bookmark_borderO que é passado

passado | adj. | s. m. | s. m. pl. masc. sing. part. pass. de passar
pas·sa·do
(particípio de passar )
adjectivo adjetivo

1. Que passou ou decorreu.

2. Que se passou (ex.: roupa passada).

3. Que secou ao sol ou a que se retirou humidade (ex.: figos passados). = PASSO, SECO

4. Que está demasiado maduro.

5. Trespassado .

6. Surpreendido, atordoado.

7. Que é um pouco doido ou está sob efeito de estupefacientes.

8. [Culinária]   [Culinária]   Que se fritou ou grelhou durante determinado tempo (ex.: bife bem passado; ovo mal passado).

9. [Portugal, Informal]   [Portugal, Informal]   Que é doido, maluco (ex.: o cavalo é completamente passado). = PASSADO DA CABEÇA, PASSADO DA MARMITAsubstantivo masculino

10. Conjunto de factos ocorridos antes do momento presente.

11. Tempo antes do presente.

12. [Gramática]   [Gramática]   Conjunto de tempos verbais que designa acção ou estado anterior. = PRETÉRITO
passadossubstantivo masculino plural

13. Antepassados.
pas·sar pas·sar – Conjugar
(latim vulgar *passare, de passus, -us, passo )
verbo transitivo

1. Atravessar, transpor.

2. Deixar atrás.

3. Exceder.

4. Empregar.

5. Gastar.

6. Traspassar ou vender.

7. Utilizar um ferro de engomar para alisar a roupa (ex.: passou 5 camisas). = ENGOMAR

8. Filtrar, coar.

9. Transmitir ou ser transmitido; divulgar ou ser divulgado (ex.: a rádio passou o falecimento, mas a televisão não; isso passou nas notícias).

10. Propagar-se.

11. Pôr em circulação.

12. Fazer secar ao sol ou ao calor.

13. Sofrer.

14. Omitir.verbo intransitivo

15. Atravessar determinado ponto.

16. Mudar de situação.

17. Mudar de lugar.

18. Ir mais longe.

19. Transitar.

20. Decorrer.

21. Correr por.

22. Resvalar, deslizar.

23. Tocar; parar; fazer escala.

24. Ter curso; circular.

25. Ser aprovado (em exame).

26. Não ficar; desaparecer; não ser permanente.

27. Cessar, acabar; morrer.

28. Perder (por excesso de pontos, no jogo, etc.).verbo pronominal

29. Suceder, decorrer.

30. Mudar (deixando um lugar, partido, etc., por outro).

31. [Portugal, Informal]   [Portugal, Informal]   Perder a calma ou o tino.verbo auxiliar

32. Usa-se seguido da preposição a e infinitivo, para indicar início de acção , processo ou estado (ex.: vou passar a andar mais vezes de transportes públicos).substantivo masculino

33. Passagem do tempo (ex.: com o passar dos dias, habituaram-se ao clima).

passar de • Exceder.

passar em claro • Omitir.

• Não dormir.

passar o tempo • Divertir-se.

passar pelas armas • Espingardear.

passar por alto • Tratar de leve.

passar por cima de • [Informal]   • [Informal]   Atropelar.

• [Informal]   • [Informal]   Desrespeitar, transgredir.

• [Informal]   • [Informal]   Omitir, inadvertida ou voluntariamente. = PULAR, SALTAR

• [Informal]   • [Informal]   Não considerar, não levar em conta. = IGNORAR


adjetivo Pretérito; que decorreu; que passou no tempo: momentos passados.
Anterior; que vem antes: mês passado.
Envelhecido; de aspecto velho: homem simpático, mas passado.
Obsoleto; em desuso; que é obsoleto: gíria passada.
Podre; excessivamente maduro: fruto passado.
Exposto ao calor ou ao forno: uva passada.
Que se cozeu, fritou ou assou: carne bem passada.
Surpreso; que ficou espantado: estava passada com seu comportamento.
Constrangido; que sentiu vergonha ou ficou encabulado: fiquei passada com ele!
Diz-se do que foi alisado com a ajuda do ferro de passar: roupa passada.
substantivo masculino O tempo decorrido: deixei a ofensa no passado.
O tempo remoto, antigo: o passado da humanidade.
substantivo masculino plural Passados. A ascendência; as gerações anteriores de alguém.
Etimologia (origem da palavra passado). Part. de passar.


