bookmark_borderO que é anacronismo

anacronismo | s. m.
a·na·cro·nis·mo
(grego anakhronismós )
substantivo masculino

1. Erro cronológico.

2. Coisa a que se atribui uma época em que ela não tinha razão de ser.


substantivo masculino Falta contra a cronologia; erro nas datas dos acontecimentos.
Erro que consiste em atribuir os costumes de uma época a outra.
Coisa retrógrada: o duelo é um anacronismo.
Etimologia (origem da palavra anacronismo). Do francês anachronisme; pelo grego anachronismós.


Anacronismo (do grego ἀνά “contra” e χρόνος “tempo”) é um erro cronológico, expressado na falta de alinhamento, consonância ou correspondência com uma época. Ocorre quando pessoas, eventos, palavras, objetos, costumes, sentimentos, pensamentos ou outras coisas que pertencem a uma determinada época são erroneamente retratados noutra época.Anacronismos podem ocorrer num relato narrativo ou histórico, numa pintura, filme ou qualquer meio real ou de ficção. Alguns exemplos poderiam ser um filme encenado no século XIX em que aparecesse um computador, ou utensílios modernos usados por uma família da Idade da Pedra como no desenho animado Os Flintstones, de Hanna-Barbera. Outro exemplo é o caso do satírico filme Blazing Saddles, de 1974: mesmo ambientado no Velho Oeste norte-americano (1845 a 1890), o xerife usa jeans novos da grife Gucci e também um automóvel, ao invés dos cavalos de então.


bookmark_borderO que é antiquário

antiquário | s. m. | adj.
an·ti·quá·ri·o
(latim antiquarius, -ii, que gosta de antiguidades )
nome masculino

1. Coleccionador de antiguidades .

2. Pessoa que estuda antiguidades ou coisas antigas.

3. Comerciante de antiguidades .

4. Loja de antiguidades .adjectivo adjetivo

5. [Pouco usado]   [Pouco usado]   Relativo a coisas antigas.


substantivo masculino Comerciante que vende objetos antigos.
Loja de coisas antigas.
Estudioso ou colecionador de antiguidades.


