bookmark_borderO que é cabala

cabala | s. f.
ca·ba·la
(hebraico qabbalah, tradição )
substantivo feminino

1. Interpretação mística de textos bíblicos.

2. Ciência oculta.

3. Combinação secreta para prejudicar alguém. = COMPLÔ, CONLUIO, CONSPIRAÇÃO, INTRIGA, MAQUINAÇÃO, TRAMA

4. Conjunto de pessoas que entram nessa combinação secreta.


substantivo feminino Ciência oculta que pretende estabelecer comunicação com os espíritos.
Manobras secretas, intrigas, maquinação.
Pedido de votos para determinado candidato, numa eleição.


Kabbalah—em hebraico: קַבָּלָה, literalmente (receber/tradição); também romanizada como Cabala, Qabbālâ, etc.; transliterações diferentes tendem a denotar tradições diferentes; é um método esotérico, disciplina e escola de pensamento no misticismo judaico. Os cabalistas tradicionalmente no judaísmo são chamados de Mekubalim’ (em hebraico: מְקוּבָלים) ou Maskilim (משכילים iniciados).
As definições de o que é Cabalá variam de acordo com as tradições e objetivos daqueles que lhe seguem, a partir de sua origem religiosa. Como parte integrante do judaísmo, da sua posterior ramificação a Cabala cristã, também na Nova Era e suas adaptações sincréticas ocultistas. A Cabalá é um conjunto de ensinamentos, comumente sendo referidos como esotéricos feitos para explicar a relação entre o imutável, eterno e misterioso Ein Sof (sem limites) ou Ain (Nada) esse termo Ain usado no sentido de não haver possibilidade de compreensão da Sua origem ou Sua essência (Atzmut ou Atzmus) que para os judeus é visto como O oculto ou O proibido, e a única percepção que temos é através dos nossos sentidos em relação a Sua vontade (O outorgamento) e o universo mortal e finito (Sua criação ou O desejo de receber). Embora seja muito usado por algumas denominações, não é um sistema religioso em si. Cabalá é o Yesod (fundamento) das interpretações religiosas e místicas. A Cabalá procura através de seus métodos de estudo sobre o mundo espiritual (retirar o véu que nos prende nos 5 sentidos básico de compreensão da realidade) alcançar a raiz de toda causa e efeito na nossa realidade, a natureza do universo e do ser humano, a razão e o propósito da Criação, e de diversas outras questões ontológicas em um degrau (nível) acima do nível Material no nível Espiritual. Apresentando métodos para auxiliar na compreensão desses conceitos e assim conseguindo atingir a realização espiritual do Ser Humano que, na visão de um dos maiores Cabalistas da nossa era, Baal HaSulam (veja abaixo), só é possível em um nível Social, apesar de ter seu início na intenção de cada indivíduo.
A cabalá originalmente se desenvolveu dentro do domínio do pensamento judaico, e cabalistas judeus usam fontes judaicas clássicas para explicar e demonstrar os seus ensinamentos esotéricos. Esses ensinamentos (Hokmá ha-Kabbalah – Sabedoria da Cabalá) são mantidos pelos seguidores do judaísmo para definir o significado interno, tanto da Bíblia hebraica e da literatura rabínica tradicional e sua dimensão transmitida anteriormente escondida, bem como de explicar o significado das observâncias religiosas judaicas.Os cabalistas tradicionais acreditam que sua origem venha da forma antiga de misticismo judaico, a saber a literatura Heichalot e Merkavá (ספרות ההיכלות והמרכבה) embora essa tradição seja realmente antiga a sua forma escrita foi vista a partir do século VI ou VII. Historicamente, a cabalá surgiu, depois dessas formas anteriores de misticismo judaico, nos séculos XII e XIII, no Sul da França e da Espanha (Provence – Languedoc – Catalunha e outras regiões), tendo como obra principal de estudo o Sêfer Yetzirá, tornando-se reinterpretadas no renascimento místico judeu da Palestina otomana, no século XVI, período esse conhecido como pós-zohar em especial na comunidade galileia de Safed, que incluía Yosef Karo , Moshé Alshich , Cordovero, Luria e outros, Foi popularizado na forma de judaísmo hassídico do século XVIII em diante. O interesse do século XX pela cabalá tem gerado muitas controvérsias no meio judaico, enquanto os ortodoxos acreditam que o ensinamento dessa Sabedoria deve ser restrito a alguns poucos selecionados, outros como Baal HaSulam e seus seguidores acreditam que no atual estado em que se encontra esse Mundo é crucial a disseminação da Cabalá para todos. Durante o século XX, o interesse acadêmico pelos textos cabalísticos liderados principalmente pelo historiador judeu Gershom Scholem inspirou o desenvolvimento de pesquisas históricas sobre a Cabala no campo dos estudos judaicos.