O passado é uma parte do tempo e refere-se a todo e qualquer acontecimento em período de tempo anterior ao presente, sendo objeto da história, que identifica e classifica os eventos verificados.O passado é contrastado com o presente. Está relacionado com um aglomerado de eventos que aconteceram num certo ponto do tempo, dentro do contínuo do espaço-tempo. A concepção acima descrita está relacionada com a teoria da relatividade de Albert Einstein. O passado é o objecto de vários campos como, por exemplo, a história, arqueologia, cronologia, geologia (geologia histórica), linguística histórica, direito, paleontologia e cosmologia.
Os humanos gravaram o passado desde tempos longínquos e uma das características dos seres humanos é que eles conseguem gravar o passado, recordá-lo, mencioná-lo e confrontá-lo com o estado actual das coisas, assim conseguindo planear o futuro e teorizá-lo também.


bookmark_borderO que é fim de semana

substantivo masculino Período composto pelos dias de sábado e domingo, em que geralmente não se trabalha: vamos viajar no fim de semana.


O fim de semana (pré-AO 1990: fim-de-semana) é a parte da semana que compreende o sábado e o domingo. Nos fins de semana a maioria dos assalariados não trabalha e a maior parte das empresas não está em atividade, excetuando-se, principalmente, o comércio e atividades recreativas e de lazer. Escolas também têm funcionamento diferenciado nos fins de semana, acontecendo apenas eventos esporádicos marcados pelos professores.Também sóem concentrar suas atividades nos fins de semana os serviços de religiosos. De facto, nos países cristãos, o domingo e o sábado são os dias tradicionais de frequentar missas ou cultos. Em países não-cristãos, como aqueles de maioria muçulmana ou judaica, o fim de semana pode se desenvolver em outros intervalos, como de quinta a sexta-feira ou de sexta-feira a sábado.


bookmark_borderO que é semana

semana | s. f.
se·ma·na
(latim tardio septimana, -ae )
nome feminino

1. Série de sete dias consecutivos a partir do domingo.

2. Série de sete dias consecutivos.

dia de semana • Dia não santificado.

semana santa • [Liturgia católica]   • [Liturgia católica]   Período que vai do Domingo de Ramos ao Domingo de Páscoa; última semana da Quaresma. (Geralmente com inicial maiúscula.)

semana solteira • A que não tem dia santo.


substantivo feminino Período composto por sete dias que se inicia no domingo e termina no sábado.
Período de sete dias ininterruptos: precisava de uma semana de férias.
Os dias úteis que se antecedem o domingo; os dias de trabalho: a semana de trabalho; esta semana não vou trabalhar.
[Por Extensão] O trabalho que se realiza nesses dias úteis: a semana foi muito cansativa.
Etimologia (origem da palavra semana). Do latim septimana.ae.


A semana é um período correspondente a um grupo de sete (7) dias que é o tempo de duração aproximado de uma fase lunar (¼ de ciclo lunar). Porém, a origem da expressão é mais recente e vem do latim septimana, que significava sete manhãs. A semana também é um período de cento e sessenta e oito (168) horas.
A semana foi uma evolução na medida do tempo, cujo início ocorreu pela relação do homem com a natureza e principalmente com o que mais lhe chamava atenção e influenciava em sua vida, a movimentação dos astros, da Lua, do Sol e dos planetas errantes por eles monitorados.
Na antiguidade, a Lua era muito mais significativa ao homem do que o Sol, porque iluminava as noites, conceito que hoje não é bem compreendido. A origem do período de 7 dias está intimamente ligada com sua proximidade em duração com as fases da Lua, que acabaram gerando os primeiros calendários anuais, hoje conhecidos como calendários lunares, e que também acabaram gerando em nível global os calendários semanais.
O presente dia da semana é sábado.


bookmark_borderO que é anacronismo

anacronismo | s. m.
a·na·cro·nis·mo
(grego anakhronismós )
substantivo masculino

1. Erro cronológico.

2. Coisa a que se atribui uma época em que ela não tinha razão de ser.


substantivo masculino Falta contra a cronologia; erro nas datas dos acontecimentos.
Erro que consiste em atribuir os costumes de uma época a outra.
Coisa retrógrada: o duelo é um anacronismo.
Etimologia (origem da palavra anacronismo). Do francês anachronisme; pelo grego anachronismós.