Antiquário (do latim antiquarius, aquele que gosta de antiguidades) pode designar tanto um entusiasta, admirador ou comerciante de coisas antigas, quanto um estudioso que se dedica à investigação sobre as antiguidades, isto é, todo tipo de evidência material ligada ao passado. O antiquariato é a modalidade de pesquisa dos estudos históricos desenvolvida pelo antiquário desde a Antiguidade até o final do século XIX, caracterizada por uma abordagem que inclui a erudição, a categorização, a descrição sistemática e o levantamento de fontes. O papel da pesquisa antiquária é avaliado por muitos como fundamental para o desenvolvimento metodológico de disciplinas históricas, particularmente a história e a arqueologia.
As origens da pesquisa antiquária são identificadas nas civilizações da antiguidade situadas no Antigo Egito, na Mesopotâmia, na Grécia Antiga, na Roma Antiga e na China. Dentre as características principais do antiquariato neste período, pode-se citar o forte vínculo da pesquisa com a religião e a política, tendo em vista o fato de que todas elas buscaram, de alguma forma, restaurar tradições culturais e cultos religiosos do passado através do estudo sobre as suas evidências materiais, cada uma à sua maneira. No período medieval, estudos indicam a existência do antiquariato na Europa desde a Alta Idade Média, praticado por governantes e membros da aristocracia. Há bastante controvérsia sobre o caráter e a relevância do antiquariato nas sociedades europeias, sua relação com os antiquários romanos e o peso do poder eclesiástico na sua orientação. Enquanto alguns percebem a influência do antiquariato romano desde o século VIII, outros afirmam que esta só viria a acontecer a partir do século XV. Os estudos sobre o antiquário chinês neste período concordam que a investigação sobre as antiguidades torna-se significativa a partir do século XI, durante a Dinastia Song, com a publicação das primeiras obras que compuseram a base de uma tradição de pesquisa continuada nos séculos seguintes, pautada especialmente no comentário extensivo sobre fragmentos epigráficos.
No decorrer dos séculos XV, XVI e XVII, muitos pesquisadores consideram que houve uma gradativa retomada dos conceitos romanos da pesquisa antiquária, que valorizavam o estudo do passado clássico, assim como uma abordagem que se baseava nas técnicas específicas operadas pelos antiquários antigos, como a escrita sistemática e descritiva, em decorrência de um movimento de renovação dos estudos sobre as línguas clássicas no contexto europeu. Segundo esta perspectiva, o antiquariato renascentista teria se iniciado na Itália do Quattrocento, e a partir de então se espalhado por boa parte da Europa na forma de uma metodologia científica organizada. Neste período, o antiquariato não foi de menor importância na China, que deu sequência aos estudos epigráficos dos séculos anteriores, embora alguns estudos apontem um declínio dos estudos antiquários entre os séculos XV e XVII. Entre os séculos XVIII e XIX, para grande parte dos estudiosos no tema, houve o ápice da pesquisa antiquária, reunida em torno de diversas sociedades eruditas que se difundiram pela Europa. O antiquariato europeu moderno travou um intenso diálogo com outras disciplinas históricas, como a história e a arqueologia. Uma das características centrais do antiquário, no século XVIII europeu, foi a preferência pelo estudo das antiguidades regionais, que se tornavam objetos de diversas pesquisas que tinham por objetivo a restauração do passado regional das nações europeias, não se limitando à antiguidade clássica. Também no caso chinês considera-se o século XVIII como o apogeu do antiquariato, levado a cabo por estudiosos da Dinastia Qing. No que diz respeito ao Japão, estudos afirmam que, no decorrer do setecentos, a pesquisa antiquária já se difundia na sociedade, sendo incorporada por diferentes grupos sociais. No Brasil, alguns elementos do antiquariato moderno influenciaram estudiosos ligados a instituições vinculadas aos estudos históricos, como a Academia Brasílica dos Esquecidos, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
Durante o século XX o antiquário paulatinamente desapareceu enquanto um estudioso erudito das antiguidades, tendo suas práticas de pesquisa sido incorporadas por diversas outras ciências mais especializadas. As Sociedades Antiquárias, que ao longo do período moderno serviram como local de encontro, produção e divulgação de pesquisa científica por indivíduos que se identificavam como antiquários, entraram em declínio após a separação e especialização das disciplinas dos estudos históricos e clássicos. Em função disto, atualmente a palavra antiquário é quase invariavelmente associada a uma loja ou a um comerciante de objetos ou livros antigos (v. Antiquário (local)). O antiquariato esteve sempre em contato com a historiografia, sendo possível dizer que as duas ciências se influenciaram mutuamente ao longo da história. De forma semelhante, o antiquariato foi de suma importância para a constituição da arqueologia no século XIX. Todavia, certas características são próprias a cada uma destas abordagens, sendo necessário elaborar algumas distinções terminológicas entre antiquários, historiadores e arqueólogos. Além disso, a figura do antiquário foi objeto de inúmeras figurações ao longo do período moderno, tanto nas artes visuais, quanto na literatura e na filosofia, como mostram os romances e ficções de Walter Scott e Montague Rhodes James, assim como a obra de Friedrich Nietzsche.


bookmark_borderO que é revolução

revolução | s. f.
re·vo·lu·ção
(latim revolutio, -onis )
substantivo feminino

1. [Astronomia]   [Astronomia]   Marcha circular dos corpos celestes no espaço.

2. Período de tempo que eles empregam em percorrer a sua órbita.

3. [Física]   [Física]   Movimento de um móbil que percorre uma curva fechada.

4. [Geometria]   [Geometria]   Movimento suposto de um plano em volta de um dos seus lados, para gerar um sólido.

5. [Mecânica]   [Mecânica]   Giro completo do eixo de um motor ou de qualquer peça em movimento giratório.

6. [Figurado]   [Figurado]   Revolta, sublevação.

7. Mudança brusca e violenta na estrutura económica , social ou política de um Estado (ex.: a Revolução Francesa).

8. Reforma, transformação, mudança completa.

9. Perturbação moral, indignação, agitação.

10. Náusea, repulsa, nojo.

11. Modificação em qualquer ramo do conhecimento ou pensamento (ex.: revolução literária).

revolução cultural • [História]   • [História]   Processo revolucionário chinês desenvolvido por Mao Tsé-Tung entre 1966 e 1976. (Geralmente com inicial maiúscula.)

revolução de Abril • [História]   • [História]   O mesmo que revolução do 25 de Abril. (Geralmente com inicial maiúscula.)