bookmark_borderO que é alma

alma | s. f. | s. f. pl.
al·ma
(latim anima, -ae, sopro, ar, respiração, princípio vital )
substantivo feminino

1. [Religião]   [Religião]   Parte imortal do ser humano.

2. Pessoa, indivíduo.

3. Habitante.

4. Índole.

5. Vida.

6. Consciência.

7. Espírito.

8. [Figurado]   [Figurado]   Agente, motor principal; o que dá força e vivacidade.

9. Essência, fundamento.

10. Entusiasmo, calor.

11. Ânimo, coragem, valor.

12. Ente querido.

13. [Técnica]   [Técnica]   Interior da arma de fogo.

14. [Música]   [Música]   Peça de madeira no interior do violino, entre o tampo superior e o inferior, por baixo do cavalete.

15. Parte bicôncava do carril entre a cabeça e a patilha.

16. Pedaço de cabedal entre a sola e a palmilha de um sapato.

17. Pedaço de sola que fortalece o enfranque do calçado.

18. Válvula do fole.

19. Curva da sola do pé, entre o calcanhar e a base lateral do dedo grande do pé.

20. Vão que o fuso deixa na maçaroca ou do novelo, etc.

21. Chancela ou sinete de carta.

22. Mote de divisa.

23. Peça interior do botão coberto.
almassubstantivo feminino plural

24. Pequeno monumento na berma de um caminho que representa em geral almas do Purgatório, frequentemente construído em homenagem a ou em memória de entes queridos ou como cumprimento de promessa. = ALMINHAS

alma de cântaro • [Informal, Depreciativo]   • [Informal, Depreciativo]   Paspalhão, estúpido, simplório.

alma de chicharro • [Informal, Depreciativo]   • [Informal, Depreciativo]   Pessoa de carácter frouxo e brando.

alma penada • A que vagueia penando pelo mundo.


substantivo feminino Princípio espiritual do homem que se opõe ao corpo.
[Religião] Composição imaterial de uma pessoa que perdura após sua morte; espírito.
Qualidades morais, boas ou más: alma nobre.
Consciência, caráter, sentimento: grandeza de alma.
[Figurado] Quem habita algum lugar; habitante: cidade de 20.000 almas.
[Figurado] Origem principal: esse homem era a alma do movimento.
Expressão de animação; vida: cantar com alma.
Condição essencial de: o segredo é a alma do negócio.
[Artilharia] O vazio interior de uma boca de fogo: a alma do canhão.
[Música] Pequeno pedaço de madeira que, colocado no interior de um instrumento de cordas, comunica as vibrações a todas as partes do instrumento: a alma de um violino.
Armação de ferro, de uma escultura modelada.
Etimologia (origem da palavra alma). Do latim anima.ae, sopro, ar, origem da vida.