Anacronismo (do grego ἀνά “contra” e χρόνος “tempo”) é um erro cronológico, expressado na falta de alinhamento, consonância ou correspondência com uma época. Ocorre quando pessoas, eventos, palavras, objetos, costumes, sentimentos, pensamentos ou outras coisas que pertencem a uma determinada época são erroneamente retratados noutra época.Anacronismos podem ocorrer num relato narrativo ou histórico, numa pintura, filme ou qualquer meio real ou de ficção. Alguns exemplos poderiam ser um filme encenado no século XIX em que aparecesse um computador, ou utensílios modernos usados por uma família da Idade da Pedra como no desenho animado Os Flintstones, de Hanna-Barbera. Outro exemplo é o caso do satírico filme Blazing Saddles, de 1974: mesmo ambientado no Velho Oeste norte-americano (1845 a 1890), o xerife usa jeans novos da grife Gucci e também um automóvel, ao invés dos cavalos de então.


bookmark_borderO que é cotidiano

cotidiano | adj. | s. m.
co·ti·di·a·no
(latim cottidianus, -a, -um )
adjectivo adjetivo

1. De todos os dias; que acontece diariamente. = DIÁRIO

2. Que é muito comum ou banal.nome masculino

3. Conjunto das acções praticadas todos os dias e que constituem uma rotina. = DIA-A-DIA

4. O que acontece todos os dias.

Sinónimo Sinônimo Geral: QUOTIDIANO
Ver também dúvida linguística: quotidiano / cotidiano.


adjetivo Que ocorre todo(s) o(s) dia(s); particular do dia a dia; diário.
[Por Extensão] Que não é extraordinário; comum ou banal.
Diz-se da publicação de tiragem diária: revista cotidiana.
substantivo masculino Aquilo que acontece todo(s) o(s) dia(s); o que é banal; comum.
Reunião dos atos habituais e permanentes que uma pessoa desenvolve no decorrer do seu dia; dia a dia.
[Portugal] Forma, preferencialmente, utilizada: quotidiano.
Etimologia (origem da palavra cotidiano). Do latim quotidianus/cottidianus.a.um.


O termo cotidiano (português brasileiro) ou quotidiano (português europeu) significa aquilo que é habitual ao ser humano, ou seja, está presente na vivência do dia a dia.
Cotidiano também pode indicar o tempo no qual se dá a vivência de um ser humano; também pode indicar a relação espaço-temporal na qual se dá essa vivência.
Para além da Filosofia e da Sociologia, uma das áreas disciplinares que recentemente tem procurado estudar o quotidiano são as Ciências da Comunicação. Particularmente, existem estudos, como o de Mateus (2016), que relacionam sociabilidade e media ao colocar como categoria central o conceito de quotidiano. Com efeito, o autor considera o Serviço Público de Media a partir da preocupação que este tem em lidar com a autenticidade da experiência quotidiana, quer ao nível discursivo, quer ao nível da própria programação. “A par da dimensão político-democrática e da dimensão educativa, a dimensão sociológica sublinha práticas de inclusão do indivíduo comum no discurso de televisão e rádio. Estas práticas de inclusão assumem uma feição convergente num duplo sentido: convergência enquanto publicidade, enquanto reunião da atenção coletiva; e convergência enquanto emergência do indivíduo vulgar e da mundanidade na Televisão e Rádio Públicas. O que está em causa nessa dupla convergência continua a ser o horizonte comunitário e coletivo das sociedades” (Mateus, 2016: 112).


bookmark_borderO que é noite

noite | s. f.
noi·te
(latim nox, noctis )
nome feminino

1. Tempo compreendido entre o crepúsculo vespertino e o matutino. = NOITADA

2. [Figurado]   [Figurado]   Escuridão, obscuridade.

