tétano




tétano | s. m.
té·ta·no
(latim tetanus, -i, rigidez ou espasmo do pescoço, do grego tétanos, -ou )
nome masculino

1. [Medicina]   [Medicina]   Doença infecciosa grave, caracterizada por contracções dolorosas que se generalizam a todos os músculos do corpo. (O seu agente é um bacilo anaeróbio que se desenvolve em feridas e que age por uma toxina que atinge os centros nervosos; luta-se contra o tétano com uma vacina e com um soro.)

2. [Fisiologia]   [Fisiologia]   Contracção espasmódica de um músculo. (O tétano é imperfeito quando as convulsões elementares não são condicionadas [estremecimento], perfeito quando o são.)

Sinónimo Sinônimo Geral: TONISMO


substantivo masculino Doença infecciosa provocada pelo bacilo Clostridium tetani, que entra no organismo por machucados na pele, sendo que sua toxina atinge o sistema nervoso central, causando a contração prolongada de um músculo.
Etimologia (origem da palavra tétano). Do latim tetanus.


Tétano é uma infeção bacteriana grave caracterizada por espasmos musculares. No tipo mais comum, os espasmos têm início no maxilar e progridem para o resto do corpo. Os episódios de espasmos têm geralmente a duração de alguns minutos e ocorrem com frequência durante três ou quatro semanas. Os espasmos podem ser de tal forma intensos que podem provocar fraturas ósseas. Os outros sintomas podem incluir febre, sudação, dor de cabeça, dificuldade ao engolir, hipertensão e aumento do ritmo cardíaco. Os sintomas geralmente manifestam-se entre três a vinte e dois dias após a infeção. O recobro pode levar meses. Cerca de 10% das pessoas infectadas morrem.O tétano é causado pela infeção com a bactéria Clostridium tetani, a qual se encontra frequentemente no solo, no pó e no estrume. As bactérias geralmente penetram no organismo através de uma abertura na pele, como um corte ou uma punção, feitos por um objeto contaminado. Produzem toxinas que interferem com a contração dos músculos, o que produz os sintomas típicos da doença. O diagnóstico tem por base a observação dos sinais e sintomas. A doença não é contagiosa.A vacinação com a vacina contra o tétano previne a infeção. Para pessoas com feridas significativas e menos de três doses da vacina, é recomendada a vacinação e administração de imunoglobulina antitetânica. Em pessoas que se encontram infetadas, é usada imunoglobulina antitetânica ou, caso não esteja disponível, imunoglobulina intravenosa. A ferida deve ser limpa e removido qualquer tecido morto. Os espasmos podem ser controlados com relaxantes musculares. Nos casos em que há comprometimento da respiração pode ser necessária ventilação mecânica.Embora o tétano ocorra em todas as regiões do mundo, é mais frequente em climas quentes e húmidos e onde o solo contenha maior quantidade de matéria orgânica. Em 2013, a doença foi a causa de 59 000 mortes, uma diminuição em relação às 356 000 em 1990. A descrição mais antiga da doença que se conhece foi feita por Hipócrates desde o século V a.C. A causa foi determinada em 1884 por Antonio Carle e Giorgio Rattone na Universidade de Turim, tendo a vacina sido desenvolvida em 1924.