revolução de Outubro • [História]   • [História]   O mesmo que revolução russa. (Geralmente com inicial maiúscula.)

revolução do 25 de Abril • [História]   • [História]   Revolta militar protagonizada pelo Movimento das Forças Armadas em 1974, que conduziu ao derrube do governo de Marcelo Caetano e criou condições para a implantação de um regime democrático em Portugal. (Geralmente com inicial maiúscula.)

revolução dos cravos • [História]   • [História]   O mesmo que revolução do 25 de Abril. (Geralmente com inicial maiúscula.)

revolução francesa • [História]   • [História]   Processo revolucionário iniciado em 1789, que pôs fim ao Antigo Regime em França, com o lema “liberdade, igualdade e fraternidade”.

revolução industrial • [História]   • [História]   Conjunto de transformações ocorridas em Inglaterra na segunda metade do século XVIII, com diversas inovações tecnológicas que originaram uma industrialização progressiva, o aparecimento de grandes unidades industriais e as consequentes alterações económicas , sociais, culturais e ambientais.

revolução russa • [História]   • [História]   Período de conflitos desencadeados em 1917 pelo Partido Bolchevique liderado por Lenine, que levou à queda do regime dos czares e à fundação da União Soviética. (Geralmente com inicial maiúscula.)

revolução sideral • [Astronomia]   • [Astronomia]   Retorno de um astro ao mesmo ponto do céu.


substantivo feminino Ação de revolucionar, de incitar uma revolta; rebelião, insurreição: muitas foram as revoluções liberais do século XIX.
Mudança profunda ou completa; subversão: revolução de costumes.
Movimento que busca mudanças sociais por meio de rebeliões: revolução de Canudos.
[Física] Movimento completo de uma figura de forma invariável em torno de um eixo ou um centro: a revolução de uma roda.
[Física] Movimento circular ou elíptico no qual um móvel volta à sua posição inicial.
[Astronomia] Tempo gasto por um corpo celeste para descrever sua órbita; esse próprio movimento: a revolução de um planeta.
expressão [Geometria] Superfície de revolução. Aquela é gerada pela rotação de uma curva qualquer, que gira em volta de uma reta fixa, de modo que cada um de seus pontos descreva um círculo num plano perpendicular ao eixo.
Etimologia (origem da palavra revolução). Do latim revolutio.onis.


Revolução (do latim revolutìo,ónis, “ato de revolver”) é uma mudança abrupta no poder político ou na organização estrutural de uma sociedade que ocorre em um período relativamente curto de tempo. O termo é igualmente apropriado para descrever mudanças rápidas e profundas nos campos científico-tecnológico, econômico e comportamental humano.


bookmark_borderO que é historiografia

historiografia | s. f.
his·to·ri·o·gra·fi·a
(grego historiografía, -as )
nome feminino

1. Arte de escrever a história.

2. Estudo crítico acerca dos historiadores.


substantivo feminino Arte de escrever história, a descrição dos acontecimentos.
Estudo crítico e histórico sobre os historiadores.


Historiografia (de “historiógrafo”, do grego Ιστοριογράφος, de Ιστορία, “História” e -γράφος, da raiz de γράφειν, “escrever”: “o que escreve, ou descreve, a História”) é uma palavra polissémica e designa não apenas o registro escrito da História, a memória estabelecida pela própria humanidade através da escrita do seu próprio passado, mas também a ciência da História.


bookmark_borderO que é eurocentrismo

eurocentrismo | s. m.
eu·ro·cen·tris·mo
(inglês eurocentrism )
nome masculino

Qualidade de eurocêntrico.


substantivo masculino Modo de julgar o mundo a partir de um ponto de vista europeu.
Influência que, política, cultural, econômica, social etc., a Europa exerce sobre outras variadas áreas, países, povos, culturas.
Característica da pessoa eurocêntrica, que busca compreender o mundo tendo em conta somente valores europeus.
Etimologia (origem da palavra eurocentrismo). Do inglês eurocentrism.