3. Tristeza.

4. Morte.

5. Ignorância.

6. Diversão nocturna . = NOITADA

7. Época muito remota.

das mil e uma noites • Esplendoroso, deslumbrante.

noite de sete • [Cabo Verde]   • [Cabo Verde]   • [Etnografia]   • [Etnografia]   Ritual para afastar a má sorte, o mau-olhado ou interferências nefastas e proteger um recém-nascido, que consiste numa vigília na noite do sexto para o sétimo dia após o seu nascimento, celebrado por amigos, parentes e vizinhos com comidas, bebidas, música e canções tradicionais. = GUARDA-CABEÇA

noite do túmulo • O mesmo que noite eterna.

noite e dia • Continuamente.

noite eterna • Morte.

noite velha • Alta noite.

perder a noite • Passá-la sem dormir.


substantivo feminino Espaço de tempo entre o pôr do sol e o amanhecer.
Escuridão que reina durante esse tempo.
[Popular] Diversão ou entretenimento noturna; vida noturna: ir para noite.
Falta de claridade; trevas.
Condição melancólica; melancolia.
Ausência de visão; cegueira.
expressão Noite fechada. Noite completa.
Ir alta a noite. Ser muito tarde.
Noite e dia. De maneira continuada; continuamente.
A noite dos tempos. Os tempos mais recuados da história.
Etimologia (origem da palavra noite). Do latim nox.ctis.


A noite é o período ocorrido durante a rotação da Terra em que não é recebida a luz do Sol, ou seja, aquela determinada região encontra-se na parte escura do planeta, é o período do dia compreendido entre o pôr e o Nascer do sol. Seu período de duração varia consoante a estação do ano e o local da Terra onde se encontra: é maior no inverno e menor no verão; maior nos pólos, menor nos trópicos.


bookmark_borderO que é tempo

tempo | s. m.
tem·po
(latim tempus, oris )
substantivo masculino

1. Série ininterrupta e eterna de instantes.

2. Medida arbitrária da duração das coisas.

3. Época determinada.

4. Prazo, demora.

5. Estação, quadra própria.

6. Época (relativamente a certas circunstâncias da vida, ao estado das coisas, aos costumes, às opiniões).

7. Estado da atmosfera.

8. [Por extensão]   [Por extensão]   Temporal, tormenta.

9. Duração do serviço militar, judicial, docente, etc.

10. A época determinada em que se realizou um facto ou existiu uma personagem.

11. Vagar, ocasião, oportunidade.

12. [Gramática]   [Gramática]   Conjunto de inflexões do verbo que designam com relação à actualidade , a época da acção ou do estado.

13. [Música]   [Música]   Cada uma das divisões do compasso.

14. [Linguagem poética]   [Linguagem poética]   Diferentes divisões do verso segundo as sílabas e os acentos tónicos .

15. [Esgrima]   [Esgrima]   Instante preciso do movimento em que se deve efectuar uma das suas partes.

16. [Geologia]   [Geologia]   Época correspondente à formação de uma determinada camada da crusta terrestre.

17. [Mecânica]   [Mecânica]   Quantidade do movimento de um corpo ou sistema de corpos medida pelo movimento de outro corpo.

a tempo • De forma pontual ou dentro do prazo previsto.

a seu tempo • Em ocasião oportuna.

com tempo • Com vagar, sem precipitação; antes da hora fixada.

dar tempo ao tempo • Esperar ocasião.

matar o tempo • Entreter-se.

perder o tempo • Não o aproveitar enquanto é ocasião; trabalhar em vão; não ter bom êxito.

perder tempo • Demorar-se.

tempo civil • Tempo solar médio adiantado de doze horas. (O tempo civil conta-se de 0 a 24 horas a partir da meia-noite, com mudança de data à meia-noite.)

tempo da Maria Cachucha • Tempos muito antigos ou antiquados, desactualizados (ex.: isso é do tempo da Maria Cachucha).

tempo de antena • Duração determinada de emissões de rádio ou de televisão difundidas no quadro da programação.

tempo dos afonsinhos • Tempos muito antigos ou antiquados, desactualizados (em alusão à época em que reinaram os primeiros Afonsos de Portugal) (ex.: ritual praticado desde o tempo dos afonsinhos). = ERA DOS AFONSINHOS

tempo sideral • Escala de tempo baseada no ângulo horário do ponto vernal.