Alma é um termo equivalente ao hebraico néfesh, ao Sanscrito Ātman e ao grego psykhé e significa “ser”, “vida” ou “criatura”. Etimologicamente, deriva do termo em Latim animu (ou anima), que significa “o que anima”. Sendo a vida de cada organismo, não sendo eterna, e nem separada do corpo, exatamente pelo contrário. Alma não é o mesmo que espírito. Na religião, possui grande importância, conferindo, ao indivíduo, a capacidade de fazer e viver coisas e momentos complexos lógicamente, sendo a vida do ser humano, e não parte dela. Foi discutida e citada na filosofia.


bookmark_borderO que é senda

senda | s. f.
sen·da
(latim semita, -ae, caminho estreito, estrada, modo de vida, conduta )
nome feminino

1. Caminho estreito. = ATALHO, SENDEIRO, VEREDA

2. [Figurado]   [Figurado]   Direcção , caminho, rumo (ex.: enveredamos por uma nova senda de investigação).

3. [Figurado]   [Figurado]   Prática habitual. = HÁBITO, ROTINA


substantivo feminino Passagem estreita utilizada por pessoas ou animais de pequeno porte.
[Figurado] Direção; itinerário que se percorre para ir de um lugar para outro; o caminho: esperava uma coisa, mas sua vida tomou uma senda diferente.
[Figurado] Hábito; o que se faz por costume; prática habitual: desde criança sempre foi pela senda da música.
Etimologia (origem da palavra senda). Do latim semita.ae.


Senda, Sendeiro ou Caminho, é o termo técnico empregado em escolas de religião ou filosofia esotérica para designar um suposto percurso de progresso espiritual daquele que aspira à iluminação, à união com o divino ou a alguma espécie de iniciação.


bookmark_borderO que é teosofia

teosofia | s. f.
te·o·so·fi·a
nome feminino

1. Iluminismo.

2. Doutrina religiosa que tem por objecto a união com a divindade.


substantivo feminino Sistema de pensamento religioso e filosófico que se baseia em reivindicações de uma visão mística da natureza de Deus e das leis do universo.
Os adeptos da teosofia acreditam que o verdadeiro conhecimento vem não através da razão ou dos sentidos, mas por intermédio de uma comunhão direta da alma com a realidade divina.


Teosofia refere-se a um conjunto de doutrinas filosóficas, místicas, ocultistas e especulativas que buscam o conhecimento direto dos mistérios presumidos da vida e da natureza, da divindade e da origem e propósito do universo. Esta escola mística/movimento iniciático propõe que todas as religiões surgiram a partir de ensinamentos de tronco comum, que se foram, de certa forma, recombinando e permutando, nas suas diversas mutações e encarnações, e que, apesar de comungarem de um tronco comum, acabam muitas vezes por deturpar os ensinamentos da doutrina original. A teosofia é considerada parte do esoterismo ocidental, que acredita que o conhecimento escondido ou a sabedoria do passado antigo oferece um caminho para a iluminação e a salvação, tendo base nos ensinamentos de Jakob Boehme, Friedrich Cristoph Oetinger, Paracelsus, Emanuel Swedenborg e Louis Claude de Saint-Martin assim como a Kabbalah Judaica. De notar que quando colocamos a teosofia nestes termos estamo-nos a referir a todo e qualquer movimento que tenha surgido no pré-Blavatskismo, estando, portanto, conotado com o movimento de gnose cristã do século XVI, XVIII e XIX.
A origem etimológica do termo teosofia vem da grego clássico (θεοσοφία), grega (θεοσοφία), que combina grego clássico (θεός), “Deus” e sophia (σοφία), “sabedoria”, que significa “sabedoria divina”, remontando assim para uma dimensão conotada com o universo do neoplatonismo (quer o movimento do século XVI, iniciado sobretudo a partir de Itália, quer o movimento do século XIX, iniciado sobretudo na Alemanha). A partir do final do século XIX, o termo teosofia geralmente foi usado para se referir às doutrinas religioso-filosóficas da Sociedade Teosófica, fundadas em Nova York em 1875 por Helena Blavatsky, William Quan Judge e Henry Steel Olcott. O trabalho principal de Blavatsky, The Secret Doctrine (1888), foi uma das obras fundamentais da teosofia moderna. A partir de 2015, membros de organizações oriundas ou relacionadas à Sociedade Teosófica atuavam em mais de 52 países ao redor do mundo. Constitui um movimento eclético, que partilham de bases comuns em correntes como o cristianismo, budismo, e hinduísmo e que viriam a dar origem a toda uma série de movimentos espiritualistas de carimbo gnóstico do final do século XIX. Acaba por influenciar, de igual modo toda uma série de movimentos da nossa época, como por exemplo, a metafísica cristã de Conny Méndez, a Escola Arcana de Alice Bailey, a Sociedade Antroposófica de Rudolf steiner, a Fundação Krishnamurti e correntes relacionadas com as doutrinas orientalistas sobre níveis de ascensão (Mestres Ascendidos). A teosofia moderna também deu origem ou influenciou o desenvolvimento de outras formas místicas, filosóficas, e movimentos religiosos.Contudo, existem diferenças substanciais entre o movimento de gnose espiritualista cristã do século XVI-XVIII e aquilo que viria a ser a doutrina sincrética de Helena Blavatski, quase comparáveis à diferença entre o movimento rosacruciano ortodoxo, e depois encarnações que este viria a ter mais tarde como é o caso da Ordo Templi Orientis ou da Ordem Hermética da Aurora Dourada, movimentos com conotações substancialmente diferentes dos originais. No caso da teosofia a semelhança mantém-se na ideia de transmigração da alma e no conceito de metempsicose que é aceite quer por pelo movimento da teosofia cristã, quer pela síntese de Blavatski, com nuances. Convém referir que a ideia latente em metempsicose difere em sobremaneira da ideia de reencarnação.


