alemanha, França, Portugal e Brasil, as pessoas podem ser processadas por tal atitude. Esta é uma questão sobre quanta intolerância um governo deve aceitar e como ele decide o que constitui uma manifestação de intolerância.
Enquanto prossegue o debate sobre o que fazer com a intolerância alheia, algo que frequentemente ignora-se é como reconhecer e lidar com a nossa própria intolerância.


bookmark_borderO que é ideologia

ideologia | s. f.
i·de·o·lo·gi·a
(ideo- + -logia )
nome feminino

1. Ciência da formação das ideias .

2. Tratado sobre as faculdades intelectuais.

3. Conjunto de ideias , convicções e princípios filosóficos, sociais, políticos que caracterizam o pensamento de um indivíduo, grupo, movimento, época, sociedade (ex.: ideologia política).Confrontar: edeologia.


substantivo feminino Reunião das certezas pessoais de um indivíduo, de um grupo de pessoas e de suas percepções culturais, sociais, políticas etc: sua ideologia é fazer bem ao próximo.
[Política] Reunião das ideias características de um grupo, de um período, e que marcam um momento histórico: ideologia capitalista.
Ciência da origem das ideias; estudo das ideias de modo abstrato; doutrina das ideias.
[Sociologia] Organização de ideias fundamentadas por um determinado grupo social, caracterizando seus próprios interesses ou responsabilidades institucionais: ideologia cristã; ideologia fundamentalista; ideologia nazista etc.
[Filosofia] Marxismo. Aquilo que abarca o sistema de ideias, tanto autorizadas pelo poder econômico da burguesia, quanto àquelas que expressam as preocupações revolucionárias do proletariado; consciência social.
[Filosofia] Atribuição da origem das ideias às noções sensoriais do indivíduo a partir de sua compreensão do mundo externo.
Etimologia (origem da palavra ideologia). Ideo + logia.


Ideologia é um termo que possui diferentes significados e duas concepções: a neutra e a crítica. No senso comum o termo ideologia é sinônimo ao termo ideário, contendo o sentido neutro de conjunto de ideias, de pensamentos, de doutrinas ou de visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas. Para autores que utilizam o termo sob uma concepção crítica, ideologia pode ser considerado um instrumento de dominação que age por meio de convencimento (persuasão ou dissuasão, mas não por meio da força física) de forma prescritiva, alienando a consciência humana.
Para alguns, como Karl Marx, a ideologia age mascarando a realidade. Os pensadores adeptos da Teoria Crítica da Escola de Frankfurt consideram a ideologia como uma ideia, discurso ou ação que mascara um objeto, mostrando apenas sua aparência e escondendo suas demais qualidades. Já o sociólogo contemporâneo John B. Thompson também oferece uma formulação crítica ao termo ideologia, derivada daquela oferecida por Marx, mas que lhe retira o caráter de ilusão (da realidade) ou de falsa consciência, e concentra-se no aspecto das relações de dominação.
A ideologia também foi analisada pela corrente filosófica do pós-estruturalismo, a qual é apontada por muitos autores como a superação do marxismo.


bookmark_borderO que é anarquismo

anarquismo | s. m.
a·nar·quis·mo
nome masculino

Sistema político que defende a anarquia.


substantivo masculino [Política] Teoria política que afirma ser a sociedade uma instituição independente do poder do Estado; teoria social e política que não aceita a submissão da sociedade aos poderes governamentais e/ou à autoridade do Estado; anarquia.
[Por Extensão] Ação ou movimento que se opõe ao governo do Estado.
[Por Extensão] Tudo aquilo que possa ser contrário às normas e aos costumes pré-estabelecidos.
Etimologia (origem da palavra anarquismo). Anarquia + ismo.


Anarquismo é uma ideologia política que se opõe a todo tipo de hierarquia e dominação, seja ela política, econômica, social ou cultural, como o Estado, o capitalismo, as instituições religiosas, o racismo e o patriarcado. Através de uma análise crítica da dominação, o anarquismo pretende superar a ordem social na qual esta se faz presente através de um projeto construtivo baseado na defesa da autogestão, tendo em vista a constituição de uma sociedade libertária baseada na cooperação e na ajuda mútua entre os indivíduos e onde estes possam associar-se livremente.Os meios para se alcançar tais objetivos são motivos de debates e divergências entre os anarquistas. Com base em discussões estratégicas acerca da organização anarquista, das lutas de curto prazo e da violência, estabelecem-se duas correntes do anarquismo: o anarquismo insurrecionário e o anarquismo social ou de massas. O anarquismo insurrecionário afirma que as lutas de curto prazo por reformas e que os movimentos de massa organizados são incompatíveis com o anarquismo, dando ênfase à propaganda pelo ato como o principal meio para despertar uma revolta espontânea revolucionária. Já o anarquismo social ou de massas enfatiza a noção de que apenas movimentos de massa podem ser capazes de provocar a transformação social desejada pelos anarquistas, e que tais movimentos, constituídos normalmente por meio de lutas por reformas e questões imediatas, devem contar com a presença dos anarquistas, que devem trabalhar no sentido de radicalizá-los e transformá-los em agentes revolucionários.Historicamente, o anarquismo é um fenômeno moderno, surgindo na segunda metade do século XIX no contexto da Segunda Revolução Industrial, a partir da radicalização do mutualismo de Pierre-Joseph Proudhon no seio da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), durante o final da década de 1860. Entre 1868 e 1894, o anarquismo já havia se desenvolvido significativamente e também havia sido difundido globalmente, exercendo, até 1949, grande influência entre os movimentos operários e revolucionários, embora tenha continuado a exercer influência significativa em diversos movimentos sociais do período pós-guerra até a contemporaneidade, entre fluxos e refluxos.


bookmark_borderO que é guerreiro

guerreiro | adj. | s. m. | adj. s. m. | s. m. pl.
guer·rei·ro
(guerra + -eiro )
adjectivo adjetivo

1. Relativo a guerra. = BÉLICO, BELICOSO, BELIGERANTEnome masculino

2. Pessoa que combate numa guerra. = COMBATENTE, SOLDADO

3. Pessoa que demonstra coragem e força.adjectivo e nome masculino adjetivo e nome masculino

4. Que ou o que demonstra inclinação para a guerra ou para o combate. ≠ PACIFISTA
guerreirosnome masculino plural

5. [Desporto]   [Esporte]   Equipa do Sporting Clube de Braga.


adjetivo Relativo à guerra; belicoso, aguerrido.
Quem tem por característica ser combatente, lutador: era uma mulher guerreira, lutando por seus direitos.
substantivo masculino Aquele que faz a guerra; combatente; soldado.
Etimologia (origem da palavra guerreiro). De guerra + eiro.


Um guerreiro é uma pessoa habitualmente envolvida em guerra e/ou com habilidades para engajar-se em combate. Em sociedades tribais, os guerreiros frequentemente formam uma casta ou classe própria. No feudalismo, os vassalos formavam essencialmente uma classe militar ou guerreira, mesmo que em combate real, camponeses também fossem chamados para lutar. Em algumas sociedades, a beligerância pode ocupar um lugar tão central que todo o povo (ou, mais frequentemente, a população masculina) pode ser considerada composta de guerreiros (por exemplo os Maori ou as tribos germânicas).