tempo solar médio • Tempo solar verdadeiro, sem as suas desigualdades seculares e periódicas. (O tempo médio conta-se de 0 a 24 horas a partir do meio-dia.)

tempo solar verdadeiro • Escala de tempo baseada no ângulo horário do centro do Sol.

tempos primitivos • [Gramática]   • [Gramática]   Conjunto de tempos verbais de que os outros se formam pela mudança das desinências.

tempo universal • Tempo civil de Greenwich, em Inglaterra (sigla: T.U.).

tempo universal coordenado • Escala de tempo difundida pelos sinais horários (sigla internacional: UTC).

tempos heróicos • Aqueles em que viveram os heróis (século XX ao XII a. C.).


substantivo masculino Período sem interrupções no qual os acontecimentos ocorrem; continuidade que corresponde à duração das coisas (presente, passado e futuro); o que se consegue medir através dos dias, dos meses ou dos anos; duração: quanto tempo ainda vai demorar esta consulta? Esse livro não se estraga com o tempo.
Certo intervalo definido a partir do que nele acontece; época: o tempo dos mitos gregos.
Parte da vida que se difere das demais: o tempo da velhice.
Período específico que se situa no contexto da pessoa que fala ou sobre quem esta pessoa fala: no tempo do meu pai os carros eram mais bonitos.
Circunstância oportuna para que alguma coisa seja realizada: preciso de tempo para viajar.
Reunião das condições que se relacionam com o clima: previsão do tempo.
Período favorável para o desenvolvimento de determinadas atividades: tempo de colheita.
Esportes. Numa partida, cada uma das divisões que compõem o jogo: primeiro tempo.
Esportes. O período total de duração de uma corrida ou prova: o nadador teve um ótimo tempo.
[Gramática] Flexão que define o exato momento em que ocorre o fato demonstrado pelo verbo; presente, pretérito e futuro são exemplos de tempos verbais.
[Gramática] As divisões menores em que a categoria do tempo se divide: tempo futuro; tempos do imperativo.
[Música] Unidade que mede o tempo da música, através da qual as relações de ritmo são estabelecidas; pulsação.
[Música] A velocidade em que essas unidades de medidas são executadas num trecho musical; andamento.
[Figurado] Ao ar livre: não deixe o menino no tempo!
Etimologia (origem da palavra tempo). Do latim tempus.oris.