bookmark_borderO que é darma

darma | s. m.
dar·ma
(sânscrito dharma, dever, virtude )
nome masculino

1. [Filosofia, Religião]   [Filosofia, Religião]   No hinduísmo, conjunto dos princípios religiosos e morais que regem a conduta individual e social.

2. [Filosofia, Religião]   [Filosofia, Religião]   No budismo, conjunto dos ensinamentos de Buda.


substantivo masculino [Filosofia] Preceitos morais e re­li­giosos que pregam o exercício da virtude, a conformidade à lei, conforme as filosofias e religiões da Índia.
Etimologia (origem da palavra darma). Do sânscrito dharma.


Darma (em sânscrito: धर्म, transliterado Dharma; em páli: धम्म, transliterado Dhamma) é um conceito-chave com múltiplos significados nas religiões indianas – hinduísmo, budismo, siquismo e jainismo. Não há tradução de uma única palavra para “darma” nas línguas ocidentais.O significado da palavra “darma” depende do contexto, e seu significado evoluiu à medida que as ideias do hinduísmo se desenvolveram ao longo de sua longa história. Nos textos mais antigos, o darma significava a lei cósmica. Em Vedas posteriores, o significado tornou-se refinado, mais rico, complexo, e a palavra “darma” foi aplicada em contextos diversos. Em certos contextos, o darma designa comportamentos humanos considerados necessários no universo, princípios que impedem o caos, os comportamentos e as ações necessárias a toda a vida na natureza, na sociedade, na família e no nível individual. Com respeito ao seu significado espiritual, pode ser considerado como o “Caminho para a Verdade Superior”. O darma é a base das filosofias, crenças e práticas que se originaram na Índia.
A mais antiga dessas, conhecida como hinduísmo, é o Sanatana Dharma (ou “Darma Eterno”). No budismo, no jainismo e no siquismo, o darma também tem um papel axial. Nessas tradições, seres que vivem em harmonia com o darma alcançam mais rapidamente o mocsa, o Dharma Yukam, o nirvana ou libertação da roda das samsaras, ou ciclo de reencarnações. O darma também se refere aos ensinamentos e doutrinas de diversos fundadores de tradições, como Siddhartha Gautama no budismo, e Mahavira no jainismo. Como doutrina moral sobre os direitos e deveres de cada um, o Dharma se refere geralmente ao exercício de uma tarefa espiritual, mas também significa ordem social, conduta reta ou, simplesmente, virtude.