O eurocentrismo é uma visão de mundo que tende a colocar a Europa (assim como sua cultura, seu povo, suas línguas, etc.) como o elemento fundamental na constituição da sociedade moderna, sendo necessariamente a protagonista da história do homem. Resumidamente, trata-se da ideia de que a Europa é o centro da cultura do mundo. Acredita-se que grande parte da historiografia produzida no século XIX até meados do século XX assuma um contexto eurocêntrico, mesmo aquela praticada fora da Europa. O revisionismo histórico, ocorrido nas últimas décadas por intelectuais como, por exemplo, Edward Said, tendeu a reverter esta visão de mundo, em busca de novas perspectivas.
O eurocentrismo manifesta-se como uma espécie de doutrina corrente no meio acadêmico que, em determinados períodos da história, enxerga as culturas não-europeias de forma exótica ou mesmo com visão advinda de xenofobia. Foi muito comum principalmente no século XIX, especialmente por ser um ideal do Darwinismo social que a humanidade caminhasse para o “modelo europeu”. Um de seus traços mais sutis pode ser visto no mapa-múndi, na projeção de Mercator.
Devido ao papel da Europa na formação da cultura ocidental, o termo “eurocentrismo” é muitas vezes confundido com ocidentalismo.


bookmark_borderO que é modernidade

modernidade | s. f.
mo·der·ni·da·de
(moderno + -idade )
nome feminino

1. Estado ou qualidade do que é moderno.

2. Coisa nova ou recente. = NOVIDADE

Sinónimo Sinônimo Geral: MODERNICE, MODERNISMO


substantivo feminino Caráter do que é moderno, do que se refere ao tempo presente ou a uma época relativamente recente; modernismo.
O que existe ou passou a existir recentemente.
[História] Conceito iluminista segundo o qual o ser humano se reconhece como pessoa autônoma, atuando sobre a realidade (natureza e sociedade) pelo uso da razão.
Etimologia (origem da palavra modernidade). Moderno + i + dade.


A modernidade costuma ser entendida como um ideário ou visão de mundo relacionada ao projeto empreendido a partir da transição teórica operada por Descartes, com a ruptura com a tradição herdada – o pensamento medieval dominado pela Escolástica – e o estabelecimento da autonomia da razão, o que teve enormes repercussões sobre a filosofia, a cultura e as sociedades ocidentais.O projeto moderno consolida-se com a Revolução Industrial e é normalmente relacionado com o desenvolvimento do capitalismo.
A modernidade transita, em seu fechamento e esgotamento, para a pós-modernidade. Muitos teóricos trataram dessa transição e tentaram sondar para ver além dos limites da transição para tentar captar que outro mundo estava surgindo. A pós-modernidade como um outro mundo relativamente à modernidade também é um tema filosófico da mais alta importância. Pós-modernidade carece de definição, nos parece, em sí mesma, só fazendo sentido se, em conexão com a modernidade, ou sua extensão, ou sua ruptura.
O termo era desconhecido para Nietzsche, porém, uma vez que a pós-modernidade se forma em oposição à modernidade, pode-se dizer que foi Nietzsche, em termos abrangentes, quem iniciou o movimento de fustigação dos ideais modernos. Com ele começa a era da paixão moderna. Os seus defensores ou os seus detratores, via de regra, se posicionavam frente à aceitação ou à recusa da modernidade. Porém, Nietzsche já não estava presente quando efetivamente começam as mais profundas transformações de época, da cultura aos artefatos tecnológicos, da política a guerra e ao terrorismo, da arte clássica a anti-arte ou a arte pela arte, do local ao global, da objetividade ao ficcional e ao virtual, do bioquímico ao tecido genético.


bookmark_borderO que é cronologia

cronologia | s. f.
cro·no·lo·gi·a
substantivo feminino

Ciência ou tratado da divisão dos tempos memoráveis, e determinação por ordem das datas dos factos que a cada uma competem.


substantivo feminino Ciência que se dedica ao estudo dos intervalos, dos períodos de tempo, da determinação e do registro das datas históricas.
Ordem e data dos acontecimentos históricos: a cronologia da Segunda Guerra Mundial.
Sucessão do tempo que marca as circunstâncias, eventos e fatos.
Registro exato do que ocorre durante um tempo determinado, geralmente durante um ano.
Ordem ou listagem que determina ou registra os acontecimentos.
Etimologia (origem da palavra cronologia). Do grego khronología.as, ciência do tempo.