O tempo é uma grandeza física presente não apenas no cotidiano como também em todas as áreas e cadeiras científicas. Uma definição do mesmo em âmbito científico é por tal não apenas essencial como também, em verdade, um requisito fundamental. Contudo isto não significa que a ciência detenha a definição absoluta de tempo: ver-se-á que tempo, em ciência, é algo bem relativo, não só em um contexto cronológico – afinal, as teorias científicas evoluem – como em um contexto interno ao próprio paradigma científico válido atualmente.Em física, tempo é a grandeza física diretamente associada ao correto sequenciamento, mediante ordem de ocorrência, dos eventos naturais; estabelecido segundo coincidências simultaneamente espaciais e temporais entre tais eventos e as indicações de um ou mais relógios adequadamente posicionados, sincronizados e atrelados de forma adequada à origem e aos eixos coordenados do referencial para o qual define-se o tempo.Definido desta forma, o tempo parece algo simples, mas várias considerações e implicações certamente não triviais decorrem desta, mostrando mais uma vez que este companheiro inseparável de nosso dia a dia é mais misterioso e sutil do que se possa imaginar. Medir o tempo envolve geralmente bem mais do que apenas justapor um relógio a um evento e anotar sua indicação.
As formas de se atrelar os relógios ao eixos espaciais (ou não), e de sincronizá-los, variam bastante segundo o contexto; sendo bem distintas no âmbito da mecânica clássica e da mecânica relativística.
Conforme definido, a grandeza tempo encontra-se intrinsecamente relacionada à grandeza energia, aos conceitos de coincidência (espacial e/ou temporal), de simultaneidade, e de referencial. As relações entre energia e tempo são tão estreitas que estas duas grandezas são ditas grandezas conjugadas, tanto ao considerar-se teorias físicas já há tempos consolidadas, como a termodinâmica, como ao considerar-se teorias da física moderna, como a relatividade ou a física quântica.
Na mecânica clássica tem-se por definição que a coincidência temporal na observação de eventos em um dado referencial implica a simultaneidade destes dois eventos neste e em quaisquer outros referenciais, sendo o tempo neste contexto definido como uma grandeza absoluta e explicitamente independente do referencial. Na mecânica clássica um observador situado na origem do sistema de coordenadas atrelados ao referencial observa todos os eventos que se dão em um mesmo tempo no mesmo instante, independente das posições espaciais nas quais eles se dão. A informação propaga de forma instantânea pelo espaço.
O avanço dos recursos experimentais e a evolução das teorias para a dinâmica de matéria e energia observados no século XX, contudo, colocaram em xeque o pressuposto que fora assumido no contexto clássico. A teoria da relatividade restrita, conforme publicada por Albert Einstein em 1905, trouxe à tona a explícita dependência da coincidência nas percepções de eventos com o referencial a partir do qual se observam os mesmos: eventos que são coincidentes quando observados a partir da origem de um referencial não o serão em referenciais que movam-se com velocidades apreciáveis em relação ao primeiro, e mesmo para observadores em referenciais estáticos em relação ao primeiro contudo dele distintos não há obrigatoriedade de concordância quanto à coincidência ou não das percepções dos eventos. Neste contexto, em vista de sua definição, o tempo perde o status de grandeza absoluta e universal e passa a ser uma grandeza estritamente local, uma grandeza necessariamente atrelada à origem e aos eixos espaciais coordenados de um referencial em específico.
A dependência do tempo com a energia decorre do processo usado para mensurá-lo. Medir o tempo implica estabelecer um mecanismo físico que produza um dado evento que se repita de forma uniforme e simétrica, e nestes mecanismos repetições uniformes e regulares significam, em acordo com o teorema de Noether quando aplicado à definição de energia, uma energia muito bem definida para o mecanismo de referência. Incertezas na energia deste implicam incertezas na medida do tempo ao usar-se tal mecanismo – tal relógio – para mensurá-lo.
A relação entre energia e tempo é também evidente ao considerar-se a entropia, grandeza física definida no âmbito da termodinâmica quando se consideram os processos onde ocorrem trocas ou concernentes à distribuição de energia, a qual associa-se a capacidade de discernimento do que veio primeiro e do que veio posteriormente em tais sistemas físicos quando considerados de forma isolada. A entropia funciona, nestes termos, como a flecha do tempo: configurações que impliquem maiores valores de entropia para o sistema composto necessariamente sucedem no tempo configurações às quais se associam valores menores de entropia.
Associado à seta do tempo encontra-se também um princípio há muito presente nas teorias científicas: o conceito de causalidade. Embora o advento da mecânica quântica tenha trazido à tona vários debates a respeito da causalidade em sistemas físicos sob seu domínio, mesmo dentro desta teoria é evidente que eventos que guardam relação de causalidade sucedem-se no tempo, com a causa sempre precedendo o efeito. Mesmo ao considerar-se a redução instantânea da função de onda em partículas emaranhadas quando espacialmente separadas – o paradoxo EPR – o comportamento correlacionado observados nas partículas ao reduzir-se a função de onda – ao realizar-se uma medida sobre uma delas – mesmo não encerrando em si uma relação de causa e efeito, e por isto ocorrendo instantaneamente e simultaneamente – de forma não local -, só é possível porque, em algum momento anterior, houve um processo que deu origem ao emaranhamento das partículas, e nestes termos a causa precede o efeito observado, conforme esperado.
Em outras palavras, embora a mecânica quântica suscite o debate sobre causalidade, ela não a contradiz, e a relação de causa efeito é um conceito amplamente difundido em todas as teorias científicas e indissociável do conceito de tempo. Mesmo a relatividade, que trouxe consigo a dependência explícita do tempo com o referencial e os debates quanto à possibilidade de viagem no tempo, preserva a causalidade: se em um referencial o evento 1 é causa do evento 2, precedendo-o no tempo, portanto, em qualquer outro referencial esta relação de causalidade será preservada, mesmo que a medida do intervalo de tempo entre os eventos possa ser expressa mediante valores bem diferente nos diferentes referenciais escolhidos.
A noção em senso comum de tempo é inerente ao ser humano, visto que todos somos, em princípio, capazes de reconhecer e ordenar a ocorrência dos eventos percebidos pelos nossos sentidos. Contudo a ciência evidenciou várias vezes que nossos sentidos e percepções são mestres em nos enganar. A percepção de tempo inferida a partir de nossos sentidos é estabelecida via processos psicossomáticos, nos quais variadas variáveis, muitas com origem puramente psicológica, tomam parte, e assim como certamente todas as pessoas presenciaram em algum momento uma ilusão de ótica, da mesma forma de que em algum momento houve a sensação de que, em certos dias, determinados eventos transcorreram de forma muito rápida, e de que em outros os mesmos eventos transcorreram de forma bem lenta, mesmo que o relógio – aparelho especificamente construído para medida de tempo – diga o contrário.
Embora os pesquisadores não tenham encontrado evidências de um único “órgão do tempo” no cérebro, e de que ainda há muito por se descobrir em relação aos processos cerebrais responsáveis pela nossa percepção de passagem do tempo, é certo que o conceito baseado em senso comum é muito pouco preciso para mostrar-se confiável ou mesmo útil na maioria das situações, mesmo nas práticas onde estamos acostumados a utilizá-lo. A exemplo, todos certamente já afirmaram, de forma a mais natural: “o tempo corre”, “este ano passou depressa” ou mesmo “esta aula não acaba”. Uma definição científica mais precisa faz-se certamente necessária, e com ela ver-se-á, entre outros, que o tempo, em sua acepção científica, não flui. O tempo simplesmente é.