A cronologia (do grego chronos, tempo, + logos, estudo) é a ciência cuja finalidade é datar acontecimentos históricos, os descrevendo e agrupando numa sequência lógica. Esta disciplina insere-se numa ciência maior, que é História.
No passado, diferentes sistemas de contagem do tempo foram utilizados, segundo as regiões e a época. Os gregos contavam os anos a partir da primeira olimpíada, os romanos a partir da fundação de Roma. Os habitantes do Oriente Próximo se referiam aos anos dos reinados de seus soberanos ou aos nomes de seus dignitários. O calendário das civilizações antigas era baseado no ritmo das atividades agrícolas e religiosas e era marcado por intervalos de tempo naturais, dados pelo deslocamento do Sol no horizonte, pelo ciclo das colheitas e pelo movimento da Lua. Assim, o calendário mesopotâmico era composto de um ano solar, com meses lunares e de um dia solar.
Durante muitas décadas, o tempo do historiador foi reduzido à cronologia, ou seja, o fundamentalismo era datar os tempos em dias, meses, ano, décadas e séculos estabelecendo uma noção de tempo puramente cronológica.


bookmark_borderO que é positivismo

positivismo | s. m.
po·si·ti·vis·mo
(positivo + -ismo )
nome masculino

1. Sistema filosófico que, banindo a metafísica e o sobrenatural, se funda na consideração do que é material e evidente.

2. Tendência a encarar a vida unicamente pelo lado prático.


substantivo masculino Condição ou característica de positivo; de essência segura; que não se desfaz com facilidade; definitivo.
[Filosofia] Doutrina filosófica que, criada por Auguste Comte (1798-1857), sugere fazer das ciências experimentais o padrão ou modelo por excelência do conhecimento humano, substituindo com isso as teorias metafísicas ou teológicas; comtismo ou filosofia positiva.
[Por Extensão] Filosofia. Cada uma das doutrinas que se baseiam no comtismo (sec.XIX e XX), definidas pela utilização de uma metodologia quantitativa, pelo cientificismo e pela hostilidade ao idealismo.
Etimologia (origem da palavra positivismo). Positivo + ismo/ pelo francês positivisme.


O positivismo é uma corrente filosófica que surgiu na França no começo do século XIX. Os principais idealizadores do positivismo foram os pensadores Auguste Comte e John Stuart Mill. Esta escola filosófica ganhou força na Europa na segunda metade do século XIX e começo do XX. É um conceito que possui distintos significados, englobando tanto perspectivas filosóficas e científicas do século XIX quanto outras do século XX.Desde o seu início, com Auguste Comte (1798-1857) na primeira metade do século XIX, até o presente século XXI, o sentido da palavra mudou radicalmente, incorporando diferentes sentidos, muitos deles opostos ou contraditórios entre si. Nesse sentido, há correntes de outras disciplinas que se consideram “positivistas” sem guardar nenhuma relação com a obra de Comte. Exemplos paradigmáticos disso são o positivismo jurídico, do austríaco Hans Kelsen, e o positivismo lógico (ou Círculo de Viena), de Rudolf Carnap, Otto Neurath e seus associados.
Para Comte, o positivismo é uma doutrina filosófica, sociológica e política. Surgiu como desenvolvimento sociológico do iluminismo, das crises social e moral do fim da Idade Média e do nascimento da sociedade industrial – processos que tiveram como grande marco a Revolução Francesa (1789-1799). Em linhas gerais, ele propõe à existência humana valores completamente humanos, afastando radicalmente a teologia e a metafísica (embora incorporando-as em uma filosofia da história). Assim, o positivismo associa uma interpretação das ciências e uma classificação do conhecimento a uma ética humana radical, desenvolvida na segunda fase da carreira de Comte. O positivismo defende a ideia de que o conhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro. De acordo com os positivistas somente pode-se afirmar que uma teoria é correta se ela foi comprovada através de métodos científicos válidos. Os positivistas não consideram os conhecimentos ligados a crenças, superstição ou qualquer outro que não possa ser comprovado cientificamente. Para eles, o progresso da humanidade depende exclusivamente dos avanços científicos.


bookmark_borderO que é historicidade

historicidade | s. f.
his·to·ri·ci·da·de
(histórico + -idade )
nome feminino

Qualidade do que é histórico. = HISTORICISMO


substantivo feminino Qualidade do que pertence à história, do que é propriamente histórico: a historicidade da política.


Historicidade é a realidade histórica de pessoas e eventos, significando a qualidade de fazer parte da história em oposição a ser um mito, lenda ou ficção. A historicidade se concentra no verdadeiro valor das afirmações de conhecimento sobre o passado (denotando atualidade histórica, autenticidade e factualidade). A historicidade de uma afirmação sobre o passado é seu status factual.Alguns teóricos caracterizam a historicidade como uma dimensão de todos os fenômenos naturais que ocorrem no espaço e no tempo. Outros estudiosos caracterizam-na como um atributo reservado a certos fenômenos humanos, de acordo com a prática da historiografia. Herbert Marcuse explicou a historicidade como aquela que “define a história e assim a distingue da ‘natureza’ ou da ‘economia’” e “significa o significado que pretendemos quando dizemos algo que é ‘histórico’.”O Dicionário Blackwell de Filosofia Ocidental define a historicidade como “denotando a característica de nossa situação humana pela qual estamos localizados em circunstâncias temporais e históricas concretas específicas”. Para Wilhelm Dilthey, a historicidade identifica os seres humanos como seres históricos únicos e concretos.As questões relacionadas à historicidade dizem respeito não apenas à questão do “que realmente aconteceu”, mas também à questão de como os observadores modernos podem vir a conhecer “o que realmente aconteceu.” Esta segunda questão está intimamente ligada às práticas e metodologias de pesquisa histórica para analisar a confiabilidade das fontes primárias e outras evidências. Como várias metodologias tematizam a historicidade de maneira diferente, não é possível reduzir a historicidade a uma única estrutura a ser representada. Algumas metodologias (por exemplo, historicismo) podem sujeitar a historicidade a construções de história baseadas em compromissos de valores submersos.Questões de historicidade são particularmente relevantes para relatos partidários ou poéticos de eventos passados. Por exemplo, a historicidade da Ilíada se tornou um tópico de debate, porque achados arqueológicos posteriores sugerem que o trabalho foi baseado em algum evento verdadeiro.
Questões de historicidade também surgem frequentemente em relação aos estudos históricos da religião. Nestes casos, compromissos de valor podem influenciar a escolha da metodologia de pesquisa.


bookmark_borderO que é pós-modernismo

pós-modernismo | s. m.
pós·-mo·der·nis·mo
(pós- + modernismo )
nome masculino

Conjunto de movimentos artísticos e literários heterogéneos surgidos a partir da segunda metade do século XX, que defendem modelos baseados na reacção contra as correntes modernistas e vanguardistas.Plural: pós-modernismos. Plural: pós-modernismos.



O pós-modernismo é um amplo movimento que se desenvolveu em meados do século XX através da filosofia, das artes, da arquitetura e da crítica, marcando um afastamento do modernismo. O termo tem sido aplicado de maneira mais geral para descrever uma era histórica que se segue à modernidade e às tendências dessa era.
O pós-modernismo é geralmente definido por uma atitude de ceticismo, ironia ou rejeição em relação ao que descreve como as grandes narrativas e ideologias associadas ao modernismo, muitas vezes criticando a racionalidade do Iluminismo e concentrando-se no papel da ideologia na manutenção do poder político ou econômico, principalmente na filosofia pós-moderna do pós-estruturalismo. Pensadores pós-modernos frequentemente descrevem reivindicações de conhecimento e sistemas de valores como contingentes ou socialmente condicionados, descrevendo-os como produtos de discursos e hierarquias políticas, históricas ou culturais. Alvos comuns da crítica pós-moderna incluem ideias universalistas de realidade objetiva, moralidade, verdade, natureza humana, razão, ciência, linguagem e progresso social. Assim, o pensamento pós-moderno é amplamente caracterizado por tendências à autoconsciência, autorreferencialidade, relativismo epistemológico e moral, pluralismo e irreverência.As abordagens críticas pós-modernas foram adquiridas nas décadas de 1980 e 1990 e foram adotadas em várias disciplinas acadêmicas e teóricas, incluindo estudos culturais, filosofia da ciência, economia, linguística, arquitetura, teoria feminista e crítica literária, além de movimentos artísticos em áreas como literatura, arte contemporânea e música. O pós-modernismo é frequentemente associado a pensamentos pós-estruturalistas como desconstrução e crítica institucional, além de filósofos como Jean-François Lyotard, Jacques Derrida e Fredric Jameson.
As críticas ao pós-modernismo são intelectualmente diversas e incluem argumentos de que o pós-modernismo promove obscurantismo, não tem sentido e que nada acrescenta ao conhecimento analítico ou empírico.