bookmark_borderO que é meio-dia

meio-dia | s. m.
mei·o·-di·a
substantivo masculino

1. Momento que divide o dia em duas partes iguais e em que o Sol está no zénite .

2. Metade do dia.

3. Um dos pontos cardeais, o sul.

4. Região de um país situada a sul.Plural: meios-dias. Plural: meios-dias.



Meio-dia é o horário correspondente a doze horas, é baseado quando o Sol na linha do equador no equinócio do outono e da primavera está perpendicular, fazendo um ângulo reto com a tangente da linha do equador e a qualquer meridiano terrestre.


bookmark_borderO que é madrugada

madrugada | s. f.
ma·dru·ga·da
(feminino de madrugado, particípio passado de madrugar )
substantivo feminino

1. Claridade do início do dia. = ALVA, ALVORADA, AMANHECER, AURORA

2. Acto de madrugar.

3. Período de tempo entre a meia-noite e o amanhecer (ex.: chegou a casa por volta das 2 da madrugada). = MANHÃ

4. [Figurado]   [Figurado]   Precocidade.


substantivo feminino O fim da noite ou o começo do dia; alvorada, aurora.


Madrugada (também chamada de matina ou sembrol) é como é chamado o período entre a meia-noite e o nascer do Sol.


bookmark_borderO que é quadriênio

quadriénio quadriênio | s. m. Será que queria dizer quadriénio?
qua·dri·é·ni·o qua·dri·ê·ni·o
(latim quadriennium, -ii )
nome masculino

Período de quatro anos. = QUATRIÉNIO• Grafia no Brasil: quadriênio. • Grafia no Brasil: quadriênio. • Grafia em Portugal:quadriénio. • Grafia em Portugal:quadriénio.


substantivo masculino Período de quatro anos. (Var.: quatriênio.).


Quadriênio (português brasileiro) ou quadriénio (português europeu) é o período de tempo de quatro anos. É uma das unidades de tempo mais usadas atualmente. A maioria dos torneios esportivos internacionais do mundo, entre eles a Copa do Mundo e as Olimpíadas, acontecem uma vez a cada quadriênio. No Brasil, nos Estados Unidos e em muitos outros países ocidentais, o mandato dos cargos executivos e legislativos valem para um quadriênio.
Geralmente o quadriênio é referido apenas com o ano de início e o ano de término (por exemplo, o quadriênio 2000-2004). Diferentemente de outras unidades, como o ano, a década e o século, não é uma unidade de tempo universal, geralmente usada apenas para se referir ao evento a que se presta.